Zumo, ZTOP, 7

Z

Reza a lenda que relacionamentos têm crises a cada sete anos. Talvez sete anos seja o tempo mais que necessário para entender, avaliar e pensar bastante sobre o que está sendo feito. E hoje este ZTOP completa sete anos.

Muita coisa no mercado de tecnologia mudou nesse período. O jornalismo mudou também.

Quando três malucos se juntaram pra criar um blog de tecnologia em 2007, o mundo era outro. No meio do caminho, surgiram bons projetos, mas também diversos casos de copiar/colar gigantescos (repito minha velha teoria: se o Engadget/Gizmodo/Verge fecharem, de onde virão tantas notícias de sites/blogs por aí? E o site Y que publica e-xa-ta-men-te a mesma notícia se seu concorrente X deu cinco minutos antes? Isso é uma looonga história).

Nunca vou me esquecer – ainda em 2008, acho – saindo de um lançamento X de algum produto, quando ouvi um desses caras falando pra outro “nossa, você tem que ter um blog mesmo, porque você ganha muita coisa”. Errado amigo, errado. O blog/site pode ser sua forma de sustento e, principalmente, tem que ser um meio de informação decente para seus leitores – não algo apenas em benefício próprio.

Felizmente, o tempo cura feridas, limpa o joio do trigo, faz crescer novas ideias e oportunidades. Depois da maluquice de vender o site e pegá-lo de volta entre 2011-2013, agora, 2014, o ano sete, se mostra é o mais difícil de todos. Passamos por turbulências, mas a deste ano não quer ir embora. Sobreviveremos.

Não pelo site, que conseguimos tocar aos poucos –  e que rende audiência, bons comentários, gente inteligente comentando. Mas sim pela vida lá fora – pais doentes e que precisam de atenção (e estão bem!), os frilas urgentes com pedidos malucos, os projetos de consultoria que pagam as contas (e ainda bem que eles existem, tanto pra mim quanto pro Nagano), a ideia de largar tudo e, sei lá, fazer pão em outro lugar.

O que importa é que conseguimos, nesses sete anos, manter um espírito comum ao ZTOP: somos originais do nosso modo. Sempre bati nessa tecla, e isso não vai nos deixar. Esses sete anos, ao menos para mim, também causaram um excelente amadurecimento. Aprendi (muito) a dizer não, a rejeitar produtos porque não acredito neles ou em sua marca, a escrever sobre coisas que gosto – e sempre ter meu ponto de vista sobre elas.

De novo, obrigado eterno ao Nagano, pela amizade, companheirismo e compreensão. E que venha a crise dos 14! 🙂

Nagano comenta: Caramba… já se passaram 7 anos de gente (ou 49 anos de cachorro ou 33 anos de internet) — bom… bem antes disso eu já era meio véio, bobo e ranzinza mesmo. 😉

Como sempre, não tenho muito o que acrescentar ao que o Henrique já disse sobre nossa jornada on-line e, no geral, não lamento de ter saído de uma “grande editora” para trabalhar por conta já que, no fim das contas, ela nem é mais tão grande assim e meus sucessores no cargo não tiveram uma vida tão fácil quanto eu tive.

De resto, já que estamos na de crise de 7 anos, só pra contrariar o Henrique, vou dar um cut-and-paste de outra nota que vi na web:

Agradeço a todos que até hoje acreditaram no nosso taco e na proposta deste blog tocado por dois cabeças-duras, as gerências de comunicação e  assessorias de imprensa (pela atenção e paciência), o mercado de TI como um todo (pelo respeito e consideração) e todo mundo que desde o primeiro dia nos trataram como um veículo de comunicação de verdade.

E como sempre, obrigado a todos aqueles que gostam do que escrevemos, a todos aqueles que não gostam do que escrevemos e até mesmo a todos aqueles que não estão nem aí para o que escrevemos.

Acredito que a maioria gosta. E para aqueles que discordam — sorry rapeize — a gente é assim mesmo!

pateta_donald

[ Fonte ]

Yeah baby, I’m Bad…

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin é o fundador do ZTOP+ZUMO e da newsletter de tecnologia Interfaces. Já escreveu na PC World, PC Magazine, O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e criou o ZTOP+ZUMO em 2007, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC.

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