Viagem ao centro do Google

V

Google

O Google Brasil tem um novo escritório em São Paulo, agora com o devido tí­tulo de Googleplex. Fica na avenida Faria Lima, do outro lado da rua de onde ficava o escritório antigo. Como em qualquer Googleplex que se preze, dois projetores no hall de entrada dão o tom. Um com as buscas em andamento, outro com viagens aéreas de Google Earth.

Me senti em 1999/2000 ao entrar lá. É como se a bolha nunca tivesse estourado. Sala de almoço/café. Cozinha. Comida grátis em diversos locais. Bebida grátis também. Rede para relaxar. Pufes. Pebolim. Falta um videogame, mas ainda vão comprar. Sala de massagens. Baias. Mini-salas isoladas para falar ao telefone com privacidade. Um equipamento de videoconferência de última geração pra falar com até nove paí­ses ao mesmo tempo. Mais baias, muitas vazias. As contratações não páram.

O andar comporta mais de 120 pessoas, hoje o Google Brasil tem 60 funcionários, um ano atrás eram 30. Os resultados em um ano foram surpreendentes também, 80% além das metas, disse o diretor geral Alexandre Hohagen. E prometem ser maiores em 2007, um “crescimento estimado de 200% em relação a 2006”. Uau.

Os Googleplex pelo mundo disputam qual é o mais bacana. A bola da vez é o Brasil (abriu oficialmente no iní­cio de novembro), o da Austrália também está fresquinho. É a cultura do Google. Igualzinho a 1999 (não sei a razão, mas lembrei da finada Patagon, que tinha até elevador para levar de um andar a outro, na mesma Faria Lima. O falecido Zip.net também ficava por ali). Mas assim é o Google no mundo inteiro, por que razão seria diferente?
Fotos? Não, só em determinadas áreas “seguras”. (Não tirei fotos, tava com o celular errado lá, sem câmera). E não, Hohagen não comenta o caso do Ministério Público. “É assunto pro Google Inc, mas tivemos notí­cias positivas recentemente.”

Hohagen diz que cada vez mais os produtos serão localizados para o Brasil. Foi assim com o Picasa, Google Apps, vai ser assim com o Click2Call (para clientes contatarem empresas via VoIP) e, finalmente, o Google Maps. Sobre o You Tube, não tem o que dizer, porque o negócio é muito recente. Mas que o Google Brasil vende, via rede AdWords, anúncios locais para o YouTube – já aconteceu com Gradiente e Speedy. E se você tem AdWords no seu blog, não vai receber o dinheiro em reais ainda não. Mas eles prometem para “breve” o fim dos cheques em dólar.

Guloseimas Google Brasil-SP em números, por mês:

  • 2 mil garrafas d’água
  • 700 iogurtes
  • 5 mil latinhas de suco e refrigerante
  • guloseimas: o número não é divulgado

fonte: Google

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

<span class="dsq-postid" data-dsqidentifier="337 http://zumo.com.br/?p=337">comentários</span>

  • Henrique, depois dessa, só um recado pra você: vá atiçar a vontade dos outros lá em Trinidad e Tobago, pô! Listar as guloseimas em números foi crueldade.

  • Alexandre, dá a impressão que o Hohagen tem prazer em dizer esses números… Se é assim aqui, imagina nos Googleplex dos Estados Unidos!

  • Sonho: trabalhar no Google!
    Ai ai, acho q vou mudar de área, vou fazer faculdade de novo…
    Aff, será q eles nao se interessam por alguem q adora a empresa, se interesa muito por assuntos do mundo tecnologico, mas por enqto tem pouco conhecimento técnico?
    Preciso pensar pq uma geóloga seria útil no Google… hehe

  • Claudia, quem sabe eles queiram uma geóloga no Google Earth… 🙂
    Não custa sonhar, né?

    Geeente, eu também quero trabalhar lá!!!!!! Ou melhor: será que, com tantos atrativos, alguém realmente TRABALHA lá?

  • Há alguma chance de se descobrir o salário desses funcionários ou eu sou muito curioso? 🙂
    Aguinha na boca… hehehe.

  • Muniz, pelo que já ouvi falar, os salários no Google não são lá grande coisa (pura fofoca de mercado). Porém… eles oferecem inúmeros benefícios, guloseimas e, claro, ações da empresa.

  • Henrique, passei umas madrugadas lá na Patagon com amigos.

    Seu texto me deixou atiçado com o Google. Tenho um primo que foi pra lá, depois de trabalhar pra Creative.

    Será que as contratações são feitas muito na base de amizades ?

    Abs, feliz natal.

  • Oi Pedro, Boas Festas pra você também.

    Acho que contratações feitas na base da amizade existem em qualquer lugar. Sei que o processo seletivo pra entrar no Google é bastante rigoroso, então não acredito que tenha muito “pistolão” lá dentro.

    []s

    H

  • Eu sugiro para a galera da blogosfera, um tema legal, o que vc faria na sua empresa para ficar igual ou melhor que o Google.

    Ou seja, o que na pratica a sua empresa faz que vc acha muito legal e o que vc pode fazer em sua empresa que o Googleplex faz…

    Talvez se aplicarmos as metodologia de trabalho do google em nossas empresa, escolas, casa etccc.

    opssss, onde o google vai para hemm

    pois bem aqui na empresa eu vou fazer um trabalho de pesquisa onde aplicarei algumas ideais que coletarei na web sobre outras empresas e até mesmo a google e tentar funcionar aqui .

  • Eu vou trabalhar no google, ainda esse ano…
    acho engraçado que o pessoal curte esse papo de doces e etc, eu pessoalmente curto mais a possibilidade de levar informação para o mundo todo.

  • É tudo muito lindo no Google. Mas só pra eles próprios!!
    Só não é lindo o modo como eles tratam os clientes deles (os que realmente mandam o dinheiro pra eles), não tendo ABSOLUTAMENTE NADA de relacionamento humano, NINGUÉM pra se falar, pra esclarecer… Tente ligar pra alguem do google e perguntar porque sua fatura de serviços google veio em dólares, quando deveria ter vindo em reais???? Tente e veja quem atende!! uma gravação…. Não existe ninguem para se relacionar com os mais importantes contatos deles: OS CLIENTES. Alguem conhece um “fale conosco”, “contato” ou qualquer coisa assim quenão seja gravação??? Se souber me passe por favor. Abraços

RSS Podcast SEM FILTRO




+novos