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Hands-on: Sony Sound Bar HT-CT370

Existem produtos que – no caso deste ZTOP – você nunca testou, e quando finalmente brinca com um, pensa “meu espaguete voador cheio de molho, como pude viver sem isso até hoje?“. A Sony Sound Bar HT-CT370 se encaixa direitinho nesse caso: tem um som incrível, é facílima de ligar e ocupa bem menos espaço que um home theater.

Eu detesto Home Theaters. São grandes, espaçosos, um trambolho para instalar e desinstalar (mesmo nas versões sem fio), juntam pó e incomodam vizinhos na vida em sociedade quando usados em modo entusiasmado.

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O conceito da sound bar – uma grande caixa de som com subwoofer que você coloca na base da TV ou pendurado na parede – é muito mais interessante. De seis peças (pensando em um sistema 5.1), pulamos para apenas duas (em 2.1, com a barra e o subwoofer, com 175W RMS de potência). E, embaixo da TV, se torna mais uma peça pro seu gato se esfregar e encher de pêlos (argh).

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O modelo da Sony, Sound Bar HT CT370, é o topo de linha da fabricante no Brasil. Tem um design angular simples (para sumir na frente da TV, claro) com acabamento metálico-pego-marcas-de-dedos nas laterais. Mede 90 cm de largura, o suficiente para uso com telas 40″-42″-46″ (a minha é de 42″ e coube direitinho na base).

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Nas conexões, a Sound Bar da Sony tem diversas opções: analógico, entrada digital (Toslink, acompanha cabo), três entradas HDMI 1.4 e uma saída (para usar o dispositivo como hub de TV a cabo, Blu-ray etc.) e conexão NFC/Bluetooth para reproduzir músicas do seu smartphone/tablet/computador.

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Como minha TV de Plasma (yay!) é relativamente antiga, usei apenas o cabo Toslink para alternar entre TV/Apple TV e um analógico para ligar o toca-discos, assim como Bluetooth para reproduzir músicas do Spotify e Google Play. A instalação é muito simples: conectar as entradas de áudio, ligar na tomada a base e o subwoofer e pronto. Sua TV vai “falar” muito melhor depois disso.

Vale notar que embaixo do aparelho – que pode ser pendurado na parede também, já que a engenharia do produto permite seu uso deitado na frente do televisor ou em pé na parede – estão pequenos pés de borracha que não fixam, mas ajudam a aumentar a resistência da sound bar na base da TV – e não escorregar (a não ser, claro, que seu gato deite em uma das pontas e faça gangorra até alguém levantar e dar um leve toque em sua parte traseira, pois ele é surdo e se condicionou a entender um leve toque na traseira como “cai fora daí, cara”) .

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A base do produto ainda esconde a inscrição de que tem tecnologia DTS-HD e Dolby True HD integrada.

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Acompanha a Sound Bar um subwoofer sem fio: basta ligar o equipamento à tomada e pronto, ele está funcionando (se não estiver, tem um botão traseiro que liga/desliga sua transmissão). O subwoofer funciona em pé ou deitado – deixei no chão da sala, mas poderia ter colocado embaixo do set-top box da TV a cabo.

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A sound bar da Sony também vem com controle remoto básico para os modos de som/fonte/reprodução Bluetooth (isso pode ser feito também via app Song Pal para streaming). Caso tenha uma TV Sony, o controle funciona com ela também.

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E como funciona? Bem pra caramba.

Dá para perceber as nuances nos graves (obrigado, subwoofer!), os sons distintos no fundo de programas de TV, os efeitos sonoros que dão emoção em um filme de ação. Não é envolvente como um home theater (óbvio), mas aprimora muito a qualidade de som do seu televisor/Blu-ray/vitrola.

No vídeo abaixo, selecionei três trechos de reprodução de áudio: dois de arquivos MP3 (um com mais graves, um clássico) e um de vinil antigo e sem data de dainos lituanos. O que tem nesse vídeo: trechos das músicas e alterno entre os modos distintos de áudio da Sound Bar: filmes, músicas, esportes, games, standard, “clear audio” (que, ao ser ativado no velho vinil, mostra o chiado do disco!).

Lembram que falei que home theaters incomodam vizinhos? O CT370 tem um modo “noturno” que reduz os graves, para não atrapalhar quem quer dormir à noite sem ouvir os passos de dinossauros no apartamento ao lado. E, com NFC e Bluetooth, ouvir música vinda do smartphone é um processo muito simples.

A Sony Sound Bar HT-CT370 está à venda pelo valor sugerido de R$ 1.999 (especificações completas aqui). Lá fora (ouch), é um produto que dá pra achar, em média, por US$ 250-300 na Amazon (e pedir pra ser barrado na Receita Federal pelo tamanho da caixa!) É um produto para quem não é audiófilo (bah) e quer melhorar o som da TV e de seus gadgets – caso perfeito para minha pessoa. E, com minha Crosley, funcionou muito bem – mais um motivo para gostar do produto.

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Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

  • marcelomartins 11/12/2014, 15:04

    Contando que vi gente trazendo TVs dos EUA, essa barra gigante não deve ser problema, ainda mais pelo preço. E na Amazon tem por 230 dólares, inexplicável custar 2 mil aqui.

  • Adriano De Lima 11/12/2014, 15:37

    Será que no site “gringo” da Amazon eles enviam pra cá?
    Caro Nagano, qual era mesmo aquele endereço?

  • Leo Bauberger 11/12/2014, 19:46

    Henrique, acho injusta a comparação do soundbar com os home theaters. São nichos diferentes. O envolvimento e a proposta que cada produto oferece é distinta, e portanto não há como pensar em substituição. O fato do teu gosto pessoal – neste caso – acaba deixando injusta essa comparação. Um soundbar nunca vai fazer com excelência que você consiga, por exemplo, escutar algo detrás do seu ouvido, e isso nada tem a ver com a altura do aparelho.

    • Henrique Martin 12/12/2014, 16:43

      OK

    • Robson Silveira 15/12/2014, 20:04

      Acho injusto é vc nao ter interpretado bem a analise. Serio que vc acha que ele comparou o sound bar a um home theater?

      • Leo Bauberger 20/03/2015, 11:42

        A interpretação de um texto é algo pessoal. Se uma análise dá vasão para mais de uma interpretação ela está muito abrangente. E abrir o campo de interpretação neste formato de texto, ou seja, uma análise, não é muito comum. Mas pode ser feito, é claro, desde que seja proposital. Eu não acredito que o autor realizou desta abrangência como recurso de escrita, mas posso estar enganado.

  • Gisele 07/10/2015, 14:18

    Comprei uma hoje por 1234,00! Ansiosa!