Sandy Bridge: menor, mais rápido e mais econômico

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IDF 2010 — Como estava mais do que anunciado, o primeiro dia do Intel Developers Forum foi dedicado ao Sandy Bridge, a segunda geração do processador Core que promete muito em termos de desempenho, economia de energia e processamento de mídia. Mas e os jogos em 3D? Well, veja bem…

Disponível inicialmente nas versões dual e quad-core, o Sandy Bridge terá versões para desktop e notebook e incorpora diversas novidades como um sistema de cache mais veloz, turbo-boost com uma primeira e segunda “arrancada”, novas instruções Intel AVX (Advanced Vector eXtensions) voltados para acelerar programas que utilizam muitos cálculos de ponto flutuante — como edição de fotos e criação de conteúdo digital — e um novo barramento circular que facilita a implementação de mais ou menos núcleos de processamento no chip criando assim novos modelos.

E como foi anunciado, ao contrário de seu antecessor Westmere, o novo processador deixa de ser uma solução do tipo “dois chips em um encapsulamento” para se tornar uma solução monolítica, totalmente integrada e construída no processo de 32 nm.

Isso fica mais evidente no chip propriamente dito:

E como muitos já sabem, junto com o Sandy Bridge a Intel introduz o novo soquete LGA 1155, o terceiro desde a introdução do Nehalem…

… ou seja, processador novo, placa-mãe nova.

Mas para facilitar a vida do consumidor, a Intel irá adotar um novo selo para indicar o novo processador.

Como era de se esperar do pessoal de Santa Clara, o Sandy Bridge deve chegar ao mercado à partir do início de 2011 fazendo ainda melhor tudo aquilo que ele já faz bem hoje, mas como fica o seu desempenho gráfico em aplicações em 3D?

Durante seu keynote, Dadi Perlmutter anunciou que o ganho de desempenho da nova GPU integrada nos Sandy Bridge excedeu as expectativas da empresa, obtendo um ganho de 25x contra 10x do esperado.

Mas o que isso significa em termos práticos? Algumas pistas foram dadas em um outro slide que mostra as beneces da nova plataforma onde podemos ver uma grande ênfase no suporte para aplicações visuais em especial vídeos em alta definição. Observe que no item jogos, a Intel utilizou o termo “Mainstream 3D Gaming” ao invés de “top 3D games” ou coisa do tipo.

Com isso na cabeça fomos participar de um painel com Steve Smith e os criadores do Sandy Bridge, entre eles Tom Piaza (no centro de camisa azul) que foi o responsável pelo desenvolvimento da nova GPU.

Como era de se esperar, o pessoal insistiu muito com Piaza para que ele explicasse melhor o que poderíamos esperar em termos de aceleração gráfica em 3D (principalmente com a concorrência batendo tambor lá em Sunnyvale). O executivo deu umas escorregadas mas reconheceu que o Sandy Bridge irá rodar bem a maioria dos jogos do mercado (leia-se The Sims e um monte de jogos em flash)  mas que o usuário não deveria esperar muito com relação aos jogos em 3D realmente topo de linha, que devoram recursos da placa de vídeo como se fosse farinha.

Ou seja sem novidades nesse campo, business as usual, circulando, circulando…

Mais sobre o Sandy Bridge quando voltarmos a Zumo-caverna.

Sobre o autor

Mário Nagano

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World.
Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

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