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Singularity, o SO de “código aberto” da Microsoft?

singularityarchitecture.jpgDurante o último TechFest da Microsoft, Rick Rashid, vice-presidente sênior da MS Research, anunciou a disponibilidade do Singularity, um novo sistema operacional escrito a partir do zero e voltado para pesquisa cientí­fica e – pasmem – está disponí­vel gratuitamente para uso acadêmico/não comercial no Codeplex, o portal de projetos de código aberto da Microsoft.

Segundo Rashid, o Singularity não será o próximo Windows e estaria mais para um “carro conceito”, ou seja, um protótipo para experimentar novos paradigmas de como os sistemas operacionais e as aplicações interagem entre si. A idéia é de oferecer esse produto para a comunidade com a esperança de que isso permita que os pesquisadores experimentem novas idéias rapidamente.

O que mais me intriga nessa iniciativa é como esse produto pode impactar no mundo dos desenvolvedores, já que ele utiliza alguns conceitos muito apreciados pela concorrência, como desenvolvimento cooperativo e código aberto.

wai-wai

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • João Marcus

    Só pra esclarecer, não é só uma questão de uso acadêmico e não-comercial. O problema é que, se você olhar o código e, por acaso, acabar utilizando alguma idéia presente no código (e patenteada), você pode ser processado. Ou seja, se você pensar bem, na prática, praticamente ninguém deveria sequer olhar para o código.
    Não é questão de ser anti-Microsoft. Se a licença fosse menos cretina, eu me interessaria pelo software, que parece ser muito interessante.

  • ASF

    E tem mais, quando você colabora com um projeto verdadeiramente open source, você sabe que todos serão beneficiados. Os resultados do trabalho colaborativo retornam para quem contribuiu com o desenvolvimento e para qualquer outra pessoa ou instituição que decida utilizá-lo.

    No modelo proposto pela Microsoft há um desequilíbrio intrínseco nessa relação, porque no final do dia a decisão sobre o destino do que foi criado ficará apenas nas mãos da Microsoft.

    Esse tipo de arranjo quase nunca desperta o interesse dos desenvolvedores open source.

    Afinal de contas quem, de verdade, gostaria de trabalhar de graça para a Microsoft?

  • Hã, alguém falou OpenSolaris?! Sun?!