Números enormes: 80 mil smartphones/mês da Positivo

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O smartphone Positivo S480 é, de certa maneira, o primeiro de muitos na companhia: já com Android de última geração, também será vendido em parceria com operadoras.

Nada demais no S480, porém: tela IPS de 4,5″ (854 x 480), processador quad-core 1,3 GHz, 8 GB de armazenamento interno (com slot microSD até 32 GB), 1 GB de RAM, 3G, Wi-Fi, Bluetooth 4.0, GPS e dois SIM cards de operadoras. Câmera traseira de 8 megapixels (sensor Sony, algo difícil de ouvir a Positivo falar) e frontal de 2 megapixels, flash LED integrado.

Preço sugerido? R$ 599 (com 2 capas coloridas), com R$ 549 para operadoras Oi e TIM (capa só em preto). Nada de 4G ainda, por sinal – dizem que já têm protótipos para o ano que vem, em projetos com MediaTek e Qualcomm. Por que não ainda? “Não tem cobertura 4G suficiente”,  Norberto Maraschin Filho, responsável pela área de mobilidade na Positivo.”Vai esquentar a partir do próximo ano”.

Vale lembrar que o S480 é o aparelho topo de linha da Positivo (foco no cliente que quer dois chips e pagar pouco, numa disputa doida da faixa de mercado que o Moto G nada de braçada). E que a Positivo tem como principal consumidor o comprador de primeiro smartphone.

A linha Android da Positivo se completa com outros três modelos básicos – todos com Android 4.4 “KitKat”: S440 (4″, dual-core, 4 GB internos, câmera “selfie”, 512 MB RAM, preço sugerido: R$ 429), S450 (4″, 4 GB internos, 512 MB de RAM, preço sugerido R$ 399, versão com microSD de 8 GB: R$ 449), S380 (3,5″, 4GB internos, 512 MB RAM, preço sugerido: R$ 299). A Positivo diz que negocia com outras operadoras – destaque para a Vivo – o lançamento dos seus aparelhos em 2015.

Outra informação interessante – e curiosa – é que a Positivo completou 25 anos de existência em 2014. No agressivo mercado de PCs nacional – e agora no de smartphones/tablets – é um feito e tanto, com bom relacionamento com varejo e governo nesse tempo todo (e ver os concorrentes falirem ou serem engolidos pelas multinacionais asiáticas).

“Ninguém entende melhor o Brasil que a Positivo”, disse Maraschin Filho. “Conhecemos a classe média brasileira, a complexidade de fabricar aqui, de ser eficiente para chegar com o produto no ponto de venda”, afirmou (E, bem, tem um ponto de razão nisso, apesar do ufanismo da frase).

Em tempo: a Positivo já tem capacidade inicial de fabricar 80 mil smartphones por mês em Curitiba (o que dá, numa análise rápida, 240 mil aparelhos por trimestre ou… menos de 1/3 das vendas do Moto G). A capacidade de produção, porém, pode ser ampliada dependendo da demanda.

Mais fotos do Positivo S480:

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Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

<span class="dsq-postid" data-dsqidentifier="93082 http://www.ztop.com.br/?p=93082">comentários</span>

  • Que bom finalmente ver uma empresa nacional desenvolvendo um produto de melhor qualidade. É triste ficar só na dependência de americanos, coreanos, japoneses e chineses…

    • esse celular provavelmente só é montado aqui… até o projeto deve ser OEM de alguma empresa chinesa

      • Se tu preferes projetos e produção genuinamente importados, acho que não deves mesmo cogitar Positivo….

  • Se estes smartphones tiverem a mesma qualidadede de seus PCs, quero ficar longe. Hoje a melhor opção para aparelhos de baixo custo e de alta qualidade é o Motorola Moto-g 2014 que custa uns R$660,00. Nem a Samsung ou a LG tem algo parecido.

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