Review: Pinnacle Video Transfer (e sem PC!)

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Para quem deseja passar seus vídeos analógicos para o formato digital sem fazer muito esforço, a Pinnacle possui um interessante dispositivo batizado de Pinnacle Video Transfer. Trata-se um pequeno módulo externo capaz de converter vídeos com apenas um pressionar de botão e armazenar o resultado diretamente para o iPod, PSP (Playstation Portátil), memory key ou disco externo USB. E tudo isso sem a intervenção de um PC (uia!).

Tivemos acesso à um desses dispositivos e podemos afirmar que — no mínimo — ele cumpre o que promete, ou seja, basta ligar, transferir e usar.

Ligeiramente maior que um maço de cigarros, o Pinnacle Video Transfer é um produto bem acabado e possui um desenho simples e até bastante intuitivo para a sua proposta. O pacote é formado pelo conversor propriamente dito, fonte de alimentação, cabo de áudio + vídeo composto e o manual de instruções. Cadê o CD de instalação de drivers e utilitários? Ele não precisa! ;^)

Na parte “de cima” encontramos as entradas de som estéreo (branco + vermelho) e a entrada de vídeo composto (amarelo) no padrão RCA, o mais simples e comum do mercado. Se o usuário quiser utilizar uma fonte de sinal de melhor qualidade, existe a opção de usar a conexão S-Video (à direita). Observe porém que esse cabo não acompanha o produto.

Do outro lado está a entrada do adaptador de rede elétrica (esquerda) e as portas USB 2.0 padrão “A” (centro) e padrão “B” (direita) sendo que apenas uma porta USB pode ser usada por vez e que a porta “A” é mais usada para ligar um memory key e a porta “B” qualquer outro dispositivo que possa ser visto como um dispositivo de armazenamento USB conectável via cabo, como um iPod, PSP ou mesmo um disco externo USB. Note que esse equipamento somente converte sinal analógico para digital e não o contrário.

O processo de montagem é bastante simples: ligar o Pinnacle Video Transfer na fonte de vídeo (videocassete, filmadora, videogame, TV etc.) e do outro a fonte de alimentação e o dispostivo que irá receber o material convertido, nesse caso um PSP (Playstation Portátil) configurado para trabalhar no modo “USB”. Note os LEDs azuis que indicam que as conexões estão corretas e prontas para entrar em funcionamento. Caso contrário o LED passa para vermelho.

Talvez a parte mais complicada desse processo seja a seleção do modo de qualidade do vídeo, o que é determinado pressionando-se a parte do anel marcado com a palavra “Mode” de informa a seleção por meio de uma escala de LEDs iluminados: Bom (um LED), Ótimo (dois LEDs) e Excelente (três LEDs). Para aqueles que acham essa escala meio vaga, o manual do usuário oferece informações bem mais precisas, assim como estimativas de capacidade de tempo de gravação (em horas) de alguns dispositivos. O formato de captura é em H.264 (MP4).

Com todos os ajustes realizados, basta iniciar o processo de transferência pressionando o topo do anel com a palavra REC quando todas as luzes passam para vermelho indicando que a conversão está em adamento. No dispositivo de armazenamento, um arquivo de vídeo de nome “vidxxxxx.MP4” (onde xxxxx é um número de cinco dígitos como na imagem abaixo) dentro de uma pasta VIDEO. Se ela não existir uma é criada automaticamente no PSP e nos discos USB.

O sistema é compatível com os  iPod Video, Nano e Classic (com FAT32 e firmware versão 1.2.1 ou superior). Ele também pode ser usado no iPod Touch e iPhone através do iTunes.

Observe que não existe nenhum controle de sincronização entre a fonte de vídeo e o Pinnacle Video Transfer de modo que o usuário deve determinar o momento exato de iniciar e interromper a transferência. E como o Pinnacle Video Transfer não possui tela LCD para monitorar a gravação e a tela do iPod ou do PSP não pode ser usada nesse momento, também fica por conta do usuário descobrir um jeito de monitorar a saída de vídeo. Esse por sinal é o peço que se paga pela simplicidade do sistema.

Finalmente quando o usuário quiser encerrar a transferência, basta pressionar novamente o botão REC e o dispositivo automaticamente fecha o arquivo de vídeo e fica pronto para outra gravação. A transferência também se encerra caso o disco encha.

Nos testes realizados, eu liguei o Pinnacle Video Transfer na saída de vídeo analógica do meu conversor de TV digital (que não estava sendo usada), o que me permitiu monitorar a programação pela TV ligado ao conversor pela porta HDMI. Como não tenho iPod, eu fiz o teste com meu Playstation portátil (PSP) e após a transferência os arquivos já estavam disponíveis para serem vistos.

O resultado ficou bastante agradável, de fato até melhor que na foto: nenhum engasgo, drop frame ou efeitos de pixelização:

Também gravei clipes de 30 minutos de uma transmissão de um jogo de futebol transmitido pela TV Globo em HDTV (1080i) nos três modos de qualidade e os resultados em tamanho foram os seguintes:

Bom: 186 MB (clique aqui para ver um screenshot do vídeo).

Ótimo: 280 MB (clique aqui para ver um screenshot do vídeo).

Excelente: 358 MB (clique aqui para ver um screenshot do vídeo).

Para uma solução voltada para gerar vídeos que serão vistos em telas pequenas, o resultado final — na minha opinião — é bastante satisfatório. Nos modos de maior qualidade (em especial o excelente) já mostra algus efeitos de pixelização especialmente em áreas com tons de cores chapadas ou mais escuras e algum “jagging” de modo que não acho que ele seja a melhor solução para TVs e computadores. Mas para dispositivos de bolso como PSPs e iPods, o Pinnacle Video Transfer atende plenamente à sua proposta de ser uma solução simples, prática e até mesmo divertida de conversão de vídeo.

Resumo: Pinnacle Video Transfer
O que é isso? Dispositivo de conversão de vídeo analógico para o formato digital.
O que é legal? Simples e fácil de usar, dispensa o uso de computador.
O que é imoral? É necessário um monitor de vídeo para monitotar o que está sendo gravado.
O que mais? Funciona melhor em players com tela pequena do que em aparelhos de TVs.
Avaliação: 4,0 (de 5).
Preço sugerido: 499
Onde encontrar: www.pinnacleal.com

Sobre o autor

Mário Nagano

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World.
Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.


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