Video-review: Sony Ericsson Xperia X10

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O Sony Ericsson Xperia X10 é, sem dúvida, o smartphone com Android com mais reações ame/odeie que este Zumo já testou. Tem excelente hardware, mas a camada de software que a fabricante inseriu sobre o Android estraga um pouco a festa. Já havia mostrado umas fotos dele, e passei quase duas semanas com o X10 em mãos. Explico em vídeo:


(link)

O X10, pela sua configuração poderosa de hardware, é um excelente aparelho. A tela de 4″ é, sem sombra de dúvida, a melhor do mercado. Como diz um amigo meu (acredito que citando o Jovem Nerd, não tenho certeza), dá pra fazer muito “woosh woosh” nela – numa descrição rápida do que esses aparelhos touchscreen (iPhone-like) fazem com efeitos e tudo mais.

O smartphone roda, por enquanto, Android 1.6, o que já é um grande avanço em relação aos concorrentes (lembre-se que estamos em um mercado que 98% dos Androids estão no limitado-porém-usável 1.5 ainda, sem previsão de upgrade, e só um tem Android 2.0/2.1, o Motorola Milestone). A Sony Ericsson promete upgrade pro 2.1 no final do ano, incluindo melhorias na captura de vídeo (com HD).

Mas, voltando ao “woosh woosh”: a combinação de hardware mais camada de software, tornada já popular pela Motorola com seu MotoBlur, aqui atende pelo nome de Timescape (para contatos, mídias sociais e e-mails) e Mediascape. E elas, juntas, são o grande problema do X10.

O Timescape empilha seus contatos. No mínimo, o designer achou lindo, mas nunca testaram a usabilidade de ler, por exemplo, o Twitter em pequenas fichas empilhadas, que precisam ser clicadas uma a uma para leitura. O Mediascape é melhorzinho, gerencia bem músicas, fotos, vídeos, integra-se ao YouTube. Mas quem, em sã consciência, deixou sair um tocador de música que não gera playlists com poucos toques – e olha que a Sony Ericsson fez muito barulho com a questão do celular-Walkman.

Solução: ignorar o Timescape e substituí-lo pelo Seesmic (para Twitter) e pelo aplicativo oficial do Facebook. No caso do Mediascape, o problema mais pontual é com a parte de músicas – e é uma pena a Sony Ericsson ter deixado o app oficial do Android de fora. Precisaria descobrir um media player bacana para Android (quem tiver sugestões, agradeço). Novamente, veja o vídeo acima e entenda os motivos.

Para finalizar: o X10 é um ótimo aparelho. A bateria dura bastante, a experiência multimídia (câmera de 8,1 megapixels, reprodução de vídeos e até mesmo de áudio: veja as fotos no Flickr) é excelente. Entretanto, a vontade de fazer algo diferente só fez a Sony Ericsson derrapar. Futuras atualizações do sistema, espero, vão corrigir isso. A lição do tempo é sempre um aprendizado, como dá para ver na evolução do Sony Ericsson Vivaz em relação ao temível Satio – mas isso é história pra outro post.

Update: Para ler com outros olhos: o Pedro Burgos, do Gizmodo, fez um review naganesco do X10. E a Garota sem Fio gostou do X10, mas o vê também com olhos críticos, pelo menos enquanto não sai a atualização.

Resumo: Sony Ericsson Xperia X10
O que é isso? Smartphone com sistema operacional Android 1.6.
O que é legal? Belíssimo design, tela enorme, boa duração de bateria.
O que é imoral? Interface Timescape e Mediascape limitam o uso do aparelho.
O que mais? Excelente câmera de 8,1 megapixels. Veja exemplos de fotos aqui.
Avaliação: 7,5 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço sugerido: R$ 1.899 (desbloqueado)
Onde encontrar: www.sonyericsson.com.br

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

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