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Pocket review: Samsung Galaxy Tab 2 (7″)

A nova versão do tablet pequeno da Samsung promete, à primeira vista. Pequeno – cabe na mão sem estresse – e com um emissor de infravermelho, ele teria tudo para ser um gadget matador na sala. Mas pequenos detalhes atrapalham bastante.

A apresentação do Samsung Galaxy Tab 2 (GT-3100)  muito boa. Tela de vidro relativamente resistente, plástico na parte de trás. Do lado esquerdo, a portinha do cartão microSD. No direito, o botão de ligar, volume e o desejado emissor de infravermelho. A construção é sólida e, por causa do tamanho diminuto, ele tem uma resistência estrutural bem bacana.

O modelo tem ainda 8 GB de memória de armazenamento interna, tela de 1024×600 pixels, câmera traseira de 3 megapixels e frontal VGA. Nem vou falar das câmeras aqui, pois considero um simples acessório no equipamento.

A primeira surpresa do Tab 2 foi a atualização para Android 4.0 “Ice Cream Sandwich”, prontinha para download assim que ele saiu da caixa. Foi só acessar a área “Sobre o dispositivo” do menu de configuração, selecionar Atualização de Software e ele se virou bem. Boa primeira impressão.

Mas nem tudo funcionou bem de primeira, como tentar compartilhar a internet do meu smartphone – um Motorola Atrix – com o Tab. Descobri que os tablets Android só aceitam conexões Wi-Fi no modo infraestrutura, não no Ad-Hoc, que é compartilhada pelo próprio Android. Genial, só que não.

Com o iPad, eu nunca tive que pensar nisso. Eu compartilho a rede, ele enxerga e pronto. A Samsung, que faz questão de dar o seu toque Touchwiz em todas as coisas Android, poderia ter ajudado nisso, adicionando a funcionalidade ao sistema. Se o povo das ROMs alternativas consegue.

Outra surpresa desagradável foi na hora de instalar aplicativos e jogos. O Tab não permite que os aplicativos sejam instalados no SD. Mais bacana ainda: dos 8 GB de memória das especificações, pouco mais de 4 GB estão disponíveis.. E a compatibilidade com games também foi um desastre: títulos mais novos, como N.O.V.A. 3, listados como compatíveis no Google Play, não rodam.

Com a limitação da instalação no SD, meu cartão de memória de 16 GB serve só para guardar conteúdo, no caso, filmes. Aí o Tab começa a fazer bonito. Ele segurou a bronca, sem nenhum aplicativo externo, de rodar tudo o que joguei, inclusive vídeos em 1080p. MKV puro só rolou com o MoboPlayer, mas ainda assim fluido.

A bateria dura bem, segurando quase 7 horas de uso intenso (games, web, vídeos e Netflix).

O tamanho da tela do Galaxy Tab 2 é bem confortável para ler. Mesmo com a baixa resolução da tela, a experiência de leitura foi mais agradável que no iPad 2. Talvez seja o peso ou a ergonomia de segurar o aparelho com apenas uma mão, mas ler nele, sejam quadrinhos ou eBooks, é uma experiência interessante.

O processador de dois núcleos roda a 1 Ghz, velocidade adequada à carga leve de trabalho, mas que engasga com muita coisa funcionando ao mesmo tempo. Os 1GB de RAM dão conta, mas alternar entre as tarefas é dose.

Nos benchmarks, o Galaxy Tab 2 saiu-se como o esperado, sem grandes surpresas:

  • Vellamo Browser (navegador) – 1555 pontos
  • Quadrant Standard (desempenho geral) – 2633 pontos
  • AnTuTu Benchmark (desempenho geral) – 5006 pontos
  • Nenamark 1 (gráficos) – 34,2 fps
  • Nenamark 2  (gráficos) – 26,2 fps

O emissor de infravermelho cumpriu o prometido. A configuração do Peel, o aplicativo embarcado que faz o papel de controle remoto universal, foi simples. O app é limitado, mas efetivamente controla TV, Blu-ray e sintonizador de TV paga sem problemas.

Claro, se você quiser uma experiência de uso ampliada, vai ter que colocar a mão no bolso e gastar mais de R$ 100 no Touchsquid Remote Pro, esse sim super personalizável.

Em defesa do Tab 2, o DLNA funcionou lindamente. Deu para visualizar fotos direto na TV sem nenhum engasgo. O streaming de vídeos foi tranquilo, porém o aparelho precisou ficar com a tela ligada para não travar.

Conclusões

O pequeno tablet da Samsung tem potencial, tem até poder relativamente aceitável de hardware, mas os pequenos detalhes – não rodar games, usar conector proprietário, problemas com Wi-Fi e aplicativos – fazem dele uma segunda opção de compra. Mas, com isso, ele tem mais jeito de um controle remoto universal que custa R$ 900.

Resumo: Galaxy Tab 2 7 – GT-3113
O que é isso? Tablet com sistema operacional Android 4.0.4.
O que é legal? Emissor de infravermelho que funciona como controle remoto universal.
O que é imoral? Não dá para instalar nada no SD, nem acessar a rede compartilhada por smartphones.
O que mais? Tamanho de tela confortável.
Avaliação: 6,0 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço médio sugerido: R$ 900
Onde encontrar: Samsung