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Review: Android TV 4K Sony Bravia XBR-55X855C (Parte 1: Hardware)

Na primeira parte desse review, analisamos o hardware da Android TV da Sony, incluindo as coisas bacanas (e as nem tanto).

Lançada em meados do ano passado, a linha de Android TV Bravia da Sony chegou ao mercado com a proposta de reconduzir a TV de volta ao seu posto de reizinho da sala.

Mas ao contrário de outros produtos, como smartphones, tablets e até mesmo PCs, cuja convivência com o consumidor está ficando cada vez mais breve e intensa, na nossa opinião os aparelhos de TV mais topo de linha ainda são um investimento de médio para longo prazo.

Sob este ponto de vista, escolher o modelo ideal é algo cuidadoso, já que estamos falando de um item que você vai ficar encarando (e vice-versa) durante anos, na estante da sala ou do quarto, e que só vamos pensar em trocar quando apresentar algum defeito ou pifar de vez. Ou quando surge um novo modelo tão super melhor do que bom que te convença a arrebentar o cofrinho e trocar de aparelho.

Foi assim no passado com o surgimento das TVs de tela plana, das TVs 3D, com resolução 4K e, mais recentemente, com sistemas operacionais mais elaborados e “abertos”, como Android TV, Firefox OS, WebOS e Tizen.

Pela nossa experiência com esse tipo de produto, a melhor maneira de formar uma opinião sobre a real experiência de uso de uma TV é sentar na frente da dita cuja e assistir TV (duh!). Assim, quando a Sony do Brasil nos ofereceu um aparelho para testes, nem fizemos questão de ser os primeiros da fila, já que nossa intenção era de fazer um teste de longa duração. Tempos depois, a companhia nos cedeu um modelo Bravia XBR-55X855C para passar um tempo na Zumo-caverna e pacientemente esperou pelo seu retorno.

Como foram muitas informações coletadas, resolvi separar esse review em duas partes: Na primeira, intitulada “Hardware”, vou dar uma visão geral no hardware e nos recursos de Smart TV desse aparelho. Na segunda parte, chamada “Software”, vamos  focar especificamente nos recursos do Android TV e sua integração com outros recursos específicos no equipamento da Sony.

Dito isso, senta que lá vem história:

Disponível nas versões com tela de 55″ (XBR-55X855C), 65″ (XBR-65X855C) e 75″ (XBR-75X855C) a chamada série X85C pode ser considerada a linha mainstream das Android TVs com tela 4K da Sony.

Abaixo dela existe a série X83C cuja diferença está aparentemente no uso de uma tela LCD mais simples (sem a tecnologia Triluminos) e preço final mais em conta (a 49X835C de 49″ tem preço sugerido de R$ 4.999). Acima ainda existe a série X90c/X91c, equipada com tela ultrafina (~4,9 mm na sua parte mais delgada), cuja versão com tela de 65″ (65X905C) tem preço sugerido de R$ 19.000.

Sony Bravia
XBR-55X855C
Sony Bravia
XBR-65X855C
Sony Bravia
XBR-75X855C
Sony_TV_Android_tela_55 Sony_TV_Android_tela_65 Sony_TV_Android_tela_75
Preço sugerido R$ 7.000 R$ 12.000 R$ 19.000
Diagonal da tela 139 cm (55″) 164 cm (65″) 189 cm (75″)
Tamanho da TV sem
suporte de mesa
123,6 x 72,2 x 6,0 cm 145,3 x 84,4 x 7,8 cm 167,5 x 97,0 x 7,9 cm
Tamanho da TV com
suporte de mesa
123,6 x 75,9 x 22,2 cm 145,3 x 89,2 x 26,5 cm 167,5 x 101,9 x 32,3 cm
Dimensões da caixa 133 x 83,8 x 16,9 cm 155,3 x 94,3 x 22,4 cm 177,5 x 106,8 x 22,4 cm
Peso sem
suporte de mesa
19,9 kg 24,1 kg 34,8 kg
Peso com
suporte de mesa
21,0 kg 25,5 kg 36,3 kg
Consumo de energia 202 watts 261 watts 398 watts

 

Vale a pena observar que a Sony também vende uma linha de Android TVs equipada com telas Full HD — a chamada série W805C — disponível nas versões com telas de 50″ (KDL-50W805C), 55″ (KDL-55W805C — preço sugerido: R$ 5.299) e 75″ (KDL-75W855C).

Pausa para um momento Zumo de reflexão — Vale a pena investir numa TV 4K?

Assim como na época em que a indústria estava migrando do padrão de tela HD 720p para o Full HD 1080p, muitos consumidores questionam se já vale a pena investir numa tela com resolução 4K. Nossa opinião, nesse caso, é que isso depende tanto da aplicação quanto do tamanho da tela propriamente dita.

Existem casos em que uma TV não passa de distração — caso dos aparelhos usados em bares, salas de espera e até restaurantes — onde os “telespectadores” em si não estão lá muito preocupados com qualidade de som e imagem, desde que ela não ofenda nossos olhos e ouvidos.

Sob esse ponto de vista (ou de audição), não sei se é o caso de correr atrás de uma TV 4K, a não ser que uma tenha caído do caminhão que passou na sua rua.

Fora isso, na época da mudança do 720p para o Full HD, a qualidade da imagem não mudava muito em telas pequenas (devido a maior densidade das linhas). De fato, o consenso na época era o de que a melhora da qualidade de imagem do Full HD só seria sentida em telas acima de 40″ e, mesmo assim, não seria exatamente uma melhora, e sim uma preservação da qualidade, já que telas maiores se beneficiariam do maior número de linhas.

Já no caso do 4K, de um certo modo, essa afirmação seria até válida. Porém, com o avanço da tecnologia de processamento de imagem (incluindo o chamado upscale)…

Sony_TV_Android_dithering

… esses pixels adicionais podem ser usados para criar uma variedade ainda maior de tons e subtons  (por meio de uma técnica batizada de Dithering) que…

Sony_TV_Android_dithering

… combinado com um sofisticado algoritmo de processamento de imagem, resulta num visual de melhor qualidade:

Sony_TV_Android_narcos_full

E assim como os fabricantes de carros, os fabricantes criam nomes incríveis para descrever esses algoritmos. A Sony chama o seu de tecnologia 4K X-Reality PRO, que analisa partes individuais de cada cena e agrupa-os em um banco de imagens que endereça de maneira independente texturas, contrastes, cores e bordas…

Sony_TV_Android_narcos_olho

…e cujo resultado são imagens de melhor qualidade independentemente do que está sendo assistido:

Sony_TV_Android_narcos_face

Outra tecnologia citada pela Sony é o MotionFlow XR, que também analisa os principais elementos visuais da cena em quadros sucessivos e calcula a fração de segundos de ação perdida entre elas, com o objetivo de minimizar o efeito de deterioração da imagem em movimentos rápidos por meio de inserção de quadros adicionais entre os originais, incluindo quadros negros, proporcionando assim uma melhor experiência visual…

Sony_TV_Android_inside_out

… mesmo em conteúdos de resolução mais “baixa”, como a nossa TV Digital aberta, que transmite conteúdo em 720p ou 1080i:

Sony_TV_Android_TV_novela

Baseado nisso, ao contrário do que foi a TV 3D, acreditamos que o padrão 4K oferece sim um ganho real na experiência de uso — mesmo que a oferta de conteúdo nativo ainda não seja ampla — e até uma evolução natural da tecnologia, o que para nós significa que ela começa a fazer fazer sentido até como um investimento de médio/longo prazo, principalmente se a intenção do consumidor é de ficar com o mesmo aparelho de TV por vários anos — ou até que a TV 8K chegue ao mercado, é claro!

Mas voltando ao que interessa, recebemos para testes o XBR-55X855C, o modelo mais “mainstream” equipado com uma impressionante tela LCD LED 4K de 55″ com tecnologia Triluminos que oferece um gamut de cores mais amplo do que as telas de linha, e turbinado com o novo processador Sony X1 4K que além de processar as imagens da TV também funciona como uma CPU de uso geral (baseado na microarquitetura ARMv7) sendo assim capaz de rodar o sistema operacional Android e suas apps:

Note que a moldura ao redor da tela é bem pequena, o que faz com que a TV não ocupe mais espaço do que o necessário. Isso também faz com que seus alto-falantes estéreo de 10 + 10 watts do tipo Bass-Reflex sejam embutidos na base do aparelho.

Sony_TV_Android_frente

Interessante notar que, para diferenciar suas diversas linhas de Android TV, a Sony adotou uma estratégia para associar cada uma delas com uma cor de moldura diferente, sendo que a da linha X85C é de alumínio na cor prata.

O acabamento fosco minimiza os reflexos de modo que a escolha deste tom não chega atrapalhar a visão da tela. De fato, notamos que mesmo as inscrições da moldura são relativamente pequenas…

Sony_TV_Android_frente_Bravia

… e ainda mais discretas, podendo até passar batido, se não prestarmos mais a atenção.

Sony_TV_Android_frente_XBR

Logo abaixo do logo da Sony existe uma pequena barra fixa que abriga os sensores de luz ambiente e do controle remoto, o transmissor de sinal de sincronismo para os óculos 3D e um LED indicador de estado, que possui uma sacada bem interessante de design, já que a luz do LED escapa tanto pela frente como pela sua base…

Sony_TV_Android_LED_estado2

… produzindo assim um elegante efeito visual. Esse efeito fica ainda mais bonito à noite ou em ambientes mais escuros:

Segundo o manual do usuário, este indicador de estado brilha ou pisca de acordo com o status da TV, a saber:

• Branco — Quando a TV é ligada, quando o modo de sem imagem é ativado, durante a atualização do software, etc.
• Ciano — Durante a conexão sem fio a um dispositivo móvel.
• Âmbar — Quando o timer está ajustado.

Como é comum nos dias de hoje, o consumidor tem a opção de fixar a TV na parede ou de colocá-la sobre uma mesa firme com o uso do pedestal, que já acompanha o produto.

Sony_TV_Android_suporte

Apesar do seu visual delgado, ele é feito com aço — de aparência bastante sólida — com acabamento cromado e pezinhos de borracha nos pontos de contato…

Sony_TV_Android_suporte3

… e que se fixa à TV por meio de quatro parafusos na sua base…

Sony_TV_Android_suporte2

… que conseguem manter o aparelho “ereto” e sem ceder com o peso. Apesar disso, notamos que, devido à profundidade do pedestal ter apenas 22,2 cm, a tela tende a balançar um pouco por causa de sua altura. À primeira vista, isso não deveria alarmar o consumidor se a intenção é a de deixar o aparelho quietinho lá no seu canto sem incomodá-lo.

Sony_TV_Android_hardware_intro

Mas como dizem por aí — “o seguro morreu de velho” — de modo que a Sony sugere no manual do usuário diversas maneiras de amarrar a TV à estante…

Sony_TV_Android_amarra2

… ou mesmo na parede com o uso de cordas e fixadores (que não acompanham o produto):

Sony_TV_Android_amarra1

De fato, como uma medida extrema de segurança, a Sony até sugere fixar a mesa/estante na parede se o pedestal não parecer muito confiável.

Sony_TV_Android_amarra3

Isso pode até parecer excesso de cuidados, mas quem tem gato em casa ou crianças hiperativas sabe do que a Sony está falando.

Já para aqueles que optarem em fixar a TV na parede, existem, na parte de trás do gabinete, quatro pontos de fixação com parafusos de máquina M6, cujo espaçamento padrão é de 300 x 300 mm (nos modelos com tela de 65″ e 75″ o espaçamento passa para 400 x 300 mm):

Sony_TV_Android_amarra0

A parte de trás da TV é coberta por uma grande capa de policarbonato preto, sendo que a maioria das portas de entrada e saída de áudio, vídeo, rede e dados se concentram na lateral direita (ou esquerda se olharmos pela frente).

Sony_TV_Android_tras

O curioso é que, deste ponto de vista, podemos ver que a espessura da TV não é uniforme, possuindo aproximadamente 1,5 cm de espessura na parte de cima e 6,0 cm na sua base:

Sony_TV_Android_lado1

No lado esquerdo, podemos ver a entrada de energia vinda da tomada…

Sony_TV_Android_tras_ent_forca

… cuja tomada de 2 pinos segue o padrão nacional:

Sony_TV_Android_cabo_forca1

Já no lado oposto, podemos ver as portas de entrada e saída do aparelho, com exceção da interface Wi-Fi compatível com o padrão 802.11 a/b/g/n/ac e Bluetooth 4.1 usada para conectar com dispositivos externos com perfis HID/HOGP (mouse, teclado, joystick, etc), 3DSP (sincronia do óculos 3D) e SPP (perfil base de controle serial).

Sony_TV_Android_tras_portas

No caso do XBR-55X855C, no painel à direita podemos ver a porta de rede (LAN) Fast Ethernet de 10/100 mbps, a saída DIGITAL AUDIO OUT (OPTICAL) e a entrada combinada de vídeo componente (Y, Pb, Pr) COMPONENT IN e composto (VIDEO IN 2) + entrada de áudio estéreo (Audio L-R):

Sony_TV_Android_back_panel1

Logo à direita, podemos ver outro conjunto de portas, formado por mais uma entrada de vídeo composto + áudio (VIDEO IN 1), entradas de antena externa (ANTENNA) e TV a cabo (CABLE), uma porta USB 3.0 e duas portas HDMI IN 3 E 4, sendo uma compatível com a tecnologia ARC (Audio Return Channel / Canal de Retorno de Áudio),

Sony_TV_Android_back_panel2

Já na lateral esquerda da tela ficam aquelas portas mais usadas pelo usuário em conexões mais temporárias. Esse conjunto é formado por duas portas USB 1 e 2 compatíveis com o padrão 2.0, uma saída de áudio/fone de ouvido, e mais duas HDMI In 1 e 2 sendo esta última também compatível com a tecnologia MHL (Mobile High-definition Link), que permite ligar smartphones e tablets diretamente na TV por meio de um cabo compatível (que não acompanha o produto).

Sony_TV_Android_back_panel3

Vale a pena observar que a qualidade/resolução do sinal vídeo pode ser limitado pela tecnologia da porta de comunicação, em especial daquelas mais antigas/legadas que não foram projetadas para trafegar sinais de altíssima definição:

Sony_TV_Android_portas_x_resolucao

Também na parte de trás da tela (no lado esquerdo) fica o painel “físico” de controle da TV, que concentra as funcionalidades básicas da TV, como o liga/desliga, seleção de canal e volume, entrada de sinal e acesso rápido à função de TV:

Sony_TV_Android_tras_controles

Uma sacada interessante desse painel é que seus botões possuem diferentes tipos de “ressaltos” o que permite identificá-los facilmente apenas com o toque. Isso dispensa o uso de indicadores na tela ou ter de enfiar a cabeça atrás da TV para identificá-los. Simples e genial!

Sony_TV_Android_tras_controles_ergonomia

Observamos que essa TV não possui uma chave geral que desliga totalmente a TV, o que significa que ela fica sempre em “stand-by” quando fora de uso, consumindo sempre alguma energia (segundo o fabricante menos de 0,5 watt).

Como essa TV não possui um indicador luminoso deste estado (o famoso LED Vampiro), isso pode passar a errada impressão de que ela está desligada. Nosso palpite é que isso pode ser uma exigência do Android – que requer atividade e conexão todo o tempo, pronto para uso ou manutenção.

Pausa para outro momento Zumo de reflexão — TV com Android trava? Como assim???

Um dos comportamentos mais estranhos que observamos durante os testes com a TV da Sony é que — de vez quando, do nada — o aparelho “congelava” e não desligava nem com reza brava, sendo que a única maneira que encontramos para resolver esse problema era desconectar a TV da tomada, esperar alguns segundos e religar para forçar uma reinicialização do Android, com tempo de boot demorado tanto quanto um smartphone ou tablet. Feito isso, o sistema voltava a funcionar normalmente como se nada tivesse acontecido.

Isso pode parecer estranho — pelo menos para uma TV — mas precisamos nos lembrar que, neste caso, a XBR-55X855C está mais para um computador com recursos de TV do que uma TV com recursos de computador. De fato, com o uso de um app para Android TV até conseguimos levantar algumas especificações técnicas da sua plataforma de computação:

Sony_TV_Android_hardware_specs_1a

As informações acima indicam que o XBR-55X855C dispõe de 1,5 GB de RAM, 8,3 GB de memória de armazenamento interno (expansível via memory key/HD externo com porta USB). Já o processador Sony X1 4K da Sony é identificado como um ARM Cortex A-17 dual core de 32 bits baseado na microarquitetura ARMv7

Sony_TV_Android_hardware_specs_2

… equipado com uma aceleradora gráfica Mali-T624. Note que, apesar da tela ser 4K, o sistema operacional trabalha em Full-HD a 60 Hz:

Sony_TV_Android_hardware_specs_3

Já o sistema operacional é baseado no Android 5.1.1 Lollipop:

Sony_TV_Android_hardware_specs_4

O mais curioso é que, durante os testes, recebemos uma atualização de software do sistema…

Sony_TV_Android_TV_Atualizacao_sistema_1a

… cujo procedimento é idêntico ao dos tablets e smartphones:

Sony_TV_Android_TV_Atualizacao_sistema_2

Depois disso, notamos uma redução significativa nesses travamentos, sinal de que, aos poucos, o pessoal do Google e da Sony estão deixando o sistema cada vez mais estável e polido.

Entre os acessórios que acompanham a XBR-55X855C está o controle remoto (modelo RMT-TX100B), cujo design segue o padrão tradicional da Sony. Uma curiosidade dos controles remotos dessa marca é que todos eles falam o mesmo dialeto: se você tiver um outro controle remoto da Sony, é bem provável que ele funcione, pelo menos em algumas funções básicas, como ligar/desligar, controlar o volume e trocar de canal, etc.

Note a presença de um botão específico para acessar o Netflix, o que mostra a relevância desse serviço no nosso dia a dia.

Sony_TV_Android_remoto1

A única coisa que sentimos falta nesse controle é o fato das suas teclas não serem retroiluminadas (boo!!!), um recurso que — na  nossa opinião — era de se esperar para uma TV na sua faixa de preço.

Já para tirar maior proveito dos novos recursos de interatividade desta TV, a Sony desenvolveu o One-Flick Remote, um novo controle menor e de visual mais “limpo” que incorpora novos recursos, como um microfone (para ser usado no sistema de busca por voz), touchpad e até uma interface NFC, usada em algumas aplicações para transferir dados/comandos de um smartphone para o controle e daí para a TV via Bluetooth.

A boa notícia é que esse controle já acompanha o produto — o que também era de se esperar para uma TV na sua faixa de preço.

Sony_TV_Android_remoto2

Curiosamente, a TV também veio acompanhada de um óculos 3D “ativo” modelo TDG-BT400A…

Sony_TV_Android_oculos_3D

… alimentado por uma bateria botão CR2032 de 3 volts. Apesar de a TV 3D não ter sido bem sucedida como produto de massa, é interessante ver que a Sony ainda oferece esse recurso. De fato, segundo a Sony, essa TV também oferece um modo 3D melhorado batizado de “3D Super Resolution

Sony_TV_Android_oculos_3D_batt2

Outro acessório que pode ser conectado e usado diretamente na TV da Sony é o controlador DualShock 4, uma alternativa interessante para aqueles que já possuem um console de PS4…

Sony_TV_Android_Dual_Shock_1

… e podem usar esse controlador para operar a TV ou mesmo os jogos disponíveis para Android TV (mais sobre isso na segunda parte deste review).

Sony_TV_Android_Dual_Shock_2

E, devido ao uso do Android, também é tecnicamente possível fazer algumas implementações “por conta” nessa TV da Sony, como por exemplo instalar um teclado/mouse com porta USB para movimentar o cursor e clicar nos objetos na tela e até executar alguns comandos, como “retornar”, chavear entre aplicações, entre outros.

Sony_TV_Android_teclado_externo

Observamos, porém, que devido às customizações na interface do Android TV, a maioria das apps que experimentamos não aceitou a entrada de textos via teclado, sendo que, neste caso, o usuário deve usar o teclado virtual do sistema:

Sony_TV_Android_teclado_virtual

O processo de instalação da TV não requer prática muito menos habilidade. Após ligar a antena e o cabo da rede (se desejado, já que o aparelho também dispõe de Wi-Fi), basta ligar a TV na tomada para que o sistema seja inicializado.

Sony_TV_Android_inicio_1

Como era de se esperar de um sistema com Android (duh!), para tirar o máximo proveito desse equipamento é necessário conectar o mesmo com uma conta do Google…

Sony_TV_Android_inicio_2

… o que pode ser feito por meio de uma associação com um smartphone ou laptop, que precisa estar presente na mesma rede local. Para isso, a TV fornece uma senha numérica…

Sony_TV_Android_inicio_2a

… que deve ser registrada no dispositivo móvel:

Sony_TV_Android_inicio_2b

Feito isso, o sistema pede a localização física da TV…

Sony_TV_Android_inicio_3a

… e tem início o processo de configuração dos canais disponíveis:

Sony_TV_Android_inicio_3

Curiosamente, o sistema também quer saber se o aparelho está em cima de uma mesa ou pendurado na parede…

Sony_TV_Android_inicio_4

… e se tudo proceder de acordo com o esperado, a TV está pronta para uso:

Sony_TV_Android_inicio_5

Como aparelho de TV, a XBR-55X855C entrega o que promete, ou seja, uma imagem de ótima qualidade com todos os recursos desejáveis…

Sony_TV_Android_TV_videoshow

…  como diversos ajustes de som e imagem de tela…

Sony_TV_Android_ajustes

… e diversos recursos adicionais…

Sony_TV_Android_ajustes2

… apresentados de maneira elegante e bastante interativa:

Sony_TV_Android_grade_programacao_TV

De fato, seria necessário um post adicional só para descrever e analisar todos os ajustes básicos e avançados dessa TV, de modo que não iremos nos aprofundar nesse assunto.

As informações sobre a programação de TV também podem ser apresentadas numa versão completa…

Sony_TV_Android_canal_info_mais

… ou mesmo numa versão resumida, de acordo com a preferência do usuário:

Sony_TV_Android_canal_info_menos

Existe até meios de você dar seus pitacos na programação via Twitter com feedback na própria tela da TV…

Sony_TV_Android_interacao_tweet

… e a qualquer momento também é possível explorar os destaques de outros canais de interação sem ter de sair do programa atual:

Sony_TV_Android_interacao_outros_canais

O XBR-55X855C também possui um sofisticado player de mídia capaz de reproduzir conteúdo de áudio, vídeo e imagens gravadas em pastas locais ou em dispositivos externos com porta USB…

Sony_TV_Android_media_player

… ou remotamente, conectando-se a servidores DLNA disponíveis na sua rede local:

Sony_TV_Android_Media_player_DLNA

Outro recurso bacana é a capacidade de espelhar a tela de um tablet/smartphone por meio da tecnologia Miracast.

Sony_TV_Android_espelhamento1

Para isso, é preciso fazer uma configuração inicial onde a TV informa o seu “nome de dispositivo”…

Sony_TV_Android_espelhamento_2

… que precisa ser localizado e habilitado no seu smartphone:

Sony_TV_Android_espelhamento_3

Um procedimento simples que — novamente — não requer prática muito menos habilidade:

Sony_TV_Android_espelhamento_4

E, como era de se esperar (ou segundo manda a lei), essa TV (no modo de recepção digital) é compatível com a tecnologia Ginga

Sony_TV_Android_Ginga1

… que, para quem não sabe (ou viveu no fundo de uma caverna nos últimos nove anos), é um middleware concebido originalmente pela PUC do Rio de Janeiro e a pela Universidade Federal da Paraíba e que tem como objetivo a possibilidade de implementar aplicações e recursos de interatividade para o nosso sistema de TV Digital, baseado em tecnologia de código aberto, seja na forma de aplicativos/jogos…

Sony_TV_Android_Ginga2

… ou como uma “segunda camada de informação” sobre a programação normal da TV, transformando-a numa ferramenta de suporte…

Sony_TV_Android_Ginga3

… e/ou complementação da programação da emissora:

Sony_TV_Android_Ginga4

Notamos, porém, que esse conteúdo não mudou muito desde a última vez que o analisamos em 2012. De fato, essa implementação não permite o download e a execução de apps especificamente desenvolvidas para TV digital em Ginga NCL, algo que só vimos recentemente no receptor de TV digital “Bolsa Familia” DTB-332 da D-Link.

Dlink_DTB332_ginga_portal1

Mas cá entre nós — quem se importa? — já que o grande imenso atrativo desta TV é exatamente sua oferta de conteúdo online e interativo, assunto por sinal que será coberto na segunda parte deste review.

Sony_TV_Android_int_home

Fiquem ligados!

 

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Mateus Azevedo

    Eu colocaria mais uma questão na reflexão “se vale a pena investir em 4k”: a necessidade de trocar de aparelho. Se a TV atual está plenamente funcional, não há motivo para trocar apenas por causa do 4K. Por outro lado, se a troca for necessária, como a TV do meu pai que pifou recentemente, ai faz sentido um modelo 4k. Como já colocado no texto, uma TV é para durar anos, então é bom já estrar preparado para isso. Fora que o preço hoje não está alto. A diferença entre fullHD em 4k pode chegar a míseros 200 reais, dependendo o modelo. Não faz sentido escolhar o fullHD nesses casos.

    No mais, aguardando a próxima parte. Quero ver o quão bom o Android está em comparação ao WebOS da LG, que até o momento é só elogios…

    • Vagner Alexandre Abreu

      Existe um problema extra quando falamos de televisões atuais que é a manutenção dos mesmos. Presto serviços em uma eletrônica local, e noto o trabalho e os custos para trabalhar com este tipo de equipamento. Se uma placa queima, o custo de manutenção é quase proibitivo. Se a tela quebra ou dá algum problema, aí fica totalmente proibitivo.

      Há infelizmente modelos no mercado que não duram anos. Plasmas por exemplo sofrem com o burn-in. LCDs antigas sofrem com os problemas em seus sistemas de iluminação (backlight).

      Investir em uma TV 4k, acho relevante quando os preços ficarem baixos os suficiente para tal. No momento, é mais coisa de “early adopter” ou de quem usa uma televisão para trabalhos com computador (sim sim. Fotógrafos e editores de vídeo por exemplo) 🙂

      • Mateus Azevedo

        Na real, já acho que os preços estão baixo o suficiente para valer o investimento.
        Como comentei, fui atrás de preços quando a TV do meu pai estragou. Só pra ter uma ideia: TV LG 49″ com WebOS, R$2700,00 no modelo 4k e R$2500,00 na fullHD. No fim compramos o modelo de 43″ por R$1999,90. A diferença para o modelo fullHD era menor que R$200,00.
        Só não sei dizer quanto às outras marcas, mas esses LGs estão bem interessanstes.

        • Vagner Alexandre Abreu

          R$ 2700,00 ainda é muito caro para muitos. Tou falando de Classe C~E, não de A~C.

          Tive dois exemplos de pessoas que compraram televisões e depois de dois ou três anos, as mesmas deram algum defeito na tela. Tanto a manutenção quanto a compra de um novo ficam proibitivos.

    • Mario Nagano

      Sim Mateus, sua opinião bate com a nossa e concordamos que se o usuário está feliz com sua TV Full HD não há porque trocar só por causa do 4K. No meu caso, estou super-contente com meu Panasonic Viera Plasma 720p, que nunca deu problema.

      Porém, se o usuário tem a intenção de trocar de aparelho, nossa conclusão é que o usuário, caso tenha condições ($$$), já poderia pelo menos considerar a possibilidade de já migrar para o 4K.

    • Mario Nagano

      Ah sim, segundo nossa programação a próxima TV vai ser um Panasonic Viera 4K com Firefox OS e depois, talvez, um Samsung com Tizen.

      • ralves58

        Nos reviews, os televisores 4K Panasonic nao se saem tao bem quanto as Sony ou as Samsung…

    • Saulo Benigno

      O WebOS é sensacional mesmo. Principalmente compatibilidade com arquivos de vídeo e configurações. Além de ser bem rápido.

  • Leonardo Carneiro

    Show o review Nagano. Parabéns.

    • Mario Nagano

      😀

      Espere pra ver a parte realmente interessante: Software!

      • ralves58

        Cadê?… ;-P

        • Carlos Zani

          cade

          • Rubens

            Esse modelo de tv ja ate saiu de linha, foi substituido pelo modelo 855D. E nada da “parte realmente interessante, o software”… 🙁

  • Adriano De Lima

    Depois da copa 4K vai virar mainstream….. Ahãm…….

  • ditom

    Magano, ainda não terminei o texto (que está muito bom!), mas queria lembrar que a TV digital aberta brasileira é 1080i e não 1080p. Pelo menos aqui em casa é assim… 🙂

    • Mario Nagano

      Ops, falha nossa… Erro de digitação.

      Brigadão pelo toque Ditom

    • Mario Nagano

      A propósito, teve um dia que tive a oportunidade de conversar com um engenheiro da Panasonic mais envolvido na área de Broadcast e perguntei se algum dia o nosso padrão de TV Digital seria capaz de transmitir sinais em Full HD ou até em 4K.

      O que ele me disse é que é tecnicamente possível, bastando apenas ampliar as faixas de frequências disponíveis (que hoje estão sendo disputadas no tapa pelas operadoras de 4G).

      Mas para transmitir um sinal de Full-HD, talvez seja necessário atualizar os equipamentos de transmissão para que trabalharem o novo formato, o que pode ser um investimento considerável por parte das estações de TV.

      • ralves58

        “O que ele me disse é que é tecnicamente possível, bastando apenas ampliar as faixas de frequências disponíveis”…. Voce escreve isso como se fosse algo simples… Se voce ampliar as faixas de frequencias, NENHUM TELEVISOR brasileiro irá conseguir sintonizar os canais com as novas faixas, todos precisariam de um tuner novo…

        • Mario Nagano

          Sim foi uma descrição simples porque foi um bate-papo informal depois da coletiva regada com alguns petiscos e refrescos (nada alcoólico), e não um seminário técnico com direito a apresentação com um zilhão de slides, prova oral e certificado de conclisão no fim do curso.

          Se aquele papo de que uma pessoa não consegue manter sua atenção em algo por mais de 8 segundos, me parece que sua resposta estava dentro do esperado.

          De um certo modo, seu comentário até complementa a resposta dele e nos leva a mesma conclusão, ou seja, aparentemente nosso sistema de TV Digital vai ficar em 720p/1080i por um booooom tempo.

          • ralves58

            Bom, nosso padrao terrestre é o japones ISDB-T (nao tem nada de brasileiro nele, se voce ignorar o inutil Ginga), apenas trocando os codecs: os japoneses usam o MPEG2, nos usamos o MPEG4. E os japoneses conseguiram fazer transmissoes em 4K usando as faixas de frequencia atuais, com canais de 6 MHz “normais”. O truque, claro, é caprichar na compactacao feita pelo codec…

            Portanto a resposta é que o “nosso” sistema (na verdade o japones ISDB-T) consegue transmitir canais em 4K sim, com forte compactacao. Experimentalmente isso ja foi feito.

  • bruno miranda

    Ótimo Review, esperando a parte de software que eu to mais curioso, até queria ter uma dessa só para conhecer mas pro usuário comum(pobre) melhor esperar o Chromecast 4k e comprar uma TV “burra”.

  • Saulo Benigno

    Como assim tomada de somente 2 pinos? Qual o ano de lançamento dessa TV?

    Que coisa estranha

    • Mario Nagano

      Apesar de ter apenas 2 pinos, ela segue o padrão “tridente do capeta” da ABNT só que com dois dentinhos apenas.

      • Ricardo Pinheiro

        Mas o padrão “novo” de tomadas não é tão novo assim.

        Se não me engano o documento final do padrão de tomadas foi fechado em 1998, e foi dado mais de 10 anos (acho que 13) para que ele se tornasse o padrão de fato e as empresas se adequassem.

        Os fabricantes já sabiam disso e faziam tomadas hexagonais, compatíveis com o padrão C (europeu) e a miríade de padrões de tomadas que tínhamos no Brasil. Nosso padrão é o C (novo europeu) e o N (o tripolar). Ah, e os europeus estão migrando para o hexagonal também: Comprei um carregador de celular uma feira de rua em Amsterdam em 2014 que serve perfeitamente nas nossas tomadas novas. Inclusive o formato é hexagonal.

        Achei + informações aqui: http://www.worldstandards.eu/electricity/plugs-and-sockets/

        • ralves58

          A diferenca é que na Europa nao teve nenhum orgao idiota OBRIGANDO NA MARRA a adocao de um novo padrao, com a proibicao de venda dos padroes anteriores… Brasil, o país onde todo mundo acha que está certo e quer impor na marra alguma coisa para os outros.

          • Ricardo Pinheiro

            Bem, vamos por partes:

            O documento final que determinou o padrão foi fechado em 1998, mas já vinha sendo discutido um bom tempo antes. Foi dado um prazo de 10 anos para a adaptação, e ele foi estendido por mais 2 anos (2010), que nem a TV digital (era 2016, mas agora é 2018).

            Nós fomos pegos “de surpresa” porque a mudança não foi divulgada. Lembre-se que não é responsabilidade da ABNT (q é quem determina os padrões p/ a indústria no Brasil) divulgar uma mudança dessas, mas sim da imprensa. Só que a maioria dos órgãos de imprensa ignorou essa mudança. Falou nada. Aí muitos foram pegos desprevenidos, mesmo pq n sabiam.

            O padrão mais comum do Brasil (o C, de 2 pinos redondos) é compatível com os plugs, e se vc olhar qualquer eletrodoméstico comprado nos últimos 15 anos, já tem o plug hexagonal. Com isso, também acaba a bagunça de vários padrões que temos aqui. Lembre-se q usávamos o padrão australiano, o I para ar-condicionados, eu usei um plug de um equipamento q veio da terra dos cangurus em um ar-condicionado. O padrão novo começa a por um pouco de ordem ao caos.

            O padrão C (nosso padrão sem o terra) é intercambiável com os padrões D, E, F, H, J, K, L e O, que é a maior parte das tomadas do mundo. Sorte do dia: Não usamos tomadas inglesas (padrão G)…

            Dê uma olhada aqui sobre os padrões de tomadas do mundo: http://www.worldstandards.eu/electricity/plugs-and-sockets/

            Quando viajei, coloquei filtro de linha nas tomadas europeias, carregador de celular… Só tive problema com o carregador do tablet, que é padrão A (norte-americano). O nosso padrão pode não ser perfeito, mas é bem melhor do que tínhamos antes.

          • ralves58

            Voce ignorou o basico do que eu disse: a diferenca é que na Europa nao teve nenhum orgao idiota OBRIGANDO NA MARRA, À FORÇA, DE FORMA OBRIGATORIA, IMPOSITIVA, EMPURRANDO PELA GARGANTA DO CONSUMIDOR ABAIXO, a adocao de um novo padrao, com a proibicao de venda dos padroes anteriores… … … …

            So aqui no Brasil é que sempre tem um grupelho que se acha OS UNICOS ESPERTOS do planeta, e que olham para o resto do povo como se so existissem idiotas infantilizados e despreparados “que nao sabem o que é certo”, mas que “Oh, nós somos os unicos iluminados da nacao e sabemos exatamente o que é bom para voces, por isso nós, os papais sabios do Brasil, vamos decidir por vocês e não vamos lhes dar opção alguma, seus criançoes bobalhoes que so servem para pagar impostos, mas nao para decidir nada por voces mesmos…” … … … … …

            Entendeu agora?… …

            Podem ter dado prazo de 50 anos, nao importa. O *ERRADO* é impor as coisas na marra, como se o povo fosse idiota e precisasse ser tratado como criança abobolhada ate na hora de escolher a tomada de casa… É por isso que na Europa esse tipo de palhacada (troca de padrao impositivo) nao aconteceu, apenas aqui.

          • Ricardo Pinheiro

            Bem, você vai continuar afirmando que o padrão foi imposto na marra (como você mesmo diz), e na Europa não. Você está analisando com o fígado, não com a cabeça.

            Até onde sei, ninguém entrou na minha casa e disse que eu tenho que trocar todas as tomadas. A propósito, elas são padrão B ou C, tenho nenhuma tomada hexagonal – construí a casa onde moro em 2007, foi antes da troca de padrão. Não me foi imposto. Comprei filtros de linha e extensões posteriormente, e essas já seguem o padrão novo.

            Na Europa, o padrão de tomadas adotado é nessa forma, e da mesma forma que aqui, não se vende mais tomadas do tipo E ou F mais, apenas as hexagonais. Existem réguas com os 2 padrões, mas são espécie em extinção.

            Existem órgãos que determinam padrões para a indústria em qualquer lugar do mundo, inclusive na Europa (DIN – Alemanha; BSN – Inglaterra, etc). Existem normas desde para tamanho de tijolo de obra (10x20x30 cm ou 10x20x20 cm) até padrão de teclado, passando por formato de tomada e por aí vai. E o padrão por lá não “surgiu do nada”, foi dado um tempo para adequação e depois foi imposto. Da mesma forma que aqui.

            Portanto, olhando sobre a sua ótica (bem irritada, por sinal), o novo padrão de tomadas europeu foi imposto na marra, exatamente igual aqui.

            Quanto ao povo ser abobalhado e não saber escolher nem a tomada de casa, conheço relatos de pessoas que trocaram as tomadas e os problemas de mau contato sumiram, além das exigências colocadas no padrão forçarem as pessoas a terem mais cuidado (pino mais grosso para 20A) e com isso diminuiu a ocorrência de curto-circuitos.

            Por último, olhe a foto que eu anexei. Essa “obra de arte” foi feita pelo meu sogro, que é mecânico e um “gaticista” de primeira. Fique à vontade para conectar um eletrônico (caro) seu numa gambiarra dessas, afinal, o povo sabe escolher a tomada de casa… Em tempo, eu não me atrevi a ligar meu notebook aí.

          • ralves58

            Ricardo Pinheiro, fica dificil argumentar caso voce nao se prenda aos FATOS.

            1. O novo padrao foi imposto na marra, sim. Hoje, se um lojista quiser vender uma tomada com o padrao antigo, ou com aqueles uteis pinos americanos, se arrisca a levar uma multa. Sabe por que? Porque é *PROIBIDO* vender tomadas e conexoes tipo benjamin com o padrao antigo. PROIBIDO! Como se fosse venda de drogas ou coisa parecida. Se isso nao é ser imposto na marra, nao sei o que é. (sorte que ainda existem o contrabando, a importacao pessoal e o comercio ilegal nos fornecendo o antigo padrao).

            2. Voce tergiversa, fala de tijolos e de padronizacoes antigas, e foge do principal: impor um **NOVO** padrao de tomadas na marra, depois do país já possuir um padrao nacional por decadas. É disso que eu estou falando que na Europa nao rolou, so rola nesse país aqui onde alguns se acham os próprios “papais e mamães da nação, protegendo como crianças o pobre povo infantil ignorante”. Ate na politica brasileira tem isso.

            3. Na Europa nao houve imposicao, adota quem quer, ninguem vai levar multa por vender tomadas no padrao americano, por exemplo (e vamos deixar claro que TOMADA é uma coisa, plug é outra completamente diferente).

            4. Sobre seus comentarios sobre pessoas que instalam mal as tomadas, saiba que apenas mudar a tomada nao altera nada, as pessoas que constroem suas casas vao usar uma tomada diferente, mas vao continuar cometendo as mesmas barbaridades na fiaçao. De que adianta usar uma tomada bonitinha com pinto mais grosso para 20A, mas continuar usando um fio fino passando pela casa toda? So essa bobagem de mudar tomada nao resolve os problemas eletricos.

            5. Repito: o problema no Brasil foi terem imposto NA MARRA um padrao diferente. Eu tenho comprado minhas reguas eletricas nos EUA, para nao ter problemas com meus equipamentos importados. Pais de mérida onde eu moro.

    • Vagner Alexandre Abreu

      Fase – Neutro. Não é Fase – Terra – Neutro

  • Saulo Benigno

    Link “gamut de cores” não funcionou aqui

    • Mario Nagano

      Refiz o link, acho que agora funciona.

  • marcelomartins

    A grande vantagem do Android TV é o KODI. Tenho um nexus player e uso mais o Kodi do que a TV aberta.

  • Ricardo Pinheiro

    Nagano, excelente resenha, muito boa mesmo. Aguardo curiosamente a próxima parte.

    Só tem uma coisa, vc disse q a memória da TV é de 1,5 Mb, e é 1,5 Gb. Tem um outro item q tb vc trocou por engano, de Mb p/ Gb. Dá uma olhada lá.

    • Mario Nagano

      Sim, tem razão. Brigadão pelo toque.

  • – Parabéns pelo review. Excelente como sempre.
    – Vou comprar uma Tv 4K somente em dezembro, mas por gostar de tecnologia, pois a oferta de conteúdo se limita ao NetFlix.
    – Pergunto se pra transmitir 4K precisa de outro cabo Hdmi (1.4 ou 2.0)?
    – Não me adaptei ao 3D ativo, cansou a vista nos meus testes. Optei pelo passivo (o mesmo do cinema).
    – E desisti de comprar smarTv, se desatualizam muito rapido. Comprei um chromecast e sou feliz 😀

    • Leonardo Carneiro

      dflopes, pela especificação, o 1.4 suporta, mas alguns devices só conseguem 4k em 30hz com o 1.4, alguns até mesmo com o 2.0. Meu monitor só pega 60hz com display port. Tem que ver o manual.

      acho que os recursos de smarttv tem espaço na sala de mta gente, mas quem quer uma experiência mais ampla ou independente, realmente é mais jogo pegar um chromecast. eu tenho um, e tenho um htpc lowpower que montei pra fazer uma videoteca. melhor q qq coisa que minha smart philips faz

      • Adriano De Lima

        Aproveitando que estavam comentando sobre as conexões, bem que os fabricantes podiam tirar o escorpião do bolso e colocar pelo menos uma conexão Display Port nos televisores.

        Já que não pagariam royalties por essa conexão extra, aumentar o custo em alguns centavos não iria fazer mal e traria um diferencial interessante pra venda da TV.

        • ralves58

          Ate que nao seria mal mesmo, nao apenas pela resolucao 4K, como pela frequencia maior (120 Hz). So que no mundo do video o conector padrao, para o bem e para o mal, é o HDMI. Display Port é coisa de informatica (é especifico para uso com monitores de computador).

          • Adriano De Lima

            Também não podemos pensar só assim, afinal tem muita TV (moderna) que o pessoal pluga as coisas via cabo RCA ainda, por pura falta de conhecimento.

            E o padrão Display Port é muito vantajoso. (consulte as especificações)

          • ralves58

            Nao se trata de “pensar assim”, mas apenas de enxergar as coisas como elas são, e nao como a gente quer que sejam. E no mundo real a conexao padrao para video é o HDMI. Se ele é melhor ou pior, é irrelevante, o que importa é que é o padrão da industria.

          • Adriano De Lima

            Neste caso, o custo é mínimo, mas as vantagens são relevantes.
            Acho que os fabricantes de TV estão meio “desesperados” pra chamar atenção para seus produtos e ganhar um item a mais pra cativar a atenção daquele cara que já joga (principalmente em TV 3D) e precisa de uma conexão DP para exibir conteúdo 4K em 3D com 60FPS e COM FREE SYNC!!!

    • ralves58

      Nao precisa de cabo diferente, mas os conectores HDMI dos dois dispositivos envolvidos precisam ser HDMI 2.0 (ambos, ou nao funciona)… Conector HDMI 1.4 é limitado a 4K a 24 fps, no maximo 4K a 30 fps. … … 4K a 60 fps so com HDMI 2.0 nas duas pontas da conexao.

  • Kássio Gomes

    Essa tv roda arquivos hevc 4k???

    • ralves58

      Sim.

  • Leandro F. Silveira

    Android num dual core com 1,5 de ram em Full HD, medo…

    desempenho não deve ser muito o forte dela. Mas deve ter menos serviços rodando em simultâneo já q ela é só um TV

  • Pedro Verderio

    Parece não ter HDR (High Dynamic Range), nem HDMI 2.0, nem suporte a H265, ou seja, é só “meio 4K” com o são a maioria das “alegadas” TV 4K, que não servem pra muita coisa. Alem disso no mercado tem só uns 2 ou 3 bluray player 4K, ou seja, vai levar um bom tempo antes que possa valer a pena.

    • ralves58

      Não sei de onde voce tirou essas informacoes erradas…

      – TODAS as conexoes HDMI da tv sao 2.0 (com suporte a 4K a 60 fps).
      – Tem suporte aos codecs H.265 (ou HEVC) e VP9 (para videos 4K do Youtube).
      – O HDR (High Dynamic Range) é implementado apos um upgrade de firmware que pode ser feito atraves dos menus do televisor (o aparelho precisa estar conectado à internet para fazer esse upgrade).

  • Davison Gama de Souza

    Olá, gostaria de saber como poderei habilitar a opção 4k para que melhore a programação em full HD 1080p, já que vi em algum lugar que tem que ligar a opção 4k, já que vi a tv samsung JS7200, do meu amigo ela já converte todos os conteúdos automaticamente em 4k e achei absolutamente fantástico, não se compara com a minha xbr855c que se diz 4k, me deem aí uma luz, o que poderei fazer para assistir a programação normal 1080p para 4k, Valeu.

  • Francisco Rodrigues

    Olá, não achei em lugar algum sobre os codecs de áudio vídeo que o equipamento aceita.
    Ex. .mkv via Dlna, suporte a legendas .srt, etc.

  • Carlos E. Martinez

    Estou querendo ligar a saída ótica de áudio da 50W805C no meu DAC externo, seguindo as instruções do manual. No menu de “Sistema de áudio” tem as opções auto1, auto2 e pcm. As duas primeiras produzem um som de motor rápido (não motor-boat) e na terceira não tem áudio. Estou fazendo alguma coisa errada ou essa saída ótica não é compatível com DAC externo?

  • Arthur Venegas

    Mário, acabei de comprar uma 855D, qual é a diferença (vantagens ou eventuais desvantagens) em relação ao modelo 855c? obrigado

  • Igor Farias

    comprei uma 55x855c e não estou conseguindo assitir o 3d ficando com fantasma a imagem não fica legal como faço alguém pode me ajudar

    • Joalison Batista de Lima

      Brother em loja comprou

  • Matheus

    Essa TV reproduz conteudo de HD externo como filmes? Reproduz formatos como AVI, MP4 e MKV ? Estou querendo comprar a XBR-65X855D mas estou com medo de não pegar conteúdos. Dizem que a Sony tem fama de travar esses formatos. Isso é verdade?

  • Paulo Pê Costa

    o que interessa, já que é um review.. vc não falou.. que 4k só tem 60hz reais, o resto é emulado, se tem sistema HDR 10 que é o correto, se é um chroma 4:4:4 na reprodução 4k, se é 8, 10 bits.. por aí vai… mas para um artigo comum, passa.