ZTOP+ZUMO 10 anos!

Western Digital traz cartão MicroSD WD Purple para o Brasil

Primeiro cartão MicroSD da marca é voltado para uso em câmeras de vigilância 24/7 e se caracteriza pela sua resistência e confiabilidade.

Tradicional fabricante de mídias para armazenamento de dados, a Western Digital anunciou hoje a chegada no País do seu primeiro cartão de memória flash com sua marca — o WD Purple MicroSD:

No geral trata-se de um cartão MicroSD Classe 10 / UHS1 com velocidade de leitura (sequencial) é de 80 MB/s e de gravação (sequencial) 50 MB/s disponível inicialmente nas versões SDHC de 32 GB e SDXC de 64 GB. Apesar disso, a empresa já adiantou que as versões de 128 GB e 256 GB chegam no mercado até o fim deste ano:

Mas como os conhecedores do código de cores da empresa já podem ter percebido, o WD Purple MicroSD é uma mídia de armazenamento voltada para uso em sistemas de vigilância, ou mais exatamente para aqueles modelos equipados com slot MicroSD o que lhes permite armazenar suas filmagens localmente caso sua conexão com o NVR seja interrompida por um motivo ou outro, o que inclui situações extremas onde o NVR é fisicamente arrancado da tomada e levado por ladrões para acobertar as provas de seus crimes:

E para isso, a empresa explica que o ideal é que o usuário utilize um cartão com características especiais, já que esta terá que trabalhar praticamente de maneira initerrupta, armazenando dados de maneria cíclica 24 horas por dia, sete dias por semana (ou 24/7) por meses (ou até anos) a fio, muitas vezes exposto a condições adversas como calor, frio e umidade.

Para isso, o WD Purple MicroSD foi especialmente projetado para trabalhar em ambientes cujas temperaturas podem variar de -25 °C a 85 °C e o mais interessante suportar até 1.000 ciclos completos de P/E (Program/Erase) um processo que lembra muito o de escrever num pedaço de papel com lápis e borracha — ou seja — toda vez que algo algo é escrito com o lápis e depois apagado com a borracha, o papel fica um pouquinho mais gasto, ao ponto de uma hora não ser mais possível reescrever algo sob o risco de rasgar o papel.

E tem mais: Assim como na vida real, apenas ler o que está escrito no papel não desgasta o mesmo — o que também é válido nas memórias flash — ou seja, a sua durabilidade está diretamente relacionada ao seu tipo de uso.

Por exemplo, uma memória num player de música tende a durar mais que numa câmera digital porque as música no player tendem a ficar no player por um longo período se comparado com as fotos na câmera que são sempre atualizadas.

Fora isso, esse ciclo de P/E multiplicado pela capacidade do cartão também define o chamado TBW (Terabytes written) que é outra métrica usada pelo mercado para medir a durabilidade de uma mídia de armazenamento. Daí o TBW do cartão WD Purple de 32 GB é de 32 TBW e na versão de 64 GB o TBW é de 64 TBW.

Falando nisso, a empresa deixa claro que a resistência do produto não significa necessariamente maior vida úitl.

Isso porque essa relação entre capacidade de memória e P/E pode levar a alguns equívocos, como por exemplo a de que um cartão de poderia 64 GB durar o dobro de um cartão de 32 GB porque (se voltarmos a usar a analogia do lápis e papel e borracha) a mídia de 64 GB teria o dobro de espaço para ser escrito e apagado do que na de 32 GB.

Isso seria válido se ambos os “papéis” tivessem a mesma qualidade (ou ciclos de P/E). Mas se um papel for melhor que o outro, digamos…

  • Um cartão de 64 GB com 500 P/E = 32 TBW
  • Um cartão de 32 GB com 1.000 P/E = 32 TBW
  • Um cartão de 16 GB com 3.000 P/E = 48 TBW (uia!)

… ou seja, um cartão de capacidade menor pode até durar mais do que um maior, dependendo do seu P/E.

De fato a WD até apresentou um comparativo de cartões voltados para o consumidor final e o novo WD Purple:

Porém, muito mais importante do que saber o quanto esse cartão dura é poder prever antecipadamente quando ele está em vias de caducar.

A boa notícia é que para isso, o WD Purple incorpora uma tecnologia que a empresa chama de Monitor de Integridade. Esse recurso pode ser monitorado em tempo real pela própria câmera (se ela for compatível, é claro, com essa tecnologia) ou durante uma manutenção preventiva conectando o cartão num PC e lendo as estatísticas com a ajuda de um utilitário.

Quando questionado se esse novo cartão Purple poderia ser usado em outros dispositivos — como por exemplo, um smartphone — Alexandre Jannoni gerente geral da Western Digital Brasil respondeu que poder até pode mas que não haveria muitas vantagens visíveis já que neste caso o cartão é usado essencialmente para guardar arquivos que não serão apagados com tanta frequência como numa câmera de vigilância (ou seja, um P/E menor).

Sob esse ponto de vista, o consumidor seria melhor servido com cartões mais de linha como a linha Sandisk Extreme Pro que podem ser mais velozes, de maior capacidade e até oferecidos por preços mais atraentes que o WD Purple.

De fato, ele explicou que o nome WD Purple foi escolhido para diferenciar essa mídia de outros produtos da cada como os cartões da Sandisk que continuarão a ser a marca mais associada como mídias removíveis, enquanto que a marca Western Digital será mais focada no mercado de armazenamento de massa como os HDDs e SSDs.

Jannoni acredita que outra aplicação bem interessante para o WD Purple MicroSD seja nas câmeras de carro (ou dashcams) que também não deixam de ser um sistema de vigilância igualmente sujeito a situações extremas de calor e frio.

Com relação ao preços, eles ainda não foram divulgados porque essa mídia só chegará ao mercado no próximo mês de junho e será distribuída com exclusividade pela IntelBras que tradicionalmente já comercializa sistemas de vigilância eletrônica, o que também deixa claro que WD Purple MicroSD é considerado um produto de nicho.

Para quem quiser saber mais sobre essa mídia ou vê-la de perto em cores e ao vivo, ela estará sendo exibida no stand da Western Digital (#521 – rua 500) durante a Exposec 2018 feira internacional de segurança que acontece durante essa semana (de 22~24 de maio) na cidade de São Paulo.

Mais informações aqui.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.