Review: Motorola Defy+

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O Motorola Defy+ não é seu típico smartphone Android: com sua carcaça robusta, ele chama mais atenção pela sua proteção contra poeira e água do que pelo seu desempenho. É o telefone perfeito para pessoas distraídas que derrubam o aparelho em qualquer lugar – e ainda precisam falar/ler-emails/navegar na web.

O smartphone traz um processador de 1 GHz, tela de 3,7 polegadas (480 x 854 pixels), 2 GB de memória interna + 8 GB no cartão microSD (expansível a 32 GB), câmera de 5 megapixels com flash LED e roda Android 2.3.4.

Seu grande diferencial, porém, é a certificação IP67, que garante resistência do aparelho contra água, poeira e arranhões (agradeça também ao vidro Gorilla Glass na frente do dispositivo). Isso não significa que você pode entrar no mar com o Defy+, mas se ele cair na água não vai estragar de imediato (mais sobre isso adiante), nem vai encher de areia se levar à praia.

Dá para perceber as proteções do Defy+ em sua carcaça: na parte superior, o botão de liga/desliga e o conector 3,5 mm para fones de ouvido vem protegido com uma tampinha de borracha:

Na lateral direita, o controle de volume e parafusos e mais parafusos (detalhe que deixa o aparelho com cara de descuidado – no Defy original esses parafusos eram pintados de preto).

Na lateral esquerda, mais parafusos e a porta microUSB para troca de dados e carregamento da bateria.

Abaixo, mais um parafuso:

E a tampa traseira, finalmente, com a câmera de 5 megapixels e uma trava razoavelmente fácil de abrir já que ele não é preso por parafusos!

Nagano comenta: Essa idéia de deixar os parafusos expostos é — de um certo modo — uma estratégia de design que deseja passar para o usuário a imagem de que se trata de um produto de perfil bem mais robusto e utilitário que um celular de linha — caso deste Defy+.

Interessante notar que em alguns casos os fabricantes chegam até a incluir parafusos “de mentirinha” para enfatizar a imagem de que  seu produto é mais resistente.  Um exemplo clássico são os relógios de pulso G-Shock Frogman da Casio, onde as icônicas cabeças de parafuso (originalmente no padrão  Allen, agora Torx ou coisa mais exótica) à direita do dial não passam de pinos de metal montados na sua caixa de plástico injetado e que não estão presos a nada!

Shame, shame, shame…

Note como o compartimento da bateria fica coberto por completo pela tampa traseira. Ali ainda estão o slot para SIM card e o cartão microSD.

E, como disse antes, o Defy+ roda Android 2.3.4.

O desempenho multimídia do Defy+ é digno de nota: rodou vídeos AVI em 480p sem problemas e sem precisar de um player adicional (yay!)

Mas a câmera deixa a desejar: veja uma imagem recortada

E seu detalhe a 100%, à luz do dia (argh, ruído!)

A Motorola diz com todas as letras que “o Defy+ não é à prova d’água, não utilize esse dispositivo imerso em água“. Mas não custa nada tentar pra ficar bem na foto, né?

Com todas as travas e proteções fechadas, joguei o Defy+ em um copo d’água por alguns instantes (na teoria, a proteção dura até 10 minutos): primeiro, o aparelho “percebeu” que estava coberto e ativou a proteção contra uso no bolso. Desativei esse recurso e, bem, deu certo. Primeiro, navegando no ZTOP:

E depois, recebendo ligações (não que eu fosse atender embaixo d’água, claro).

Ao retirar do copo, o Defy+ continuou a funcionar – depois, claro, de passar um pano para secar. Não joguei o aparelho na areia dos gatos para testar a proteção contra poeira (temos nossos padrões de higiene, afinal 🙂 ).

Sob testes: o desempenho do Defy+ é mediano: o aparelho não é topo de linha, mas sim um modelo intermediário, com a função de fornecer o básico com a cobertura extra (a carcaça resistente).

Para referência apenas, seguem os números de benchmarks do Defy+ e de dois concorrentes topo de linha (Milestone 3 e Galaxy S II)

– Vellamo Browser:  465 pontos  (1 GHz single core) // 691 pontos no Milestone 3 (1 GHz Dual Core) // 968 pontos no Samsung Galaxy S II (1,2 GHz Dual Core)
– Quadrant Standard Edition: 1.397 pontos // 2.274 pontos no Milestone 3 // 2.959 pontos no Samsung Galaxy S II
– AnTuTu Benchmark: 2.392 pontos // 5.003 pontos no Milestone 3 //  5.660 pontos no Samsung Galaxy S II
– NenaMark 1:  22,8 quadros por segundo // 44,8 qps no Milestone 3// 59,8 qps no Samsung Galaxy S II)
– NenaMark 2:  não rodou o teste // 27,4 quadros por segundo no Milestone 3 // 44,1 quadros por segundo no Samsung Galaxy S II

Bateria: em um dia de uso intenso (música, 3G, GPS, e-mail, ligações, Twitter, Foursquare, Facebook, Internet, SMS), a bateria levou cerca de seis horas para atingir o nível de 40% (e mais de uma vez repetiu esse desempenho).

Acredito que o potencial comprador do Defy+ quer mais a garantia de que o aparelho não vai cair no chão e se espatifar logo de cara ou, caso entre em contato com água e poeira, mesmo que por poucos minutos, não vá estragar de uma vez. E, claro, usar os bons recursos do sistema operacional Android.

Resumo: Motorola Defy+
O que é isso? Smartphone com sistema operacional Android 2.3.
O que é legal? Proteção contra poeira e água, boa resposta da tela.
O que é imoral? Desempenho do hardware não é dos melhores, acabamento deixa a desejar.
O que mais? Boa performance em reprodução de vídeos, câmera razoável. Roda interface MotoBlur, que pode ser ignorada.
Avaliação: 7,0 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço sugerido: R$ 1.116 (pré-pago, na TIM; operadoras podem ter ofertas com planos de dados e voz melhores)
Onde encontrar: Motorola

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

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