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Review: Tablet Dell Venue 7 3000

Novo tablet de 7 polegadas da Dell incorpora uma plataforma moderna e recursos bem interessantes para um produto da sua categoria.

Anunciado no fim do ano passado, o tablet Dell Venue 7 3000 (modelo 3740) chegou ao mercado para atender ao consumidor interessado em adquirir um tablet de marca conhecida que apresente uma boa relação entre preço x desempenho x produtividade x entretenimento, principalmente se comparado com os modelos locais baseados na plataforma Intel, cuja maioria ainda é baseada nos processadores Atom Z2xxx (codinome “Clover View”), um SoC dual core + HT “Saltwell” 32 nm, lançado em meados de 2013 e mais voltados para o segmento de valor.

Já o novo Venue 7 3000 vem equipado com o processador Intel Atom Z3460 (codinome “Bay Trail“) um SoC dual core de 1,6 GHz “Silvermont” de 22 nm lançado no início de 2014 e que incorpora novos recursos como suporte para 64 bits, menor consumo de energia, e uma aceleradora gráfica mais potente baseada no PowerVR G6400 da Imagination. Uma comparação mais detalhada desses SoCs pode ser conferida aqui.

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Fora isso, o novo tablet da Dell incorpora alguns recursos cada vez mais raros em modelos de entrada, como 16 GB de armazenamento interno (expansível para mais 64 GB via slot para cartão SDXC) e tecnologias de ponta como Wi-Fi 802.11AC, Miracast wireless display, Bluetooth 4.0 e até a opção de já vir com modem 4G (com fallback para HSPA+), sendo que este último mediante o pagamento de um adicional, é claro!

Mas voltando ao que interessa, o produto vem bem protegido dentro de uma resistente caixa de papelão com apresentação simples e sem muita frescura.

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Como já vimos em outros equipamentos, o tablet vem protegido dentro de uma espécie de envelope de plástico transparente que contém alguma propaganda impressa ou como neste caso da Dell…

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Com algumas instruções básicas de onde se encontra a entrada de energia, o botão de liga e o tempo necessário que o botão precisa ficar pressionado para fazer o boot inicial do sistema:

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Ao retirar o tablet temos acesso a um segundo compartimento inferior onde encontramos alguma documentação impressa, o kit de acessórios que que se limita ao essencial, ou seja…

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Um carregador modelo HA10BZNM130 do tipo bivolt equipado com uma tomada padrão nacional e uma porta USB com saída de 5 volts x 2 Amperes…

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… e um cabo USB incluso que pode ser usado com o carregador para alimentar o tablet ou transferir dados do PC para o portátil e vice-versa.

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Para aqueles que gostariam de incrementar o seu Venue 7 3000, a boa notícia é que a Dell já oferece no Brasil alguns acessórios compatíveis, como as capas Dell Duo para Venue 7 (R$ 66~104) disponíveis nas cores vermelho, azul, cinza e rosa. Produzida em borracha macia, essa capa oferece proteção adicional contra quedas e batidas, além de proporcionar uma pegada mais firme e segura.

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E por falar em segurança, interessante notar que esse acessório vem com uma curiosa etiqueta de autenticidade, com direito a selo holográfico do tipo raspadinha que esconde um código que, ao ser inserido no site www.t3315.com permite verificar que o produto é original ou “alternativo”.

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A Dell também oferece uma pequena caixa de som portátil modelo Dell AD211 de 5 watts de potência, equipado com microfone embutido e interface Bluetooth 4.0  com autenticação via NFC. Ele mede apenas 16,7 x 6,2 x 6,2 cm (LAxP) e 660 gramas de peso e sua bateria recarregável tem autonomia estimada em até 10 horas.

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Fora isso, o Venue 7 3000 já sai de fábrica configurado para funcionar com o Dell Cast (R$ 309) um curioso acessório que na forma de um memory key que quando ligado numa porta HDMI livre de um monitor ou TV de tela grande….

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… o que permite replicar o conteúdo apresentado na tela do tablet em tempo real via Wi-Fi…

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…  o que pode ser uma solução interessante para fazer apresentações em reuniões de trabalho, reproduzir vídeos em casa ou até mesmo usar o Venue 7 3000 como um pequeno desktop com o mesmo ligado num mouse/teclado sem fio, cuja interface USB pode ser ligada no próprio Dell Cast.

Mas voltando ao que interessa, o Dell Venue 7 3000 vem equipado com uma tela LCD IPS com resolução HD (1.280 x 800 pixels), SoC Intel Atom Z3460 dual core de 1,6 GHZ equipado com uma aceleradora gráfica PowerVR G6400, 1 GB de RAM, 16 GB de armazenamento interno, slot para cartão micro SDXC (expansível até 64 GB), câmera frontal de 1 MP e traseira de 5 MP.

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Ele também conta com Wi-Fi 802.11AC, Bluetooth 4.0, A-GPS, porta USB 2.0 com suporte para OTG, saída combinada para fone de ouvido/microfone e bateria de 4.550 mAh com autonomia estimada em 9,2 horas de uso contínuo.

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Ele mede aproximadamente 11,8 x 19,3 x 0,89 cm (LxAxP), pesa 290 gramas e já vem equipado com a versão 4.4.4 “KitKat” do Android.

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Se comparado por exemplo, com o Nexus 7 FHD (à esquerda), o Venue 7 é ligeiramente menor na altura…

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… enquanto que na largura e espessura, as medidas mais ou menos que se equivalem:

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Sua capa traseira é feita de policarbonato preto com uma curiosa textura em relevo na forma de circulos concêntricos que irradiam a partir do centro do logo da empresa. Além da função estética, esse acabamento proporciona uma superfície menos escorregadia, além de dificultar a permanência de marcas de dedos e até a formação de riscos.

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O lado ruim desta história, é que esse sua aparência simples e singela pode fazer com que o Venue 7 possa ser erradamente comparado e/ou confundido com produtos de entrada da concorrência, cujo preço as vezes nem chega a ser a metade do da Dell, passando assim a impressão de que ele só custa mais por ser um produto de marca.

Mas se isso interferir ou não na decisão de compra do usuário, esse dilema estético pode ser resolvido com o uso da capas Dell Duo citadas acima ou com a aquisição do modelo com gabinete na cor vermelha que, curiosamente, não custa mais que a versão preta. Essa por sinal é a única opção de cor no caso da versão com 4G.

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Para quem já teve contado com os tablets e até smartphones baseados na plataforma Intel, pode ter notado uma certa semelhança em alguns detalhes, em especial no que se refere a posição dos botões de liga/volume (sempre no lado superior direito) e da porta USB. Sob esse ponto de vista, o Venue 7 3000 foge um pouco dessa mesmice reposicionando esses componentes em locais diferentes, o que pode ser uma indicação de que ele seja um produto desenvolvido internamente pela Dell e não apenas um desenho de referência fornecido pelo pessoal de Santa Clara.

Por exemplo, o botão de liga fica localizado na parte de cima do tablet com o microfone ao centro e a entrada de fone de ouvido/microfone no lado oposto.

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Já o controle de volume do Venue 7 fica no lado esquerdo do tablet logo abaixo da porta USB micro…

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… que possui um discreto LED indicador de carga:

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Já no lado direito ficam a entrada para os cartões nano SIM (disponível apenas no modelo com 4G) e micro SDHC/SDXC de até 64 GB.

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Finalmente, na sua base fica a saída de som do seu alto-falante mono:

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Com suporte de som amplificado baseado na tecnologia MaxxAudio Mobile da Waves:

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Sua tela LCD IPS tem resolução nativa de 1.280 x 800 pontos e interface de toque capacitivo com suporte para apenas cinco toques simultâneos. A tela é coberta com uma placa de vidro, mas não é do tipo Gorilla Glass.

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Na moldura superior da tela, podemos ver a partir da esquerda o sensor de luminosidade e a câmera frontal com lente de foco fixo de 1 MP, o que permite capturar imagens com resolução HD (1.280 x 720 pixels) mais adequada para aplicações de videoconferência.

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Já no lado oposto montado sobre uma espécie de ressalto, podemos ver a câmera traseira com autofoco e resolução nativa de 5 MP capaz de gerar imagens de até 2.560 x 1.920 pixels. E como não é comum nesse tipo de equipamento, ele não vem com iluminador/flash.

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Para aqueles que apreciam o chamado “Android Puro”, a versão 4.4.4 que acompanha o Venue 7 é bastante limpa e com poucas modificações da empresa no que se refere ao seu visual…

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… e no número de aplicações inclusas:

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Entre os apps inclusos pela empresa, destaque para o Polaris Office 5, um pacote de aplicativos de escritório…

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… o Pocket Cloud, um serviço de armazenamento na nuvem que achamos que o usuário deveria ignorar — ou pelo menos usar com cautela — já que, aparentemente, a parceria com a Dell vai terminar em junho de 2015 (mais informações aqui).

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… o Dell Cast, um app que gerencia o uso do acessório de mesmo nome…

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… e o My Dell, um sistema automatizado de suporte ao usuário:

Dell_Venue_7a_App_MyDell

Uma consequência dessa estratégia de Android Puro que pode não agradar os amantes de fotografia, é que o aplicativo de câmera do Venue 7 3000 é a versão genérica do Google, ou seja, um programa bastante simples e despojado…

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… cujos recursos se resumem a selecionar a câmera dianteira ou traseira, adicionar grade de alinhamento, ativar o timer (2 ou 10 segundos). A câmera funciona essencialmente no modo totalmente automático, sendo que o modo “manual” se resume a ajustar o brilho da cena em mais ou menos 2 pontos de exposição. No geral, os resultados são bons, mas nada que impressione o usuário ao ponto de aposentar sua câmera digital.

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Nosso palpite é que esse app atende a uma necessidade mais prática do que artística, ou seja, de capturar uma imagem da maneira mais simples e direta possível que será posteriormente direcionada para outras aplicações, que pode ser uma simples rede social ou até um sistema mais especializado como, por exemplo, o registro de um sinistro para uma empresa de seguros. Um bom exemplo é o Skitch, que permite o usuário pegar uma imagem, aplicar diversos tipos de desenhos/anotações e depois repassar para outra aplicação/serviço na rede.

Dell_Venue_7a_App_camera_skitch

No modo de gravação de vídeos, o Venue 7 3000 captura imagens na resolução máxima de Full HD (1.920 x 1.080 pixels) a 24~30 qps (compressão H.264/MPEG4-AVC + som AAC). O formato de arquivo é o MP4.

Sob Testes:

Nos testes realizados, o Venue 7 3000 bateu 398 pontos no WebXPRT (um teste de HTML5)…

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… e 279 pontos no MobileXPRT (um teste de desempenho baseado em aplicativos):

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Com relação ao seu desempenho em 3D, no 3DMark o Venue 7 bateu 12.106 pontos no Ice Storm Unlimited, 8.919 pontos no Ice Storm Extreme, e Maxed Out no Ice Storm:

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E como uma imagem vale mais do que mil palavras:

Já no BatteryXPRT for Android o Venue bateu 20,2 horas de uso contínuo no modo WiFi (rede ligada).

Dell_Venue_7a_BatteryXPRT_WiFi

Fora isso, no Vellamo, o tablet obteve 2.570 pontos no Chrome Browser (HTML5), 1.140 pontos no Multicore e 1.054 no Metal:

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No Quadrant Standard Edition, ele bateu 10.342 pontos

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… e no Nenamark 1 e 2 os resultados foram respectivamente 54,6 qps e 60,0 fps (quadros por segundo):

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Nossas conclusões:

O que esses números mostram é que computadores fossem carros, o Dell Venue 7 3000 seria algo como um carrinho de frota branquinho fosco com rodas de aço, poltronas de tecido, motor 1.8, direção hidráulica, ar-condicionado, air-bag, freios ABS, GPS, central multimídia com Wi-Fi, bluetooth, conexão com redes sociais etc.

Isso porque — como já dissemos antes — esse tablet junto com outros lançamentos do fim do ano passado, como o Transformer Book T100 da Asus e o Positivo Duo fazem parte de uma nova geração de produtos baseados no novo Intel Atom Z3xxx “Bay Trail” com a diferença que os modelos da concorrência são soluções do tipo 2-em-1 baseado em Windows, enquanto que o Venue 7 ainda é (por enquanto) a única solução na forma de um tablet com Android oficialmente no Brasil.

O interessante é que essa combinação de uma plataforma moderna com uma apresentação simples, utilitária e sem muita frescura pode atender a um público além do consumidor final, servindo também ao mercado de SMB, corporativo e até de governo que, muitas vezes, também precisam de uma equipamento deste tipo realizar para trabalhos de campo, coletar dados, acompanhar processos, automatizar força de vendas, etc. E no caso das empresas, o fato do Bay Trail já ser compatível com sistemas de 64 bits pode ser um atrativo a mais, já que muitos sistemas corporativos (especialmente na área de segurança) dependem dessa tecnologia. Tudo bem que o Android ainda é um sistema de 32 bits (até o 4.4 KitKat), mas desde 2013 Intel já portou o mesmo para 64 bits (Dell, cadê o Android 5?).

Fora isso, o produto incorpora novas tecnologias Wi-Fi 802.11 AC, MiraCast,  suporte para cartões SDCX e suporte para redes 4G (opcional) e até VPN. E num mercado onde os dispositivos vêm com cada vez menos memória interna e mais (na teoria) na nuvem, o Venue 7 supreende por vir com 16 GB de eMMC em todos os modelos.

Apesar disso tudo o Venue 7 300 tem sim algumas limitações, principalmente no que se refere à quantidade de memória RAM (apenas 1 GB) e de não ter alguns recursos que alguns até podem achar que é “direito adquirido” num produto na sua faixa de preço, como receptor de GPS (não confundir com A-GPS) e interface NFC.

Outro recurso que pode desapontar possíveis consumidores é o aplicativo de câmera que, de tão simples, se limita a bater fotos ou gravar vídeos no modo modo totalmente automático. Nada de foto panorama, time-lapse, HDR, disparador por gestos, etc. De fato o único recurso criativo existente é o chamado “Lens Blur” que no, modelo analisado, o tratamento da imagem teimava em travar no meio do processo, mas acreditamos que isso seja apenas um bug que será corrigido com o tempo.

Resumindo: Vale a pena investir num Venue 7 3000? Se você procura por um tablet de uso geral tanto para se divertir quanto para trabalhar e/ou desenvolver aplicações, o Tablet da Dell é uma opção a ser considerada.

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Resumo: Dell Venue 7 3000 (modelo 3740)

O que é isso? Tablet Android de linha de uso geral voltado para uso pessoal e/ou negócios.
O que é legal? Plataforma moderna. Ótimo desempenho geral incluindo bateria e gráficos 3D.
O que é imoral? Apenas 1 GB de RAM, App de câmera poderia ter mais recursos.
O que mais? Também disponível na cor vermelha e com modem 4G (opcional).
Avaliação: 8,0 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço sugerido: R$ 768
Onde encontrar: Dell Brasil

 

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Rodrigo Moralles 03/02/2015, 23:33

    Chegou a rodar algum jogo pesado nele Nagano?

    • Mario Nagano 04/02/2015, 08:29

      Nope, só o 3D Mark.

      Mas se vc fosse usar um ou mais jogos pesados para testar um tablet com Android, quais seriam eles?

      [ ]s

      M.

      • Rodrigo Moralles 04/02/2015, 09:21

        Asphalt 8: http://goo.gl/6rTeoH
        Real Racing 3: http://goo.gl/IAbqVk
        Dragon Quest VIII: http://goo.gl/6piUvG

        O DQVIII é pago, mas acho que ele é o mais pesado da lista.

        • Mario Nagano 04/02/2015, 10:40

          OK, está anotado.

          Vou considerar esses títulos nos próximos testes.

          Thx.

          • Rodrigo Moralles 04/02/2015, 10:42

            =D

  • Rodrigo H. 04/02/2015, 17:17

    Seria legal se tivesse um review desse Positivo Duo.
    Ele parece ser uma boa opção de tablet/substituto de netbook e aparece em algumas promoções por R$647,00 (Submarino) à vista.

    • Daniel 05/02/2015, 09:49

      Eu também estou ansioso por um review, embora não curta muito os produtos da marca.

    • Alguém que só fala a verdade 05/02/2015, 14:44

      Comprei um Positivo Duo em uma promoção das Casas Bahia pouca coisa mais caro que este preço citado mas também parcelei em 10x sem juros e frete grátis. Adorei a proposta do produto que é a de ser um tablet com teclado físico destacável com Windows 8.1 Full com upgrade para o vindouro Windows 10 (não é a porcaria do RT). A possibilidade de utilizar o Windows Full em um equipamento compacto é muito tentadora mas o produto não é recomendado para os tarados por especificações técnica e viciados em jogos pesados pois ele conta com um singelo processador Atom e pouquíssima memória RAM. Há alguns poucos reviews no YouTube e, pelo que vi, existe a enorme probabilidade de eu vender meu Samsung Galaxy Tab Pro de 10 polegadas e meu desktop só ser ligado quando eu precisar usar o drive de DVD.

  • Geraldo Lopes 07/02/2015, 20:45

    .

    Particularmente gosto muito da marca Dell, que na minha opinião fabrica os melhores notebooks do mercado. Porém, seus tablets ainda tem que percorrer um longo caminho até atingir amadurecimento suficiente para conquistar o mercado. Uns dos principais problemas da Dell é a escolha do processador Intel x86 que equipa seus tablets.

    Os aplicativos para Android (e IOS) são feitos para instruções ARM e muitos funcionam parcialmente ou nem funcionam em instruções x86. Por exemplo: o jogo Grand Theft Auto San Andreas fica com o personagem principal todo branco, mostrando apenas a linha de seu contorno. Já o navegador Dolphin (o meu favorito), instala mas não abre nem com reza brava. O Microsoft Office Mobile, agora grátis na Google Play, não instala em aparelhos com processador x86, alguns programas de GPS sofrem de instabilidade, outros que usam sensores do aparelho enlouquecem, além de ser muito complicado conseguir uma ROM customizada, pois a Intel (e também a Nvidia com o Tegra) não libera o código de seus drives proprietários.

    Tudo culpa da teimosia da Intel em impor um processador x86 num sistema feito para trabalhar instruções ARM, que roda emulando x86-ARM e vice-versa, consequentemente vai sofrer de várias incompatibilidades com apps da Google Play. Imagina se a Intel produzisse processadores ARM para o mercado mobile, com o seu know-how tecnológico de fabrico de wafers somado a gigantesca capacidade de investimento, sem dúvida ia dar um grande salto tecnológico na área mobile. O problema é que a Intel gosta de ter o monopólio em sua área de atuação…

    A maioria dos consumidores nem imaginam o que sejam instruções de processadores, mas um usuário médio pode ficar frustrado, quando aquele programa favorito de aparelhos anteriores, ou mesmo aquele novo que viu no aparelho do amigo funcionando, nem instalar no seu tablet devido ao processador da Intel. Outro fato que deve ser levado em consideração, é que a Intel vai contribuir ainda mais para fragmentar o ecossistema Android, que além das diferentes versões de Android, diferentes fabricantes, tamanhos e modelos, ainda traz dois processadores distintos que operam com instruções diferentes.

    .

    • Mario Nagano 08/02/2015, 08:38

      Oi Geraldo,

      Suas observações são interessantes e totalmente válidas, porém existe algo muito importante que não é levado em consideração no seu raciocínio que é o lado comercial da coisa.

      Com isso quero dizer é que se a Intel demorou muito para entrar no mundo mobile e abocanhar uma boa parte deste mercado, o que resta para ele é “comprar” market share, ou seja, oferecer o máximo de incentivos (subsídios, reference designs prontos ou sob medida entregues de graça para o fabricante, verba de marketing, etc.) para uma empresa adotar e vender um produto da Intel.

      E isso sem falar nos pesados investimentos em P&D nos novos SoCs como o próprio Bay Trail, cuja eficiência energética consegue ficar muito próxima dos designs da ARM, porém usando técnicas de manufatura de ponta (22 nm) se comparado, por exemplo, como o Snapdragon 805 (28nm).

      Mas como você mesmo disse, quem se importa?

      Você tem toda a razão em afirmar que o que realmente interessa para o consumidor final é se sua App favorita roda ou não do seu dispositivo móvel. E se um programa roda bem em ARM e não tão bem em x86, correções e ajustes podem ser feitos, já que é do interesse da Intel e ainda mais do desenvolvedor que seu programa rode redondo em todas a plataformas (= mais $$$).

      Resumindo: A Intel no mundo mobile é como aquela marchinha de carnaval que diz que “daqui não saio, daqui ninguém me tira” 😉

      • Geraldo Lopes 23/12/2015, 02:04

        .

        Nossa, estou até parecendo o Rubinho Barrichello… voltando tanto tempo depois para responder. Mas, tudo bem, vamos ao que interessa.

        Esta de portar o Android nos processadores MIPS, eu não sabia… um robozinho “roxo” rsrs!!! Deste jeito vão fragmentar ainda mais o ecossistema (ARM, x86 e MIPS). Os iTrecos da Apple funcionam bem, mesmo com um hardware mediano (vendido a peso de ouro) graças a política de mão-de-ferro da empresa em não permitir a fragmentação do seu sistema.

        De qualquer forma, eu sempre repito: Jamais compraria um Android rodando sob um Intel x86-64, assim como
        também não compraria um Windows rodando sob ARM, e menos ainda um Android ou Windows rodando sob um MIPS. Vamos pôr cada macaco no seu galho. Um abraço.

        .

  • dflopes 19/02/2015, 19:00

    Interessante análise.
    Agaurdando mais informações sobre esse Dell Cast. Será que funciona com qualquer android? Já tem a venda no Brasil? Funciona sem acess point (rede ad-hoc)?

    E Dell tem minha simpatia. Já tive 3 notebooks (P3, XPS Core2Duo e Vostro Core i5), sem reclamações, mas ainda imploro pela vinda do Venue 8 Pro.

    Interessante os tamanhos, pois minha preferência recai, em telas de 8″ para tablet e 10″ para windows (sim, estou ficando velho e a vista reclama)

  • Willen Silva 24/02/2015, 17:14

    Dell, faze equipamentos bons e com garantia, vai tirar o trono da HP.

  • Rodrigo Moralles 25/03/2015, 12:09

    Que bacana, ele aguenta o tranco!

  • Leandro Blanes 02/03/2017, 13:34

    Só pra constar… por este preço o Dell é o ÚNICO que tem 16GB de memória interna e isso faz muita diferença, tenho um J2 e um J3 e digo que no Android não faz diferença quanto tem no seu SDCARD, todo app usa um pouco de memória interna e quando ela acaba você não consegue instalar outro app mesmo tendo 30GB de memória livre no SDCARD.

    Levando isso em consideração tenho uma sugestão pra vocês:

    Parem de dizer que a memória interna é expansível a menos que seja possível colocar um SDCARD e o espaço dele passar a fazer parte da memória interna do dispositivo… porque se ela ficar como memória externa então não fez diferença nenhuma na hora de instalar apps no Android.