ZTOP+ZUMO (tech, opinião, inteligência)

Um encontro com Steve Jobs

Jobs, esbelto, e o novo nano magrinho

Em quase dez anos cobrindo esse mundinho informático, já vi um gazilhão de superpoderosos de perto. Corri pra ver Steve Ballmer com furo no sapato, escondi câmera (e quase me dei mal) pra ver Bill Gates, babei ao me surpreender com David Bowie (nada a ver, mas foi numa festa de tecnologia…). Falei com gente importante que não tinha nada pra dizer, com gente desconhecida que me deu lições de vida, mas faltava aquele nome na lista: Steven P. Jobs.

Foi emocionante ver a platéia de analistas, mídia e convidados da Apple aplaudindo Jobs de pé. A besta aqui, com notebook, câmera, filmadora e celular na mão, quase deixou cair tudo. Com uma fala mansinha, ele estava emocionado no começo do discurso. Agradeceu à equipe da Apple, agradeceu ao doador do seu novo fígado, deu seu recado: ele está mesmo de volta.

Por quanto tempo de volta? Não sei. Nem quero especular, não vale a pena. A vida privada de Jobs é dele, e só dele. Para mim, o que importa é que um sonho um tanto impossível se realizou (e em menos de 15 dias desde o primeiro contato com a Apple – novamente agradeço à Marina, Tina e Valéria por terem me “colocado” pra dentro, e à turma da Motorola por ter antecipado minha passagem pra San Francisco).

Então, chega de papo e vamos às fotos. É uma edição bem pessoal do que rolou hoje no keynote, com imagens de Jobs e, surpreendentemente, de Phil Schiller – aquele, que, como dizia o povo do extinto podcast NowCafé, é o “tiozão do churrasco”. Mais tarde, iPods. Ah, sim, quem falta agora na lista? Os próximos podem ser os meninos do Google, não me importo não 😉

Nagano comenta: OK, Henrique, estamos quites de novo. Você viu o Jobs e eu vi o Woz.

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin