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Hands-on: os irmãos do Asus Transformer Prime

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Para a Asus, o Mobile World Congress 2012 não foi apenas a primeira aparição oficial do incrível Padfone: o pessoal de Taiwan complementou sua linha de tablets Android 4.0 e tela grande com mais dois modelos (Transformer Pad Infinity e Transformer Pad 300), além do Transformer Prime, anunciado em novembro e agora rebatizado como Transformer Pad Prime, além de velho conhecido deste ZTOP.

Completam a linha os tablets Android com tela menor (7″) Asus MeMo 171 e MeMo 370T, que vi no começo do ano na CES 2012, e o Transformer TF101, o primeiro tablet da Asus.

Todos lindos, leves, metálicos. Minha pergunta é se a Asus tem a mesma experiência da Samsung em poucas vendas de tablets Android, em um mundo dominado pelo iPad (e logo mais, vem o iPad3/iPad HD).

Primeiro, o Transformer Pad Infinity: é o novo topo de linha em tablets com Android. Números enormes: tela IPS de alta resolução (1920 x 1200) protegida por Gorilla Glass, processador Qualcomm Snapdragon S4 dual-core de 1,5 GHz para a versão com conectividade LTE e o teclado/bateria opcional que transformam o tablet em um netbook, como a maioria dos outros portáteis da marca – um diferencial bacana em relação aos concorrentes.

O teclado é praticamente o mesmo do Padfone e do Transformer Pad Prime, fino e elegante. A tecnologia de som do tablet é fornecida pela SonicMaster.

O Transformer Pad Infinity tem ainda uma câmera de 8 megapixels (vídeo em 1080p) com lente f/2.2 – primeira vez que vejo algo assim em um tablet (apesar de achar que tablets não são máquinas fotográficas…). O bicho tem apenas 8,5 mm e seu acabamento é todo em metal, como os Zenbooks.

Já o Transformer Pad 300 vem com uma tela igual de 10,1″ com resolução menor (1280 x 800), igualmente fino (9,9 mm) e colorido, seguindo também o conceito dos outros modelos do ultrabook Zenbook: em vermelho, azul e branco – e Android 4.0. Como os outros modelos, também tem a base opcional com teclado e bateria extra, além de portas de expansão.

Dá para prever que esse modelo será a versão (quando forem liberados os preços) de entrada da Asus para tablets com Tegra 3 – a Asus diz que o público-alvo são “jovens, modernos e high-tech” (ah tá, por isso é colorido…). E, quem sabe, vir a substituir o Transformer original.

A câmera traseira é de 8 megapixels também, e o acabamento é menos “não olha feio que eu deixo marca de dedo”que seus pares.

Nada ainda sobre data de lançamento ou preços, mais infos em inglês na Asus.

MWC 2012: quem ganha, quem perde, quem fica na mesma

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Mobile World Congress 2012 termina em algumas horas. Foram cinco dias de excesso de informação, pouco sono, ameaça de greve de transportes e a incrível oportunidade de ver de perto os principais lançamentos de celulares, smartphones, foblets e tablets (teve até um carro) para o resto do ano.

A feira acaba com alguns vencedores claros e também já dá sinais de que começa a se esvaziar.

Android mostrou sua relevância e importância de novo? Sim e não.

Os bons e grandes exemplos de smartphones Android vieram da Ásia: HTC One (pelo conjunto da obra, o melhor da feira), Huawei Ascend D Quad e ZTE Era (que mostram a corrida dos chineses para crescer em todo o mercado de celulares, dos aparelhos mais básicos até os quad-core mais sofisticados).

Já os tablets Android, ao meu ver, ficaram em segundo plano. Samsung fez sua festa, Asus foi discreta (estava em uma salinha escondida com os novos e belos Transformer Prime, que ficam para a semana que vem), mas acredito que será uma das poucas a sobrar nesse mercado-que-parece-que-o-Google-não-se-importa. E só, que vale mencionar: todo mundo esperando o iPad 3, semana que vem.

Destaque para o sensacional-porém-não-olha-feio-que-eu-vou-ser-caro-mesmo PadFone, da Asus. Seu conceito vai além do tablet e é realmente inovador ao unir smartphone, tablet e teclado.

A Samsung decidiu mostrar seus novos tablets e investe pesado na divulgação – por toda Barcelona – do Galaxy Note, repetindo o que já tinha feito durante a CES, em janeiro. Trouxe também vários smartphones de entrada, um smartphone com projetor incrível, mas deixou a cereja do bolo, chamada Galaxy S III, de fora. A Samsung nem fez coletiva de imprensa por aqui: reza a lenda que o S III será anunciado em um evento exclusivo da fabricante em algum momento neste semestre – e é o início do esvaziamento do MWC.

Já a LG repetiu uma fórmula testada antes da CES: anunciar todos seus aparelhos antes da feira. Fez isso com o Optimus 3D Max, com o Optimus 4X HD, com o foblet Optimus Vu e com a linha Optimus L. Nada que vá mudar o mundo, mas pelo menos agora o design e a tecnologia de smartphones da LG está mais unificado, com sinais claros (principalmente com o Optimus L7) de que vão investir mais em aparelhos topo de linha, que dão maior retorno financeiro. Tablet da LG? Nem sinal. Fazem bem.

A Motorola estava, mas não estava. Tinha um estande grande, quase igual ao da CES, mas não trouxe nada de novo, pelo menos em aparelhos. Para a nova empresa do Google, o MWC foi uma grande sala de reuniões, fato comum aos fabricantes de qualquer coisa por aqui. A conferir o que vão fazer no resto do ano, agora como googlers.

Dá quase para dizer a mesma coisa da Sony Mobile, ex-Sony Ericsson, que fez dois anúncios mais que tímidos da linha Xperia – o  P e o U, bonitos, eficientes, mas apenas complementos ao lançamento do Xperia S em janeiro, na CES. Os robôs da Ericsson estavam mais divertidos.

E tem a Nokia, claro. Se ano passado a reação da parceria entre Nokia e Microsoft era de choque, 2012 é luz, é raio, estrela e luar.

Estande gigante, anúncios importantes com a tecnologia PureView no Nokia 808  (piada interna da feira: um aparelho com Nokia Belle, ex-Symbian, foi o grande destaque do MWC, já que faltou um anúncio bombástico em Android – estou falando de você, Samsung). E a chegada do Nokia 610, com Windows Phone 7 “Tango”, abre caminho para um novo mundo de aparelhos com Windows Phone mais baratos.

Curiosamente, nem Samsung nem HTC, tradicionais parceiras da Microsoft, anunciaram smartphones com WP7 aqui em Barcelona – só a ZTE, com o Orbit, e a Acer (que não vende smartphone no Brasil). Palpite chutando muito alto? Windows Phone vai ficar só com a Nokia mesmo – que também disse que vai lançar no resto do mundo o gigante Lumia 900 (outro vindo da CES) e os chineses (ZTE já entrou no bonde do aparelho barato, certo?). Deu também a impressão, pela ausência de outros fabricantes, de que todo mundo estava esperando o que a Nokia vai fazer este ano.

Ah, sim, teve o anúncio do Windows 8, mas prefiro não falar dele aqui. Trauma recente, sabe?

Encerro por aqui as transmissões de Barcelona (mas você pode reler tudo que escrevi nesses dias de novo na página de MWC 2012 do ZTOP). Obrigado pela audiência e pelos comentários. Temos mais fotos e coisas exclusivas no nosso Facebook.

Semana que vem ainda continuo a falar dos produtos que vi e não tive tempo de sentar com calma, e amanhã vou tirar um dia de folga e andar de montanha-russa.

E as fotos aqui são visões gerais da sensacional Fira de Barcelona e suas paisagens (e festas) malucas, onde ocorre o Mobile World Congress pela última vez. Ano que vem a feira continua na cidade, mas vai para um novo local. 

 

 

Números enormes: Opera Mini em tempo real

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A Opera Software diz que mais de 250 milhões de pessoas usam seus produtos em todo o mundo. Então, para demonstrar o uso em tempo real do navegador Opera Mini para celular, os noruegueses montaram um telão no Mobile World Congress que mostra exatamente isso.

Como passei lá e ainda era muito cedo no Brasil, deu para perceber o uso esparso por toda a América. O número à esquerda da tela mostra o nome do país e o número de acessos por segundo. À direita, o total no mundo e o horário em cada país.

Nem dá para compara com a Rússia, no meio do dia.

Indonésia, já no meio da tarde, estava mais baixa:

E a Europa e Ásia em geral com acesso forte. Conforme mais alto o ponto amarelo, mais acessos.

 

MWC 2012: Androids mais básicos da LG e Samsung

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Todo mundo quer um aparelho celular topo de linha. Mas nem sempre o que se quer é o que se tem. Não tem problema: para isso, tanto a Samsung quanto a LG lançaram alguns modelos de smartphone Android voltados ao comprador mais consciente. Alguns são bem interessantes (e provavelmente serão mais caros), outros parecem brinquedinhos de plástico. A maioria deles chega ao mercado ainda neste semestre – sem preço definido ainda, claro.

Tem um álbum com mais dos aparelhos na nossa página do Facebook.

Samsung: todo mundo é Galaxy na família Android. Discreta com smartphones no MWC este ano, o foco da Samsung ficou mesmo nos tablets.

Galaxy S Advance: é o meio irmão entre o Galaxy S e o Galaxy S II. Parece muito o S, mas tem processador dual-core de 1 GHz, tela espaçosa de 4″ Super Amoled, configurações com 8 GB ou 16 GB e câmera de 5 megapixels. Roda Android 2.3. Vai brigar com o LG Optimus L7 (mais abaixo).

Galaxy Ace Plus

Anunciado em janeiro, é um smartphone voltado ao público jovem. Tem processador de 1 GHz (single-core), tela de 3,65″ (320 x 480) e roda Android 2.3. Tem ainda uma câmera de 5 megapixels.

Galaxy Ace 2

Acredito que Galaxy Ace 2 é um pouquinho melhor que o Ace Plus: tem um processador inferior (800 MHz), mas tela maior (3,8″, 480 x 800)e um design mais bem resolvido. Câmera de 5 megapixels com vídeo HD (720p), Android 2.

Galaxy Mini 2

É o irmão mais simples e básico. A tela de 3,27″ é fosca e tem uma visualização estranha, com resolução baixa (320 x 480) – pelo menos a do Ace Plus é mais brilhante. Câmera de 3 megapixels, processador de 800 MHz e dá para esperar um monte de subsídios de operadoras para esse aparelho básico – é uma ponta de entrada para quem tem pré-pago e as operadoras querem forçar a migração para o pós.

LG: todo mundo é Optimus

LG Optimus L7

A linha Optimus L é nova na LG e define os smartphones intermediários, abaixo dos Optimus 4X HD e Optimus 3D Max (mais sobre eles em breve), com acabamento em branco ou preto.

O mais legal – e bonito – deles é o Optimus L7. Tela grande de 4,3 polegadas, acabamento em metal nas laterais, processador dual-core de 1 GHz, câmera de 5 megapixels com flash LED e vídeo a 1080p, já com Android 4.0.

LG Optimus L5

Versão um pouco menor do L7, com tela de 4 polegadas, processador de 800 MHz, Android 4.0, câmera de 5 megapixels e suporte a NFC.

LG Optimus L3

Como o Galaxy Mini 2, é a versão simples e básica da LG. Tela também de resolução simplesf, de 3,2 polegadas (320 x 240), com processador de 800 MHz e Android 2.3.

 

Robôs Lego Mindstorms explicam a “internet das coisas”

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O que acontece quando o vaso de plantas “sente” que está sem água. O jornal chegou – quem vai buscar? E as meias espalhadas pela casa? Na tentativa de explicar o que acontece quando a internet se expande para itens cotidianos – a caixa de correio, a cesta de roupas, o vaso da planta – a Ericsson teve a grande ideia de usar robôs construídos com Lego Mindstorms no Mobile World Congress 2012.

Primeiro vi esse conteiner com umas pessoas encostadas tomando banho de sol…

Do outro lado, um café – grátis. E pode deixar na mesa que o robô limpa. Os robôs têm inúmeros sensores e conexões à rede e “conversam” por uma rede social privada desenvolvida pela Ericsson. Assim, cada um sabe sua tarefa na hora certa.

Em vídeo:

Ao lado, mais três áreas de coisas conectadas: as plantas online que pedem água para o robozinho – sem falar!

Em vídeo fica mais fácil de entender:

Ou o robô que entende que tem um jornal que acabou de chegar e vai buscar:

Em vídeo:

E finalmente o catador de meias (que era o mais mão-leve dos três, deixou cair várias vezes…)

Moral da história? Quando tudo estiver conectado, a vida vai ficar mais fácil. Nem tento aqui descrever o trabalho da Ericsson (e de tantas outras empresas no MWC 2012) que fazem a infraestrutura da internet e das redes de telecomunicações funcionar direito. Mas que os robôs ajudam, ah, se ajudam.

 

 

Números enormes: o sensor do Nokia 808 PureView (bônus: momento egotrip)

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Estava eu pensando em maldades aqui em Barcelona quando encontrei um amigo no estande da Nokia que falou “ei, vamos tirar uma foto sua com o Nokia 808 Pureview?”. Vista no geral, ficou assim – a foto acima é o meu ponto de vista:

Vamos ver essa olheira mais de perto?

E o sorrisinho verde?

Peraí, volta. E aquela flor ali no fundo?

Ah, puxa! 

Em tempo: tudo isso pra mostrar essa foto aqui, divulgada hoje pela turma de relações públicas da Nokia hoje e que mostra um sensor de câmera de 5 megapixels, um de 8 megapixels (no meio) e o sensor do Nokia 808 PureView – ou 5x maior que o de 8 MP.

Eluga Power: Panasonic também brinca de foblet

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Depois de anunciar o smartphone Eluga para o mercado europeu na semana passada, a Panasonic mostra mais um aparelho da família no Mobile World Congress 2012: o Eluga Power, com tela de 5″ e rodando Android 4. É mais um foblet (=smartphone+tablet com tela grande) – mas nem parece tanto com seus concorrentes.

O Eluga Power usa um processador Qualcomm Snapdragon S4 (1,5 GHz, dual-core) e vem com 8 GB de armazenamento interno, câmera de 8 megapixels (vídeos em 1080p) e sua tela tem qualidade HD (1280 x 720) – boa para ver vídeos, por sinal. Como seu irmão menor, tem certificação IP57 contra poeira e água.

E, mesmo com a tela grande, é bastante fino (9,6 mm) e  não fica desconfortável na mão.

Pelo que percebi, a Panasonic não fez grandes alterações na interface do Eluga Power (entretanto, o Eluga original é bastante modificado no Android 2.3).

Os dois Eluga lado a lado.

Um detalhe importante de design: o Eluga Power não tem botões ou conexões nas laterais.

Os controles estão na parte traseira (volume e botão de liga/desliga), assim como conector de fone de ouvido e a porta microUSB. Acredito que essa consolidação ocorre por conta da proteção contra água/poeira. De qualquer modo, é uma solução que funciona – porque o aparelho é pequeno (o tablet Motorola Xoom original, por exemplo, tem botões traseiros e… não dá certo!)

A Panasonic não informou quando o Eluga Power será lançado oficialmente, nem seu preço.

Gadget verde do dia: Solar Power Dock

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Escondido no meio de empresas de infra-estrutura de telecomunicações no pavilhão 1 do Mobile World Congress, o Power Dock (AM406) da holandesa A-Solar carrega seus aparelhos com iOS – incluindo iPad – usando energia solar.

O Power Dock não é nada mais que uma pequena caixa preta emborrachada de 12,3 x 7,5 x 2,4 cm e que pesa 210 gramas. Na parte de trás, o carregador propriamente dito com as células solares que recarregam a bateria de 6.000 mAh.

Em cima, parece que é uma caixa fechada…

…e que esconde uma portinhola com o dock para icoisas: funciona com iPad, iPhone e iPods e sincroniza dados com o iTunes, caso seja conectado ao computador (iOS 5 não precisa de cabos para isso, mas tudo bem). Diz a fabricante que o produto foi projetado especialmente para iPads.

Se precisar carregar outro tipo de aparelho, sem problema: na lateral estão uma porta USB convencional e uma microUSB.

E a embalagem comercial. Segundo a fabricante, o Solar Power Dock tem preço sugerido de 79 euros.

Ford B-MAX: tem carro no meio dos smartphones

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A Ford lançou um carro em um evento de celulares, tablets, foblets, infra-estrutura, redes e telecomunicações. Sim, um carro lançado durante o Mobile World Congress 2012. É o Ford B-MAX, primeiro veículo a ser vendido na Europa com a tecnologia Sync, para sincronizar ligações e músicas do smartphone – entre outras coisas. Fui lá ver de perto.

O Sync se conecta via Bluetooth ao celular, e permite usar comandos de voz em inglês, francês, espanhol, português (de Portugal), alemão, italiano, turco, holandês e russo. Dá para atender ligações enquanto dirige no viva-voz do carro (já vimos uma versão no Ford Fiesta Hatc  à venda no Brasil). Até então, existem mais de 4 milhões de veículos com o Sync nos Estados Unidos, mas é a primeira vez que o recurso é lançado na Europa – a meta da Ford é atingir 13 milhões de usuários do sistema até 2015 em seus carros.

Além disso, o B-MAX é ligado a um sistema de emergência: em caso de acidente, o veículo acessa o celular em uso e entra em contato com um serviço de emergência com a localização do incidente – um belo serviço integrado (e gratuito).

A Ford diz que o B-MAX é um “pequeno carro familiar”. Tem muito espaço interno, como dá pra ver nas fotos.

O volante tem controles de ligação e de música.

O console central do carro, com a tela LCD que mostra as informações do Sync.

Ao lado do câmbio e do acendedor de cigarros, uma porta USB e um conector padrão 3,5 mm: dá para ligar um iPhone ali também.

O que mais me chamou atenção no B-MAX é o sistema das portas, projetadas para permitir acesso amplo ao interior do carro:

As portas traseiras são deslizantes, como em uma van:

E a dianteira abre de modo convencional, mas com um ângulo maior. Não existe a coluna lateral do carro – e a Ford diz que é bem seguro em caso de pancada no lado. Dados técnicos sobre o Ford B-MAX aqui.

Bônus track: em janeiro, vimos o f, conceito de carro conectado, durante a CES. Agora, dá para entrar nele (e ver que é tudo… um conceito mesmo!) Pelo menos rende boas fotos:

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