1 hora com o Samsung Galaxy Z Flip

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O Samsung Galaxy Z Flip é o segundo dobrável da marca e o primeiro que cabe no bolso – já que o Galaxy Fold é um lindo tablet que ocupa bastante espaço. Passei um pouco de tempo com ele ontem e dou minhas impressões aqui.

Samsung Galaxy Z Flip

O design do Galaxy Z Flip é similar ao do Motorola razr: um dispositivo em formato de concha que, ao ser desdobrado, desvenda uma tela grande. Ambos têm um projeto quadrado quando fechado, o que faz sentido para tornar o display em proporção retangular ao ser aberto. O Z Flip tem, do lado de fora, uma minúscula tela de notificações (com uma função ótima) e a câmera traseira (que… fica na frente quando fechado o dispositivo).

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Atrás, a dobradiça – igual à do Fold, apesar da dimensão menor.

Fechado, vemos que há um pequeno (quase imperceptível) espaço entre as duas extremidades do Galaxy Z Flip. Note que não há entrada de fones 3,5 mm/P2, apenas o conector USB-C, como ocorre no Galaxy S20 Ultra e demais modelos da família Galaxy S20.

No lado direito do aparelho, o botão de volume e um liga/desliga que inclui o leitor de impressões digitais. É algo funcional, mas repete um problema do Galaxy Fold: a presença do leitor de digitais deixa fácil o uso por destros, não necessariamente por canhotos.

O lado esquerdo (não mostrado aqui) tem apenas uma gaveta de SIM card – uma vantagem sobre o Motorola razr, que usa apenas eSIM e não tem um SIM card físico (sim, eu sei que SIM cards estão em extinção a médio prazo, mas ainda é algo útil hoje em fevereiro de 2020).

E aí você abre o Galaxy Z Flip e pronto, tem um smartphone funcional e completo na sua mão. Algo que descobri mexendo nele, ainda que em pouco tempo: dá para abrir a tela com uma mão apenas – é questão de treino/prática. Mas com um telefone de R$ 8.999, melhor não arriscar a sorte, certo? (Ou guardar ele aberto no bolso e danificar a tela de vidro ultrafino).

O Galaxy Z Flip, de volta ao modo fechado, tem um truque na manga: dois toques rápidos no botão de liga/desliga e a câmera externa é ativada para tirar selfies, mostrando sua SELFIEZINHA na tela minúscula. Não é a coisa mais funcional do mundo, mas dá certo e é fofo ver sua cara pequena naquela telinha.

O modelo conta com o recurso de continuidade, apresentado no Galaxy Fold: coisas que você está fazendo na tela externa seguem em ação na tela interna (no caso do Z Flip, só a câmera mesmo). Na sequência, as duas lentes principais (normal e grande angular):

Note na imagem acima que no canto superior direito está marcado OFF. Ao tocar e tornar em ON, o preview do lado externo (a telinha) é ativado. Arquivar em: coisas que talvez podem ser funcionais.

Os modos de fotografia, incluindo o Noturno.

O aparelho estava sem conectividade, mas consegui (não sei como) forçar uma notificação externa e fotografar.

Finalmente, o Galaxy Z Flip faz algo que o Motorola razr não faz: parar com a tela a 90 graus. É algo particularmente útil para:

  • Segurar o telefone para selfies
  • Facilitar as mesmas selfies colocando o telefone em cima de uma mesa
  • Impressionar os amigos

Note que a câmera de selfies ocupa uma área grandiosa no meu nariz na imagem abaixo:

Mais fotos do Galaxy Z Flip dobrado porque sim:

E ao lado do Galaxy Fold, que estou usando nessa viagem. É uma diferença enorme de experiência e estilo de uso.

Em resumo: eu considero incrível o uso de telas dobráveis em smartphones, ainda mais em modelos que cabem no bolso da calça. O Motorola razr e o Samsung Galaxy Z Flip vêm explorar um novo mercado – ainda caro, claro – mas muito promissor. A Motorola tem a vantagem da nostalgia com a marca razr, a Samsung tem sua máquina de marketing de maior fabricante de smartphones do mundo para fazer o Z Flip acontecer. 2020 começou divertido 🙂

O Samsung Galaxy Z Flip tem preço sugerido de R$ 8.999 e começa a ser vendido a partir de 11 de março no mercado brasileiro.

Disclaimer: Henrique viajou a San Francisco a convite da Samsung Brasil. Fotos e opiniões são todas dele.

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin é o fundador do ZTOP+ZUMO e da newsletter de tecnologia Interfaces. Já escreveu na PC World, PC Magazine, O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e criou o ZTOP em 2007, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC.

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