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Como se faz uma digital para a “mamma”

A Kodak reuniu a imprensa para anunciar hoje o iní­cio de uma nova campanha publicitária intitulada “Viva… Releve… Reviva…” com o objetivo de incentivar as pessoas a registrarem suas imagens em papel e não num CD ou num computador que pode caducar ou pifar qualquer dia.

Segundo Marcio Portella Daniel, gerente de marketing da divisão de fotografia da Kodak Brasileira, nesses últimos anos a Kodak passou por um grande processo de reestruturação para enfrentar a nova realidade do mercado que, a cada dia, migra da fotografia analógica para digital.

Assim, a empresa se desfez de alguns negócios antes vitais para a empresa – como seu segmento de produtos quí­micos – concentrando seus esforços nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, captura e impressão de imagens. O executivo afirmou que a Kodak fez sua lição de casa e volta a investir no nosso mercado numa época bastante favorável em que as pessoas tiram fotos como nunca e voltam a imprimir suas imagens.

O gráfico acima mostra o movimento de queda na ampliação de fotos analógicas e a ascensão das impressões de fotos digitais, o curioso é que, se considerarmos apenas as impressões de imagens, o mercado manteve-se estável com uma tendência de alta nos próximos anos.

Para melhor compreender e tirar proveito desse fenômeno – em especial na América Latina – a Kodak realizou uma extensa pesquisa de mercado em três geografias (Argentina, Brasil e México) e os resultados mostraram que, no geral, o perfil do fotógrafo brasileiro não difere muito do norte-americano de alguns anos atrás, o que facilita em muito o planejamento de ações locais. Um bom exemplo é a identificação do fotógrafo da famí­lia que, ao contrário do Japão, onde esse papel é assumido pelo pai ou pelo primogênito, no Brasil a maior clicadora de fotos é a mulher, normalmente uma mãe com filhos de até 12 anos.

As respostas acima foram obtidas a partir da pergunta “Por que você revela suas imagens digitais, ao invés de guardá-las eletronicamente?

Isso revela uma interessante faceta cultural que foi identificado nessa pesquisa: a fotografia é uma atividade social, onde as pessoas gostam de compartilhar suas imagens entre uma ou várias pessoas, sendo que alguns gostam até de sentir a textura do papel que, de um certo modo, é algo mais real do que uma imagem na tela do um celular ou do PC.

Indo mais para o lado do que o consumidor deseja numa câmera digital, a descoberta foi a constatação do óbvio, ou seja, as pessoas procuram máquinas que permitam tirar fotos melhores e da maneira mais fácil possí­vel. Com relação aos recursos, o itens mais desejados foram tamanho do CCD ( = número de megapixels), zoom óptico e tamanho da tela LCD, exatamente nessa ordem. Entre outros recursos, foram levantadas as seguintes preferências:

O interessante é que de posse de toda essa informação, a Kodak desenvolveu sua nova campanha de marketing que terá iní­cio neste ano e que envolverá o desenvolvimento de produtos especí­ficos baseados nessas idéias. Um bom exemplo é a nova câmera Kodak EasyShare M863 (foto acima), trata-se de uma digital de 8,2 megapixels, zoom óptico de 3x e uma generosa tela LCD de 2,7″. Além disso a câmera vem equipada com redutor de olhos vermelhos, sistema estabilizador de imagem e até alta sensibilidade ISO.

Com a previsão de chegar ao mercado a tempo para o feriado do dia das mães, a M863 estará disponí­vel nas cores preto, vermelho e pink metálico. E com o público feminino em mente, a Kodak ainda incluiu no pacote um cartão SD de 1 GB e um acessório exclusivo na forma de uma bolsa de câmera criada pela designer Giselle Nasser e tudo isso pelo preço sugerido de R$ 899.

Como podemos ver, qualquer semelhança entre essa câmera e o estudo de marketing da Kodak não é mera coincidência. ;^)

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Sr. Alves

    Nunca fui muito fã de cameras DIGITAIS da kodak, sempre tive cameras sony e panasonic, desde as antigas analógicas até as mais atuais… Mas tenho que confessar que fiquei relativamente impressionado ao ver as imagens geradas pelos novos modelos da kodak, com cores vivas e um excelente equilibrio entre brilho e contraste! Realmente estão ficando equipotentes!