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Vem aí o “Natal dos Tablets” (oooh!)

No final de maio, o Governo Federal deu sinal verde para a produção local de tablets com menos impostos. Em primeiro de junho, saiu o PPB indicando as diretrizes que os fabricantes têm que seguir para conseguir a isenção. E, pela previsão do ministro Aluizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), setembro é uma boa data para os primeiros produtos chegarem ao mercado mais em conta – e preparando o terreno para o “Natal dos tablets”.

Mercadante deu uma entrevista hoje ao programa “Bom Dia, Ministro” (baixe aqui o áudio), e o pessoal da Agência Brasil reproduziu trechos da conversa. Diz o texto:

Mercadante calcula que os tablets poderão custar até 40% menos se os descontos dados pelo governo federal e por alguns estados para incentivar a produção local chegarem ao consumidor. “No Natal vai ter muito tablet barato e em todas as opções para o consumidor. Acho que nós vamos ter um belo momento na indústria da computação no país”, disse Mercadante.

A questão do prazo tem lógica – já ouvimos falar em um prazo de três meses para fabricantes se adaptarem ao PPB. Se o PPB saiu em junho, setembro é a data mais correta mesmo. Será que vamos ter que esperar o Samsung Galaxy Tab 10.1 até lá?

Agora 40% é forçar a amizade ou baixar a configuração pra níveis xinglingplusmaster com Android 2.1.

Mas o mais bacana está na lista de empresas atualizada:

Nove empresas já se inscreveram para produzir tablets no Brasil com incentivo fiscal (Samsung, Positivo, Motorola, Envision, AIOX, Semp Toshiba, LG, MXT e Sanmina-SCI) e mais seis estão com pedido em análise técnica (Itautec, Foxconn, Teikon Tecnologia, Compalead, Ilha Service e Leadership).

Samsung, Motorola, Positivo e Semp Toshiba eram esperados. LG, para mim é uma novidade, assim como Itautec e Leadership. E Foxconn, oras, pode muito bem produzir para Apple como para qualquer outra empresa (HP? Acer?) – e é um tanto curioso aparecer como “pedido em análise técnica”, não. (e quem souber quem são/para quem fazem Envision, AIOX, MXT, Sanmina-SCI, Teikon, Compalead e Ilha Service, por favor, comente!)

Para finalizar, o ministro Mercadante fez aquela clássica “viagem na maionese” envolvendo educação e tecnologia.

Segundo o ministro, o Brasil é o sétimo mercado para computadores e pode ser ainda mais atraente com a inclusão digital na educação. “Queremos levar [o tablet] para a escola pública e fazer como outros países já estão fazendo. Taiwan já acabou com o livro didático, só tem livro na biblioteca. O aluno lê toda a bibliografia por meio do tablet que também é um caderno eletrônico. A Coreia, em dois anos, não terá livro didático. É o próximo passo do nosso projeto”, disse Mercadante que esta semana esteve no Uruguai onde todos os alunos da rede pública têm um microcomputador portátil e todas as escolas têm acesso à internet.

O céu é o limite, né?  (dica do @augustocc)

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

  • fjorgemota 28/07/2011, 20:06

    Levar tablet para as escolas? D-Ú-V-I-D-O por dois motivos: Tem outros 16549878979416598789 problemas que o Brasil deve resolver na educação, como infra-estrutura e algumas regulamentações quanto ao dinheiro destinado à educação. Quanto à Ilha Service, citado no post, é uma empresa (que cobra caro, aliás!) que trabalha com assistência técnica de computadores e também monta desktops/notebooks sob medida. Nunca gostei muito, mas só sei que cobram o olho da cara por qualquer desktop básico (2 GB de RAM por exemplo).

    Ajudei? 🙂

    • henriquem 28/07/2011, 20:11

      opa, ajudou sim! obrigados!

  • Habib 28/07/2011, 20:49

    A AIOX/BRAOX (braox.com) é uma empresa de Santa Catarina que produz uns computadores All-in-One … deixaram um, uma vez, pra testes na prefeitura de Joinville. Usei ele bastante. Até tinha um bom desempenho, mas depois de, sei lá, 6 meses, morreu o vídeo. Não sei o motivo, logo depois pegaram a máquina de volta..

  • André 28/07/2011, 20:56

    Faltou só aquela listagem de "Empresa X comenta que tablet com produção nacional sairá em data Y e com preço K, empresa Z não quis comentar".

    • henriquem 28/07/2011, 21:16

      faltou tempo pra isso 🙂 (mas acho que agora o "não quer comentar" é padrão)

  • Rogerio0991 28/07/2011, 21:36

    Eu como estudante de universidade pública imagino que o barateamento de tablets não é tão importante, visto que tenho dificuldades em imaginar ler um livro num equipamento como tal. Seria mais um consumidor de mídia. Acho que o governo deveria subsidiar os livros, estes sim importantes.

    • henriquem 28/07/2011, 22:44

      ou ao menos fazer com que os livros estejam presentes nos tablets, né?

      • Rogerio0991 28/07/2011, 22:55

        Sim, seria uma ótima ideia, visto que o custo com impressões iria diminuir. Mas para livros de ensino, acho que seria difícil. Já me peguei inúmeras vezes com o livro aberto em mais de uma página por vez, e também para fazer anotações e/ou marcações. E também evitaria qualquer tipo de fraude (por exemplo copiar/colar) possível de livros em pdf, por exemplo. No meu caso, os livros são de preço absurdo e por condição sócioeconômica, baixo as versões piratas encontradas na internet.

        Existem inúmeras vantagens e desvantagens de ambos os modelos. Para o bem da educação, o que importa mesmo é os livros chegarem a quem mais precisa. Independentemente da maneira que seja. (e se os tablets realmente baixarem de preço, quem sabe ano que vem compro um para mim, levar um tablet levinho ao invés de um note pesado é melhor)

        • dflopes 29/07/2011, 12:42

          por isso que meu voto vai para os e-readers, que permitem anotações em livros e não deixam usar o copiar/colar pra fazer um livro.

          Que não seja um kindle, mas um positivo poderia cumprir a função – desde que não cobrassem exorbitantes 800,00 pelo aparelho (ok, é apenas 799,90):
          http://www.livrariacultura.com.br/scripts/ebooks/e_reader/e_reader.asp

  • sidney 29/07/2011, 06:22

    compalead deve relaçao com a compal fabricante de barebones. ainda acho que tem muita coisa a receber investimento na educaçao antes de pensarmos em tablets e livros digitais…pode ate reduzir algum dos custos de distribuiçao, correçao de erros mais rapido,etc mas o problema de estrutura e slario dos professores e a baixa qualidade do ensino,greves… tudo isso e mais importante que o tablet/olpc brazuca.

  • Bruno Ricardo 29/07/2011, 07:46

    O natal dos tablets pelo visto já começou… Vocês já olharam o Galaxy Tab por R$ 999 (R$899 à vista) em sites de compra como submarino, saraiva, americanas…? Pena que para encaixar o Galaxy Tab na MP foi necessário algumas mudanças por parte da Samsung: retiraram a TV digital, o 3G e a capacidade do aparelho em fazer ligações.

    • sidney 29/07/2011, 09:42

      a graça do tab rea a tv e a capacidade de realizar ligações! não que eu seja viciado em tv,nem tem programas de qualidade nela mesmo, e telefonar de um tablet possa parecer estranho demais. mas pelo preço que o aparelho tem ele deveria ter o máximo de funções possiveis…. agora com capacidade de telefonar creio somente o ZTE….só espero que as vendas do galaxy com tv e telefone continuem mesmo que sem subsidios…

    • dflopes 29/07/2011, 12:44

      sai que é cilada bino.

      Deveria ser uns 700-800 reais por tudo que tiraram do aparelho!

      Até deixaram o GPS, mas como o Google Maps vai baixar os mapas?
      Ou o android já permite salvar os mapas em cahe para navegação off line?

  • rubens 29/07/2011, 08:23

    No programa da semana passada, o Paulo Bernardo disse que a venda "ia bombar". 🙂

    Essa Compalead lembra a Compal (mas tem tanto caso de sequestro de marca que não dá pra arriscar um palpite sem descobrir os sócios), curioso que o endereço deles em Jundiaí fica a menos de 1km de distância das fábricas atuais da Foxconn.

  • Wesley 29/07/2011, 09:42

    40% de desconto? Quem acha que esse vai ser repassado para o consumidor no máximo 25% põe o dedo aqui!

  • Rafael Oliveira 10/08/2011, 18:18

    Prevejo milhares de alunos com problemas de vista por ficarem lendo seus livros em tablets. Infelizmente nossos olhos não evoluem assim de forma tão rápida. O mais ideal para os livros seria um e-reader..