Review: Android TV 4K Sony Bravia XBR-55X855C (Parte 1: Hardware)

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Na primeira parte desse review, analisamos o hardware da Android TV da Sony, incluindo as coisas bacanas (e as nem tanto).

Lançada em meados do ano passado, a linha de Android TV Bravia da Sony chegou ao mercado com a proposta de reconduzir a TV de volta ao seu posto de reizinho da sala.

Mas ao contrário de outros produtos, como smartphones, tablets e até mesmo PCs, cuja convivência com o consumidor está ficando cada vez mais breve e intensa, na nossa opinião os aparelhos de TV mais topo de linha ainda são um investimento de médio para longo prazo.

Sob este ponto de vista, escolher o modelo ideal é algo cuidadoso, já que estamos falando de um item que você vai ficar encarando (e vice-versa) durante anos, na estante da sala ou do quarto, e que só vamos pensar em trocar quando apresentar algum defeito ou pifar de vez. Ou quando surge um novo modelo tão super melhor do que bom que te convença a arrebentar o cofrinho e trocar de aparelho.

Foi assim no passado com o surgimento das TVs de tela plana, das TVs 3D, com resolução 4K e, mais recentemente, com sistemas operacionais mais elaborados e “abertos”, como Android TV, Firefox OS, WebOS e Tizen.

Pela nossa experiência com esse tipo de produto, a melhor maneira de formar uma opinião sobre a real experiência de uso de uma TV é sentar na frente da dita cuja e assistir TV (duh!). Assim, quando a Sony do Brasil nos ofereceu um aparelho para testes, nem fizemos questão de ser os primeiros da fila, já que nossa intenção era de fazer um teste de longa duração. Tempos depois, a companhia nos cedeu um modelo Bravia XBR-55X855C para passar um tempo na Zumo-caverna e pacientemente esperou pelo seu retorno.

Como foram muitas informações coletadas, resolvi separar esse review em duas partes: Na primeira, intitulada “Hardware”, vou dar uma visão geral no hardware e nos recursos de Smart TV desse aparelho. Na segunda parte, chamada “Software”, vamos  focar especificamente nos recursos do Android TV e sua integração com outros recursos específicos no equipamento da Sony.

Dito isso, senta que lá vem história:

Disponível nas versões com tela de 55″ (XBR-55X855C), 65″ (XBR-65X855C) e 75″ (XBR-75X855C) a chamada série X85C pode ser considerada a linha mainstream das Android TVs com tela 4K da Sony.

Abaixo dela existe a série X83C cuja diferença está aparentemente no uso de uma tela LCD mais simples (sem a tecnologia Triluminos) e preço final mais em conta (a 49X835C de 49″ tem preço sugerido de R$ 4.999). Acima ainda existe a série X90c/X91c, equipada com tela ultrafina (~4,9 mm na sua parte mais delgada), cuja versão com tela de 65″ (65X905C) tem preço sugerido de R$ 19.000.

Sony Bravia
XBR-55X855C
Sony Bravia
XBR-65X855C
Sony Bravia
XBR-75X855C
Sony_TV_Android_tela_55 Sony_TV_Android_tela_65 Sony_TV_Android_tela_75
Preço sugerido R$ 7.000 R$ 12.000 R$ 19.000
Diagonal da tela 139 cm (55″) 164 cm (65″) 189 cm (75″)
Tamanho da TV sem
suporte de mesa
123,6 x 72,2 x 6,0 cm 145,3 x 84,4 x 7,8 cm 167,5 x 97,0 x 7,9 cm
Tamanho da TV com
suporte de mesa
123,6 x 75,9 x 22,2 cm 145,3 x 89,2 x 26,5 cm 167,5 x 101,9 x 32,3 cm
Dimensões da caixa 133 x 83,8 x 16,9 cm 155,3 x 94,3 x 22,4 cm 177,5 x 106,8 x 22,4 cm
Peso sem
suporte de mesa
19,9 kg 24,1 kg 34,8 kg
Peso com
suporte de mesa
21,0 kg 25,5 kg 36,3 kg
Consumo de energia 202 watts 261 watts 398 watts

 

Vale a pena observar que a Sony também vende uma linha de Android TVs equipada com telas Full HD — a chamada série W805C — disponível nas versões com telas de 50″ (KDL-50W805C), 55″ (KDL-55W805C — preço sugerido: R$ 5.299) e 75″ (KDL-75W855C).

Pausa para um momento Zumo de reflexão — Vale a pena investir numa TV 4K?

Assim como na época em que a indústria estava migrando do padrão de tela HD 720p para o Full HD 1080p, muitos consumidores questionam se já vale a pena investir numa tela com resolução 4K. Nossa opinião, nesse caso, é que isso depende tanto da aplicação quanto do tamanho da tela propriamente dita.

Existem casos em que uma TV não passa de distração — caso dos aparelhos usados em bares, salas de espera e até restaurantes — onde os “telespectadores” em si não estão lá muito preocupados com qualidade de som e imagem, desde que ela não ofenda nossos olhos e ouvidos.

Sob esse ponto de vista (ou de audição), não sei se é o caso de correr atrás de uma TV 4K, a não ser que uma tenha caído do caminhão que passou na sua rua.

Fora isso, na época da mudança do 720p para o Full HD, a qualidade da imagem não mudava muito em telas pequenas (devido a maior densidade das linhas). De fato, o consenso na época era o de que a melhora da qualidade de imagem do Full HD só seria sentida em telas acima de 40″ e, mesmo assim, não seria exatamente uma melhora, e sim uma preservação da qualidade, já que telas maiores se beneficiariam do maior número de linhas.

Já no caso do 4K, de um certo modo, essa afirmação seria até válida. Porém, com o avanço da tecnologia de processamento de imagem (incluindo o chamado upscale)…

Sony_TV_Android_dithering

… esses pixels adicionais podem ser usados para criar uma variedade ainda maior de tons e subtons  (por meio de uma técnica batizada de Dithering) que…

Sony_TV_Android_dithering

… combinado com um sofisticado algoritmo de processamento de imagem, resulta num visual de melhor qualidade:

Sony_TV_Android_narcos_full

E assim como os fabricantes de carros, os fabricantes criam nomes incríveis para descrever esses algoritmos. A Sony chama o seu de tecnologia 4K X-Reality PRO, que analisa partes individuais de cada cena e agrupa-os em um banco de imagens que endereça de maneira independente texturas, contrastes, cores e bordas…

Sony_TV_Android_narcos_olho

…e cujo resultado são imagens de melhor qualidade independentemente do que está sendo assistido:

Sony_TV_Android_narcos_face

Outra tecnologia citada pela Sony é o MotionFlow XR, que também analisa os principais elementos visuais da cena em quadros sucessivos e calcula a fração de segundos de ação perdida entre elas, com o objetivo de minimizar o efeito de deterioração da imagem em movimentos rápidos por meio de inserção de quadros adicionais entre os originais, incluindo quadros negros, proporcionando assim uma melhor experiência visual…

Sony_TV_Android_inside_out

… mesmo em conteúdos de resolução mais “baixa”, como a nossa TV Digital aberta, que transmite conteúdo em 720p ou 1080i:

Sony_TV_Android_TV_novela

Baseado nisso, ao contrário do que foi a TV 3D, acreditamos que o padrão 4K oferece sim um ganho real na experiência de uso — mesmo que a oferta de conteúdo nativo ainda não seja ampla — e até uma evolução natural da tecnologia, o que para nós significa que ela começa a fazer fazer sentido até como um investimento de médio/longo prazo, principalmente se a intenção do consumidor é de ficar com o mesmo aparelho de TV por vários anos — ou até que a TV 8K chegue ao mercado, é claro!

Mas voltando ao que interessa, recebemos para testes o XBR-55X855C, o modelo mais “mainstream” equipado com uma impressionante tela LCD LED 4K de 55″ com tecnologia Triluminos que oferece um gamut de cores mais amplo do que as telas de linha, e turbinado com o novo processador Sony X1 4K que além de processar as imagens da TV também funciona como uma CPU de uso geral (baseado na microarquitetura ARMv7) sendo assim capaz de rodar o sistema operacional Android e suas apps:

Note que a moldura ao redor da tela é bem pequena, o que faz com que a TV não ocupe mais espaço do que o necessário. Isso também faz com que seus alto-falantes estéreo de 10 + 10 watts do tipo Bass-Reflex sejam embutidos na base do aparelho.

Sony_TV_Android_frente

Interessante notar que, para diferenciar suas diversas linhas de Android TV, a Sony adotou uma estratégia para associar cada uma delas com uma cor de moldura diferente, sendo que a da linha X85C é de alumínio na cor prata.

O acabamento fosco minimiza os reflexos de modo que a escolha deste tom não chega atrapalhar a visão da tela. De fato, notamos que mesmo as inscrições da moldura são relativamente pequenas…

Sony_TV_Android_frente_Bravia

… e ainda mais discretas, podendo até passar batido, se não prestarmos mais a atenção.

Sony_TV_Android_frente_XBR

Logo abaixo do logo da Sony existe uma pequena barra fixa que abriga os sensores de luz ambiente e do controle remoto, o transmissor de sinal de sincronismo para os óculos 3D e um LED indicador de estado, que possui uma sacada bem interessante de design, já que a luz do LED escapa tanto pela frente como pela sua base…

Sony_TV_Android_LED_estado2

… produzindo assim um elegante efeito visual. Esse efeito fica ainda mais bonito à noite ou em ambientes mais escuros:

Segundo o manual do usuário, este indicador de estado brilha ou pisca de acordo com o status da TV, a saber:

• Branco — Quando a TV é ligada, quando o modo de sem imagem é ativado, durante a atualização do software, etc.
• Ciano — Durante a conexão sem fio a um dispositivo móvel.
• Âmbar — Quando o timer está ajustado.

Como é comum nos dias de hoje, o consumidor tem a opção de fixar a TV na parede ou de colocá-la sobre uma mesa firme com o uso do pedestal, que já acompanha o produto.

Sony_TV_Android_suporte

Apesar do seu visual delgado, ele é feito com aço — de aparência bastante sólida — com acabamento cromado e pezinhos de borracha nos pontos de contato…

Sony_TV_Android_suporte3

… e que se fixa à TV por meio de quatro parafusos na sua base…

Sony_TV_Android_suporte2

… que conseguem manter o aparelho “ereto” e sem ceder com o peso. Apesar disso, notamos que, devido à profundidade do pedestal ter apenas 22,2 cm, a tela tende a balançar um pouco por causa de sua altura. À primeira vista, isso não deveria alarmar o consumidor se a intenção é a de deixar o aparelho quietinho lá no seu canto sem incomodá-lo.

Sony_TV_Android_hardware_intro

Mas como dizem por aí — “o seguro morreu de velho” — de modo que a Sony sugere no manual do usuário diversas maneiras de amarrar a TV à estante…

Sony_TV_Android_amarra2

… ou mesmo na parede com o uso de cordas e fixadores (que não acompanham o produto):

Sony_TV_Android_amarra1

De fato, como uma medida extrema de segurança, a Sony até sugere fixar a mesa/estante na parede se o pedestal não parecer muito confiável.

Sony_TV_Android_amarra3

Isso pode até parecer excesso de cuidados, mas quem tem gato em casa ou crianças hiperativas sabe do que a Sony está falando.

Já para aqueles que optarem em fixar a TV na parede, existem, na parte de trás do gabinete, quatro pontos de fixação com parafusos de máquina M6, cujo espaçamento padrão é de 300 x 300 mm (nos modelos com tela de 65″ e 75″ o espaçamento passa para 400 x 300 mm):

Sony_TV_Android_amarra0

A parte de trás da TV é coberta por uma grande capa de policarbonato preto, sendo que a maioria das portas de entrada e saída de áudio, vídeo, rede e dados se concentram na lateral direita (ou esquerda se olharmos pela frente).

Sony_TV_Android_tras

O curioso é que, deste ponto de vista, podemos ver que a espessura da TV não é uniforme, possuindo aproximadamente 1,5 cm de espessura na parte de cima e 6,0 cm na sua base:

Sony_TV_Android_lado1

No lado esquerdo, podemos ver a entrada de energia vinda da tomada…

Sony_TV_Android_tras_ent_forca

… cuja tomada de 2 pinos segue o padrão nacional:

Sony_TV_Android_cabo_forca1

Já no lado oposto, podemos ver as portas de entrada e saída do aparelho, com exceção da interface Wi-Fi compatível com o padrão 802.11 a/b/g/n/ac e Bluetooth 4.1 usada para conectar com dispositivos externos com perfis HID/HOGP (mouse, teclado, joystick, etc), 3DSP (sincronia do óculos 3D) e SPP (perfil base de controle serial).

Sony_TV_Android_tras_portas

No caso do XBR-55X855C, no painel à direita podemos ver a porta de rede (LAN) Fast Ethernet de 10/100 mbps, a saída DIGITAL AUDIO OUT (OPTICAL) e a entrada combinada de vídeo componente (Y, Pb, Pr) COMPONENT IN e composto (VIDEO IN 2) + entrada de áudio estéreo (Audio L-R):

Sony_TV_Android_back_panel1

Logo à direita, podemos ver outro conjunto de portas, formado por mais uma entrada de vídeo composto + áudio (VIDEO IN 1), entradas de antena externa (ANTENNA) e TV a cabo (CABLE), uma porta USB 3.0 e duas portas HDMI IN 3 E 4, sendo uma compatível com a tecnologia ARC (Audio Return Channel / Canal de Retorno de Áudio),

Sony_TV_Android_back_panel2

Já na lateral esquerda da tela ficam aquelas portas mais usadas pelo usuário em conexões mais temporárias. Esse conjunto é formado por duas portas USB 1 e 2 compatíveis com o padrão 2.0, uma saída de áudio/fone de ouvido, e mais duas HDMI In 1 e 2 sendo esta última também compatível com a tecnologia MHL (Mobile High-definition Link), que permite ligar smartphones e tablets diretamente na TV por meio de um cabo compatível (que não acompanha o produto).

Sony_TV_Android_back_panel3

Vale a pena observar que a qualidade/resolução do sinal vídeo pode ser limitado pela tecnologia da porta de comunicação, em especial daquelas mais antigas/legadas que não foram projetadas para trafegar sinais de altíssima definição:

Sony_TV_Android_portas_x_resolucao

Também na parte de trás da tela (no lado esquerdo) fica o painel “físico” de controle da TV, que concentra as funcionalidades básicas da TV, como o liga/desliga, seleção de canal e volume, entrada de sinal e acesso rápido à função de TV:

Sony_TV_Android_tras_controles

Uma sacada interessante desse painel é que seus botões possuem diferentes tipos de “ressaltos” o que permite identificá-los facilmente apenas com o toque. Isso dispensa o uso de indicadores na tela ou ter de enfiar a cabeça atrás da TV para identificá-los. Simples e genial!

Sony_TV_Android_tras_controles_ergonomia

Observamos que essa TV não possui uma chave geral que desliga totalmente a TV, o que significa que ela fica sempre em “stand-by” quando fora de uso, consumindo sempre alguma energia (segundo o fabricante menos de 0,5 watt).

Como essa TV não possui um indicador luminoso deste estado (o famoso LED Vampiro), isso pode passar a errada impressão de que ela está desligada. Nosso palpite é que isso pode ser uma exigência do Android – que requer atividade e conexão todo o tempo, pronto para uso ou manutenção.

Pausa para outro momento Zumo de reflexão — TV com Android trava? Como assim???

Um dos comportamentos mais estranhos que observamos durante os testes com a TV da Sony é que — de vez quando, do nada — o aparelho “congelava” e não desligava nem com reza brava, sendo que a única maneira que encontramos para resolver esse problema era desconectar a TV da tomada, esperar alguns segundos e religar para forçar uma reinicialização do Android, com tempo de boot demorado tanto quanto um smartphone ou tablet. Feito isso, o sistema voltava a funcionar normalmente como se nada tivesse acontecido.

Isso pode parecer estranho — pelo menos para uma TV — mas precisamos nos lembrar que, neste caso, a XBR-55X855C está mais para um computador com recursos de TV do que uma TV com recursos de computador. De fato, com o uso de um app para Android TV até conseguimos levantar algumas especificações técnicas da sua plataforma de computação:

Sony_TV_Android_hardware_specs_1a

As informações acima indicam que o XBR-55X855C dispõe de 1,5 GB de RAM, 8,3 GB de memória de armazenamento interno (expansível via memory key/HD externo com porta USB). Já o processador Sony X1 4K da Sony é identificado como um ARM Cortex A-17 dual core de 32 bits baseado na microarquitetura ARMv7

Sony_TV_Android_hardware_specs_2

… equipado com uma aceleradora gráfica Mali-T624. Note que, apesar da tela ser 4K, o sistema operacional trabalha em Full-HD a 60 Hz:

Sony_TV_Android_hardware_specs_3

Já o sistema operacional é baseado no Android 5.1.1 Lollipop:

Sony_TV_Android_hardware_specs_4

O mais curioso é que, durante os testes, recebemos uma atualização de software do sistema…

Sony_TV_Android_TV_Atualizacao_sistema_1a

… cujo procedimento é idêntico ao dos tablets e smartphones:

Sony_TV_Android_TV_Atualizacao_sistema_2

Depois disso, notamos uma redução significativa nesses travamentos, sinal de que, aos poucos, o pessoal do Google e da Sony estão deixando o sistema cada vez mais estável e polido.

Entre os acessórios que acompanham a XBR-55X855C está o controle remoto (modelo RMT-TX100B), cujo design segue o padrão tradicional da Sony. Uma curiosidade dos controles remotos dessa marca é que todos eles falam o mesmo dialeto: se você tiver um outro controle remoto da Sony, é bem provável que ele funcione, pelo menos em algumas funções básicas, como ligar/desligar, controlar o volume e trocar de canal, etc.

Note a presença de um botão específico para acessar o Netflix, o que mostra a relevância desse serviço no nosso dia a dia.

Sony_TV_Android_remoto1

A única coisa que sentimos falta nesse controle é o fato das suas teclas não serem retroiluminadas (boo!!!), um recurso que — na  nossa opinião — era de se esperar para uma TV na sua faixa de preço.

Já para tirar maior proveito dos novos recursos de interatividade desta TV, a Sony desenvolveu o One-Flick Remote, um novo controle menor e de visual mais “limpo” que incorpora novos recursos, como um microfone (para ser usado no sistema de busca por voz), touchpad e até uma interface NFC, usada em algumas aplicações para transferir dados/comandos de um smartphone para o controle e daí para a TV via Bluetooth.

A boa notícia é que esse controle já acompanha o produto — o que também era de se esperar para uma TV na sua faixa de preço.

Sony_TV_Android_remoto2

Curiosamente, a TV também veio acompanhada de um óculos 3D “ativo” modelo TDG-BT400A…

Sony_TV_Android_oculos_3D

… alimentado por uma bateria botão CR2032 de 3 volts. Apesar de a TV 3D não ter sido bem sucedida como produto de massa, é interessante ver que a Sony ainda oferece esse recurso. De fato, segundo a Sony, essa TV também oferece um modo 3D melhorado batizado de “3D Super Resolution

Sony_TV_Android_oculos_3D_batt2

Outro acessório que pode ser conectado e usado diretamente na TV da Sony é o controlador DualShock 4, uma alternativa interessante para aqueles que já possuem um console de PS4…

Sony_TV_Android_Dual_Shock_1

… e podem usar esse controlador para operar a TV ou mesmo os jogos disponíveis para Android TV (mais sobre isso na segunda parte deste review).

Sony_TV_Android_Dual_Shock_2

E, devido ao uso do Android, também é tecnicamente possível fazer algumas implementações “por conta” nessa TV da Sony, como por exemplo instalar um teclado/mouse com porta USB para movimentar o cursor e clicar nos objetos na tela e até executar alguns comandos, como “retornar”, chavear entre aplicações, entre outros.

Sony_TV_Android_teclado_externo

Observamos, porém, que devido às customizações na interface do Android TV, a maioria das apps que experimentamos não aceitou a entrada de textos via teclado, sendo que, neste caso, o usuário deve usar o teclado virtual do sistema:

Sony_TV_Android_teclado_virtual

O processo de instalação da TV não requer prática muito menos habilidade. Após ligar a antena e o cabo da rede (se desejado, já que o aparelho também dispõe de Wi-Fi), basta ligar a TV na tomada para que o sistema seja inicializado.

Sony_TV_Android_inicio_1

Como era de se esperar de um sistema com Android (duh!), para tirar o máximo proveito desse equipamento é necessário conectar o mesmo com uma conta do Google…

Sony_TV_Android_inicio_2

… o que pode ser feito por meio de uma associação com um smartphone ou laptop, que precisa estar presente na mesma rede local. Para isso, a TV fornece uma senha numérica…

Sony_TV_Android_inicio_2a

… que deve ser registrada no dispositivo móvel:

Sony_TV_Android_inicio_2b

Feito isso, o sistema pede a localização física da TV…

Sony_TV_Android_inicio_3a

… e tem início o processo de configuração dos canais disponíveis:

Sony_TV_Android_inicio_3

Curiosamente, o sistema também quer saber se o aparelho está em cima de uma mesa ou pendurado na parede…

Sony_TV_Android_inicio_4

… e se tudo proceder de acordo com o esperado, a TV está pronta para uso:

Sony_TV_Android_inicio_5

Como aparelho de TV, a XBR-55X855C entrega o que promete, ou seja, uma imagem de ótima qualidade com todos os recursos desejáveis…

Sony_TV_Android_TV_videoshow

…  como diversos ajustes de som e imagem de tela…

Sony_TV_Android_ajustes

… e diversos recursos adicionais…

Sony_TV_Android_ajustes2

… apresentados de maneira elegante e bastante interativa:

Sony_TV_Android_grade_programacao_TV

De fato, seria necessário um post adicional só para descrever e analisar todos os ajustes básicos e avançados dessa TV, de modo que não iremos nos aprofundar nesse assunto.

As informações sobre a programação de TV também podem ser apresentadas numa versão completa…

Sony_TV_Android_canal_info_mais

… ou mesmo numa versão resumida, de acordo com a preferência do usuário:

Sony_TV_Android_canal_info_menos

Existe até meios de você dar seus pitacos na programação via Twitter com feedback na própria tela da TV…

Sony_TV_Android_interacao_tweet

… e a qualquer momento também é possível explorar os destaques de outros canais de interação sem ter de sair do programa atual:

Sony_TV_Android_interacao_outros_canais

O XBR-55X855C também possui um sofisticado player de mídia capaz de reproduzir conteúdo de áudio, vídeo e imagens gravadas em pastas locais ou em dispositivos externos com porta USB…

Sony_TV_Android_media_player

… ou remotamente, conectando-se a servidores DLNA disponíveis na sua rede local:

Sony_TV_Android_Media_player_DLNA

Outro recurso bacana é a capacidade de espelhar a tela de um tablet/smartphone por meio da tecnologia Miracast.

Sony_TV_Android_espelhamento1

Para isso, é preciso fazer uma configuração inicial onde a TV informa o seu “nome de dispositivo”…

Sony_TV_Android_espelhamento_2

… que precisa ser localizado e habilitado no seu smartphone:

Sony_TV_Android_espelhamento_3

Um procedimento simples que — novamente — não requer prática muito menos habilidade:

Sony_TV_Android_espelhamento_4

E, como era de se esperar (ou segundo manda a lei), essa TV (no modo de recepção digital) é compatível com a tecnologia Ginga

Sony_TV_Android_Ginga1

… que, para quem não sabe (ou viveu no fundo de uma caverna nos últimos nove anos), é um middleware concebido originalmente pela PUC do Rio de Janeiro e a pela Universidade Federal da Paraíba e que tem como objetivo a possibilidade de implementar aplicações e recursos de interatividade para o nosso sistema de TV Digital, baseado em tecnologia de código aberto, seja na forma de aplicativos/jogos…

Sony_TV_Android_Ginga2

… ou como uma “segunda camada de informação” sobre a programação normal da TV, transformando-a numa ferramenta de suporte…

Sony_TV_Android_Ginga3

… e/ou complementação da programação da emissora:

Sony_TV_Android_Ginga4

Notamos, porém, que esse conteúdo não mudou muito desde a última vez que o analisamos em 2012. De fato, essa implementação não permite o download e a execução de apps especificamente desenvolvidas para TV digital em Ginga NCL, algo que só vimos recentemente no receptor de TV digital “Bolsa Familia” DTB-332 da D-Link.

Dlink_DTB332_ginga_portal1

Mas cá entre nós — quem se importa? — já que o grande imenso atrativo desta TV é exatamente sua oferta de conteúdo online e interativo, assunto por sinal que será coberto na segunda parte deste review.

Sony_TV_Android_int_home

Fiquem ligados!

 

Sobre o autor

Mário Nagano

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World.
Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

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