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Números enormes: Sony NEX-7 no Brasil

A câmera Sony NEX-7 foi anunciada em agosto de 2011, em outubro uma enchente atingiu sua fábrica de sensores na Tailândia e suspendeu a produção de um monte de equipamentos tecnológicos (não apenas da Sony) e seu lançamento nos Estados Unidos foi atrasado por causa disso.

Agora, quase um ano depois, a câmera de 24,3 megapixels chega ao Brasil.

A NEX-7 faz parte da linha de câmeras de terceira geração (corpo pequeno, lentes intercambiáveis) da Sony. A sua irmã menor NEX-C3 é fabricada no Brasil (leia o review), mas, perto da C3, a NEX-7 é praticamente uma câmera profissional em um corpo menorzinho.

O corpo da NEX-7 é produzido em liga de magnésio, pesando apenas 291 gramas (sem lentes), com sensor EXMOR APS HD de 24,3 megapixels e processador Bionz de imagem.  A Sony promete imagens com “muito pouco ruído” e “tempo de resposta excepcionalmente rápido” para a NEX-7: a câmera tem sensibilidade ISO de 100 a 16.000 (!) e intervalo de 20 milissegundos entre um clique e outro, com até 10 quadros por segundo (modos AF/AE).

E ela tem um visor eletrônico integrado (OLED XGA), que complementa a tela de 3″ sensível ao toque. Os controles são feitos por dois discos na parte superior da câmera, mais uma “control wheel” na parte traseira. E faz vídeos em AVCHD Full HD, 24 quadros por segundo (cinema!), som estéreo e é compatível com o novo formato AVCHD Progressive (2.0), capaz de atingir até 60 quadros por segundo.

O único problema, claro, é o preço – mas até que, se comparar com outros fabricantes japoneses, a Sony não chutou tanto o balde da NEX-7. É caro nos EUA e é caro aqui. Se lá fora é um produto com preço sugerido de US$ 1.349 com a lente 18-55mm, aqui sai pelo valor sugerido de R$ 5.499 na loja online da Sony brasileira – mas não corra pra pegar seu cartão de crédito agora, a NEX-7 está fora de estoque 😛

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin