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Hands-on: TV Monitor (com TV Digital) AOC LE22H158

Mais conhecida por aqui pela sua linha de monitores, a AOC tem expandido a sua linha de produtos, notadamente para o segmento de computadores (tablets e All-in-Ones) e de TVs LCD/LED com telas de 19″ até 46″. Veja como é o monitor LE22H158, com sintonizador de TV digital

Passei um tempo com o LEH22H158 (preço sugerido R$ 799 / média no varejo ~ R$ 622), um curioso modelo com tela de 21,5″ já equipado com sintonizador de TV Digital padrão SBTVD.

Medindo aproximadamente 52,5 x 35,1 x 10,2 cm (LxAxP) e 4,31 kg de peso com sua base instalada, o visual do LEH22H158 foge um pouco do design “taça” dos seus concorrentes, apoiando-se sobre um pedestal bastante amplo e incrivelmente estável para um equipamento do seu porte.

Apesar da fabricante divulgar esse modelo como sendo uma “TV Full HD”,  seu manual do usuário afirma que a resolução nativa desse painel é de apenas 1.366 x 768 pixels o que, neste caso, não interfere muito na qualidade final da imagem já que pela nossa experiência é muito difícil notar a diferença entre um programa transmitido em HD 720p ou Full HD 1080p em telas menores que 40 polegadas. Note acabamento antirreflexivo da tela, o que torna o seu uso mais confortável como monitor de PC.

O que realmente não gostei dele é o acabamento da sua moldura — o notório Black “Não olha feio que eu risco” Piano — que, apesar de belo, é bastante extremamente sensível a marcas de dedos e até riscos. De fato, pudemos ver alguns deles na sua borda, ou seja, todo cuidado é pouco! 🙁

Um curioso toque de design desse produto é um indicador luminoso na forma de bulbo transparente que fica azul na hora em que a TV está ligada, passando para laranja quando ela entra em stand-by. Segundo a AOC, esse monitor consome no máximo 60 watts ligado e 1 watt (máx) no modo stand-by.

Na lateral esquerda, podemos ver o seu painel de controle com botões do tipo touch — ou seja — eles são ativados por contato e não por pressão mecânica.

Para aqueles que preferem botões físicos, a dica é usar seu controle remoto incluso…

… que se comunica com a TV por meio de uma porta infravermelho localizado no canto da sua moldura:

O controle remoto em si tem boa ergonomia, é bastante simples de ser usado e não tem nenhuma frescura (como botões iluminados, teclas coloridas etc) o que era de se esperar de um equipamento na sua faixa de preço. Mas, ao contrário do que esperávamos, ele não é alimentado por pilhas AA/AAA de 1,5 volt e sim por duas baterias botão de 3 volts.

Seu pedestal tem um design bem elegante, formado por uma sólida base de metal (recoberta por uma capa de acrílico negro) de onde sai um suporte transparente que sustenta toda a parte de baixo do monitor, distribuindo assim todo o seu peso de maneira bastante uniforme.

O resultado disso é uma plataforma bastante estável e sólida que ocupa até menos espaço (na profundidade) do que as soluções onde o monitor é sustentado por uma coluna central como numa taça. A única desvantagem que vejo nesse caso é que a tela não se move em nenhuma direção, o que pode ser um incômodo para alguns usuários.

Alguns já podem ter notado que, com essa base, sua tela não fica exatamente na vertical e sim levemente inclinada para trás. Já vimos essa solução no passado em algumas TVs da Sony e o motivo para tal é que esse ângulo ajuda a minimizar os reflexos da tela, o que torna o seu uso bem mais confortável.

Aqui podemos ver as saídas de som de seus alto-falantes estéreo (3 watts por canal) que projetam som para baixo, mas que é desviado para frente graças ao formato da sua base transparente.

Para aqueles que realmente não gostaram dessa base fixa, a boa notícia é que ela pode ser facilmente removida do monitor.

Para isso, basta retirar dois parafusos localizados na parte de trás do gabinete do monitor…

… e desencaixá-lo do mesmo. Sem ele, o peso do monitor cai de 4,3 kg para 3,3 kg!

Assim, essa tela pode ser facilmente adaptada para outros usos, em especial como monitor de parede…

… mas para isso é necessário adquirir um suporte adequado e fixá-lo por meio de quatro pontos de fixação que seguem o padrão VESA. Curiosamente, a AOC também vende um suporte de mesa ajustável (modelo HA22B) compatível com esse padrão.

O LE22H158 vem equipado com diversas conexões. Na parte de trás podemos ver a entrada da antena VHF/UHF (esta última usada pela TV digital), som S/PDIF, estéreo analógico, SVGA (com sua própria entrada de áudio) e vídeo componente. Sentimos falta das entradas de vídeo composto e DVI, problema que pode ser resolvido com o uso de adaptadores avulsos que não acompanham o produto.

Na sua lateral direita ainda existe uma saída para fone de ouvido, uma porta USB e uma segunda entrada HDMI.

Logo abaixo delas ainda existe um slot para trava antifurto padrão Kensington, algo útil se esse equipamento ficar sozinho em algum local público.

Sua entrada de força é do tipo bivolt sem fio terra, o que facilita o seu uso nas tomadas mais antigas que ainda não seguem o novo padrão nacional.

Para usar como TV, basta ligar o aparelho na tomada e no cabo da antena…

… ligar o aparelho e fazer os ajustes iniciais de configuração da TV…

… e o monitor está pronto para uso. Com relação de contraste de 2.000.000:1 e tempo de resposta de 5 ms a qualidade de imagem é muito boa com imagens claras e cores vivas bem característico da tecnologia LCD-LED.

Com relação ao seu funcionamento, ele se limita ao essencial ou seja, não espere recuros mirabolantes como Smart TV ou mesmo suporte para Ginga. O LEH22H158 é, na sua essência um monitor com TV integrada e sua missão nesse mundo é de apresentar conteúdo na sua tela e nada mais além disso. Sua interface OSD utiliza fontes grandes o que facilita o seu uso com o controle remoto.

Curiosamente, algumas da opções na tela pedem o uso daquelas teclas de atalho coloridas que não estavam presentes no controle remoto que recebemos para teste. Como a TV que recebemos não era nova e o controle estava ausente na caixa, o nosso palpite é que a peça que recebemos depois pode ser de outra TV.

Mas voltando ao que interessa, os recursos de TV se limita ao básico: suporte essencial a programação da emissora, controles de legenda, áudio e vídeo…

… um curioso controle de acesso a conteúdo por faixa de idade…

.. e um simples reprodutor de conteúdo via porta USB:

Esse recurso reproduz apenas áudio em MP3 ou imagens em jpeg. E com relação a vídeos?  Sorry people… nenhum suporte (booo!)

Assim, ele também pode ser usado como um grande porta-retratos digital.

No geral, minha impressão é que o LE22H158 não é o produto mais indicado para aqueles que curtem aparelhos de TV e sim para aqueles que assistem programas de TV.

Como assim? Como pudemos ver nesse hands-on, essa TV Monitor possui uma boa qualidade de imagem, porém seus recursos se limitam ao básico o que pode fazer com que os entusiastas e videófilos mais exigentes que se preocupam com detalhes como pureza, fidelidade de cores ou novas experiências como interatividade, acessoa Internet, 3D e coisas do tipo torçam o nariz para esse produto.

Em contrapartida, para cada um desses expertos existe um número bem maior de pessoas que só estão interessados em uma TV simples, honesta e acessível que será instalada em algum local fixo, regulada uma vez na vida e que passará o resto da sua existência funcionando como uma fonte de entretenimento casual. Algo por sinal cada vez mais comum em locais públicos como lojas, bares, restaurantes, salas de espera de consultórios médicos, repartições públicas, agências de correios e até bancos.

E sob esse ponto de vista, essa TV Monitor também pode ser particularmente interessante para aplicações de digital signing, onde o promotor pode preparar uma série de telas com anúncios, avisos e propagandas em um memory key e apresentá-los na LE22H158 na forma de um slide show, que pode ser ativado ou desativado a qualquer momento, em especial na hora do jogo do timão ou da novela já que — cá entre nós —  ninguém é de ferro, né?

Mais informações aqui.

 

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.