Review: Sony Ericsson Xperia X1

R

01O Sony Ericsson Xperia X1 é, sem dúvida, um dos smartphones mais aguardados do momento. Já tinha feito um vídeo dele, e agora vai o review completo. Vale a espera? Sim. A Sony Ericsson conseguiu esconder bem – ainda que parcialmente – o sistema Windows Mobile 6.1, inimigo número 1 das telas sensíveis ao toque com seus ícones pequenos e configurações pouco ortodoxas (isso eu explico mais adiante).

Nas especificações técnicas, o X1 é um computador de bolso: teclado QWERTY, Wi-Fi, GPS, A-GPS, Bluetooth, 3G (triband 900/1900/2100 MHz), câmera de 3,2 megapixels (o que é ótimo para um smartphone), tela de 800 x 480 sensível ao toque, 400 MB de memória interna, mais slot de expansão padrão microSD, saída para fones de ouvido padrão 3,5 mm e por aí vai.

Não é que sou contra o Windows Mobile 6.1, mas ele ainda não é algo pronto para as telas sensíveis ao toque – sem a caneta stylus (que fica cuidadosamente escondida no topo esquerdo do aparelho), não dá para fechar telas ou acessar comandos. Dá para fazer a maioria das coisas com o dedo, só os pequenos detalhes ficam por conta da stylus – o que, em tempos de iPhone, é um tanto irritante.

A tela do Xperia X1 é incrivelmente superior à do Samsung Omnia, com resposta extremamente rápida. A exemplo da própria Samsung e da HTC, a Sony Ericsson optou por criar uma interface que simplifica o uso e o acesso aos recursos do celular sem precisar passar, necessariamente, pelo sistema operacional. No X1, essa interface se chama X Panel.

Por padrão, o X Panel vem com sete telas iniciais, mas é possível baixar novos painéis do site da Sony Ericsson – esses painéis modificam a tela inicial padrão do Windows Mobile, mas há uma dedicada ao Google (com campo de buscas e atalho para aplicativos online, como Gmail, Calendário e Fotos), um descanso de tela (lago de carpas que respondem ao toque, no mesmo estilo do aplicativo Koi Pond para iPhone/iPod touch), um para reprodução de arquivos de mídia (presente em outros modelos da marca, como o C905) e um para o rádio FM (que só funciona com o fone de ouvido conectado).

Ao acessar a tela de mídia, por exemplo, você pode navegar com os dedos pelas imagens – mas nada de zoom no estilo do iPhone (aqui, ele de novo). Mas o visual da tela de fotos é bastante caprichado. (Não sei se era apenas um protótipo, mas o software do X1 tinha um pequeno bug que apresentava, na tela de mídia, a opção “voltar” escrita errado – aparecia a palavra “preto” – vai entender).

Quando você desliza a tela, surge o teclado QWERTY, todo em alumínio (observação – todo o design do X1 é incrível). Particularmente, achei as teclas muito pequenas para digitação.

O navegador padrão do X1, como ocorre no Omnia, é o Opera Mobile (que vem até com um manual à parte). Não é a melhor opção de navegador móvel do mundo (acho um tanto irritante ter que controlar zoom e outras opções com a caneta stylus), entretanto é infinitamente melhor que o antiquado e desatualizado Internet Explorer que vem em todo Windows Mobile- e ainda tem a opção de usar abas, como no desktop.

Fato curioso 1/bug do protótipo: com a rede da TIM (e até mesmo por Wi-Fi), ao entrar pelo Opera Mobile direto aparecia uma mensagem de erro – mesmo com a conexão de dados ativa pelo Comm Manager. Ao usar o painel do Google, porém, consegui navegar na web sem maiores problemas, tanto na rede sem fio como por 3G. (O Opera Mobile não fica escondido sob o aplicativo Java, como ocorre com seu “irmão” Opera Mini em aplicativos Windows Mobile, por sinal).

Fato curioso 2: leds coloridos nas bordas da tela acendem quando o aparelho é ligado. E, como no Samsung Omnia, há um mouse óptico (aqui chamado de joystick óptico) para navegação entre os menus – deslize o dedo nele e você alterna entre os itens de menu.

A câmera de 3,2 megapixels do X1 é OK, sem maiores destaques. Não sei o que acontece com os fabricantes de celulares, que gostam de guardar os bons recursos para aparelhos multimídia e deixam câmeras muito básicas nos aparelhos mais avançados (isso vale pra Nokia, Samsung, HTC…).

Para o GPS, o X1 vem com o Google Maps instalado, e um aplicativo chamado GPS Rápido promete acelerar a localização da posição com download de dados mais recentes dos satélites via 3G/Wi-Fi – e acertou a posição no Google Maps quando aberto, mesmo em um ambiente fechado (escritório no quinto andar de um prédio).

E, finalmente, o Sony Ericsson Xperia X1 tem todos os recursos que o mundo corporativo gosta: Office Mobile, o próprio teclado QWERTY, integração com servidores Exchange para e-mail, agenda e contatos. Para quem não consegue deixar de falar no messenger, o X1 vem com dois clientes do mensageiro da Microsoft: um Messenger e um Windows Live (igual ao do Motorola Q11). A bateria tem duração estimada pela fabricante em seis horas de uso em redes 3G (o que é pouco, por sinal). E, finalmente, ele “fala” direitinho, com boa qualidade nas chamadas de voz.

Ainda não sabemos o preço oficial do Xperia X1 no mercado brasileiro, mas é um aparelho vendido por mais de 700 dólares no exterior. O X1 tem, no Brasil, o preço sugerido de R$ 2.000, de acordo com a Sony Ericsson – valor compatível com smartphones topo de linha no mercado atualmente, como o Nokia N96, por exemplo. É um aparelho voltado para quem precisa de recursos de conectividade e sincronia de e-mail o tempo todo, sem precisar carregar um notebook/netbook.

O uso de alguns recursos padrão de mercado, como porta miniUSB e cartão de memória microSD ampliam a compatibilidade do aparelho (já que a Sony Ericsson usa seus próprios padrões de cabo e de memória Memory Stick em seus aparelhos). O X1 é um aparelho com tela sensível ao toque superior a alguns de seus concorrentes no mercado, mais notadamente o Samsung Omnia. Sua tela oferece resposta rápida e tem excelente resolução, até para assistir filmes (o trailer de “Quantum of Solace” que veio no aparelho mostra o potencial multimídia do X1).

Ao meu ver, um concorrente compatível no mundo Windows Mobile é o HTC Touch Diamond, que ainda não testei (já o vi uma vez e achei a interface com resposta bastante rápida aos comandos). Em outros sistemas operacionais de smartphone, um potencial competidor é o Nokia N97, que ainda não foi lançado oficialmente e tem um design bem parecido com o X1..

Resumo: Sony Ericsson Xperia X1
O que é isso?
Smartphone com tela sensível ao toque e teclado QWERTY, GPS, Wi-Fi, 3G.
O que é legal? Tela responde rápido ao toque, interface X Panels que disfarça o Windows Mobile.
O que é imoral? Teclas muito finas, provavelmente muito caro.
O que mais? Usa cartões de memória padrão microSD, saída pra fones de ouvido padrão.
Avaliação: 8,0 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço sugerido: não divulgado ainda. Em torno de R$ 2.000.
Onde encontrar: www.sonyericsson.com.br

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

RSS Podcast SEM FILTRO




+novos