Sem impostos nos CDs do Ubuntu

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Uma das coisas mais legais no Ubuntu é a possibilidade de pedir gratuitamente CDs prensados com a distribuição, que são entregues em simpáticos envelopes de papelão com impressão colorida, informações sobre o sistema e instruções de como usar o CD. Parece pouca coisa, mas “a primeira impressão é a que fica” e levar um CD “oficial” do Ubuntu para um amigo que nunca viu o Linux na vida dá uma impressão muito mais profissional que um CD-R genérico escrito a mão com uma caneta Pilot. Acredite.

Para o “fã”, os CDzinhos viram itens de coleção. Eu sempre peço um extra, para guardar, e tenho até mesmo um autografado pelo Mark Shuttleworth. De quebra, desde o começo do ano eles mandam com os CDs alguns adesivos com o logo da distribuição. Freebies, quem não gosta deles?

O problema é que os fiscais de nossa alfândega, zelosos demais, começaram a cobrar impostos de algumas destas remessas. Aparentemente eles não acreditam que uma empresa possa distribuir CDs de graça, e a aparência profissional da embalagem cheira a “presunção de comercialização”, ou seja, eles acham que o CD está sendo importado para revenda, com um valor declarado menor que o valor real para driblar os impostos. Pior é que não podemos culpá-los, pois isso é bastante comum.

Aviso na embalagem do UbuntuHoje chegaram meus CDs do Ubuntu 7.10, e notei na embalagem que a Canonical tomou medidas para evitar a taxação. Um adesivo, colado no lado de fora do envelope e escrito em bom português, explica quem é a Canonical, o que é o Ubuntu (e seus irmãos Kubuntu e Edubuntu) e que os softwares são gratuitos e os CDs não tem valor comercial, além de fornecer telefones de contato para que os fiscais possam dirimir eventuais dúvidas. Ponto para a Canonical, mas será que o povo da receita vai ler o bilhete? E você, leitor, recebeu seus CDs do Ubuntu direitinho ou teve de pagar impostos?

Sobre o autor

Rafael Rigues

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