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Review: Placa-mãe Gigabyte GA-890GPA-UD3H

Assim como a M4A89GTD PRO/USB3 (analisado recentemente por este Zumo) a Gigabyte apresenta sua primeira placa-mãe baseada no novo chipset AMD 890GX + SB850 — a GA-890GPA-UD3H — que segue a tradição da empresa de oferecer um produto bom e honesto (e sem muita frescura) porém sem abrir mão das novidades.

Assim como outros modelos recentemente analisados por este Zumo, a GA-890GPA é uma placa-mãe padrão ATX que segue o padrão visual da empresa com seus tons de azul com detalhes em branco e com seus diversos componentes distribuídos de maneira bastante lógica, isto é, tudo parece estar onde deveria estar o que facilita em muito a sua manipulação e montagem. Além dos capacitores  de estado sólido e dos reguladores de tensão com núcleo de ferrite, essa placa conta com duas camadas internas de cobre com 0,07 mm de espessura (contra 0,035 mm da concorrência) o que, segundo a empresa, ajuda a baixar a temperatura da placa ao mesmo tempo que melhora a sua eficiência energética e sua estabilidade quando acelerada via overclock.

E assim como outras placas baseadas na plataforma AMD 890 GX, a 890GPA trabalha com soquete padrão AM3 de 938 pinos (contra 940 do AM2) o que inclui os processadores Athlon II, Phenom II, Sempron Série 100 e até os novos Phenom II X6 de seis núcleos. Para uma lista completa dos processadores compatíveis clique aqui.

E como rato de laboratório é um bicho curioso, resolvemos remover o seu dissipador de calor montado ao redor do soquete AM3 para temos uma melhor visão de alguns de seus principais componentes como o seu controlador de energia de 4 fases + 1 e…

… especial da sua aceleradora gráfica integrada (IGP) baseada na GPU ATI Radeon HD 4290 com seu clock de GPU (700 MHz), suporte para DX 10.1, Hybrid Crossfire e processamento de vídeo em MPEG-2 e H.264 por hardware. Note a direita da GPU o chamado  SidePort Memory: um chip de memória de vídeo que funciona como uma espécie de buffer proporcionando assim uma menor latência entre a GPU e a memória do sistema, melhorando assim o seu desempenho de vídeo.

Com os novos processadores com o soquete AM3 a AMD assume de vez o padrão DDR3 sendo que a GA-890GPA conta com quatro slots para até 16 GB de memória RAM DDR3 de 1.066 MHz, 1.333 MHz e até 1.866 MHz (via overclock). Como o sistema trabalha em dual channel, o ideal é que o usuário instale seus módulos de memória  sempre em pares. Note a presença de uma porta EIDE (ou PATA) ao lado da entrada da fonte de alimentação, um item ainda muito apreciado entre aqueles que ainda utilizam discos rígidos e leitores ópticos com essa porta.

Em um outro canto da placa escondido sobre outro dissipador de calor encontramo o chipset SB850 que já oferce suporte para até 14 portas USB 2.0, seis portas SATA 3.0/SATA 600, uma PATA (EIDE), barramento PCI, Gigabite Ethernet e Som HD. Segundo a AMD, com a chegada dos novos processadores Fusion (com a GPU Integrada no núcleo do processador) existe a tendência de que chips gráficos como a 890 GX deixem de existir nas placas-mãe restando apenas um chip como a SB850 (ou seu sucessor) simplificando ainda mais o desenho dessas plataformas.

Logo abaixo desse chipset podemos ver as portas SATA, sendo seis delas (em azul) no padrão SATA 600 (ligados ao SB850) e mais duas (na cor branca) também SATA 600 controlado por um chip próprio todas com suporte para RAID 0, 1, 5, 10 e JBOD.

A direita das portas SATA vemos as conexões para o painel frontal com seu tradicional esquema de cores e indicação de polaridade. Acima deles podemos ver dois chips (M_BIOS e B_BIOS) que fazem parte do sistema Dual BIOS que mantém um chip de backup com uma imagem da BIOS, que entra em ação caso ocorra algum problema com a principal.

Na lateral esquerda, concentram-se as conexões para mais oito portas USB 2.0, duas Firewire…

… uma porta serial e outra para disco flexível (que ainda estão lá no caso de alguma necessidade).

Devido à disponibilidade de espaço, a GA-890 GPA é bem servida de slots para placas de expansão: duas PCI, uma PCIe x16 (com barramento x8), duas PCIe x1, outra PCIe X16 e mais uma PCIe x1.

Note que, ao contrário da placa da ASUS no caso de instalação de apenas uma placa de vídeo discreta, esta deve ser feita no slot mais próximo do processador além de dispensar o uso da Daughtercard. Vale a pena lembrar que essa placa é compatível com a tecnologia ATI Hybrid Crossifre X o que permite que a aceleradora on-board trabalhe junta com a placa de vídeo compatível (também da ATI).

Finalmente, o painel traseiro de conexões traz uma interessante combinação de portas novas e legadas: A partir da esquerda temos duas USBs 2.0, uma porta PS/2 para teclado ou mouse, saídas de vídeo SVGA e DVI-D, saída S/PDIF óptico, uma Firewire, mais duas USB 2.0, porta de rede gigabit Ethernet (chipset Realtek 8111D ), duas USB 3.0 com chipset NEC D720200F1 (uia!) e som HD de 7.1 canais (chipset Realtek ALC892). Note que o tom bicolor da porta PS/2 não significa que ele pode ser ligado num mouse e teclado ao mesmo tempo via adaptador ou cabo “Y” e sim que o usuário deve optar por um ou por outro. Na minha opinião ou os dois ou nenhum!

Sob Testes

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Assim como fizemos com a M4A89GTD PRO/USB3 utilizamos nesse teste praticamente os mesmos componentes, entre eles um processador AMD Phenom II X3 720 Black Edition de 2,8 GHz cujas especificações podem ser conferidas abaixo:

Além disso, instalamos 4 GB de SDRAM DDR3 1066 distribuídos em dois pentes Kingston KVR1066D3N7/2G de 2 GB cada e um disco rígido Seagate Barracuda XT ST32000641AS SATA 600 de 2 TB. O sistema operacional utilizado foi o Windows 7 Ultimate de 32 bits.

Como dissemos no início desse review a placa da Gigabyte não vem equipada com muitas frescuras tecnológicas, entretanto ela não deixa de oferecer alguns recursos interessantes como suporte para HDMI 1.3, sistema de som Dolby Home Theatre,  gerenciador Easy Energy Saver e EasyTune 6 e o chamado ON-OFF Charge um sistema que reforça a quantidade de energia fornecida pelas suas portas USB o que permite recarregar mais rapidamente dispositivos móveis como celulares, players de música, leitores de ebooks e até iPads mesmo com o PC desligado.

Entretanto, na minha opinião o recurso mais inusitado é o chamado Auto Green um curioso gerenciador de energia que se conecta à algum dispositivo com interface bluetooth (como um telefone celular) como um meio de monitorar a presença de um usuário na frente do PC.

A idéia nesse caso, é que caso o usuário (e seu celular) se afaste do computador, o sistema Auto Green assume que o mesmo não está sendo utilizado de modo que ele pode realizar algumas ações para economizar energia do sistema como desligar os discos rígidos, colocar o PC em estado de espera (stand-by) ou mesmo colocá-lo em estado de dormência (suspend). Mas para isso é necessário que o PC disponha de uma interface bluetooth (que deve ser adquirido à parte) e configurar o mesmo para ele reconhecer o dispositivo do usuário.

Veja esse recurso em ação com a opção suspend (só que nesse caso desligamos o bluetooth ao invés de deixar a sala com o telefone):

(link do video)

Mas de volta ao que interessa, nos testes realizados, Índice de Experiência do Windows 7 ficou em 4,3 pontos um pouco menos que a placa da Asus,

Mas a placa da Gigabyte deu o troco no HDxPRT da Intel  batendo 132 pontos contra 127 da sua rival.

Nos outros testes, a plataforma da Gygabyte bateu 158 pontos no Sysmark 2007 Preview 1.05, 5.999 pontos no PCMark Vantage. No AutoGK 2.45, o sistema levou 1h2m7s para transformar um filme em DVD para um arquivo AVI de 700 MB. O processo oposto (criar uma imagem de DVD a partir de um arquivo de vídeo) feito com o DVDFlick 1.3.0.6 foi de 2h56m04s utilizando um thread e 2h04m47s com três threads.

Para avaliar o desempenho do processador rodamos o novo Cinebench 11.5:

E o Super-Pi do David Lopes:

Segundo o EEcoMark 1.0.0 384, (sem considerar o uso do monitor) nosso sistema consumiu em média 82,32 watts em idle, 6,61 watts no modo sleep e 5,63 watts em off, segundo o Energy Star V4. Já no Energy Star V5, o sistema mediu 82,06 watts em idle, 6,65 watts em sleep e 5,57 watts em off.

Para se ter um cenário de uso mais real, eu peguei meu medidor de energia e monitorei o sistema rodando o PCMark 2005. Na média ela consumiu em média de 98,2 watts, com picos de 149,6 watts.

Como costumo dizer, eu particularmente gosto das placas da Gigabyte por ser um produto simples e direto, ou seja, seus projetos se preocupam mais em oferecer uma plataforma estável e honesta, bem ao gosto daqueles que montam seus PCs na configuração padrão, fecham o gabinete e só vão abri-lo de novo depois de meses só para adicionar mais algum componente ou retirar o excesso de poeira do cooler. Essa placa em particular encaixa-se perfeitamente no conceito de preservação de investimento já que, com seu potencial de atualização aliado aos seus dispositivos legados e a adição de novas tecnologias como SATA 600 e USB 3.0 faz com que esse produto seja particularmente interessante para qualquer fã da plataforma AMD.

Resumo: Placa-mãe GA-890GPA-UD3H

O que é isso? Placa-mãe de uso geral para entusiastas e gamers.
O que é legal? Plataforma bastante flexível e com boa capacidade de crescimento. Já vem com USB 3.0 e SATA 600.
O que é imoral? Poderia vir com duas portas PS/2 e com bluetooth (mesmo que fosse um dongle USB) para dar suporte para o Auto Green.
O que mais? Para mim um produto mais voltado para usar do que ficar brincando com seus recursos.
Avaliação: 7,8 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço sugerido: R$ 499

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Pedro

    Excelente review e placa! No meu ponto de vista, só faltou o conector eSata traseiro, senão seria uma perfeita rival pra Asus.

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  • Raf

    Gostaria de saber qual o melhor gabinete para ela e se fica bom com esses componentes:
    CPU ATHLON II X4 635 2.9GHZ 2MB CACHE – AM3
    PG PowerColor Radeon 5770 HD 1P7 1GB GDDR5
    RAM 2x Kingston DDR2 Hyper X 2GB 800MHz CL5
    HDD 3.5P HITACHI 7K1000.C 1TB

  • dflopes

    gostei do "Hybrid Crossfire"…

    Agooora, 24s para SuperPi 1M é ruim, muito ruim em relação ao teste da Gigabyte com Core i7 (14s) – apesar da diferença de preço gritante (e usuários-alvo diferentes).

    Por isso, considero AMD uma opção justa para entretenimento caseiro. E intel para trabalho.

    • walter

      Mas aí você compara um processador tricore de 240 reais com um quadcore (com SMT) 4 vezes mais caro.
      Sem contar a plataforma mais cara também.

  • Pingback: TecNews: Noticias Tecnofagia()

  • walter

    Vale lembrar que o Hybrid Crossfire (assim como o equivalente da nvidia o Hybrid SLI Boost) só funciona com placas de baixo custo para "somar" as capacidades de renderização. (Radeon HD2400/3400 ou GeForce 8400)

    Depois que anunciaram as duas ficaram praticamente abandonadas. (imagino que não seja fácil equilibrar e sincronizar o processamento)

  • José Carlos – SP/SP

    Comparar a LIXO das ASUS é brincadeira…, mesmo que essa "falte" algum recurso, essa é infinitamente mais confiável do que qualquer modelo das ASUS-LIXO!

    • henriquem

      nussa, quanto ódio nesse coraçãozinho!

  • Leandro

    Alguém sabe aonde eu possa achar essa placa para comprar aqui no Brasil?

  • lindomar

    show de bola essa placa tenho uma trabalhando com um phenom X6 8gb de ram e é o capeta roda qualquer coisa.