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Gadget do dia: Jolla, o smartphone

Viúvas do Meego/Maemo, tremei: o smartphone da Jolla existe, já está em pré-venda, mas só chega às mãos dos compradores na no final do ano.

Em um e-mail enviado agora de madrugada, a Jolla (fabricante/desenvolvedora) diz que o Jolla (aparelho) foi projetado em duas camadas, cada uma delas metade da Jolla. É um design diferente com um sistema operacional distinto, com a cor da tampa (“a outra metade”) se ajustando à cor da tela (tks Pinguins!), em duas partes diferentes que se unem. E o desenho é realmente fora da curva (ou melhor, sem muitas curvas :P).

Para quem não foi apresentado, o pessoal da Jolla é um bando de dissidentes da Nokia dos projetos Meego/Maemo (exemplos: N810, N900, N9) que seguiu adiante e deu um novo nome ao sistema operacional (Sailfish OS). A própria Nokia tem investimentos (discretos) na Jolla, que promete investir forte no mercado chinês (onde, por sinal, o Nokia N9 foi um grande sucesso).

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A Jolla não deu grandes detalhes sobre o hardware: tem uma tela de 4,5 polegadas, processador dual-core (provavelmente da ST Ericsson, parceira do projeto), 16 GB de armazenamento expansível com cartões microSD e câmera de 8 megapixels. Conectividade 4G depende do mercado a ser lançado.

O mais bacana é que o Sailfish OS, mesmo com sua base “Meego”, permite rodar apps Android (abre aspas pro comunicado oficial): “A tela de 4,5″… maximiza o uso e a eficiência da tela do celular e permite o uso de gestos integrados de um modo totalmente novo. É o local certo para seus aplicativos, incluindo aqueles para Android, integrando social media e multitarefa de forma incrível“.

 

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O smartphone tem o preço sugerido de 399 euros desbloqueado, e a Jolla oferece algumas opções adicionais com aparelhos em versões especiais para quem puder (e quiser) pagar mais. O aparelho será vendido para qualquer lugar do mundo pelo site (impostos e frete por sua conta), mas a Jolla já disse que o Brasil não é foco deles ainda.

Mais lá no site oficial.

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin