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Review: placa-mãe Asus P6T Deluxe (desempenho)

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Como já foi dito na primeira parte deste review, em vez de receber apenas uma placa-mãe, a Asus Brasil nos enviou uma configuração completa já equipada com um processador Intel Core i7 940, 12 GB de SDRAM Kingston KVR-1333D3N9/2G DDR3 de 1.333 MHz, disco rígido Seagate Barracuda 7200.11 SATA 3 de 500 GB ( ST3500320AS ) e duas placas de vídeo ASUS ENGTX285 TOP (GeForce GTX 285) montadas em SLI.

De fato, uma configuração pra ninguém botar defeito.

Ao levantar as informações iniciais desse sistema, notei que o processsador instalado na placa estava rodando a 3,65 GHz em vez de 2,93 GHz. Só para se ter uma idéia desse valor, o Core i7 965 Extreme Edition roda a míseros 3,2 GHz, ou seja, o sistema estava overclocado.

Se fosse um comparativo entre máquinas ou um review de processador, isso já seria motivo suficiente para parar o teste. Mas como o foco desse review é a placa-mãe, fizemos vista grossa e continuamos em frente já que, de um certo modo, ele demonstra uma característica muito apreciada nesse tipo de produto que é sua estabilidade — algo ainda mais valorizado principalmente em situações extremas onde o processador roda bem acima da sua especificação. E como os ajustes foram realizados não por nós e sim pelo próprio fornecedor, entendemos que o sistema está preparado para receber pancada de modo que botamos pra quebrar nas medições.

E ao contrário do que aconteceu com a workstation móvel Dell Precision 6400 Covet, o sistema enviado pela Asus veio com o Windows Vista Utimate de 64 bits em português, o que permite tirar proveito dos 12 GB de RAM instalados no mesmo. O problema é como nossa metodologia de testes é baseada no Vista de 32 bits em inglês, existia a possibilidade de alguns de nossos testes não serem compatíveis com SO de 64 bits. Assim optamos por realizar duas baterias de testes, fazendo o que fosse posivel com o Vista de 64 bits, complementando os testes com a versão de 32 bits.

A primeira coisa que nos chamou a atenção foi o índice de experiência do Windows que alcançou a maior pontuação final possível, com  5,9 pontos:

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O PCMark Vantage e o 3DMark Vantage rodaram sem problemas em 64 bits, resultando num score final de 7.067 e 26.514 pontos respectivamente. Outro benchmark que possui versão específica para 64 bits é o Cinebench 9.5 que, nos testes de renderização, resultou em 794 CB-CPU (single CPU) e 2.834 CB-CPU (Multiple CPU), um ganho de velocidade de 3,57 vezes. No caso do Cinebench 10 os resultados foram 5.102 CB-CPU (Single CPU) e 2.0931 CB-CPU (Multiple CPU), um ganho de 4,10 vezes. Vale a pena lembrar que o Core i7 vem equipado com quatro núcleos físicos com tecnologia HT, o que permite emular mais 4 núcleos virtuais, totalizando 8 threads:

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Tambem realizamos alguns benchmarks com o jogo Crysis da Electronic Arts. No modo CPU o teste rodou numa média de 54,45 qps (quadros por segundo) no modo CPU e 77,6 qps no modo GPU. Nada mal para um jogo tão pesado rodando em Dx10.

Para quem possa interessar, os testes com o Crysis no modo CPU e GPU, assim como algumas cenas do 3DMark Vantage também foram filmados por esse Zumo e apresentados previamente em outro post.

Além disso, aproveitei a oportunidade de ter em mãos um sistema com duas placas de vídeo da NVidia em SLI para realizar alguns testes com sistemas GPGPU com um dos primeiros produtos desenvolvidos em CUDA para usuário final: o Badaboom Media Converter. Veja a análise completa aqui.

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Concluído os teste de 64 bits, apagamos o sistema operacional do disco e reinstalamos o Windows Vista Ultimate 32 com SP2 com os drivers gravados em CD que acompanharam o produto. Como era de se esperar apesar de o Vista 32 reconhecer a preseça dos 12 GB de RAM, apenas 3 GB eram utilizados pelo sistema.

Novamente, fomos dar uma olhada no índice de experiência do Windows e o score máximo se mateve: 5,9 pontos em todos os itens!

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Nos testes realizados, o P6T Deluxe bateu 186  pontos no Sysmark 2007 Preview 1.05 11.887 pontos no PCMark 2005, 23.248 pontos no 3DMark 2006 e no AutoGK 2.45 o P6T levou aproximadamente 43m40s para transformar um filme em DVD para um arquivo AVI de 700 MB. Novo recorde absoluto aqui no Zumo.

Nos testes de renderização com o Cinebench 9.5 o sistema obteve 726 CB-CPU (single CPU) e 2.488 CB-CPU (multiple CPU), um ganho de 3,43 vezes no modo multiprocessado. No Cinebench 10 os resultados foram melhores ainda: 4.176 CB-CPU (Single CPU) e 17.076 CB-CPU (Multiple CPU), um ganho de 4,09 vezes.

Depois de todos esses números, minha impressão da P6T foi bastante positiva já que ela mostrou ser uma plataforma bastante robusta e estável, mesmo trabalhando com um processador acelerado, não travando nem apresentando problemas de superaquecimento durante todo período que ficou trabalhando em nossa bancada. E apesar do sufixo “Deluxe”, um bom número de seus atrativos não são penduricalhos estéticos e sim recursos realmente úteis como o Express Gate e o OC Palm, que realmente adicionam valor ao produto.

Outro destaque precisa ser dado ao processador Core i7, que como seu antecessor, está mostrando ser um sucessor a altura da linha Core 2 Duo/Quad o que pode garantir a hegemonia tecnológica e o mais importante ainda, a impressão por parte do consumidor que vale a pena investir na plataforma do pessoal de Santa Clara e até mesmo numa placa-mãe do pessoal de Taiwan.

Quem viver verá.

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Resumo: Asus P6T Deluxe — OC Palm Edition
O que é isso? Placa mãe com chipset X58 express para entusiastas e gamers.
O que é legal? Rico em recursos, estável, compatível com SLI e Crossfire.
O que é imoral? Não é compatível com memória DDR2 nem chips LGA 775.
O que mais? Recomenda-se o uso de pelo menos 3 ou 6 pentes de memória.
Avaliação: 8,5 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço sugerido: R$ 1.499
Onde encontrar: br.asus.com

Veja também todas as notas da Zumo-caverna relacionadas com este review:



Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Peter

    De fato, a placa é interessante. Mas eu não sei se daria R$ 1.500 numa mobo. Explico: meu computador funciona no esquema 24×7, ficando o dia inteiro ligado. Já tive várias placas-mães, inclusive modelos acima de R$1000, e elas geralmente dão problema em menos de um ano (aqui no meu quarto tem três placas sobre o rack). Acho que isso acontece devido à intensa utilização, rede elétrica, fadiga etc. Por isso, prefiro aquelas de preço mais acessível, que quando dão defeito basta ir na esquina e comprar outra hehehe ( e passar pelo calvário de formatar, instalar drivers, fazer imagem de backup da partição blá blá blá)
    Particularmente, gosto muito da Asus (embora meu último modelo dessa marca tenha sido a P4V800DX) e da Gigabyte.
    Agora uma dúvida – o score máximo do índice de experiência do Windows é 5,9? Ou foi o maior valor que essa placa atingiu?

  • Tenho uma P4P800-X, e depois de 5 anos, e ficando até 3 dias ligada, funciona sem problemas – só fiz atualizar o processador (que precisou do drive de disquete para atualizar a Bios)

    Mas fica o meu choro, reclamação e indignação: e o teste SuperPi???? para saber qtos segundos leva para calcular um milhão de casas do pi e saber o poder do processador matemático dessa máquina.

    Nesse meu P4 3.0Ghz HT (prescoot), levou 50s. Já tem recordes de 25s.

  • anderson

    Até aonde eu sei, o limite do Indice de experiência do Windows é 5,9. E nesse ponto mora o maior erro da MS nesse recurso: os dados são armazenados num arquivo XML, que pode ser facilmente adulterado.

    Na minha opinião, eles perderam uma oportunidade excepcional para oferecer uma referência de performance mais palpável que o processo de inicialização do Windows, que é tido para muitos usuários como uma referência de performance.

  • Maudy

    bom, 5.9 para o windows vista e 7.9 para o windows 7…felizmente resolveram isso, meu sistema, por exemplo, as notas que davam 5.9 no vista, no 7, dá 6.3…realmente o 5.9 é limitador e em muitos casos a pontuação é maior que isso…mas enfim, é só um item de perfumaria da microsoft. agora quanto a máquinas 24/7, a minha é uma Asus Commando da série ROG, uma placa que não foi barata pra mim na época, ótima em overclock, o Q6600 2.4GHz@3.4GHz fácil e estável, tenho ela a quase 2 anos desse jeito, ligada direto descendo os torrents…rs…mas uma coisa é verdade, a nossa estabilidade tem vários motivos e problemas, muitas vezes a rede elétrica, a fonte usada…tem que ser tudibom…rs…senão só problemas…abç…bom review Nagano!

  • eduardo

    Só não entendi a parte que diz “o super computador ao alcance de todos”
    no primeiro review seria , todos os milionários ou q?……..

  • Olha gente, essa placa está na minha Wishlist! Assim que passar a crise ela será adquirida imediatamente. O melhor dela na minha opinião é que ela é boa para qualquer tarefa, games, video, media center, downloads, passa um cafezinho, cozinha e passa roupa. Perfeita!!!!!! ;o)

  • Como os editores do Zumo não querem assustar os leitores com o preço dessa máquina dos “sonhos”, fiz o favor de cota-la.

    Intel Core i7 940 2,099.00
    Kingston 2Gb 2gb KVR-1333D3N9 1,320.00
    seagate barracuda 500gb sata2 230.00
    GeForce GTX 285 2,650.00
    Asus P6t Deluxe 1,140.00
    Total 7,439.00

    Contando que vc já tenha teclado/mouse/caixinhas de som de R$20,00/Monitor AOC de 15″/Estabilizador

    E vendo o desempenho dessa placa com SuperPi – os testes bateram 11s.

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