ZTOP pergunta: você teria um netbook com Android?

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É fato que os netbooks andam meio em baixa. O formato de um computador simples e barato para acessar a internet surgiu em 2007, com o famoso eee PC da Asus e, depois de uma generalização rápida, perdeu importância para os tablets e, por que não dizer, ultrabooks.

A Intel fez dinheiro com seus Atoms projetados especificamente para esse tipo de computador básico e inclusivo — e vale lembrar que, no Brasil, o netbook ainda é a primeira máquina de muita gente. Mais recentemente, a AMD com sua plataforma Vision/Zacate conseguiu melhorar um pouco a concorrência, com o aprimoramento de gráficos nesses PCs diminutos.

Em uma observação rápida nos sites das fabricantes, dá para perceber que a oferta é cada vez menor (ou disfarçada de “mini-notebooks”). Pouca gente continua vendendo netbooks no mercado brasileiro (exemplos: LG e Lenovo não oferecem mais esse tipo de máquina, Samsung ainda tem um em catálogo, HP também só tem um, assim como a Positivo; fora da curva estão CCE e Asus, com mais de um modelo).

Além disso, os tablets híbridos (Asus Transformer e seus parentes, estou falando com vocês) mostraram que uma alternativa ao netbook convencional, em um equipamento portátil modular, com teclado com portas de expansão e bateria adicional + tela sensível ao toque removível, se transformam em uma máquina de produtividade: com um navegador e editor de textos/planilhas, o escritório pode acontecer em qualquer lugar.

Então fica aqui minha ideia doida de futurologia. E se existisse (viajando aqui na teoria) um equipamento como um netbook, com tela fixa (mas sensível ao toque) e rodando uma variante de Android: isso faz sentido? Afinal, o Android roda em plataforma x86 sem muito problema.

Pra mim, apenas se for muito muito mais barato que um equivalente rodando Windows 7/8 – na faixa de R$ 600, no máximo R$ 700, para ter oferta em massa no varejão deste Brasil e ser mais um instrumento de inclusão digital (ei, e tem apps!).

Por que faço essa pergunta? Windows 8 vem aí no segundo semestre (1 de outubro, aparentemente) e não acredito muito que a própria Microsoft vá incentivar o uso dessas máquinas básicas já que pretende focar bastante em tablets ARM.

(imagem acima: um netbook genérico modificado, sem nenhuma ligação com fabricantes)

O que vocês acham? Nagano?

Nagano comenta: Para mim, não é surpresa o fato de muitas pessoas dizerem que gostam do padrão de formato dos tablets. O que realmente me intriga é o quanto essa paixão aumenta quando descobrem que um modelo em especial vem com algum tipo de teclado, seja ele integrado como o Asus Slider ou separado como o Transformer. Para mim, isso é uma forte indicação de que apesar da facilidade das interfaces de gestos, alguns ainda curtem ou pelo menos se sentem mais seguros com um bom tecladinho físico. Algo como o melhor de dois mundos.

Assim, um netbook com Android? Não acho a idéia ruim, pois se trata de um ecossistema já bem conhecido pelo consumidor o que faz dele menos intimidador ou cabalístico que qualquer outra distribuição de Linux da vida. Some-se a isso uma boa oferta de softwares/Apps e sua integração com os aplicativos do Google (Contacts, GMail, Docs etc.) fazem dessa idéia para mim bem interessante. Mas somente se seu preço for muito atrativo.

E cá entre nós — na pior das hipóteses — se a máquina for x86, nada impede que o usuário arrependido instale um Windows 7 por cima (wink! wink!)

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin é o fundador do ZTOP+ZUMO e da newsletter de tecnologia Interfaces. Já escreveu na PC World, PC Magazine, O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e criou o ZTOP+ZUMO em 2007, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC.

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