Quando seu jogo favorito avisa que vai acabar

Q

Eu gosto de Westworld (da série e do game). Eu sei que o jogo de Westworld é uma cópia descarada de Fallout Shelter. Mas agora Westworld para iOS e Android… vai sair do ar. Estou órfão ;(

Eu não jogo em PC, Mac e nem tenho (nem nunca tive!) console (não gosto de escrever sobre games, na verdade. O mundo está cheio de gente mais competente nisso por aí).

Mas quando um jogo me pega pra valer no celular (e conto nos dedos quais foram: o primeiro Angry Birds (ainda no Nokia N900, antes do sucesso mundial e pequena obssessão deste blog), Threes (tive uma recaída no final do ano e o Tempo de Uso do iOS já estava me chamando de alma inútil), Triple Town e Jetpack Joyride (da distante época que tive um iPad mini de 2a geração).

Ah sim, Temple Run também, mas parei porque começou a dar tendinite no dedão.

Não que eu não tenha uns 25 jogos instalados no smartphone hoje (olho, penso, fica lá, clico errado e saio – é a síndrome de Netflix, uma evolução da síndrome da videolocadora dos anos 90: olhar pra uma quantidade enorme de conteúdo e ficar apenas escolhendo, sem decidir por nada).

Mas voltando ao Westworld. O jogo saiu em junho do ano passado, logo depois da segunda temporada da série na TV – e o processo da Bethesda, criadora de Fallout Shelter, veio na mesma semana (Westworld usa conceitos muito similares aos do game da Bethesda e, bem, chama o advogado).

Comecei a brincar, sabendo que o tal processo poderia tirar o jogo do ar em algum momento (e me esqueci disso). Viciei em juntar diamantes (era pague-para-ganhar, mas dava, com paciência, para conseguir as coisas certas, personagens legais novos e suas inúmeras variantes). Única coisa que não fiz foi pagar pelos personagens premium 5 estrelas, muito caros (alguns pacotes chegavam a mais de R$ 350).

Até quebrei o jogo uma vez, quando alternei do Android para o iOS (ao testar os novos iPhones) – um viva aos jogos que salvam na nuvem – e fiz uma compra de personagem baratinho com uns dólares que tinha ainda na minha conta da Apple. O jogo parou de funcionar nas duas plataformas, abri um pedido de suporte e corrigiram o problema pra mim (quem é o doido que alterna entre iOS e Android, devem ter pensado).

alerta: spoiler simples da série

Por que viciei? Acreditei, em algum momento (tolinho) que a rebelião de anfitriões da série chegaria em algum momento ao jogo. Ações como “O caos domina” davam essa impressão. E fui jogando. Jogando. Jogando.

Alguns meses atrás, Westworld passou a ter mini-campeonatos semanais de interações específicas. Gostei! Pela primeira vez na vida, apareci nos rankings de top 100, top 200 (que não valiam nada, claro), mas davam uma satisfação pessoal minúscula, porém divertida.

No final do ano, pensei em iniciar o processo de desmame do Westworld. Jogar menos, fazer outras coisas (offline é o novo luxo, afinal). Ontem, entro no game e vejo a mensagem que abre esse post.

Descobri que no dia 4 foi divulgado um acordo amigável entre a Bethesda e a Warner Interactive, desenvolvedora do Westworld. E ontem veio a pancada pros usuários (a página do Facebook está cheia de gente irritada).

Westworld já não está mais nas lojas de apps. E em 16 de abril vai parar de funcionar, com o desligamento dos servidores. Eu já parei de jogar – entrei agora para capturar as telas deste post e deu um desânimo…

Obrigado, Westworld. Foi bom enquanto durou.

Alguém tem uma indicação de joguinho novo & viciante para Android? 🙂

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

Por Henrique Martin

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