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Vale a pena trocar o disco rígido SATA do Acer Aspire Nitro 5?

Analisamos as diversas opções de upgrade para o disco rígido convencional de 1 TB que sai de fábrica no Acer Aspire Nitro 5.

Na nossa análise do Acer Aspire Nitro 5 (parte 1 e parte 2), um detalhe que nos chamou a nossa atenção — e provavelmente de outras pessoas — é o fato de como um equipamento notoriamente voltado para desempenho…

… vir equipado com um disco rígido convencional (HDD) Western Digital WD10SPZX, um modelo da linha WD Blue de 5.400 rpm com 128 MB de cache e 1 TB de armazenamento:

Apesar de ser um disco honesto e de boa capacidade, o seu desempenho parece meio que destoar do resto do conjunto, o que pode ser notado ao analisar os resultados do Windows Experience Index (embaixo) onde a pontuação do subsistema do HDD (Primary hard drive) está bem abaixo dos outros:

Dai surge a pergunta do milhão: “Por que o Nitro 5 não vem com disco SSD?” —  A resposta simples e direta é “custo.”

Segundo Adriano Barros, gerente de produtos da Acer e chapa deste ZTOP, como o SSD é um componente importado, o seu uso aumentaria significativamente o preço final do produto

Fora isso, os HDDs ainda são imbatíveis no que se refere ao custo por GB armazenado, de modo que abrir mão de um pouco de desempenho do disco em favor de mais capacidade de armazenamento pode ser uma opção mais atrativa para aqueles que pretendem utilizar o Nitro 5 em outras tarefas mais ligadas com produtividade.

A boa notícia é que ao contrário de outros modelos leves e finos mais voltados para mobilidade, o Nitro 5 é uma plataforma bastante flexível no que se refere a sua capacidade de expansão, em especial do seu disco e memória. Isso porque existem aberturas na base do portátil que permitem ao usuário ter acesso a esses componentes e a permissão do fabricante de fazer a troca do mesmo sem comprometer a sua garantia (uia!)

Até ai nada demais já que temos visto que — ultimamente — outros fabricantes têm adotado essa política até como uma maneira de conquistar o cliente que enxerga nessa estratégia uma espécie de preservação do seu investimento no melhor estilo “compro isso agora, mas quando puder faço um upgrade!

Porém o que nos chamou a atenção é que a Acer também permite que o consumidor remova toda a base desse portátil nos dando acesso ao seu slot PCIe mini…

… permitindo assim a instalação de um disco SSD padrão m.2 (uia! uia!)

A única coisa que a Acer pede é que, antes de abrir a máquina, o consumidor entre em contato com o serviço de pós-venda da empresa (0800-762-2237) para conversar com o pessoal técnico sobre a melhor estratégia de upgrade para o seu equipamento e como realizá-lo, seja pessoalmente ou com a ajuda de uma assistência técnica especializada.

Dito isso, vamos dar uma olhada no que temos e as possíveis opções de upgrade:

O status quo — Disco HDD SATA:

Como já dissemos antes, os HDDs ainda são imbatíveis no que se refere ao custo por GB armazenado, o pode ser até uma opção mais sensata para uso geral ou trabalho. Também vale a pena observar que as únicas situações em que o desempenho do disco realmente afeta o desempenho geral do sistema é nas tarefas que envolve a leitura e gravação de dados no disco. sendo que o procedimento que pode ser mais sentido pelo usuário no seu dia a dia é na hora de carregar dados na memória do computador, caso da inicialização do sistema ou executar um programa.

Fora isso, vale a pena lembrar que o sistema operacional também costuma utilizar o disco rígido como extensão da memória RAM, de modo que caso o sistema tenha a sua disposição bastante memória RAM — caso do Nitro 5 modelo AN515-51-75KZ, que já vem com 16 GB de SDRAM — isso reduz a necessidade de uso do disco como memória estendida, tornando assim a execução dos programas mais ágeis.

A propósito, isso também é valido no caso dos jogos já que, no geral, os dados usados na partida são carregados na RAM durante a execução do jogo, de modo que o disco pouco influi na jogabilidade, a não ser nas horas em que o sistema precisa carregar grandes quantidades de dados como um novo mapa ou cenário.

No fim das contas, isso significa que não vale a pena trocar o disco? — Pelo período que passamos com o Nitro 5, na maioria do tempo realmente não sentimos que o disco estava influenciando no desempenho do notebook a não ser na hora de carregar muitos arquivos, em especial na hora de inicializar o sistema.

Por exemplo, veja aqui um boot normal do sistema equipado com seu disco HDD SATA original de fábrica:

Pela nossa medição, a partir do momento em que pressionamos o botão e ligamos o sistema, o sistema levou aproximadamente 1m28s para carregar o sistema operacional, se conectar à rede e carregar a página do ZTOP no navegador Chrome.

Para nós esse desempenho até que não é de todo ruim, mas houve casos em que a carga do sistema demorou bem mais — 4m36s — talvez pela necessidade de atualizar algum programa durante o processo ou carregar algum arquivo adicional.

De fato há um momento em que a tela fica preta de tudo e, como esse note não possui luz de HD, nos passou até a impressão de que o sistema travou! — Uma agonia por sinal que durou quase um minuto até a tela voltar a apresentar algo:

Isso é bom? Ruim? Dá pra conviver com isso? Eu diria que isso depende de cada usuário já que existem aqueles que vivem na velocidade da informação que podem achar inadmissível ter que esperar mais de 2 segundos por uma resposta do sistema.

De qualquer modo, talvez o mais sensato a fazer é experimentar o Nitro 5 com HDD por um tempo e, caso o usuário sinta que o comportamento do do disco realmente te incomoda, ai sim seria o momento de pensar seriamente num upgrade, o que nos leva para

A solução mais simples — Disco SSD SATA:

Desde o seu surgimento em 1991, os discos SSD SATA sempre foram considerados a melhor solução para melhorar o desempenho do seu PC, não porque o sistema fica mais veloz e sim porque ele fica menos lento.

Sim… Isso pode parecer ser um, Oximoro mas como explicamos antes, a troca de um HDD por um SSD essencialmente reduz dramaticamente o tempo de leitura/gravação do disco, fazendo com que o sistema não empaque tanto por causa do disco, passando assim a impressão de que ele ficou mais ligeiro, apesar da sua capacidade de processamento continuar o mesmo.

Isso pode ser observado do Windows Experience Index, onde a pontuação do Primary hard drive passou de 6,35 (HDD) para 8,05 (SSD):

Na nossa opinião esse é o upgrade mais simples e menos complicado de ser feito, já que para isso basta transferir a imagem do HDD para o SSD abrir o compartimento do disco e trocar o modelo velho pelo novo — simples assim!

Ou quase, já que esse procedimento precisa ser planejado com calma e diversos passos precisam ser executados na ordem correta para que o upgrade seja bem sucedido (falaremos mais sobre isso adiante nesse post).

Para ajudar nesse post, contamos com a colaboração do pessoal da SanDisk (hi Fernanda!) que gentilmente nos emprestou um SSD Sandisk Ultra II de 240 GB, um modelo de linha mais voltado para uso geral e que nos permitiu ver o ganho de desempenho só trocando o disco HDD pelo SSD.

E qual a diferença na incialização do sistema? — Sintam o drama:

Segundo nossa medição, com o novo disco o sistema inicializou em aproximadamente 47 segundos — nada mal né?

Com relação as desvantagens, talvez a mais séria seria a sua relação de custo x GB armazenado já que, digamos, se com aproximadamente R$ 300 é possível comprar um HDD SATA para notebook de 1TB, com esse mesmo valor mal conseguimos adquirir um SSD SATA de 120 GB o que é uma capacidade bem modesta para os dias de hoje, especialmente para um sistema também voltado para uso geral e produtividade.

Mas se dinheiro não for problema, podemos subir um degrau na escala tecnológica que nos leva para…

A opção mais bacana — Disco SSD NVMe:

Como já falamos em um outro review, os discos SSD com porta NVMe representa uma grande mudança de paradigma tanto do padrão de formato quanto no desempenho…

… já que, antes da criação do NVMe, os SSDs adotavam a boa e velha interface SATA 600, o que fazia com que eles se comportassem exatamente como um disco rígido convencional. O problema neste caso é que como sua velocidade máxima chega no máximo a 600 MB/s (duh!) o que representa um “gargalo” para os SSDs que não conseguem performar acima disso.

Assim, o NVMe foi criado para tirar o máximo proveito das características das memórias de estado sólido como o rápido acesso aleatório, ou seja, ele é capaz de realizar muito mais solicitações (queues) de dados ao mesmo tempo e — como o tempo de espera (ou latência) é bem menor do que um HD convencional. Sob esse ponto de vista, o NVMe se comporta mais como uma memória RAM do que como um disco convencional.

E como já vimos acima, como o Nitro 5 possui um slot interno slot PCIe mini…

… é possível instalar um disco SSD padrão m.2 com porta NVMe ou até mesmo SATA, sendo que para avaliar o seu desempenho no Nitro 5 utilizamos o mesmo disco WD Black PCIe de 512 GB que já testamos previamente neste ZTOP (thanks Luisa!)

E existe alguma diferença de desempenho entre um disco SSD SATA e um NVMe?  — Sintam o drama:

A grosso modo, se comparado com o SSD da SandDisk, o tempo total baixou de 47 segundos para apenas 32 segundos com o WD Black, uma queda de tempo de ~31,9%!

Já no Isso pode ser observado do Windows Experience Index, a pontuação do Primary hard drive também proporcionou um leve ganho, batendo 8,7 pontos contra 8,05  pontos do SSD e 6,35 pontos do HDD:

Para nós, além do ganho de desempenho essa solução é particularmente interessante porque ele permite que o consumidor possa manter o disco HDD de 1TB no portátil e, depois de transferir o seu conteúdo (sistema operacional, programas e arquivos) para o SSD, este pode ser formatado e reutilizado para armazenar arquivos diversos, ou seja, o melhor de dois mundos.

Fora isso, como o SSD neste caso será utilizado essencialmente para abrigar o sistema operacional e seus programas, o uso de uma versão de menor capacidade — como 120 GB ou 240 GB — torna-se bastante viável.

Também vale a pena observar que essa não é a única maneira de casar discos HDDs e SSDs de fato existe uma nova tecnologia que também promete acelerar o desempenho do seus disco e até com bem menos memória, o que nos leva para…

A opção mais nova — Memória Intel Optane:

Anunciadas em 2015, as memórias 3D XPoint (leia-se Three De Cross Point) é uma nova tecnologia de memória não volátil criada pela Intel em parceria com a Micron cuja principal característica é de ser conceitualmente mais simples (por não usar transístores), mais barata e com tanta densidade de armazenamento (~10x maior que a DRAM) que alguns expertos chegaram a especular que — um dia — ela poderia até dispensar a memória RAM e o disco SSD (baseado em Flash) dentro de um PC em favor de um único sistema de armazenamento de estado sólido, onde todas as variáveis do sistema, programas e arquivos de dados conviveriam pacificamente lado a lado.

Mas enquanto isso não acontece, a Intel já desenvolveu diversos produtos baseados nessa tecnologia que foram batizadas de Optane sendo que o primeiro produto criado especialmente para o consumidor final é o chamado Intel Optane Memory que é — na sua essência — um módulo de memória não volátil usado para acelerar o acesso ao disco rígido (mais detalhes aqui)…

…  a exemplo do que o pessoal de Santa Clara já fez no passado, ou mais exatamente em 2005 na forma do Intel Turbo Memory (codinome “Robson”) que depois evoluiu em 2012 para a tecnologia Intel Rapid Storage (ou simplesmente RST).

A má notícia é que apesar do módulo de memória Optane ser compatível com o padrão de formato m.2 2280 (que vem da medida: 22 x 80 mm) ele não é compatível — pelo menos por enquanto — com a plataforma de hardware do Nitro 5.

De fato, conseguimos até instalar o módulo no portátil, inicializar o sistema mas na hora de instalar seus drivers de dispositivo o sistema retorna o seguinte erro:

Para nós isso foi uma grande surpresa já que segundo a Intel, as memórias Optane são compatíveis apenas com os processadores Intel de sétima e oitava geração. Porém após pesquisar na Web localizamos um FAQ da Intel sobre esse produto que onde na nona resposta (A9) a empresa deixa claro que, inicialmente, essa tecnologia é voltada para desktops e não para notebooks apesar de que esse recurso vai ser implementado no futuro:

Para ser sincero, sempre fomos meio reticentes com relação a essa tecnologia (o que inclui os discos híbridos) porque o ganho de desempenho parte da premissa de que quando o seu modelo de uso é previsível — digamos, eu sempre uso o Excel ou consulto meus emails a toda hora no trabalho — é possível fazer com que as rotinas mais usadas para ativar essas aplicações (que ficam no HD) sejam espelhadas na memória Optane, de modo que caso elas sejam novamente chamadas, é o Optane que repassa as CPU de modo que sistema parece responder quase que instantaneamente, o que melhora em muito a experiência de uso do usuário.

E como podemos ver no quadro acima pelo uso dos verbos “iniciar”, “carregar”, “abrir”, “acionar” etc. fica claro que a tecnologia Optane apenas acelera operações “rotineiras”  ou seja, o sistema monitora os dados/aquivos mais acessados e depois de algumas interações, eles são espelhados na sua memória 3D XPoint.

Assim na teoria ela é ótima para abrir rapidamente um programa, mas essa experiência pode não ser a mesma em alguns casos mais específicos, como por exemplo, editar um grande arquivo de vídeo cujos dados podem não ser acessados o suficiente que justifique a sua transferência para o Optane.

Sob esse ponto de vista e o preço do Optane no nosso mercado, nossa opinião é que — pelo menos por enquanto — melhor investir logo num SSD seja ele SATA ou NVMe.

Finalmente, mais para constar da tabela gostaríamos de mencionar…

A opção mais experimental — RAMDisk:

Apesar de existir desde a época do PC à lenha, a RAM Disk (ou RAM Drive) é, na sua essência, um bloco de memória RAM tratado como se fosse uma unidade de disco. Mas o que diferencia mesmo essa solução de um disco SSD é que a memória SDRAM é que esta é muitas vezes mais veloz do que a memória flash e isso sem falar na velocidade do seu barramento de dados.

Apesar disso, uma das grandes restrições dessa tecnologia é que sua capacidade de armazenamento é bastante limitada (e também muito cara) se comparado com um HD convencional, apesar do Optane vir com a promessa pelo menos reduzir dramaticamente essa diferença.

Porém, a medida que alguns PCs mais novos estão começando a chegar no mercado com maios memória RAM — caso do NItro 5 modelo  AN515-51-75KZ que já vem com 16 GB — já é possível criar pequenos discos de RAM para brincar ou mesmo para executar alguma aplicação específica, como por exemplo mover o cache do navegador web para a RAM Disk o que além de acelerar a carga de elementos frequentemente mais solicitados pode também ser um procedimento mais seguro, já que os seus dados de navegação desaparecem toda vez que o computador for desligado.

Para aqueles que gostariam os dados da RAM Disk fossem preservados, a boa notícia é que a maioria desses utilitários incorporam um recurso opcional, que salva uma imagem de backup do disco que está na RAM no HD toda vez que o PC é desligado e o recupera toda vez que o ele é ligado. Trata-se porém de um procedimento meio demorado que pode demorar vários minutos.

Com relação a oferta de softwares, existem opções de todo tipo, cor, modelo e preço — e isso sem falar nas opções de código aberto/freeware. Mas como o nosso objetivo neste post era só de analisar o ganho de desempenho de uma TAM Disk, escolhemos uma das mais simples fáceis de usar — o AMD Radeon RAMDisk — que possui uma versão freeware que limita o tamanho do disco em até 4 GB caso o sistema utilize memórias Radeon ou até 2 GB se for de outra marca (nosso caso).

Sob Testes:

Para avaliar até onde o sistema do disco realmente interfere no desempenho geral do Nitro 5, o que fizemos foi clonar a imagem do disco original do sistema (um WD Blue SATA de 1 TB) para o novo disco de teste e depois realizar a troca. Feito isso rodamos novamente alguns dos testes realizados com o disco original e os resultados podem ser conferidos abaixo:

Nagano comenta: Como utilitário de RAM Disk da AMD nos permitiu cirar um disco de apenas 2 GB, não conseguimos executar todos os testes que gostaríamos mas os poucos números que obtivemos são suficientes para pelo menos sentir o potencial dessa tecnologia o que, por sinal, foi o objetivo de citá-la nesse post. 🙂

Nos teste com o Crystal Disk Mark, os resultados são no mínimo de cair onde o ganho de desempenho entre o HDD SATA para o SSD SATA é grande, mas chega a ser maior ainda no SSD NVMe e dramático no RAM Disk:

Crystal Disk Mark HDD WD Blue
SATA
SSD Sandisk
SATA
SSD WD Black
NVMe
AMD Radeon
RAMDisk
READ
Seq Q32T1 99,25 MB/s 497,5 MB/s 1.757,4 MB/s 4.811,8 MB/s
4KiB Q8T8 1,232 MB/s 185,0MB/s 694,2 MB/s 1.335,9 MB/s
4KiB Q32T1 1,262 MB/s 405,0 MB/s 482,4 MB/s 462,8 MB/s
4KiB Q1T1 0,426 MB/s 17,9 MB/s 40,25 MB/s 478,5 MB/s
WRITE
Seq Q32T1 108,9 MB/s 316,2 MB/s 740,3 MB/s 5.187,2 MB/s
4KiB Q8T8 10,93 MB/s 58,41 MB/s 505,2 MB/s 1.230,3 MB/s
4KiB Q32T1 11,818 MB/s 320,7 MB/s 437,7 MB/s 431,2 MB/s
4KiB Q1T1 5,479 MB/s 65,18 MB/s 126,1 MB/s 408,5 MB/s

Esse padrão de comportamento se repetiu no HD Tune Pro tanto no teste sintético…

HD Tune Pro
Benchmark
HDD WD Blue
SATA
SSD Sandisk
SATA
SSD WD Black
NVMe
AMD Radeon
RAMDisk
       
READ Transfer Rate
Transfer Rate Minimum 0,7 MB/s 330,7 MB/s 110,3 MB/s 3.554,5 MB/s
Transfer Rate Maximum 250,2 MB/s 384,0 MB/s 880,7 MB/s 4.612,6 MB/s
Transfer Rate Average 87,4 MB/s 369,7 MB/s 669,5 MB/s 4.342,5 MB/s
Access Time 17,0 ms 0,2 ms 0,0 ms 0,0 ms
Burst Rate 25,0 MB/s 77,9 MB/s 94,6 MB/s 5.459.1 MB/s
CPU Usage 6,6 % 1,8 % 2,3 % 14,0 %

… quanto no de arquivos:

HD Tune Pro
File Benchmark
HDD WD Blue
SATA
SSD Sandisk
SATA
SSD WD Black
NVMe
AMD Radeon
RAMDisk
     

Já nos benchmarks baseados em aplicativos como o PC Mark 8 podemo ver nos testes de armazenamento que ainda existe um ganho na troca do HDD para SSD, mas na pontuação geral (Storage 2.0 Score) a diferença entre o SATA e o NVMe ficou em apenas 2,2%.

PCMark 8
Storage Tests
HDD WD Blue
SATA
SSD Sandisk
SATA
SSD WD Black
NVMe
AMD Radeon
RAMDisk
     
Storage 2.0 Score  1.943  4.853  4.961  N/D
Storage 2.0 Bandwidth  6,5 MB/s  188,06 MB/s  303,54 MB/s  N/D

Já no teste mais focado na geração de conteúdo, notamos que apesar de ainda haver uma pequena vantagem no SSD, a diferença entre a menor e a maior pontuação variou de 6,5% e 16,4% respectivamente:

PCMark 8
Creative Tests
HDD WD Blue
SATA
SSD Sandisk
SATA
SSD WD Black
NVMe
AMD Radeon
RAMDisk
Creative conventional      
Pontuação Geral  3233  3540  3540  N/D
Creative Accelerated      
Pontuação Geral  4480  4955 5217  N/D

 

Em um teste ainda mais revelador feito com o Jogo Ashes of Singularity mostra praticamente nenhuma diferença em termos de desempenho gráfico (em fps ou quadros por segundo) com a troca do disco…

Ashes of Singularity
Benchmark (modo DX12)
HDD WD Blue SATA SSD SanDisk SATA SSD WD Black NVMe
Low    
Average Framerate 52,5 fps 53,3 fps 53,5 fps 
Average CPU 57,4 fps 58,5 fps 58,8 fps 
Standard  
Average Framerate 37,9 fps 37,7 fps 38,0 fps
Average CPU 58,5 fps 52,4 fps  57,8 fps
High
Average Framerate 37,5 fps 36,6 fps 35,1 fps 
Average CPU 62,0 fps 55,1 fps  54,6 fps
Extreme      
Average Framerate 28,7 fps 29,4 fps 29,4 fps
Average CPU 54,0 fps 55,0 fps 64,1 fps 
Crazy      
Average Framerate 23,4 fps 23,1 fps 23,1 fps 
Average CPU 67,5 fps 68,3 fps  67,2 fps

 

… o que vai de encontro com o que já dissemos antes que no caso dos jogos, os dados necessários para executar a partida são carregados na RAM, de modo que o disco pouco influi na sua jogabilidade, a não ser nas horas em que o sistema precise carregar com muita frequência grandes massas de dados como um novo mapa ou cenário.

Nossas conclusões:

Apesar do título desse post ser “Vale a pena trocar o disco rígido SATA do Acer Aspire Nitro 5?” Como podemos ver, a resposta pode ser tanto um “claro que sim!” quanto um “naah, talvez não” ou até mesmo um “bom, quem sabe mais tarde…” já que, como vimos nos resultados acima, o que os números mostram é que, para o hardware, a troca do HDD pelo SSD representa sim um ganho de desempenho considerável especialmente em tarefas que dependem muito da leitura/gravação de grandes massas de dados.

Mas como os “Creative Tests” do PCMark 8 mostram, nas aplicações que dependem mais de processamento e memória RAM (o que inclui jogos) a diferença pode não ser tão significativa quanto possa parecer a primeira vista.

Isso porque, como já dissemos antes, a maioria dos dados necessários para rodar uma partida já são previamente carregados na sua RAM durante a execução do jogo, de modo que caso o computador disponha de muita memória RAM (no caso do Acer Nitro 5 de 8 GB a 16 GB) o disco vai influir pouco na jogabilidade, a não ser nas horas em que o sistema precisa carregar grandes quantidades de dados como uma nova missão, fase, cenário ou mapa.

Com isso o que queremos dizer é que se o usuário estiver apenas levando em consideração o fator jogabilidade, o uso de um HDD pode interferir menos do que poderíamos imaginar em especial se o usuário dispor de bastante memória RAM.

Mas caso o usuário decida pelo upgrade de disco, apesar da troca do HDD SATA por um SSD SATA ser a opção mais simples e menos “invasiva” acreditamos que a solução mais vantajosa seja a instalação de um disco SSD M.2 2280 seja ele equipado com uma porta NVMe ou até mesmo SATA 600. Isso porque no caso de adotar um disco padrão M.2 o usuário tem a opção de reutilizar o HDD de 1 TB para armazenar dados o que também viabilizaria o uso de SSDs  M.2 de menor capacidade como 120 GB ou 240 GB.

Mas em ambos os casos sempre vale a pena ressaltar a dica da Acer de que antes de abrir sua máquina, no caso de alguma dúvida o usuário deveria entrar em contato com o serviço de pós-venda da empresa (0800-762-2237) para conversar com o pessoal técnico sobre sua melhor estratégia de upgrade e de como realizá-lo da maneira mais segura, seja pessoalmente ou com a ajuda de uma assistência técnica especializada.

Isso porque por mais simples que aparente ser o processo de upgrade de disco, existem vários pequenos detalhes e procedimentos que não foram mencionados nesse post, como a escolha/uso de ferramentas corretas, como transferir o sistema operacional do disco velho para o novo, etc. assunto por sinal vai ser explorado em um outro post.

Fiquem ligados!