ZTOP+ZUMO

Gadget do dia: Apontador de lápis “eterno” Tsunago

Produto promete resolver o problema do que fazer com aqueles toquinhos de lápis que, apesar de ainda serem úteis, podem acabar no lixo.

Fundada em 1933 na província de Osaka no Japão a Nakajima Jukyudo (ou NJK) é uma empresa que fabrica apenas uma coisa —  apontadores de lápis — o que, na terra dos nipões, significa que o produto deles deve ser realmente bom e que eles devem entender muuito desse negócio, para sobreviver e ainda inovar neste mundo cada vez mais digitalizado.

NJK_516

E um dos desafio que essa empresa se empenhou em resolver é o que fazer com aqueles tocos de lápis que, muitas vezes acabam no lixo, o que pode não parecer certo principalmente para aqueles que defendem um modo de vida mais sustentável, baseado numa filosofia de consumo consciente, racional e com menos desperdício.

Tsunago_shapener_message_1a

Foi daí que a empresa desenvolveu o Tsunago, um curioso apontador que incorpora um engenhoso mecanismo…

Tsunago_shapener_product… que permite conectar um toco de lápis em outro maior, estendendo assim a sua vida útil (no sentido mais exato do termo). 🙂

Tsunago_shapener_emenda

Para isso, além do modo normal de apontar, ele possui dois ajustes que permitem criar um encaixe “fêmea” no toco e um encaixe “macho” no lápis novo, permitindo assim uni-los fisicamente. O fabricante também recomenda o uso de cola para fazer com que a emenda fique mais firme.

Tsunago_shapener_uso

O interessante, é que ao fazer isso o toco de lápis tende a ser usado (e apontado) até este sumir e o lápis maior entrar em uso, sendo consumido até este virar um toco e ser encaixado em um novo lápis com a ajuda do Tsunago. Com isso cria-se uma espécie de “lápis eterno” que nunca acaba.

Tsunago_shapener_uso2

E como uma imagem vale mais do que mil palavras:

Com esse produto a empresa também deseja conscientizar as pessoas e — em especial as novas gerações — sobre o conceito de “Mottainai” que, no Japão é uma expressão de repúdio/tristeza ao que poderíamos chamar de “desperdício inútil” (ou que poderia ser evitado), um sentimento ainda muito forte entre os mais idosos que passaram por inúmeras privações durante e após a segunda grande guerra.

To_all_corners

Sob esse ponto de vista, o Tsunago incorpora a mensagem de que deveríamos tirar o máximo proveito de tudo aquilo que temos — por bem ou por mal, diga-se passagem — já que existe um caso recente no Japão onde o anúncio de que a Mitsubishi Pencil (atual Uni-ball) iria encerrar a produção de uma linha de lápis colorido, provocou a ira de desenhistas de mangá, arquitetos e até animadores quem adoram esse produto, provocando até uma corrida às lojas, atrás dos estoques remanescentes.

Seu preço sugerido é de 2.000 ienes (~ R$ 69) e pode ser encontrado no Amazon.co.jp.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Adriano De Lima 15/01/2016, 09:48

    Muito bom mesmo esse produto, e isso é algo que não deveríamos perder: a escrita manual.
    Acredito que em 20 anos já teremos jovens com imensa dificuldade para escrever a mão. Em 50 anos já teremos pessoas que não sabem escrever a mão e possuem muita dificuldade para ler algo manuscrito.
    Viva o progresso… :-/

    • tuneman 15/01/2016, 10:15

      Normal.
      Nem me preocupo muito com isso.

      • Adriano De Lima 15/01/2016, 10:42

        Eu sempre tive letra feia, mas me lembro de falar com as professoras do primário dizendo que escrever a mão seria algo como um hobby no futuro, pois só escreveríamos em computadores e aparelhos eletrônicos, elas por outro lado diziam que isso era impossível, pois computadores eram muito caros e as pessoas não teriam acesso a tantos dispositivos.
        Hoje fico receoso de que todo uma prática deixe de existir, mas é algo praticamente inevitável.

        Quem escreve bem a mão ainda vai ganhar um bom dinheiro com esse talento mais pra frente.

        • tuneman 15/01/2016, 10:56

          eu tambem lembro desse papo. hehehe. quem tinha computador era rico.
          a escrita vai passar por um processo de gigitalização similar a fotografia e cinema.

          • Adriano De Lima 15/01/2016, 12:15

            E isso porque o meu irmão insistiu muito na época (meados dos anos 90) que eu deveria fazer um curso de datilografia e eu nem quis fazer. Até tive interesse, mas toda aquela repetição me dava preguiça….

        • Mario Nagano 15/01/2016, 16:13

          Bom, mas é para isso que existem as maravilhosas traquitanas japonesas!

          http://www.ztop.com.br/max-word-writer/

          https://www.youtube.com/watch?v=80Eu1qKSgbE

  • Ricardo Ferreira 17/01/2016, 21:53

    encontrei uns gadgets legais aqui nesse canal:

    https://www.youtube.com/watch?v=EvOfpa6wJyY

    pelo menos foi traduzido para o portugues

  • dflopes 22/01/2016, 17:35

    prefiro lapiseira.
    Só estraga o grafite quando fica pequeno.

    • Mario Nagano 23/01/2016, 09:05

      A lapiseira como a conhecemos hoje foi inventada pelos ingleses no século XIX, mas a sua popularidade decolou no início do século XX quando Tokuji Hayakawa bolou um novo mecanismo que impulsionava o núcleo de grafite, que ele batizou de “Ever-Sharp Pencil” e a empresa que ele criou para produzí-la é a atual SHARP Corporation que, depois se estabelecou no segmento de eletrônicos:

      http://www.sharp-world.com/corporate/info/his/only_one/item/t02.html

      Falando em lapiseiras, eu me lembro que na época em que trabalhei na Votorantim, era possível adivinhar o cargo/status de um funcionário pelo tipo/cor de lapiseria Pentel que ele usava, a saber:

      Pentel P205 0,5 mm (preto) — Pessoal técnico/engenheiro.
      Pentel P207 0,7 mm (azul claro) — Pessoal administrativo/financeiro.
      Pentel P209 0,9 mm (amarela) — Gerente/diretor.

      Minha teoria é que os técnicos preferiam 0,5 mm porque rabiscavam muitos projetos. Já o pessoal administrativo preferia o 0,7 mm porque a ponta não quebrava tanto,

      Agora porque os gerentes e diretores preferiam lapiseiras de 0,9 mm para mim é um grande mistério.

      • dflopes 23/01/2016, 09:44

        Valeu pela história!!!
        Deve ser mania japonesa que uma empresa analógica vai pro digital, vide Nintendo e Sharp.

        E o grafite 0.9 devia ser pra mostrar que o “meu [grafite] é maior que o seu”!

        • Adriano De Lima 24/01/2016, 00:32

          O meu é maior que o seu… KKKKKKKKK!!!!!!

        • Mario Nagano 24/01/2016, 18:04

          Bom, o primeiro produto de sucesso da CASIO foi o Yubiwapipe, uma piteira na forma de anel que permitia usuário o fumar sua bituca de cigarro até o talo sem precisar segurar o mesmo entre os dedos, garantindo assim maior produtividade entre o pessoal de escritório:

          http://www.casio-europe.com/euro/corporate/corporatehistory/detail/1954/