(Quase) 7 meses com o Samsung Galaxy Note 9

(

O Samsung Galaxy Note 9 é meu smartphone principal desde o final de outubro do ano passado (com eventuais pausas para testar outros dispositivos, como os novos iPhones, o Galaxy S10+ ou o P30 Pro).

A seguir, algumas considerações desse período de uso do aparelho (meu review no Link e uma galeria de fotos feitas com ele na época do primeiro teste).

Estrutura/Design

Cuido bem do Note 9. Em média 80% do tempo usei com uma capa protetora, então não tenho arranhões ou qualquer outro problema na estrutura física do aparelho.

Hoje ele está sem capinha, mas com um suporte adesivo da Miniso na parte traseira (preço médio: R$ 10 com duas cores, se você achar nas lojas). De tempos em tempos é preciso trocar o adesivo/suporte (ele suja e fica desbotado), basta passar um pano úmido para tirar a cola – nada que interfira, de novo, no aparelho.

O design do Note 9 tem algo que gosto muito: é o último aparelho topo de linha da Samsung sem um notch/entalhe/intromissão/coisa na tela.

Me importo menos com bordas (e as do Note 9 são bem mínimas) do que com o notch central (como no iPhone XS) ou a gota (como no Moto G7 Plus) – que me atrapalham demais. Acho o design da família Galaxy S10 menos invasivo com a câmera/notch no canto da tela, mas ainda é um notch.

A tela em si ainda é algo incrível: grande resolução, super nítida e muito boa de usar em ambientes externos (indo pro lançamento do P30, vi vários vídeos do Netflix no avião e, bem, muito melhor que as telinhas da Aeromexico e da Air France!)

E a presença de um conector 3,5 mm para fones de ouvido ainda me deixa feliz por poder ouvir música no metrô de São Paulo com um “cabo de segurança” no bolso.

Gosto dos fones AKG que vieram na caixa, mas acabo usando mais um da Xiaomi que ganhei um tempo atrás, parou de funcionar e achei um igual na Coreia ano passado.

Sobre a bateria, óbvio que existe um desgaste com o uso, mas consigo chegar ao final do dia com 25-30% de carga no Note 9 após uso intenso (social media, notas, música etc.). De qualquer modo, sempre tenho uma bateria extra na mochila como backup de energia.

Câmera

Velha máxima: a melhor câmera é a que está no seu bolso. O Galaxy Note 9 continua me deixando feliz com os resultados por ter a mesma câmera do S9+ (um favorito da casa).

View this post on Instagram

Bonjour Paris #rewritetherules #huawei

A post shared by Henrique M (@ztop) on

Claro que é preciso se conformar que a evolução/reprodução rápida dos aparelhos produz em curto espaço de tempo câmeras melhores – como do Galaxy S10+ e do Huawei P30 Pro, ainda mais se compararmos seu desempenho à noite.

View this post on Instagram

P o l l o

A post shared by Henrique M (@ztop) on

Android

Sobre o sistema operacional, atualizei o Note 9 para Android 9 “Pie” no começo deste ano – o aparelho tem uma ROM alemã (!) e por isso recebeu o upgrade antes dos smartphones da linha no Brasil. Os updates – ao menos de segurança – têm sido mensais, e isso é ótimo.

A One UI é bem mais simples de usar que a Samsung Experience anterior, e a navegação por gestos me deixou contente – nem todo mundo se adapta a ela na base da tela, mas não vejo como um problema. Não vejo problemas de lentidão conforme o tempo, então o Note 9 continua firme e forte.

Tem a Bixby e seu botão dedicado, mas ambos continuam desativados. E tem o DeX, a experiência desktop de ligar o Note 9 a uma tela e usá-lo como um “computador”, tendo a tela do smartphone como um trackpad e – se quiser – conectar um teclado externo.

Algo bem legal que a Samsung fez – ainda que em fase de testes – é o projeto Linux on DeX, que ativa uma distribuição Ubuntu no modo DeX (E aí sim você tem um desktop completo, ainda que num ambiente Linux).

Finalmente, a pasta Segura da Samsung é, talvez, o melhor recurso escondido da marca nos seus smartphones – guardo apps de bancos e informações pessoais lá, sem me preocupar em misturá-los com os apps de uso cotidiano.

Tem uma coisa específica na Samsung (e isso vale para todos os smartphones da marca): o padrão na vida das pessoas para um Alarme, no geral, é ter duas opções: DESLIGAR e SONECA. O mundo real é assim 🙂

Na Samsung, as opções são IGNORAR e ADIAR.

É uma questão de hábito mesmo: na vida inteira meus alarmes tiveram – do celular, do rádio-relógio (sou desses), do smartphone – a opção DESLIGAR e SONECA. Já me peguei várias vezes pensando “mas devo ignorar ou adiar?” com sono na cama com medo de perder a hora.

S Pen

A canetinha do Note 9 é muito útil em reuniões e coletivas que a pessoa aqui esquece de levar um bloquinho de anotações. Uso o app Notes, da Samsung, como bloco de notas.

Mas a adição do Bluetooth à S Pen trouxe alguns problemas. Já aconteceu de a bateria da S Pen acabar no meio de uma coletiva (ok, dá pra continuar usando sem conexão) e ficar me alertando. Mas o uso mais indicado dessa canetinha conectada é como controle remoto para selfies, e, bem, ele falha bastante. Ou porque não está conectado direito ou por estar sem bateria.

Já me deixou na mão algumas vezes e, naquele encontro de amigos onde seria a hora pra me gabar de ter um telefone com controle remoto de selfies, acabamos pegando o telefone de outra pessoa porque eu estava tentando resolver um problema técnico. Ouch.

Por outro lado, o app PenUP, da própria Samsung, é uma rede social de desenhos. Eu não sei desenhar – dá para acompanhar pessoas que gravam “desenhos ao vivo”. Mas uso o recurso de coloração para pintar na tela (como nos livros) e é bem relaxante fazer isso antes de dormir.

Conclusão

Ainda vale comprar um Galaxy Note 9?

Sim.

Tem um hardware topo de linha (ao menos até agosto-setembro deste ano, quando um novo Note deve ser anunciado), a câmera é muito boa, a bateria também e é um Samsung sem intervenções na tela, talvez o último em algum tempo. E a S Pen é uma adição muito útil para produtividade.

A boa notícia é que o seu preço sugerido inicial de R$ 5.499 já caiu bastante no varejo brasileiro (na própria Samsung, está R$ 3.149,10 à vista).

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

RSS Podcast SEM FILTRO




+novos