Xiaomi e DL: o caso da homologação

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A DL confirmou a este ZTOP+ZUMO ser a responsável pela homologação na Anatel do Pocophone F1, da Xiaomi.

Na última quarta-feira, a notícia da homologação começou com o furo do Pinguins Móveis e pegou fogo com o Tecnoblog.

Hoje (15) o Pinguins Móveis também descobriu que os modelos Xiaomi Mi 6X, Redmi Note 6 Pro e a Original Xiaomi Huami Amazfit Smartwatch também estão no sistema da Anatel (mas isso não significa que já foram homologados).

O que diz a DL

A DL confirmou a homologação do Pocophone pela empresa e que demais informações são confidenciais. Falei rápido na quarta-feira à noite com Luciano Neto, gerente de produto da DL.

Ele me escreveu o seguinte:

Olá Henrique, boa noite. Foi homologado pela DL sim. Mais informações estão confidenciais por enquanto, pois não podemos falar.”

Tive a promessa de um comunicado oficial da DL para hoje, mas ele será divulgado somente na segunda-feira (18).

O resto? Não sei

Se a DL for lançar mesmo o Pocophone F1, pode significar uma mudança grande no modelo de negócios da empresa (de produtos baratos para produtos intermediários… premium?).

Ponto positivo para a capilaridade enorme da DL no varejo brasileiro (vantagem grande em relação a muitos concorrentes que nem chegaram direito aqui, como a Huawei). E a DL tem uma fábrica capaz de montar smartphones.

A DL pode ser também um parceiro para a Xiaomi testar o mercado com um produto e marca diferentes. O Pocophone F1 tem especificações técnicas incríveis com preço muito amigável (sem contar impostos e custo Brasil, algo em torno de R$ 1.500).

Ficam em aberto algumas perguntas:

  • Qual a relação da DL com a Xiaomi?
  • A Xiaomi é parceira/sócia da DL na operação?
  • Qual a expectativa da DL em se associar à Xiaomi?
  • A Xiaomi investiu na DL?
  • Além do Pocophone F1, mais smartphones virão?
  • Os smartphones serão montados no Brasil? Serão importados?
  • Temos uma ideia de quanto um aparelho da Xiaomi “oficial” vai custar aqui?
  • Quem vai dar assistência técnica para os produtos?
  • A DL vai dar suporte a quem já importou um Pocophone via lojas chinesas?
  • Quando começam as vendas?
  • A estratégia de trazer a Xiaomi canibaliza, de algum modo, os produtos da DL?

Quem é a DL?

A DL tem uma fábrica em Santa Rita do Sapucaí (MG) onde produz PCs, tablets, featurephones, smartphones básicos e eletrônicos de consumo, além de outros produtos tecnológicos. A empresa foi fundada em 2004 e começou vendendo panelas de arroz e panelas de pressão elétricas, segundo o site da marca.

O segredo do sucesso da DL é vender a maioria de seus produtos a um preço mais baixo (ela tem uma grande força em tablets de entrada, mercado abandonado pelos concorrentes maiores, por exemplo).

Fábrica da DL em Minas Gerais (Foto: divulgação)

Xiaomi, triste história brasileira

Vale lembrar que em 2015 a Xiaomi abriu uma subsidiária com pompa e circunstância no Brasil (oi Hugo!) e que no final só lançou um smartphone por aqui, o Redmi 2, com hardware defasado e uma estratégia de vendas baseada em eventos que não deu muito certo. Um ano depois, fecharam as portas (tchau Hugo!).

Apesar da saída do mercado brasileiro, a Xiaomi é uma das marcas mais queridas da “youtubesfera” de tecnologia, onde lojas de importação pagam os canais com produtos para review e comissão nas vendas. Não à toa, os resultados – independente da qualidade da marca e do produto – tendem a ser muito favoráveis.

Eu acredito que a Xiaomi – mesmo depois do fiasco brasileiro (e da saída amigável do Hugo Barra para o Facebook/Oculus) – ainda é a coisa quente em smartphones, junto com a Oppo e a Vivo – a Oppo nem deve pensar em Brasil depois do fiasco paraguaio no final do ano passado.

Repito que a inovação em smartphones tem vindo da China, e não mais da Apple (não digo Samsung aqui porque tudo indica que tem um smartphone dobrável semana que vem. Engraçado que o Galaxy S10 já vazou tudo, mas nada do dobrável, não?).

Atualização de 18/02:

A DL acabou de anunciar hoje (18/02) que irá vender dois smartphones da no varejo físico. Eles foram homologados pela ANATEL
e possuem garantia válida em todo o território nacional.

O primeiro deles é o Redmi Note 6 Pro um modelo com tela de 6,26″ com Gorilla Glass equipado com processador Snapdragon 636, 4GB de memória RAM e 64 GB de armazenamento interno. Ele ainda conta ainda com quatro câmeras, sendo duas frontais (20MP + 2MP) com autofoco e reconhecimento facial e duas traseiras (12MP + 5MP) também com autofoco, detecção facial e flash de duplo LED.

Já o Pocophone F1 é um modelo mais topo de topo de linha equipado com processador Qualcomm Snapdragon 845, 6 GB de RAM e 128GB de armazenamento. Ele conta com câmera frontal de 20 MP e câmera traseira dupla de 12MP + 5MP, capaz de gravar vídeos em 4K, e bateria de 4.000 mAh.

Com relação aos preços a DL não tem como fornecer essa informação devido suas as negociações com os varejistas, sendo que estas que irão, no fim das contas estabelecer seus preços.

Mas entre os varejistas que irão comercializar esses produtos da Xiaomi a primeira a ser confirmada é a Ricardo Eletro que também irá vender na sua lojinha on-line.

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

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