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Zumo no GP Brasil 2007

williams_lenovo_car.jpgNa semana passada, o Zumo visitou as facilidades da equipe AT&T Williams de Fórmula 1 no Grande Prêmio do Brasil 2007. A programação incluí­a um tour pelo seu centro de hospitalidade (o chamado AT&T Williams Suite) montado em Interlagos, os boxes da equipe e, finalmente, uma entrevista com Patrick Head, diretor técnico da equipe e assunto de um próximo post.

Um dos objetivos do tour era de conhecer mais detalhes sobre a parceria entre a Lenovo e a Williams. Entretanto, fui avisado pela assessoria de imprensa que câmeras profissionais – como minha boa e velha Olympus E-1 – não eram permitidas dentro de várias áreas do autódromo. Esse direito era reservado para os fotógrafos credenciados, sendo que os equipamentos “não autorizados” seriam sumariamente confiscados. As câmeras “amadoras” – algumas com o dobro da resolução da minha câmera – eram permitidas em algumas áreas.

Assim, não pude fotografar várias coisas interessantes, somente registradas em minhas lembranças.

Segundo o Blog Pit Lane da Lenovo, a Williams utiliza aproximadamente de 300 desktops e 140 laptops (números de agosto de 2007).

williams_lenovo_cable.jpgDurante o tour pelo interior do box da Williams, o porta voz da equipe explicou que eles utilizam portáteis da série X e T incluindo os pilotos – que têm um notebook cada – que acumulam dados técnicos do carro, coletados diretamente do veí­culo por meio de um cabo de dados (vide foto) quando dentro da garagem ou via rádio pelo sistema de telemetria. Assim, os pilotos tem condições de estudar o desempenho de seus equipamentos.

ThinkPads T60p também são usados na cabine de comando que fica ao lado da pista, sendo que cada posto possui seu próprio sistema de refrigeração ativo.

Além das áreas de administração e negócios, os computadores Lenovo são usados pela engenharia em diversas áreas como prototipação, processamento de dados de testes como o túnel de vento, CAD, inspeção dos componentes do carro e até no desenvolvimento de software e aplicações próprias para controlar seus sistemas internos e análise de dados da telemetria.

Uma curiosidade que ouvi no box é que os primeiros Thinkpads não se comportaram bem ao lado dos motores quando acelerados. Assim a Williams trabalhou em conjunto com a Lenovo para o desenvolvimento de um portátil mais adaptado ao ambiemte “hostil” do box. Entre as modificações citadas está o uso de discos rí­gidos de estado sólido (SSD).

Depois disso, os portáteis funcionaram de maneira impecável.

Infelizmente não pude ver um desses notebooks modificados, de modo que não tenho idéia de como eles são.

De qualquer modo, Matt Kohut, no seu blog “Inside the Box“, fala sobre um protótipo de ThinkPad no melhor estilo “Duro na Queda” com cara de bater de frente com os ToughBooks da Panasonic.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

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