Review: TV 4K Samsung RU7100

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Na última vez que testei uma TV com resolução 4K, gostei, mas fiquei um pouco com um pé atrás por conta do upscaling de imagem. A Samsung me mandou o modelo RU7100 de 55″ e fiquei impressionado como a tecnologia melhorou muito.

TV 4K Samsung RU7100 no uso diário

Veja as cinco imagens abaixo. A primeira é de transmissão da TV a cabo em qualidade SD, para referência. Você consegue dizer o que é 4K e o que é imagem aprimorada via upscaling?

1: TV aberta, qualidade SD
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Respostas:

  • 2: Netflix 720p com upscaling
  • 3 e 4: TV a cabo (NET) 1080i com upscaling
  • 5: Amazon Prime Video 4K nativo
  • 6: vídeo no YouTube em 4K nativo
    (fotos feitas com o raro Huawei Mate 30 Pro)

Sem entrar nos detalhes técnicos, a Samsung conseguiu algo incrível com esse modelo de TV: a qualidade de imagem é muito boa, independente da fonte de vídeo. E olha que estou sofrendo com meu Wi-Fi em casa (um upgrade já está a caminho), com roteador num andar e repetidor na sala de TV forçando a amizade.

Se um dos modelos de entrada da linha 4K 2019 tem essa qualidade, nem quero ver as QLED (bem mais caras) 😉

Em resumo, é uma ótima TV, que faz quase tudo sozinha.

Exemplo abaixo: estava tentando ver o episódio de Jack Ryan na Amazon Prime Video (parte da minha assinatura do serviço Amazon Prime) e ao acessar as configurações rápidas da TV, ela já ajustou a imagem para o modo Filme em HDR10+. Legal a TV, mas não consegui chegar ao fim do episódio do Jack Ryan (canastrão demais).

Claro que, no dia a dia, a TV precisa de alguns ajustes pontuais – eu sempre reduzo o brilho. Vale destacar que uma das coisas que mais me fazem passar raiva em telas LED é o efeito “soap opera“, que me dá dor de cabeça (e raiva). Era uma constante no modelo antigo que testei, mas a RU7100 (e seu processamento de imagem incrível) deixa quase imperceptível.

Destaque também para o som da TV: é alto, nítido e claro. Nem precisei ligar minha velha e boa soundbar da concorrente.

Configurações

Alguns comentários sobre as configurações da TV da Samsung: a montagem da TV é muito rápida (são quatro parafusos apenas). É tirar da caixa, ligar na tomada – conectar o que precisa ser conectado… Vale notar que esse modelo permite esconder os cabos na estrutura da base, e o controle remoto único é o mesmo de outros modelos da Samsung.

E colocar o Wi-Fi para funcionar:

Teoricamente, a TV já veio com alguns apps instalados:

Mas para baixar novos da loja é preciso ter a clássica Conta da Samsung. Faça seu login, coloque a senha e…

Primeira vez que vejo uma TV com serviço de backup. Muito útil para quando trocar de modelo, se você se mantiver com a marca.

E com smartphones Samsung, sincronizar guias do browser… (que não é tão bom como o Samsung Browser no Android, por sinal).

Ainda nas configurações, é também a primeira vez que vejo um gerenciador de recursos:

A TV já veio com Netflix, YouTube, Apple TV, GloboPlay e Amazon Prime Video instalados, entre outros:

E, tendo uma necessidade específica (eu com o Plex), só baixar:

Sobre os aplicativos

Algo que diz mais sobre como os serviços de streaming são projetados e menos sobre a TV em si – um comentário sobre os três serviços que assino. Como disse lá em cima, o Wi-Fi de casa anda capenga (mesmo com a conexão de 120 Mbps da NET/Claro).

A Netflix é o serviço mais estável, digamos assim, com conexões que vem e vão: o ajuste de imagem é automático (ainda que possa parecer uma fita VHS quando está muito ruim), mas consegue manter a qualidade sem travar a reprodução. E mesmo sem o plano 4K do Netflix, o upscaling da TV ajuda muito (se uma RU7100 eu tivesse, não pagaria o extra do plano 4K nem da Netflix nem da NET/Claro).

O Amazon Prime Video tem 4K incluído no pacote para suas séries originais, e isso é muito legal. A qualidade oscila entre HD e 4K, a reprodução trava ocasionalmente, mas a qualidade se mantém por causa do upscaling.

E temos a Apple TV

Minha obsessão – já que na CES 2019 não podia mexer na TV com o recurso, e a Samsung depois fez uma demonstração muito técnica de TVs em São Paulo (tão técnica que… também não podia tirar fotos). Finalmente consegui mexer no recurso, agora com o Apple TV+ funcionando para valer. E a interface é igual a uma Apple TV (o hardware).

Em tempo: a Samsung RU7100 funciona com AirPlay também, então dá para mandar conteúdo do iPhone/iPad para a tela.

Esse aplicativo Apple TV é meio doido: ele mostra conteúdo do Apple TV+ (o serviço de streaming, com meia dúzia de séries originais e nada mais do que isso) e da loja de filmes da Apple. Dá para assinar o canal Smithsonian pela Apple TV também (já tenho na NET/Claro).

Mas e a Apple TV+ como serviço de streaming? O conteúdo original é incrível: estou vendo “For All Mankind” (que, para mim, conversa sem querer com “Watchmen” da HBO pela leve distopia histórica) e “The Morning Show”.

Porém o serviço em si precisa de muitos ajustes: a sensação que tive é que o Apple TV+ não corrige a qualidade de imagem de acordo com a qualidade da rede. É algo que a Netflix tira de letra.

É 4K ou nada, o que leva a travamentos constantes ou imagem VHS o tempo todo. Reinicia o roteador, conecta a TV de novo para ver a série e… perdeu as legendas em português (sério que não tem uma opção para salvar “legendas em português, áudio em inglês”, Apple?). E em mais de um momento, a imagem travou e o app fechou sozinho. Argh.

Resumo: TV 4K Samsung RU7100

ztop-indica-novo-selo

O que é isso? TV conectada com resolução 4K e tela de 55 polegadas.
O que é legal?  Qualidade de imagem excelente, upscale de fontes com resolução menor muito boa, som incrível.
O que é imoral?  O conceito do “controle remoto único” é útil, mas se você assiste muitos canais de TV a cabo, deixe o controle original por perto – é mais rápido.
O que mais? Existem outros tamanhos de tela desse modelo (de 43 a 75 polegadas).
Avaliação: 8,5 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço sugerido: R$ 3.399 (55 polegadas)
Onde encontrar: Samsung

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin é o fundador do ZTOP+ZUMO e da newsletter de tecnologia Interfaces. Já escreveu na PC World, PC Magazine, O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e criou o ZTOP+ZUMO em 2007, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC.

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