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Hands-on: Sony Vaio Tap 20

Tio, isso é um iPad gigante?“, me perguntou a pequena Maia, de 7 anos. Acostumada com tablets, smartphones e coisas para tocar na tela, minha sobrinha viu o Sony Vaio Tap 20 aqui na ZTOP-caverna e acreditou, de cara, ser um tablet tamanho XXL.

Só que roda Windows 8, e levá-lo para o sofá nem sempre é uma boa ideia, por conta do seu grande e avantajado tamanho (prefiro nem imaginar a cara de alguém que pagou mais de R$ 4.000 em um aparelho como esses depois de derrubá-lo no chão).

Meu primeiro contato com o Vaio Tap 20 foi na IFA 2012, quando a Sony anunciou o produto e prometeu seu lançamento até março de 2013 no mercado brasileiro.

Achei curioso o fato de ter uma bateria interna e uma alça de apoio e transporte, e até brinquei que era um desktop de sofá, pra ser usado como um tabletão. Não dá: é grande demais (qualquer eletrônico caro de 50,4 cm de largura fica esquisito) e pesado (5,2 kg).

Mas tem seu uso importante e interessante: como uma central de entretenimento para a família, para jogar ou ver fotos/vídeos em grupo, e acredito que esse é o grande fator importante de um computador tudo-em-um como o Vaio Tap 20. Basta abaixar o apoio traseiro e deixá-lo na horizontal.

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As configurações do Vaio Tap 20 são bastante interessantes: a tela LED de 20 polegadas (1600 x 900) usa tecnologia emprestada das TVs da Sony (Bravia Engine) e tem boa visualização, mas não é um monitor Full HD.

Tem bons ângulos e excelente nitidez, porém, é preciso lembrar sempre que é sensível ao toque e invaviavelmente marcas de dedos ficarão ali (e a Sony nem pra colocar um paninho de limpeza na caixa do produto….).

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Mas usar o Vaio Tap 20 não é uma experiência 100% touch: a Sony inclui teclado (estilo chiclete) e mouse sem fios na caixa.

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As configurações incluem ainda processador Intel Core i5 de terceira geração (Ivy Bridge) de 1,7 GHz, 4 GB de RAM, 750 GB de HD e Windows 8 64 bits. Não há drive de disco óptico, seguindo a tendência mundial para o fim desse periférico.

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Mas o recurso mais interessante desse produto, ao meu ver, é o uso de uma bateria interna para que você use o Tap 20 em um sofá (nã0, claro) ou mesa longe da tomada. A alça de apoio também serve para transportar o tudo-em-um de lá pra cá, e é mais que recomendável ter bastante cuidado nessa operação.

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Ao deitar o Vaio Tap 20 na mesa e dobrar sua alça, a tampa traseira…

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…pode ser removida, mostrando outras tampas (para upgrade de memória/HD) e uma área vazia…

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…onde se encaixa uma bateria de notebook (modelo VGP-BPS21B). A fabricante estima sua duração em três horas…

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…e, com o Vaio Tap 20 fora da tomada, só com a carga da bateria, o tempo máximo de duração de bateria que consegui foi um pouquinho a mais (12 a 15 minutos) de carga.

A adoção de uma bateria também tem seus atrativos em tempos de chuva forte (e rede elétrica fraca): pode cair a energia, mas pelo menos o Tap 20 segura a onda por mais um tempo (isso, claro, se a conexão à internet também não cair junto, certo?).

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Na parte superior do aparelho, vemos os botões Assist (para auxílio/suporte técnico) e Web (que abre um navegador em ambiente virtualizado quando o Windows 8 está desligado), controle de volume e o liga-desliga. A parte superior da tela tem ainda uma webcam integrada de 1,3 megapixel de resolução.

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Na lateral direita, conectores padrão para fone de ouvido/microfone, duas portas USB 3.0 e um leitor de cartões padrão SD/SDHC/SDXC e Memory Stick (Duo/Pro HG).

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Do outro lado, o conector da fonte de alimentação e uma porta Gigabit Ethernet (yay!)

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O desempenho do Vaio Tap 20 é garantido pela sua configuração parruda. Mas e o software? A estranha impressão que tive de lentidão na hora de abrir aplicativos pela primeira vez (e-mail, mapas e até mesmo a loja de apps) quando usei o Asus VivoBook se manteve no Vaio Tap 20 – e é um gargalo do sistema operacional, não do hardware (já que nem dá pra comparar as duas máquinas, uma básica e outra topo de linha).

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A oferta de software da Sony também é curiosa. A lista oficial diz: Windows® 8 64 Bit, VAIO Movie Creator, Mobile Bravia Engine 2, S-FORCE Front Surround 3D, Dolby Home Theater v4, Clear Audio, VAIO Camera Gesture Utility 2.0, VAIO Care, PlayMemories Home, PMB VAIO Edition, Fingertapps, ArtRage Studio Pro, Family Paint 2D, Adobe Reader, Skype e Kaspersky Internet Security 2013 (versão teste 30 dias).  

Eu esperava mais apps customizados para a interface nova do Windows 8 (anteriormente conhecida como Metro). A maioria dos que mexi/fucei (Fingertapps, ArtRage, Family Paint, PlayMemories, VAIO Care) abria em ambiente desktop, da velha guarda do Windows, e não no novo ambiente customizado e sem janelas do Windows 8. Acredito que com o tempo a Sony deva atualizar esses aplicativos para a nova interface.

(e eu não resisti à tentação de tirar umas fotos do Tap 20 no sofá de casa)

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O Sony Vaio Tap 20 é um PC para a família. Outros fabricantes começam a lançar máquinas tudo-em-um com telas touch, e a máquina da Sony é uma boa opção. A bateria tem duração razoável para um slideshow ou vídeos para a família na mesa da sala de jantar, a tela, apesar de não ser Full HD, tem ótima definição e é um computador com bons e atualizados recursos de hardware.

Meu grande temor em um produto com tais dimensões e uma proposta um tanto inédita de capacidade de transporte (pouco mais de 5 kg, mas tem uma alça) é se distrair e derrubar o Vaio Tap 20 no chão. Tablets mais simples ou até mesmo smartphones são mais que comuns para usar na frente da TV hoje em dia e costumam ter capinhas protetoras (e o prejuízo em caso de queda é menor).

Se um “iPad gigante” é seu objeto de desejo, a Sony conseguiu torná-lo realidade – só que roda Windows 8. Tem na Sony Style brasileira, pelo preço sugerido de R$ 4.699.

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin