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Review: Samsung Galaxy A51

Samsung Galaxy A51: ótimo smartphone intermediário da marca, para quem quer um aparelho com um monte de câmeras e design incrível. E é o exemplo de como a pandemia (e o dólar) deixou tudo mais caro (mais ou menos).

Samsung Galaxy A51: O que importa

  • Design incrível, modelo intermediário já com Android 10 de fábrica
  • Desempenho rápido e responsivo, tela nítida e brilhante, grande capacidade da bateria
  • Câmeras boas (mas não excepcionais como do Galaxy S20 Ultra)
  • Linha Galaxy A é a mais interessante da Samsung hoje: traz recursos e experimentações antes de modelos topo de linha (vide A80 ano passado) e a chegada do A51 e A71 antes do anúncio da família Galaxy S neste ano, com múltiplas câmeras e baterias de longa duração.
  • É um exemplo do efeito que a pandemia de Covid-19 e a alta do dólar estão gerando no mercado de eletrônicos no Brasil: no anúncio, em 30 de janeiro, o A51 tinha preço sugerido de R$ 2.199. Hoje na Samsung ele custa R$ 2.699 – uma diferença de R$ 500.
  • Vale lembrar que, apesar do preço maior, smartphones Samsung costumam aparecer mais baratos no varejo depois de algum tempo (enquanto escrevo esse texto, tem uma oferta no próprio site da Samsung oferecendo o produto por R$ 1.754,10 à vista – mas que só aparece se você buscar pelo produto no Google)
  • Eu compraria um? Sim. É o que dá para chamar de aparelho honesto: faz o básico direito, não trava, a câmera tem resultados bons, a bateria tem longa duração, seu design é lindo. Mas confesso que entre ele e o Galaxy A71, dependendo do preço final na loja, iria de A71 (câmera melhor, mais bateria ainda, carregador de 25W).

Design, especificações

O Galaxy A51 tem uma tela AMOLED (yay!) de 6,5 polegadas com resolução FullHD+. Vem com um processador da própria Samsung (Exynos 9611) de 2,3 GHz, 4 GB de RAM, 128 GB de armazenamento interno (expansível com cartões microSD), suporte a NFC para pagamentos e bateria de 4.000 mAH com carregador de 15W na caixa.

Diferenciais de mercado em relação a outros modelos intermediários: tem leitor de digitais na tela (rápido e sem problemas, parece uma evolução do usado no Galaxy S10) e um sintonizador de TV digital e de rádio integrados (que requer o uso dos fones de ouvido padrão fornecidos na caixa, que atuam como antena. Fones USB-C não servem como antena!)

A câmera frontal é bem discreta e muito bem integrada à tela.

E a parte traseira, em plástico, traz a câmera “dominó” e um acabamento furtacor muito interessante. Esse é o modelo branco, mas a Samsung também lançou esse aparelho em preto e azul.

O design do aparelho segue o padrão Samsung: USB-C e entrada para fone de ouvido embaixo…

…microfone em cima…

…liga-desliga e controle de volume do lado direito e gaveta do SIM card no esquerdo:

Câmeras

O Galaxy A51 tem um conjunto de quatro câmeras na traseira:

  • 48 megapixels f/2.0 (Principal)
  • 12 megapixels f/2.2 (Ultra Wide)
  • 5 megapixels f/2.4 (Macro)
  • 5 megapixels f/2.2 (Profundidade)

A câmera principal é boa. Uma atualização do software melhorou bastante o balanço de branco e ajuste de cor durante o tempo que passei com o Galaxy A51 e trouxe o recurso Single Take (que tira várias fotos e vídeos de um momento), dos Galaxy S20, para o A51. Seu desempenho noturno produz imagens com bastante ruído ou borradas, dependendo das condições de luz.

A lente macro – como a maioria dos smartphones com macro hoje – tem resultados variáveis e é preciso ter paciência para não perder o foco. Não compraria um smartphone por conta apenas do macro, porém é um recurso interessante de ter à mão.

Amostras de imagens

Software, bateria, desempenho

O Galaxy A51 vem com software padrão da Samsung, com interface One UI 2.1, também velha conhecida dos donos de aparelho da marca. Vem com apps externos da Microsoft, Facebook, Spotify, Netflix, TikTok e Wish. A amostra que recebi também tinha o Kwai, que mandou notificações esquisitas e eu desinstalei na hora (se fosse você, apagaria também se tiver esse app no seu smartphone, independente da marca).

A duração de bateria (4.000 mAH de capacidade) é muito boa, no que dá para medir sem sair de casa por causa da pandemia. Terminei, na média, os dias de uso com 40% de carga, o que deve significar um dia fora da tomada, na rua, no mundo real.

Samsung Galaxy A51: resumo

O que é isso? smartphone Android intermediário-quase-premium
O que é legal? Design muito bonito, pegada boa na mão, câmera principal eficiente
O que é imoral? 4 GB de RAM é passável, mas poderia ser maior. Fotos à noite desapontam.
O que mais? sintonizador de TV digital, rádio.
Avaliação: 8,0 (de 10). Entenda nosso sistema de avaliação.
Preço sugerido: R$ 2.699 (preço pode ser menor no varejo)
Onde encontrar: Samsung

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin é o criador do ZTOP e da newsletter de tecnologia Interfaces. Já escreveu na PC World, PC Magazine, O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e criou o ZTOP em 2007, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC.

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