ZTE V821: cinco dúvidas sobre o aparelho

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Outro dia falamos do ZTE V821, o primeiro Android à venda no Brasil com capacidade para aceitar dois SIM cards de operadoras distintas. A ZTE nos enviou um aparelho para testes, e compartilho algumas primeiras impressões de uso do smartphone.

1) Como funciona o gerenciamento de SIM Cards?

Processo feito de maneira fácil e direta. Você define nas configurações do aparelho qual será a operadora principal (para voz, por exemplo), e deixa o segundo ‘chip’ para transmissão de dados ou receber ligações de outra operadora. Ambos ficam ligados simultaneamente.

Os dois SIM cards se encaixam um sobre o outro em compartimentos separados na parte traseira do aparelho. Na hora de ligar ou mandar um SMS, basta selecionar na própria tela a operadora desejada.

E, para dados, o V821 também tem conexão Wi-Fi, o que pode ajudar a economizar um pouco.

2) O V821 é um aparelho 3G? 

Não: ele usa conexões GPRS/EDGE (primordialmente EDGE) para acessar a internet pelo plano de dados. Trabalha em quatro frequências (850 / 900 / 1800 / 1900 MHz), o que o torna compatível com as principais operadoras do mercado brasileiro.

3) A tela é sensível ao toque? 

Sim, mas tem um grande porém no pedaço: ao contrário da tela do iPhone, o V821 tem uma tela com a tecnologia resistiva para receber o toque do dedo do usuário, o que causa lentidão e provável frustração com o aparelho já na tela de bloqueio (nem sempre dá para “arrastar”) o ponteiro para desbloquear a tela. Use com uma caneta stylus.

Além disso, a resolução da tela é baixa (pense no Motorola Flipout), tornando um pouco mais complicada a leitura de itens – e muitas vezes, ao digitar um e-mail ou texto, o teclado virtual surge sobre a tela diminuta, reduzindo ainda mais o espaço útil. Os Angry Birds, por exemplo, ficam “square birds” na tela do V821 (mas dá pra jogar, se a tela resistiva acompanhar seu dedo).

4) Tem Android Market e “experiência Google”?

Sim. O V821 usa o Android 2.2 “Froyo” e tem Android Market, Gmail, Google Maps (yay, GPS!), um cliente próprio de e-mail e redes sociais. Sei lá por qual razão, veio sem Google Talk e com um app do Google Voice (serviço indisponível no Brasil).

E tem rádio FM, pros fãs de rádio FM no celular.

5) Demais observações:

– Bateria: não consegui usar o aparelho por um dia completo. Nesse total período de uso (cinco horas no máximo), o V821 indicava que tinha ainda 52% de bateria.

– O teclado QWERTY é retroiluminado e, na unidade de testes, está com algumas teclas defeituosas na fileira direita (como a letra “p” e o botão de voltar, me forçando a usar o teclado virtual em tela).

– A câmera só funciona se tiver um cartão microSD instalado (não veio na caixa).

– Os botões acima do teclado me pareceram bastante confusos para usar, fugindo do padrão Android (tecla Home, voltar, menu). Tem botões coloridos (verde/vermelho) para ligar/desligar telefonemas, um dial central com quatro direções, mais quatro botões. No aparelho de testes, os dois botões esquerdos não funcionaram, o direito superior atua como “voltar”  e o inferior para acessar o menu de mensagens.

– O processador é lento, como já notaram alguns comentaristas no post original. O benchmark Quadrant Standard Edition comprova: não rodou… e travou o aparelho!

Sei bem que um aparelho com dois SIM cards e Android e preço barato (sugerido: R$ 499) é bastante atraente para o bolso e o desejo de ter uma tecnologia quente. Na hora de comprar, leve em consideração o uso da tela (que irrita) e a ausência de 3G (que pode deixar tudo mais lento).

 

 

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

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