ZTOP+ZUMO (tech, opinião, inteligência)

Review: SSD Plextor M5 Pro (256 GB)

Mais conhecida pela sua linha de unidades de leitura/gravação de CD, DVD e Blu-ray, a Plextor também produz e vende uma linha de discos SSD de marca própria. Seu modelo mais avançado é o Plextor M5 Pro, cujo principal atrativo é já vir equipado com a interface SATA 3.0 ou SATA 600,  capaz de transferir até 600 MB/s — quase o dobro do SATA 2.0 ou SATA 300.

Disponível em três versões — PX-128M5P, PX-256M5P e PX-512M5P — testamos o modelo intermediário de 256 GB, cuja capacidade ainda está abaixo dos modelos convencionais mais simples (que começam com 320 GB), mas que já permite fazer bastante coisa — inclusive editar e processar vídeos — sem ter que se preocupar se o disco vai encher ou não até o final do dia.

Segundo a Plextor, a linha M5 Pro é mais indicada para o profissionais e entusiastas que precisam de alto desempenho, confiabilidade e integridade total de seus dados. Para isso ela afirma realizar uma bateria de testes de pré-produção em seus SSDs (embaixo) o que faz com ela chegue a um MTBF (tempo médio entre falhas) de 2,4 milhões de horas – e por conta disso a Plextor oferece uma garantia de 5 anos no produto. Nada mal, se levarmos em consideração que os fabricantes de HD deixaram de oferecer esse prazo  desde 2009. Fora isso, essa linha incorpora as tecnologias TRIM, S.M.A.R.T., NCQ e ATA/ATAPI-8, permite a atualização do seu firmware e a encriptação de dados segundo o padrão AES de 256 bits.

O modelo que recebemos para testes é uma versão de prateleira, cujo principal atrativo é o disco vir acompanhado de uma espécie de kit de atualização o que facilita a vida daqueles interessados em fazer um upgrade nos seus sistemas.

Como é comum nesse produto, o SSD da Plextor segue o mesmo padrão de formato dos discos rígidos de 2,5″ de perfil baixo (0,7 cm de espessura) com porta SATA, o que facilita a sua instalação em portáteis ou mesmo em All-In-Ones.

No caso dos desktops, acompanha o produto um suporte de metal…

… que permite instalar o M5 Pro numa baia de 3,5″:

A boa notícia é que a fabricante também fornece dois jogos de parafusos: um para fixar o SSD na base e o outro para fixar o conjunto no desktop.

Fora isso, também acompanha o produto um CD com uma suíte de aplicativos da NTI Solutions para transferir o conteúdo do disco antigo (incluindo o sistema operacional) para o SSD, fazer cópias de segurança e até analisar o desempenho do novo disco.

Como disse acima, o M5 Pro tem as mesmas dimensões de um disco de 2,5″  (6,9 x 0,7 x 10,0 cm — LxAxP ), porém o seu peso é de apenas 56 gramas (contra 107 gramas de um Hitachi 7K200-100 de 100 GB).

Isso porque devido ao fato dele ser um dispositivo de armazenamento totalmente eletrônico (digamos, como um grande memory key), não possui motores ou partes móveis, o que faz com que seu gabinete de alumínio sirva apenas para manter a compatibilidade física desse componente, em especial dos seus furos de fixação, presentes nas laterais…

… e na sua base. Aqui podemos ver as especificações técnicas do SSD assim como o seu conector SATA:

Ao abri-lo, podemos ver que ainda existe bastante espaço dentro do mesmo. Note as “espuminhas brancas” que conectam fisicamente cada chip da placa de circuito com a carcaça de alumínio, que devem funcionar como algum tipo de sistema de dispersão de calor.

A placa de circuito está fixada na base do disco e que abriga uma interface SATA + circuito controlador e oito chips de memória flash do tipo NAND da Toshiba.

Interessante notar que esse projeto incorpora um dois chips de memória cache (neste caso 512 MB de SDRAM DDR3 1333 MHz), que funciona mais ou menos do mesmo modo que nos discos convencionais.

Os oito chips de memória NAND Flash Toshiba são do modelo TH58TEG8D2JBA8C de 32 GB cada, totalizando os 256 GB.

Ao contrário do que já vimos nos SSDs da Intel e Kingston, a face oposta da placa parece não estar preparada para receber mais memória flash, existindo apenas um chip controlador de memória da Marvell…

Modelo 88ss9187 que roda um firmware desenvolvido pela própria Plextor.

Segundo a empresa, trata-se de um controlador SOC multicore (incluindo duas CPUs Marvell 88FR102 V5) que permite taxas de leitura/gravação de até 94.000/86.000 IOPS respectivamente.

Aqui podemos ver a base da carcaça de alumínio. O quadrado branco é outro ponto de contato térmico que dissipa o calor do chip da Marvell.

Sob testes:

Como era de se esperar, o procedimento de instalação do SSD da Plextor é o mesmo de qualquer disco convencional, ou seja…

… com o PC desligado, basta conectá-lo na fonte de alimentação e na porta USB da placa-mãe com os cabos apropriados e o dispositivo está pronto para uso. Ao contrário dos discos magnéticos, não é preciso fixá-lo no gabinete para usá-lo com segurança, apesar de não recomendarmos tal procedimento.

Para testar esse disco, aproveitamos um sistema que está aqui em testes, baseado num processador AMD A-10 montado em uma placa-mãe ASUS modelo F2A85M-PRO com 8 GB de SDRAM DDR3 1600 HyperX da Kingston, SSD Intel X-25M 2G de 80 GB e ainda equipado com porta SATA 300 rodando Windows 7 Ultimate. O que fizemos foi transferir a imagem do conteúdo do X-25M para o M5 Pro por meio do utilitário Echo que veio com o disco da Plextor e fizemos a troca do mesmo.

Como era de se esperar, o reconhecimento foi automático e podemos ver que o HD Tune Pro 4.01 reconheceu o novo disco, incluindo os seus recursos:

Nos testes realizados, o M5 Pro obteve uma taxa de transferência média de 356,7 MB/s, 85,2% a mais do que o nosso SSD de referência (o Intel X-25M 2G) equipado com porta SATA 300.

Os outros resultados também apresentam ganhos bastante significativos. Testes de acesso aleatório:

Testes de arquivos:

Testes adicionais:

Os testes sintéticos deixam bem claro as vantagens dessa nova geração de discos SSD com porta SATA 600. Mas o que isso impacta nas aplicações do dia a dia? Aproveitando que o nosso sistema estar com nossa bateria de testes já instalados, rodamos alguns deles com o M5 Pro e verificar se houve algum ganho de desempenho em relação ao Intel X-25M 2G.

Como era de se espear, no Sysmark 2012 da BAPCo os ganhos de desempenho no geral não foram expressivos, o que mostra que os discos SSD no geral atendem bem às demandas dos aplicativos que compõem esse teste ficando assim o gargalo do lado do processador. Na prática, o desempenho dos discos SSD não segurou/atrapalhou o andamento dos testes, o que com certeza aconteceria se comparássemos o M5 Pro com um HD convencional de 5.400 rpm. De fato, note que o único sub-resultado que realmente sentiu o upgrade de velocidade foi só o gerenciamento do sistema (System Management).

Plextor M5 Pro (SATA 600)

Intel X-25M 2G (SATA 300)

Resultados semelhantes puderam ser notados no PCMark Vantage, apesar de que nesse teste algum ganho pode ser visto em praticamente todos os sub-testes, com exeção (de novo) do HDD score onde o M5 Pro obteve uma pontuação 52,6% maior que o X-25M:

Plextor M5 Pro (SATA 600)

Intel X-25M 2G (SATA 300)

A mesma coisa no PCMark 7:

Plextor M5 Pro (SATA 600)

Intel X-25M 2G (SATA 300)

E só para registrar o fato, segue abaixo um pequeno vídeo que mostra o procedimento de reboot do nosso sistema de testes com o M5 Pro. Quite impressive:

Nossas conclusões:

Apesar de não ter sido o primeiro SSD SATA 600 que passou pela Zumo-caverna (já testamos diversos na forma de cartões mini PCIe  montadas em Ultrabooks), o Plextor M5 Pro foi o primeiro na forma de HD convencional que pode ser usado num upgrade de computador.Sob esse ponto de vista, achamos que o M5 Pro estabelece um novo patamar de desempenho acima dos primeiros SSDs de primeira e até segunda geração equipados com porta SATA 300.

Isso porém pode ser uma faca de dois gumes, já que para tirar o máximo proveito dos recursos desse disco fica claro que ele precisa ser conectado com o PC por meio de uma interface de mesma velocidade, caso contrário o produto pode ter o seu desempenho limitado pelo sistema. Assim, vislumbramos os seguintes cenários:

Se você tem um HD convencional no seu PC/note e deseja migrar para um SSD: é fato que o ganho de desempenho será significativo mesmo que seu sistema esteja equipado com uma porta SATA 300. Melhor ainda se ele já tiver uma porta SATA 600 cuja presença começou a se popularizar a partir de 2011.

Se você já tem um disco SSD SATA 300 e deseja migrar para um SATA 600: não acreditamos que o ganho de desempenho seja algo significativo que justifique tal investimento. A não ser que seu serviço dependa muuuito do acesso ao disco, o que não sei se é o caso da maioria dos usuários.

Se você não tem nada e está montando um PC a partir do zero: o disco SATA 600 é  um bom investimento já que, de um certo modo o usuário estará construindo um sistema equilibrado e, com 5 anos de garantia, é bem provável que ele possa ser reutilizado em montagens futuras.

Mas em todos os casos acima, vale a pena ficar de olho no mercado, já que com a chegada dos novos discos SATA 600, a lógica diz que os modelos SATA 300 tendem a cair de preço de modo que o usuário pode se beneficiar de uma barganha onde o usuário pode até abrir mão de um pouco de desempenho em favor de mais capacidade de armazenamento. É tudo uma questão de querer e poder — capisce?

RESUMO: Plexor M5 Pro modelo PX-256M5P

O que é isso? Disco SSD de 256 GB com porta SATA 600.

O que é legal? Tecnologia moderna, excelente desempenho geral, acompanha kit de instalação completo.

O que é imoral? Dependendo da interface do computador e o uso do mesmo, o M5 Pro não oferece muito mais do que um SSD com porta SATA 300.

O que mais?  Kit de instalação inclui software de clonagem de HDs o que facilita —  e muito — a vida do usuário.

Avaliação: 7,9 (de 10). Entenda nosso sistema de avaliação.

Preço estimado: R$ 899

Onde encontrar: br.Plextoramericas.com

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.