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Review: ThinkPad X1 Yoga

Apesar do nome, o notebook 2-em-1 da Lenovo para o mercado corporativo não é um IdeaPad Yoga pintado de preto.

Para quem não sabe, neste ano de 2017 comemora-se os 25 anos do lançamento do ThinkPad o legendário notebook corporativo da Lenovo, cuja estética e admiração talvez só tenha equivalente entre os modelos daquela empresa com nome de fruta.

O interessante é que nesse meio quarto de século, esse produto passou por inovações e melhorias constantes mas sem nunca comprometer a sua identidade visual — criada por Richard Sapper nos anos 1990 — o que não deixa de ser uma façanha num mercado que avança na velocidade da informação e que não costuma reverenciar o seu passado (talvez para não ter que lembrar que um dia, isso já foi bonito).

Fora isso, desde a aquisição dessa linha de produtos (originalmente desenvolvida pela IBM) pela Lenovo em 2005, o ThinkPad deixou se ser apenas um notebook para se tornar uma ampla linha de produtos — batizada de Think — o que inclui tablets, acessórios, monitores, all-in-ones e é claro, modelos conversíveis, sendo que o pessoal de Raleigh explorou bastante as possibilidades desse novo padrão de formato ao desenvolver diversos desenhos bem distintos como o ThinkPad Twist de 2012…

… seguido pelo ThinkPad Helix de 2013…

,,, até chegar finalmente no ThinkPad X1 Yoga que também vimos pela primeira vez num IDF em 2013 e cuja versão mais nova recebemos para testes aqui na Zumo-caverna (yaaay!)

Apesar das aparências (até do uso do mesmo nome), o ThinkPad X1 Yoga não é um IdeaPad Yoga pintado de preto e sim, um desenvolvimento próprio que incorpora todo o DNA dos modelos da linha X1 num portátil leve e fino, cuja tela gira 360° em relação ao teclado…

… oferecendo os já bem conhecidos quatro modos de uso característicos da linha Yoga que, no fim das contas, mostrou ser a solução mais simples e racional do que os anteriores:

O curioso é que na década de 1990, a HP também explorou esse mesmo conceito de tela rebatível no HP OmniGo 100/120, mas a tecnologia da época não permitiu que essa idéia decolasse.

De fato, alguns podem até questionar que — se o ThinkPad X1 Yoga pode ser usado como como um notebook normal, por que ele não substitui logo o ThinkPad X1 Carbon?

Pelo que conversamos com a assessoria de imprensa da Lenovo Brasil (hi Ive!) apesar do X1 Carbon e o X1 Yoga terem muitas coisas em comum, fato é que algumas empresas podem não enxergar o valor de um notebook conversível já que, no fim das contas, o que eles querem é um notebook que funcione como um notebook e só — ou seja — a estratégia da Lenovo é de oferecer para seu cliente a melhor solução que atenda às suas demandas, tenha ela uma tela rebatível ou não — simples assim. 🙂

Apesar disso, vale a pena ressaltar que — de novo — o X1 Yoga também não é apenas um X1 Carbon com dobradiça de tela frouxa, e é isso que iremos mostrar nesse pequeno review.

Dito isso, senta que lá vem história:

Medindo aproximadamente 33,3 x 1,68 x 22,9 cm (LxAxP fechado) e ~1,36 kg de peso, o modelo exato que recebemos para testes é o Type 20FR-0047BR equipado com um processador Intel Core i7-6600U de 2,6~3,4 GHz, 8 GB de SDRAM 1866MHz LPDDR3 e um disco SSD OPAL 2.0 de 256 GB do tipo M.2 com porta SATA 3.0. Para quem não sabe, o OPAL Storage Specification é um conjunto de especificações voltadas para dispositivos de armazenamento que melhoram a sua segurança, como controle de acesso e encriptação de dados.

Internamente o sistema ainda conta com uma interface Wi-Fi Intel 8260 Dual Band 11 AC, bluetooth 4.0, sistema de som HD, chip de segurança e uma bateria de Li-Po (polímero de lítio) de 4 células com autonomia estimada pela empresa de até 11 horas. O sistema operacional incluso é o Windows 10 Pro:

Vale a pena observar que o X1 Yoga não possui slot para pentes de memória SO-DIMM de modo que sua memória RAM é soldada diretamente na placa mãe, ou seja, na hora da compra o usuário deve escolher entre as opções de 8 GB ou 16 GB de RAM já que a opção de upgrade não é possível, a não ser que ele troque a placa-mãe inteira.

Fora isso, o X1 Yoga é capaz de receber inúmeros componentes/recursos adicionais como modem WWAN, suporte para NFC, WiGig, sensores extras, etc. mas a disponibilidade de tais recursos depende de cada geografia.

Seu gabinete segue o padrão visual dos ThinkPads com seu acabamento emborrachado em preto fosco e — até onde saiba — esse gabinete também seria reforçado com fibra de carbono, material que por sinal já era usado antes do lançamento do X1 Carbon só que segundo a lenda, o pessoal de marketing da Lenovo estava a procura de um nome bacana para o novo X1 que pudesse ser relacionado com a cor preta como Black, Noir, etc. e alguém sugeriu Carbon devido ao uso desse material no produto.

Outra curiosidade desse desenho que foi visto pela primeira vez no ThinkPad Helix é o logotipo ThinkPad na tampa que fica de pé para quem estiver olhando por atrás do equipamento com a tampa levantada. Fora isso, quando ligado o pingo vermelho do “i” acende na cor vermelha chamando ainda mais a atenção para o nome.

Segundo o pessoal da Lenovo isso é de um certo modo é uma mudança de atitude com relação ao produto já que se no passado quando o logo ficava de pé do ponto de vista do seu dono (como o portátil fechado) ela parecia dizer “parabéns cara, você tem um ThinkPad.

Já o novo logo muda a mensagem para algo como “E ai pessoal… Sou um ThinkPad!

Se isso funciona com aquela empresa com nome de fruta, por que não com a Lenovo?

Como o nome do produto sugere, o grande diferencial do X1 Yoga é seu sistema de articulação da tela que lembra os primeiros IdeaPad Yoga já que os novos adotam um novo sistema de engrenagens intertravadas o que reforça minha teoria de que o desenvolvimento desses produtos andam em paralelo.

Apesar disso, esse sistema funciona de maneira impecável…

… permitindo que o portátil assuma os diversos modos de uso (e se mantenham na posição sem ceder com o peso)…

… incluindo o famoso modo tablet:

Mas se o Ideapad Yoga possui uma articulação de tela mais elaborada, o X1 Yoga também não deixa de ter suas próprias façanhas de engenharia, sendo que no caso desse ThinkPad é o seu teclado que possui uma curiosa moldura montada ao redor das teclas que possui uma conexão mecânica com a articulação da tela…

… o que faz com que ela se eleve automaticamente a medida que a tela é rebatida para trás do portátil, o que até passa a impressão de que as teclas afundaram na moldura (daí o seu apelido “Wave Keyboard”) …

… criando assim uma espécie de superfície plana que impede que as teclas sejam acidentalmente pressionadas quando entrarem em contado com a mesa de trabalho ou quando o seguramos como tablet.

Outro recurso exclusivo do X1 Yoga é a presença de um dispositivo apontador do tipo stylus — o chamado ThinkPad Pen Pro — que fica guardado num compartimento próprio, que também funciona como base de recarga.

Desenvolvido em parceria com a Wacon,  essa pena mede apenas 12,4 cm de comprimento e 0,8 cm de diâmetro e tem a aparência de uma caneta fina…

… cuja ponta aceita até 2.048 níveis de pressão, apesar de que devido ao uso da sua tecnologia capacitiva a ponta da mesma não precisa tocar na superfície da tela para indicar o ponto na mesma:

De fato, a experiência de uso dessa pena é quase a mesma de usar uma caneta podendo ser usada tanto para fazer desenhos quanto para entrar com textos na forma cursiva, o que não limita o seu uso em aplicações mais artísticas:

Interessante ressaltar que essa pena também pode ser configurada pelo usuário para que ela se adapte melhor ao gosto pessoal do seu usuário.

No modo notebook, a primeira vista é difícil diferenciar o ThinkPad X1 Yoga do Carbon já que as suas funcionalidades são praticamente as mesmas. Como os modelos mais recentes, o visual do X1 Yoga é bastante limpo e o conjunto bem harmônico, proporcional e sem firulas como controles adicionais ou LEDs que piscam — apesar de que sinto falta do indicador de uso do HD.

Sua tela LCD IPS de 14″ tem resolução Full HD e superfície sensível ao toque e acabamento antirreflexo…

… pero no mucho, diga-se de passagem:

Um detalhe curioso dessa tela é que, devido a alta concentração de pontos numa tela de 14″ faz com que as mensagens, ícones e textos do Windows possam ficar igualmente pequenas e de difícil leitura para aqueles com vista mais cansada…

… mas nada que um ajuste de escala no painel de controle do Windows não resolva:

E para quem precisa de mais resolução ainda, no Brasil a empresa ainda oferece a opção de tela LCD IPS com resolução WQHD (2.560 x 1.440 pixels)

Na parte de cima da moldura podemos ver sua webcam com resolução HD (720p) ladeado por dois microfones que tem a função de filtrar o som ambiente melhorando assim o seu desempenho em aplicações de videoconferência.

Perto do microfone esquerdo ainda existe um sensor oculto que me parece ser um sensor de billho ou coisa do tipo:

Desde o seu lançamento a 25 anos atrás, uma das características mais apreciadas dos ThinkPads sempre foi o seu teclado com seus botões de ótimo curso (~1,72 mm) e força de resistência de 70 gramas, o que passa aquela sensação de teclado macio e confortável.

Para quem não sabe, o desenho das suas teclas não segue e exatamente o padrão adotado pela concorrência, sendo sim um desenvolvimento próprio onde as teclas não são exatamente quadradas e sim levemente curvas na sua base. Algo que a Lenovo chama de teclado “smile” (= sorriso).

No diagrama abaixo, podemos ver com mais clareza que uma das grande sacadas desse teclado foi o aumento da área de contato da tecla com o dedo (indicado em rosa) melhorando assim a sua “mira”. Só que para reduzir a possibilidade de pressionarmos mais de uma tecla ao mesmo tempo, elas são fisicamente isoladas (daí o termo “Island key”), criando assim uma área de tolerância (forgiveness zone) entre elas.

Isso também explica por que a superfície dessas teclas não são planas e sim levemente côncavas, o que faz com que a ponta do dedo tenha a tendência de pressionar a parte central do botão e não as bordas.

No passado, os ThinkPads foram pioneiros na idéia de iluminar o teclado com um LED branco localizado no topo da tela. Mas que hoje esse sistema foi substituído pelas teclas retroiluminadas que funcionam de maneira bem mais eficiente.

Outra sacada interessante desse teclado é a presença da função FnLk (Fn Lock) que inverte a função das “teclas de função” de modo que elas podem trabalhar primariamente no modo mais tradicional (F1~F12, etc.) ou da maneira mais “moderna” (controle de volume, brilho da tela, configuração, busca, Wi-Fi, etc.) algo que no passado, só podia ser configurado na BIOS.

Fora isso, notamos que algumas teclas possuem LEDs de estado para indicar se alguma função específica como ligar/desligar o alto-falante e/ou o microfone…

… e o layout desse teclado já veio com o padrão nacional ABNT-2:

Ah sim… Logo abaixo das teclas direcionais fica o sensor biométrico que, como nos smartphones é do tipo onde o usuário encosta o dedo, ao contrário dos modelos anteriores onde o usuário passava o dedo sob uma espécie de scanner.

Outra marca registrada dos ThinkPads é o UltraNav uma solução que combina o tradicional TrackPoint e o Touchpad sendo que este último — segundo a lenda — foi incorporado ao produto para agradar àqueles que não se acostumam a usar o pininho vermelho.

Com uma área útil de ~10 x 6 cm a concepção desse touchpad é bem atual, aceitando multitoques, gestos e seus cantos de baixo assumem o papel de botão de mouse, ou seja, ao pressioná-los ouve o clique característico desse comando.

Com relação as suas interfaces, o X1 Yoga até que ainda vem com um número bem razoável de portas de comunicação, apesar de que a falta de espaço (ou mais exatamente de altura) deixou algumas bem queridas de fora (boo!)

No lado esquerdo do portátil, temos (a partir da esquerda) a entrada de alimentação (com LED de estado), porta Lenovo OneLink+, mini DisplayPort e USB 3.0 (energizada).

Note que a entrada de alimentação do X1 Yoga segue o mesmo padrão de todos os ThinkPads (20 volts) o que permite que, numa situação de contingência, um modelo da série X possa usar a fonte de um modelo da série T ou E e vice-versa, algo que soa como música nos ouvidos do pessoal de suporte de TI.

Já do lado direito podemos ver a presença de mais portas e componentes…

… como o espaço que abriga o ThinkPad pen Pro, o botão de liga/desliga, o controle de volume, a porta combinada de som/microfone, mais uma porta USB 3.0…

… ao lado de outra USB 3.0, uma saída HDMI e um slot para dispositivo de segurança padrão Kensington:

Já na parte de trás ainda existe um compartimento oculto que abriga o leitor de cartão Micro SD e Micro SIM:

Alguns podem ter notado a ausência da porta de rede Ethernet que ainda é muito popular no mercado corporativo mas que, como dissemos antes, pode ter sido eliminado devido a dificuldade de implementá-lo num gabinete tão fino (boo!)

Apesar dessa limitação poder ser contornada com o uso de um adaptador vulgar, vale a pena observar que o X1 Yoga vem equipado com uma porta Lenovo OneLink+

… que é uma interface proprietária da Lenovo criada para conectar o portátil com docking stations da marca…

Liberando assim mais conexões e portas, incluindo a porta Ethernet e até SVGA:

E como já vimos em outros portáteis mais recentes, a base do X1 Yoga é limpo e sem nenhuma meio de (fácil) acesso para alguns de seus componentes internos como a bateria, memória e disco rígido.

Fora a grade de entrada de ventilação do processador e os selos de certificação, part number e número de série. o único recurso visível são as saídas de som do seu sistema de alto-falantes estéreo com potência de 2 watts.

Já outro detalhe que pode passar completamente batido é a existência de um botão de reset cujo acesso só pode ser feito por meio de um pequeno orifício sem nenhuma identificação externa.

Sob testes:

Ao contrário de outros fabricantes que costumam sacrificar o desempenho de seus ultraportáteis em favor de maior autonomia, os ThinkPads da linha X costumam vir equipados com processadores tão (ou até mais) velozes que os modelos da linha T mais voltados para produtividade.

No nosso caso, esse modelo veio equipado com um processador Intel Core i7-6600U de sexta geração (codinome “Skylake“) um chip dual core com HT de 2,6~3,4 GHz com 4 MB de SmartCache e TDP de até 15 watts o que faz dele o chip ULV (Ultra-Low Voltage) mais veloz do seu tempo (ou mais exatamente na época do seu lançamento em meados de 2015) dentro dessa faixa de consumo, o que faz com ele ainda seja capaz de executar bem tarefas de produtividade que demandem mais desempenho, como aplicações de escritório, multimídia que é, por sinal ou seu público alvo.

Seu sistema de gráficos integrados é o Intel HD Graphics 520 (Skylake GT2) que conta com 24 unidades de execução (ou shaders) de 300~1.050 MHz cujo desempenho fica próximo da GPU discreta GeForce 820M da NVidia, o que significa que ele pode não ser a melhor opção para jogos mais pesados (a não ser que o usuário trabalhe com configurações mínimas) mas vale a pena relembrar que esse não é o foco desse produto.

Nos testes sintéticos como o Windows Experience Index (que está escondido no Windows 10 mas pode ser acessado por meio do utilitário Winaero WEI Tool) , o desempenho do X1 Yoga foi até que bom para um ultraportátil — mas nada de arrepiar o cabelo — e se não fosse pelo desempenho do seus gráficos para Desktop, poderíamos dizer que seu desempenho geral até que é bem harmônico, ou seja, sem extremos como um processador veloz convivendo com um disco lento.

Seguem abaixo o desempenho do sistema no WebXPRT 2013

… e WebXPRT 2015…

… no Cinebench R15…

… e no CrystalDiskMark 5.2.1:

Como o X1 Yoga é um portátil que combina desempenho com mobilidade, ficamos curiosos em ver se ele seria incômodo de usar/segurar com seu processador rodando a todo vapor.

Então, para isso estressamos a máquina usando o bom e velho Prime95, um notório programa criado para calcular números primos de Mersenne, mas que ficou famoso por estressar (e travar) muitas máquinas que outros testes não conseguiram, tornando-se assim um programa muito popular entre overclockers para verificar a estabilidade de seus sistemas.

Depois de algumas horas com o sistema rodando (sem travar!)  pudemos observar que o calor se concentra realmente na parte central do portátil logo acima do teclado…

… onde por sinal fica o processador (duh!)

Mas apesar disso os pontos mais quentes do portátil a temperatura não chega a 38°~43° C…

…  o que pode para nós é uma sensação de mormaço mas nada que cause um desconforto realmente sério:

Aqui os testes com o PCMark 8 no modo Home Conventional

… e no Home Accelerated:

Aqui os testes com o 3D Mark cujo desempenho até que é bom para um Ultrabook não voltado para jogos:

Aqui alguns testes de desempenho da bateria, agora com o PowerMark no modo de uso moderado (Balanced)…

… e no modo de uso intensivo do processador (Load)…

Nossas conclusões:

Desde o seu surgimento em 2011, o modelo X1 é, de um certo modo, o modelo “carro chefe” que mais incorpora o espírito na linha ThinkPad, talvez não como o modelo mais performático da linha e sim como um objeto de admiração e desejo, como o carro do chefe e/ou do diretor e/ou do presidente da firma.

Sob esse ponto de vista, o X1 Yoga não deixa se ser um baita de um brinquedo de marmanjo, mas suas qualidades não ficam por ai, já que ele também não deixa de ser um equipamento bem construído, dono de um excelente acabamento, até que bem performático (para um ultraportátil) e relativamente leve, fino, versátil e muito gostoso de usar.

Visualmente falando, o seu design é limpo, proporcional, na medida certa, sem exageros e sem coisas que, de algum modo, possam distrair o usuário. A impressão que temos é que isso permite que o seu usuário possa focar-se apenas na organização das ideias e passá-las rapidamente para o computador o que, no fim das contas pode ser entendido como produtividade.

Entretanto, nem tudo é chuva de confete em cima do X1 Yoga. Alguns podem sentir a falta da porta Ethernet (apesar de que algumas versões oferecem tal recurso, mas é preciso o uso de um adaptador) enquanto que outros (como eu) sintam a falta de alguns LEDs de estado (em especial o HDD) e isso sem falar da sua brilhante tela antirreflexiva.

Mas somando tudo e tirando a média, para nós o X1 Yoga nos proporcionou mais alegrias do que tristezas, oferece um bom desempenho e sua tela articulada agrega valor ao produto e ao mito desses computadores negros.

Resumo: ThinkPad X1 Yoga (Type 20FR-0047BR)

O que é isso? Notebook leve e fino (Ultrabook) do tipo 2-em-1 voltado para o mercado corporativo.
O que é legal? Design moderno, excelente apresentação e acabamento, ótimo desempenho (para um Ultrabook).
O que é imoral? Memória RAM não expansível, não é possível ligá-lo na rede Ethernet via cabo sem o uso de um adaptador.
O que mais? Esse mesmo modelo também está disponível com tela não rebatível — o ThinkPad X1 Carbon (preço sugerido R$ 9.999).
Avaliação: 9,0 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço sugerido: R$ 9.499
Onde encontrar: Lenovo Brasil

 

 

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • evefavretto

    Duas perguntinhas: o trackpad é um Precision Touchpad? E tem alguma opção de WWAN no Brasil? Eu pessoalmente não vejo opção de portátil com WWAN(não que eu tenha pequisado muito) desde aqueles netbooks com 3G.

    • Mario Nagano

      Segundo esse site:

      https://www.windowscentral.com/complete-list-laptops-precision-touchpads

      O touchpad do X1 Yoga é do tipo Precision:

      Pela minha experiência com ThinkPads, alguns até tem slot para cartão sim, mas o cartão WWAN não vem instalado.

      O que ouvi certa vez de um fabricante de notebooks é que para que a empresa implemente qualquer recurso de comunicação, é preciso antes certificá-lo na Anatel, o que é um processo bem carinho diga-se de passagem.

      Assim, se a demanda não for grande o suficiente que justifique essa licença, elas preferem não oferecer o mesmo, em especial no caso da WWAN onde existem alternativas prontas no varejo como o dongle USB 3G/4G ou o recurso de tethering nos smartphones.

      • evefavretto

        Amém, um Precision Touchpad, chega de drivers ruins e touchpads bugados.

        E, é, eu entendo a burrocracia™, apesar que eu juro que naquela época dos netbooks 3G só tinham homologado o módulo WWAN (e módulos WWAN tem vários na Anatel já), assim como costuma ser com os módulos WiFi. A menos que o notebook seja um componente inteiro(i.e. os chips sejam soldados).
        Apesar que, geralmente, as homologações de módulos do tipo pedem que os produtos acabados precisam de outra homologação, então vai saber.

        Btw, outro problema que poderia ser seriam royalties, já ouvi falar algo que os royalties e patentes de 3G e LTE se aplicam ao produto inteiro. Em algo de pouca margem como notebooks…

        Mas que ter um notebook com 4G LTE™®©, ainda mais agora que o Windows tem suporte nativo e antenas integradas(provavelmente até mais sensíveis) seria uma solução mais acabada, seria.

        • Também imagino que alguns departamentos de TI prefiram fazer uma compra de notebook sem módulo WWAN e ter um pool de modems LTE que distribuem para quem precisa de conectividade móvel. (Claro que para as empresas que reembolsam custos de planos de dados, tanto faz)

          • Adriano De Lima

            Então, simplesmente colocar o chip do celular ali naquela entrada não é o suficiente pra sair navegando pela rede móvel?
            Aí fomos surpreendidos novamente.

          • Mario Nagano

            Sim, o que dá pra entender é que esse portátil está preparado para receber o cartão WWAN mas o mesmo não vem instalado,

            Meu palpite é que talvez saia mais caro remover o slot micro-SIM e tapar o buraco do que deixar ele lá e fazer de conta que não é comigo.

          • evefavretto

            Tapar o buraco no chassi é caro, moldes são caríssimos. Agora, se tem o slot na placa, não sei. Se tem(e as antenas), pelo menos o cliente pode catar os módulos compatíveis(aka os que tão na whitelist da BIOS/UEFI) e colocar.

          • Mario Nagano

            Sim, pelo menos no modelo que analisamos, o slot estava lá e, provavelmente o slot (vazio) do cartão WWAN e até as antenas.

          • Adriano De Lima

            Espera um pouco……
            Esse slot (mini PCI) serve também para plugar uma placa de vídeo externa!?
            Seria uma gambiarra bem feia e cara mas…… veja aí o tamanho da #GAMBI
            https://lockgamer.com/2016/08/26/egpu-caseiro-como-ligar-uma-gpu-externa-ao-seu-notebook-jogos-tutorial-em-casa/

          • Mario Nagano

            AFAIK, placa de vídeo 3D não mas no passado já vi alguns notes com plaquinhas aceleradoras de vídeo (MPEG/H.262) e módulos de memória Flash que funcionavam mais ou menos cono o ReadyBoost do Windows.

          • Adriano De Lima

            Taí uma matéria “investigativa” que poderia ser publicada aqui. ;’)

          • Mario Nagano

            Aff… Para impressionar as garotas e os amigos nerds essa façanha tecnológica é até válida.

            Mas em termos práticos, não é mais fácil usar logo um desktop?

          • Adriano De Lima

            (se alguém viesse a questionar, seria mais ou menos assim)
            –Mas Nagano, por que você fez isso!?
            R: Porque eu posso!!!

          • Mario Nagano

            Corrigindo:

            –Mas Nagano, por que você fez isso!?

            Because I’M A NEEERD! >;-D

          • Adriano De Lima

            Isso seria mais indicado, quando a pessoa já tem um notebook que permita fazer isso e com acesso a peças baratas.

        • Mario Nagano

          Pode ser que esse conceito seja revisitado com força agora que a Qualcomm anunciou sua plataforma de notebook “always connected” baseados na plataforma Snapdragon + Windows.

          Mas penso que para que essa idéia decole, o pessoal de San Diego e/ou de Redmond precisem oferecer algo a mais do que “total compatibilidade” (se é que isso vai ser possível).

          Sem uma boa killer-app, corre-se o risco da Qualcomm tentar vender Pepsi para os viciados em Coca-Cola.

          • evefavretto

            Acho que algumas dessas aplicações de rastreamento de laptops corporativos podem usar, mas posso estar errado.

            Btw, a Intel já tá ameaçando processar a Qualcomm e a Microsoft se eles forem adiante com a emulação de x86, então…

            Rumor has it que a Nvidia queria fazer um processador x86, mas como a Intel não ia deixar, acabou rendendo o Denver(do Tegra X2 que tem no Nexus 9), que interpreta a arquitetura ARMv8 por software. É basicamente a idéia do Transmeta Crusoe/Efficeon.

  • PArabéns pelo review, digno da Zumo-Caverna

    E uma caneta ativa é um GRANDE diferencial para usar touchscreen no windows – pois ainda não tem uma alternativa ao “mouse over” para o windows touch e isso dificulta muito, principalmente em navegação na internet.

    E meu ThinkPad 8 está muito bem por aqui (já que não consegui comprar um Dell Venue Pro)