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Universidade de Viena cria menor impressora 3D do mundo

Do tamanho de uma caixa de cereal, o dispositivo é menor e mais barato que os modelos atuais o que pode levar à popularização desse equipamento.

As impressoras 3D são equipamentos capazes de criar objetos tridimensionais a partir de desenhos criados no computador e são consideradas uma mão na roda no processo de prototipação e desenvolvimento de um novo produto. Vimos algumas dessas máquinas no mês passado no Autodesk IDEA Studio e elas parecem mais vending machines do que impressoras propriamente ditas.

Já o protótipo apresentado pela Universidade de Tecnologia de Viena pesa apenas 1,5 kg e tem preço estimado em 1200 Euros (~ R$ 2.754), um valor bastante atrativo de comparado com os modelos atuais, o que pode permitir que qualquer pessoa possa ter uma dessas para produzir suas próprias peças em casa ou no trabalho a partir de projetos próprios ou baixados da internet.

Segundo Klaus Stadlmann, que desenvolveu o protótipo junto com seu colega Markus Hatzenbichler (imagem do topo)  o produto a ser criado é “impresso” dentro de um tubo cheio de uma resina sintética especial que possui uma característica muito especial: ela endurece apenas nos locais onde é iluminada por um forte feixe de luz. Assim a impressora desenha com luz uma camada do objeto, espera até ela endurecer e uma nova camada é irradiada sobre a anterior até o objeto ser completado. Este processo é chamado de “additive manufacturing” e permite a criação de objetos bastante complexos e intrincados — em especial no seu interior — que não poderiam ser criadas por outras técnicas, como o uso de moldes.

O sistema utiliza um projetor de LED de alta precisão capaz de imprimir camadas de até 0,05 mm de espessura. Obviamente, as dimensões da impressora limita o tamanho desses objetos, mas mesmo assim ele pode ser utilizado para prototipar pequenas peças, como componentes para montar um aparelho de surdez ou coisas do tipo.

Fora isso a Universidade de Viena também estuda a criação de novos materiais que podem ser usados nesse equipamento, como polímeros e cerâmicas. Um projeto, em cooperação com biólogos e médicos, já estuda o uso dessa tecnologia na área de saúde, onde peças biodegradáveis podem ser usadas como estruturas para ajudar no crescimento natural de ossos dentro do corpo.

E isso sem falar em aplicações mais mundanas, como a criação de jóias personalizadas ou a comercialização de peças especializadas que, em vez de serem despachadas para qualquer parte do mundo, podem ser transmitidas pela Internet para seu destinatário e impressas no local a um custo bem menor, o que pode criar um novo modelo de negócios.

As possibilidades são infinitas.

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Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Ligeirinho 2.0

    Isso podemos chamar também de "uma nova forma de se fazer artesanato".