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Review: Lenovo Thinkpad X1 (3 de 3: sob testes e conclusões)

Na terceira e última parte deste review, apresentamos como o X1 se saiu em nossos benchmarks e filosofamos um pouco sobre o que gostamos (e  não gostamos) nele. Leia também as partes 1 (introdução) e 2 (por dentro do portátil).

Sob testes:

 

O Lenovo Thinkpad X1 analisado por este ZTOP é um P/N 1239-22p equipado com um processador Intel Core i5-2520M (de 2,50 GHz) com aceleradora gráfica Intel HD Graphics 30008GB de SDRAM, disco rígido SSD de 128GB, tela LCD de 13,3″ (1.366 x 768 pixels), rede sem fio Intel 802.11agn, porta de rede Gigabit Ethernet, Bluetooth, dispositivo apontador Ultranav, chip de segurança e Windows 7 Professional de 64 bits.

Como é padrão aqui no lab, formatei o sistema e reinstalei nossa cópia do Windows 7 Ultimate 64 bits para tirar proveito dos seus 8 GB de RAM.

Segundo o Índice de Experiência do Windows, o sistema marcou 4,7 pontos. Segundo a métrica da Microsoft, esse resultado o coloca na categoria de um sistema adequado para trabalhar intensivamente com aplicações gráficas ou de processamento de mídia. De fato, essa pontuação poderia ser bem melhor se não fosse pela aceleradora gráfica, já que todos os outros índices ficaram acima dos seis pontos – um resultado impressionante para um equipamento thin and light.

Nos testes com o HDxPRT da Intel, o Lenovo Thinkpad X1 bateu apenas 188 pontos nos testes de criação de conteúdo e atingiu a pontuação máxima em reprodução de conteúdo HD. Novamente um número notável para um portátil, em especial no seu desempenho de vídeo em HD, ponto forte dos Core ix de segunda geração.

Repeti o teste com o novo HDxPRT 2o11. Note que o HD Score foi de apenas 134, mas isso é normal quando um novo benchmark chega ao mercado, normalmente com testes maiores, mais pesados e que demandam ainda mais do hardware do sistema. E por causa disso, os resultados do novo HDxPRT 2011 não podem ser comparados com a versão de 2009.

Em outros testes, o Lenovo Thinkpad X1 bateu 229 pontos no Sysmark 2007 Preview

… e 125 pontos no novo Sysmark 2012 (mesmo caso do HDxPRT 2011):

 

… e 11.250 pontos no PCMark Vantage:

… e 3.136 pontos no PCMark 7:

Já no 3DMark Vantage, o sistema bateu 8.601 pontos no modo Entry…

1.680 pontos no modo Performance:

No DVDFlick, que cria uma imagem de disco de filme em DVD a partir de um arquivo de vídeo, o X1 levou 2h08m45s utilizando um thread e 1h38m24s com quatro threads. Já no Cinebench 11.5:

E o Super-Pi do David Lopes:

 

Nos testes de desempenho feitos com o Battery (comedor de farinhaEater, o notebook da Lenovo funcionou a plena carga por 0h44m30s, um resultado modesto para um equipamento do seu porte que (acredito eu) irá passar mais tempo ligado na tomada do que na bateria. Com a bateria externa, atingiu 1h31m55s.

E para aqueles interessados no desempenho do disco SSD da Toshiba, fiz alguns testes específicos com o HD Tune Pro:

Nossas conclusões:

No geral, o desempenho do Thinkpad X1 ficou ligeiramente acima dos últimos notebooks com Core i5 + SSD, como o Positivo Premium 8660 e até mesmo d Samsung Série 9. Isso até era de se esperar de um equipamento desenhado para ralar e levar pancada (no sentido figurado) o dia inteiro dentro (e fora) do escritório.

No início desse review disse que o X1 é o novo X300 — o que genealogicamente falando é verdade — mas depois de passar um tempo com esse equipamento, minha impressão é que o X300, apesar de todas as suas inovações para a época, não deixou de ser um Thinkpad de sempre (com seu teclado de sete carreiras, Ultranav, bateria extera e até leitor de DVD)  em uma apresentação mais leve e jovial.

Já o X1 é um equipamento disruptivo que, de um certo modo, mantém vivo o espírito de seus antepassados, mas que realmente olha para o futuro introduzindo novos conceitos de design — alguns novos, outros nem tanto — que, no geral, resultaram em um equipamento que poderá agradar tanto os usuários mais novos quanto os mais antigos dessa marca.

Por exemplo o uso do Gorilla Glass para proteger seu painel LCD é meio que um ovo de Colombo numa indústria que já fez de tudo para proteger a parte de trás da tela LCD contra batidas e outros maus tratos, mas que nunca fez o mesmo pela frente da tela. Assim não duvido que essa idéia não seja adotada em breve por outros fabricantes (incluindo aquela com nome de fruta), o que vai deixar os acionistas da Corning mais felizes que pinto no lixo. Meu único receio é que essa história vire uma espécie de lenda urbana ou filme B de faroeste onde todo tipo de maluco (em especial aqueles que não pagaram o X1 do bolso) não vai sossegar enquanto não destruírem ou abrirem um buraco nessa tela e mostrarem sua façanha no YouTube.

Os usuários mais antigos poderão estranhar o novo desenho das teclas cujo visual ficou mais leve e menos poluído, mas continua a ser macio e gostoso de usar como sempre. Eu acho até que a Lenovo demorou muito para implementar retroiluminação nas teclas, apesar de acreditar que eu gostava do Thinklight porque ele também ajudava a iluminar (minimamente) o espaço ao redor do portátil. Com o aumento da potência e redução do custo dos LEDs brancos, fico imaginando que daqui a algum tempo a Lenovo não mantenha esse recurso pelo menos entre os modelos de entrada como uma alternativa ao teclado retroiluminado. Já nos modelos mais topo de linha poderá dispor de ambos os recurso, a exemplo do que já fazem hoje com o Ultranav.

Fora isso, a iniciativa de Lenovo de melhorar o seu sistema de multimídia (câmera, microfone, som) também merece destaque, já que esses recursos podem ser bastante úteis para aqueles que utilizam intensamente as aplicações de VoIP e videoconferência tanto no trabalho quanto em casa. Também dá para ligar o X1 a uma TV de tela grande pela sua porta HDMI e curtir um filminho com som Dolby.

Entretanto, nem tudo é chuva de confete em cima do X1. Como já disse na segunda parte desse review, eu acho que para um equipamento do seu porte e público-alvo — ralar e levar pancada (no sentido figurado) o dia inteiro no escritório — o X1 mereceria uma tela maior ou pelo menos com uma resolução mais elevada mesmo que na forma de um opcional.  O X300, com sua tela de 13,3″ e 1.440 x 900 pixels, mostra que isso é tecnicamente possível. Fora isso, a ausência de uma porta SVGA (ou pelo menos de um adaptador) pode impedir o uso desse portátil em diversos projetores multimídia, em especial os modelos mais antigos que não dispõem pelo menos de uma porta DVI.

Mas somando tudo e tirando a média, para nós o X1 nos proporcionou mais alegrias do que tristezas e é um equipamento com uma excelente apresentação, ótimo desempenho e que realmente traz valor à marca e ao mito desses computadores negros.

 

Resumo: ThinkPad X1 (P/N 1239-22p) 

O que é isso? Notebook leve e fino de uso geral voltado para produtividade.
O que é legal?
 Belo design, tela blindada com Gorilla Glass, ótimo desempenho em processamento intensivo e multimídia.
O que é imoral? Sua tela LCD poderia ter maior resolução, desempenho modesto da bateria. 
O que mais?
 Pode trabalhar com dois HDs (um deles SSD) ao mesmo tempo.
Avaliação: 8,5
 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço estimado:
 R$ 6.499 (versão analisada) 
Onde encontrar:
www.lenovo.com.br

Em tempo:

A Lenovo Brasil também vai vender no Brasil uma versão mais simples do X1 na seguinte configuração e preço:

  • Processador Intel Core i3-2310M
  • 320GB 7200rpm
  • 4GB
  • Bluetooth
  • Wireless Intel 1000 BGN
  • Win 7 Pro 64
  • 3 anos de garantia
        Preço sugerido: R$ 3.999

 

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Paulo Cesar 31/08/2011, 20:56

    muito bom, gostei do brinquedo……más é bem carinho hein…….

  • rubens 01/09/2011, 08:48

    Perto dos Latitudes e EliteBooks, o preço não parece tão exorbitante (mas imagino que a margem de lucro seja bem melhor nessa categoria).
    Poxa, nem nos EUA oferecem a opção de painel com resolução maior…

    Alguma notícia do X120e Nagano? Deixei vencer duas vezes o boleto do DM1 (R$888…) na esperança de chegar o TPzinho…

    • mnagano 01/09/2011, 09:02

      Pelo que Já conversei lá dentro da Lenovo, depois que o X100 vendeu bem no varejo, eles até voltaram a pensar em trazer o X120e, mas acho que essa idéia voltou pra geladeira agora que a atenção do pessoal de Thinkpad está toda em cima do tablet.

      Fora isso, com a guerra de preços entre os fabricantes que já lançaram modelos com Fusion, não sei se a Lenovo estaria interessada em trazer um produto cujo preço de lançamento não seria barato (eu chutaria uns R$ 1.500 para a versão com E-350) só pra ouvir os chorões de plantão vão reclamar que tá caro.

      Para isso eles já tem o G475.

      • rubens 01/09/2011, 12:59

        É, parece que não vai rolar mesmo então.

        Eles devem ter considerado que a venda do x100 aumentou mesmo quando queimaram o estoque (sub-900).

        • Rogério S. Ferreira 02/09/2011, 19:13

          Eu fui um, comprei numa promoção "louca"… paguei 798 no x100e… Não me arrependo. Muito pelo contrario… alias usei os TP quando ainda eram IBM e pesadões… estavam mais desktops portáveis… Hoje, enquanto eu con$eguir, terei os TP, ótimos equipamentos!!!
          …..
          Os 38,5% a menos realmente aconteceram, mas imaginei que seria mantido o processador… redução da RAM e troca de SSD pra HDD normal… Se/quando ficar abaixo dos R$3 mil ficará interessante (que eles me ouçam logo).
          Abraços