Review: Lenovo 300e Cloudbook

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Voltado para o mercado de educação, o novo Lenovo 300e Cloudbook também pode atender outras clientelas que estão atrás de um equipamento simples, versátil, resistente e acessível.

Anunciado durante a última feira Bett Educar 2019, o Lenovo 300e (modelo 81M9) é um pequeno notebook do tipo 2-em-1 de segunda geração que chega ao Brasil voltado para atender o mercado de educação, mas nada impede que ele também possa atender ser usado por outros clientes tanto para uso pessoal quanto profissional.

Mas para ter certeza de que ele poderá ser o próximo portátil para chamar de seu, é muito importante que o usuário conheça tanto seus destaques quanto suas limitações, mas é por isso que escrevemos esse review né? 😉

O Cloudbook está de volta!

Tecnicamente falando, o 300E não é exatamente um notebook de linha e sim um Cloudbook, uma plataforma móvel criada pela Microsoft em 2015 para competir com o Chromebook do Google, mas que não decolou na época por conta da ausência de uma estratégia clara de implementação e de uso no ambiente escolar.

De fato, nessa época a única empresa por aqui que levantou bravamente essa bandeira e comercializou oficialmente um Cloudbook no Brasil foi a Acer, com o modelo Aspire ES 14 Cloudbook que analisamos detalhadamente em 2016 enquanto que outras até ofereceram esse mesmo produto por aqui, mas não como uma plataforma educacional e sim como um mero notebook barato.

E por que não um Chromebook?

Quando questionamos a decisão da Lenovo Brasil de entrar no nosso mercado com um Cloudbook e não com um Chromebook, Augusto Rosa, diretor de vendas para o setor de canal, SMB, setor público e educação da Lenovo nos explicou que apesar do charme do portátil do Google, a plataforma Windows é inegavelmente a mais popular e difundida do mercado e, ao contrário da plataforma do Google, funciona melhor no modo offline.

Com relação ao suporte para o ambiente escolar, Rosa explica que o suporte e assistência técnica será a mesma que cobre os seus modelos corporativos. Fora isso seu produto já conta com um pacote de aplicativos que ajudam tanto no gerenciamento dos equipamentos quanto no auxílio aos professores e alunos a desenvolver diversas atividades durante as aulas.

O curioso é que em outras geografias o Lenovo 300e pode ser encontrado na versão Chromebook, mas até onde sabemos ele não está disponível no Brasil:

E neste caso, o 300e Chromebook pode até vir equipado com um SoC Mediatek 8173C, um chip de 28 nm mais voltado para tablets com Android equipado com quatro núcleos de processamento sendo dois Cortex-A72 e dois Cortex-A53 numa configuração batizada de big.LITTLE. Sua GPU é um PowerVR GX6250 com suporte para telas 4K e decodificador H.265.

Duro na queda

Tecnicamente falando, o 300E pode vir equipado com um processador Intel Celeron N4100 de 1.1GHz ou Intel Pentium Silver N5000 de 2,7GHz com aceleradora gráfica integrada Intel UHD 600/605 (respectivamente), tela LCD-LED IPS de 11,6″com resolução HD (1.366 x 768 pixels) com interface de toque e webcam com resolução HD (720p) na moldura superior…

4 ou 8 GB de SDRAM DDR4, até 128 GB de memória eMMC ou 256 GB de SSD M.2, Wi-Fi Intel 9560 2×2 802.11ac + bluetooth 5.0, chip de segurança TPM, placa de som Realtek ALC3287 e bateria de três células e potência de 42Wh sendo que a autonomia estimada pelo fabricante de até 10 horas.

Já o sistema operacional é o Windows 10 Home ou Pro

…com opção de migrar apenas uma vez para o Windows 10 S.

Com relação as suas portas de entrada e saída, do lado esquerdo o 300e vem equipado com uma porta USB-C 3.0, uma porta USB 3.0, HDMI e porta de som/microfone combinado:

Note que a porta USB-C também é usada para conectar seu carregador de tomada de 45 watts modelo ADLX45YLC3D (P/N SA10E75870). Também note a presença de um pequeno led branco à esquerda da porta que indica o estado da carga:

Já do lado direito do portátil estão o controle de volume, o botão de liga/desliga (com indicador luminoso integrado), porta USB 3.0, entrada para cartão micro SD e slot para trava anti-furto padrão Kensington:

Como era de se esperar, o layout do teclado já segue o padrão nacional ABNT2 e as teclas não são retroiluminadas — de novo — algo previsível para um produto na sua faixa de preço:

Se comparado com o seu de antecessor de primeira geração, cujo design estava mais focado na funcionalidade do que no estilo propriamente dito…

… o gabinete do novo 300e ficou mais simpático, agradável e próximo de um modelo de linha…

… sendo que algumas das suas superfícies internas…

… e externas contam com um acabamento em relevo texturizado, o que é algo notável para um gabinete feito essencialmente de plástico preto:

A grande vantagem dessa solução é que além de melhorar a sua resistência aos desgastes normais do uso intenso como batidas e riscos, esse acabamento externo também melhora a sua pegada (yaay!).

Porém essa mesma superfície propicia um maior acúmulo de marcas de dedos (boo!)

Semi-rugged

Fechado ele mede 30,0 x 2,33 x 21,25 cm (LxAxP) e pesa em torno de 1,60 kg (junto com o carregador de tomada) e foi projetado para resistir a diversos tipo de acidentes ou maus tratos como quedas de até 70 cm de altura, derramamento de água sobre o teclado

… que na tradição dos melhores equipamentos da casa — como os ThinkPads — o líquido acumulado simplesmente escorre para através de um dreno existente na parte de baixo do portátil:

… e a nossa impressão é que esse teclado também é que à prova de crianças, ou seja, suas teclas são desenhadas de um modo que os infantes não consigam arrancar os botões usando as unhas!

Isso porque notamos que as bordas das teclas são largas, lisas e minimamente inclinadas, de modo que ao apoiar a unha na lateral, ela simplesmente escorrega e escapa, impedindo assim que a capa da tecla seja arrancada por falta de um ponto firme de apoio.

E mesmo enfiando uma mini chave de fenda ou qualquer outro objeto pontudo como um lápis ou caneta por baixo da tecla e a levantamos, ela resistiu bravamente e não desencaixou da base — impressionante! 😨

Mas é claro que elas podem até sucumbir ao esforço de um estudante mais determinado, só que aí acreditamos que isso seja mais um problema de indisciplina por parte do usuário do que falta de qualidade do produto.

Caneta digital vs. lápis natural

Entre os grandes apelos do 300e está a sua tela touchscreen que incorpora a chamada tecnologia Pencil Touch que, como o próprio nome sugere, pode ser operada tanto com uma caneta do tipo Stylus — que a empresa chama de Active Pen (FRU: 01FR721) — quanto por um lápis preto n°2 …

… o que faz desse produto uma interessante plataforma de desenho e escrita à mão livre, ou seja, uma ferramenta irresistivelmente atrativa e intuitiva, especialmente para atividades lúdicas e criativas:

E apesar da sua aparência simples, a Active Pen é um produto até que bem sofisticado …

… cuja ponta tem uma sensibilidade de até 4.096 níveis de pressão, mas que pode interagir com a tela mesmo sem precisar tocá-la:

Ela também vem equipada com dois botões de ação que podem ser configurados para realizar diversas tarefas tantos do Windows 10 quanto de outros aplicativos:

Outro recurso bem bacana desse acessório é que ele não usa pilhas e sim uma bateria recarregável cuja energia é reposta toda vez que estiver guardada no seu compartimento logo abaixo do teclado, sendo que são necessários apenas 15 segundos de carga para proporcionar mais de 90 minutos de uso, ou 5 minutos para funcionar por mais de 100 minutos!

Vale a pena ressaltar que o compartimento onde a caneta fica é tão discreto que pode até passar despercebido pelo usuário (como foi o nosso caso):

Porém a grande novidade do 300e é que como o nome diz, a tecnologia Pencil Touch também permite que sua tela também possa ser operada com um lápis comum com ponta de grafite preta

… o que é algo muito interessante para o seu público alvo, já que a escola tem a opção de substituir a Active Pen por algo bem mais simples, barato e fácil de ser reposto no caso de perda ou dano.

Mas nem todos os lápis são criados iguais

É inegável que o uso da Active Pen oferece a melhor experiência do 300e especialmente na hora de rabiscar algo na tela…

… por ser um meio bem mais preciso do que, por exemplo, o nosso dedo:

Porém, apesar do fabricante afirmar que o 300e pode ser operado com um lápis comum No 2 (ou HB,) a nossa experiência de uso não foi das melhores com esse instrumento, já que ela reagiu de maneira bastante intermitente, passando até a impressão de que esse recurso não funciona direito:

Mas depois de fazer testes com outros tipos de lápis, notamos que a tela reage muito melhor perfeitamente com os modelos com a ponta de grafite mais macia, como 2B

… ou mesmo um lápis de carpinteiro o que pode ser uma opção mais interessante para alunos mais novos por ter uma ponta mais grossa e que que não quebra tão fácil:

Também notamos que a tela também não reage ao uso de lápis de cor, talvez porque a formulação do seu grafite não seja a mesma do preto tradicional (segundo o Wikipedia trata-se de uma mistura de argila, goma, cera e pigmentos coloridos):

Finalmente também fizemos testes com objetos até sem grafite na ponta como uma espeto de churrasquinho…

… o que mostra que a tela realmente não reage a simples contato ou pressão na sua superfície.

Então o Pencil Touch não funciona com o lápis mais comum do mercado?

Calma, não entre em pânico. Vamos por partes:

Intrigados com esse comportamento, mostramos esses resultados para o pessoal da Lenovo Brasil, e o próprio Augusto Rosa fez uma pergunta bem simples:

O lápis HB estava bem apontado ou não?

Isso por que depois ele disse que a espessura da ponta do lápis poderia interferir no funcionamento do Pencil Touch, ou seja, quanto mais fina a ponta menor o ponto de contato com a tela — o que poderia aumentar a possibilidade de perda de contato entre a tela e o lápis, resultando assim nas falhas observadas nos testes com o lápis HB.

Para testar essa teoria, pegamos o lápis HB do primeiro teste, checamos a sua ponta e, de fato, ela estava com uma ponta bem fina…

… e o seu desempenho na tela foi novamente errático:

Depois disso, seguimos a sugestão do executivo da Lenovo e tiramos uma pontinha do grafite para torná-la mais grossa…

… e o resultado foi esse:

Dai nossa conclusão é que, de fato, existe uma relação entre a espessura da ponta do lápis e a resposta da tela com tecnologia Pencil Touch ou seja, quanto mais fina a ponta, maior a possibilidade de falhas — problema por sinal que pode ser resolvido adotando uma ponta mais grossa. Isso também explicaria por que o lápis de carpinteiro (com sua ponta quadrada) funcionou tão bem.

(Valeu Augusto, a gente te deve uma! 😉)

Mas a dureza do grafite também pode influenciar no funcionamento do Pencil Touch?

Baseado nos nossos testes iniciais a nossa resposta incial; seria “SIM” mas — só para fazer um tira-teima — resolvemos também refazer o teste com o lápis 2B, inicialmente com sua ponta bem afiada e…

… para nossa surpresa, ele também passou se comportar como o lápis HB:

Dai fizemos o mesmo que antes — ou seja — tiramos a ponta…

… e o resultado foi o seguinte:

Depois de todos esses experimentos chegamos as seguintes conclusões:

  • Evite o uso de lápis com pontas muito afiada dando preferência para as pontas mais grossas.
  • O Pencil Touch SÓ FUNCIONA com grafite preto.
  • O Pencil Touch NÃO FUNCIONA com lápis de cor.
  • O Pencil Touch TAMBÉM FUNCIONA com o dedo.
  • O Pencil Touch NÃO FUNCIONA com objetos pontudos como palitos ou tampas de caneta.
  • Lápis de carpinteiro FUNCIONA BEM no Pencil Touch.
  • Se o problema persistir, NÃO ENTRE EM PÂNICO. Tente com outros lápis (de preferência com pontas grossas) antes de contactar o suporte da Lenovo.

A propósito, para que se preocupar tanto com lápis se o 300e já vem com uma Active Pen?

Segundo as especificações técnicas publicadas na página no produto, existe um ponto que diz que a Active Pen com slot para armazenamento está disponível em alguns modelos

… ou seja, o que dá para entender é que o 300e pode sair de fábrica com ou sem a Active Pen (informação confirmada pela Lenovo Brasil), o que é uma maneira de baixar o custo final desse produto ou até mesmo para atender o desejo do próprio cliente que prefere não disponibilizar esse instrumento para seus alunos, em especial os mais novos, já que neste caso, um lápis comum pode atender plenamente a essa demanda.

Vale a pena esclarecer que, como nos modelos corporativos, quando adquirido em volume, a configuração do 300e pode ser customizado para atender às demandas do cliente como mais ou menos memória, disco, com ou sem Active Pen, o que depende — é claro — da negociação.

Por dentro do portátil

Como é comum nos dias de hoje, o hardware desses equipamentos é bastante simples e praticamente sem partes móveis (como ventiladores ou discos rígidos), o que contribui para a sua maior durabilidade e resiliência:

Aqui podemos ver o compartimento onde o Active Pen é armazenado dentro do portátil, assim como o seu conector de recarga, um dos seus dois alto-falantes de 2 watts cada e o magneto que ajuda a manter o 300e fechado:

Deste ponto de vista também é possível ver boa parte do acumulador de líquido do teclado e seu dreno que fica logo acima da bateria de backup da BIOS (uma CR2025 de 3 volts) :

Falando nisso, boa parte do portátil é ocupada pela sua bateria interna de 3.735 mAh/42 Wh …

… e a outra metade pela placa-mãe em si, sendo que não dá para ver muitos detalhes, já que estamos vendo ela por baixo:

Segundo o manual de manutenção, a memória SDRAM é soldada diretamente na placa-mãe, assim como o processador de modo que não pode ser expandida. Como o TDP do processador é de apenas 6 Watts, ele dispensa a necessidade de um cooler com ventoinha, sendo que ele provavelmente dispersa o seu calor encostando o mesmo na base de metal do teclado o que, novamente, aumenta a sua confiabilidade.

Um detalhe que nos chamou a atenção é que o modelo analisado possui dois dois slots PCIe Mini (uia!), sendo que o da esquerda é ocupado pelo cartão Wi-Fi e o da direita está vago (uia! uia!)

O manual de manutenção confirma que esse espaço aceita um disco SSD padrão M.2 do tipo de 22 x 42 mm, que é mais curto que os mais comuns encontrados no nosso mercado (22 x 80 mm).

Daí, pode surgir a pergunta:

É tecnicamente possível adicionar mais um disco SSD no 300e?

Taí uma pergunta complicada já que, segundo o próprio site da Lenovo o 300e pode vir com “até 256GB SSD M.2 ou até 128GB eMMC” sendo que a versão que analisamos saiu de fábrica com 64 GB de eMMC sendo que 31,4 GB estão livres para o usuário o que não é nenhuma miséria, diga-se de passagem…

… se levarmos em consideração que ainda é comum encontrar Cloudbooks enrustidos (aqui, aqui e aqui) com 32 GB de eMMC e até Chromebooks com apenas 16 GB de eMMC.

Fora isso, vale a pena ressaltar que o 300e já vem com uma oferta do Dropbox que oferece 30 GB de graça na nuvem por um ano:

Para tirar essa dúvida fizemos um teste rápido, instalando um SSD da Intel modelo 660p de 1 TB NVMe nesse slot livre (note a ausência de um ponto de fixação com parafuso)…

… e depois do boot (yaay!) o Windows ignorou a presença dele (boo!)

Dai duas possibilidades: A primeira é que o sistema não suporta discos SSD acima de 256 GB (caso desse 660p de 1 TB). Já a segunda (e para nós a mais provável) é que o 300e funciona só com SSD ou só com eMMC — ou seja — o uso de um tipo desabilita a outra, o que poder ser até um ajuste realizado durante o processo de montagem na fábrica e que não pode ser revertido com uma simples troca de opção na BIOS.

Fora isso, não podemos esquecer que a Microsoft possui uma estratégia diferenciada de preços para as suas licenças de Windows baseado na sua SKU sendo que um dos requisitos que determinam essa diferenciação é a capacidade do disco.

Ou seja, a Lenovo (e por consequência o consumidor) já paga menos pela licença do Windows para o 300e com 64 GB de eMMC de modo que a perspectiva do usuário abrir esse equipamento e instalar por sua conta mais um SSD de 1 TB pode não ser muito do agrado do pessoal de Redmond e não cremos que a Lenovo queira se envolver nessa polêmica.

O curioso é que a tabela acima também explica a existência os notebooks de linha com 4 GB de SDRAM de 32 GB de SSD.

De qualquer modo deixamos essa pergunta em aberto com a Lenovo e atualizaremos esse post se tivermos algum retorno.

Sob testes

Como já dissemos antes, recebemos para testes uma versão do 300e equipado com um processador Intel Celeron N4100

… equipado com uma GPU integrada Intel UHD Graphics 600

4 GB de RAM e 32 GB de disco eMMC. O resto dos componentes é praticamente a mesma em todas as outras versões:

Devido às limitações de espaço de disco desse portátil, não pudemos rodar todos os testes que costumamos fazer num PC de linha. De qualquer modo conseguimos executar alguns deles como o PCMark 8 onde o 300e bateu 1.960 pontos no modo Home Conventional e 1.950 pontos no modo Home Accelerated:

Já no modo de Battery Life obtivemos 6h51min no modo Home Conventional e 5h42min no modo Home Accelerated:

Já no WebXPRT 3 o sistema bateu 65 pontos

Aqui alguns testes de desempenho gráfico com o 3D Mark Pro e como esse item não é o forte dessa plataforma, não fomos muito a fundo nisso:

Já com o CrystalDiskMark pudemos avaliar o desempenho do seu disco SSD de 64 GB que não é mal para um eMMC:

Aqui os resultados do Cinebench R15…

… e finalmente alguns testes de descarga de bateria com o Battery Mark 1.1

Nossas conclusões

O que esses números mostram é que o Lenovo 300e não é exatamente um equipamento voltado para desempenho (de fato ele nem tem memória e disco para isso), mas atende bem à demanda daqueles pessoas que precisam de um notebook com Windows simples e acessível para aqueles que utilizam o PC nas atividades clássicas do dia a dia, como navegar na web, elaborar documentos, consumir conteúdo digital e até brincar com alguns joguinhos casuais ou retrogames do passado.

Também, não podemos ignorar o potencial desse equipamento em situações em que o portátil executa uma tarefa ou função específica, como por exemplo elaborar relatórios, coletar dados, pedidos, monitorar um equipamento e — é claro — ser usado em programas de treinamentos para escolas e comunidades.

E isso sem falar no fato dele ser um equipamento do tipo 2-em-1 e semi-rugged, ou seja, algo raro nessa categoria de produto e faixa de preço o que pode atrair a atenção de outros clientes além da academia como o pessoal de logística, oficina, chão de fábrica, pesquisa de campo.

Vale a pena ressaltar que devido ao uso do Windows, é mais fácil conectar o 300e numa rede 3G ou 4G/LTE por meio de um adaptador USB ou mesmo via tethering usando um smarphone.

Sob esse ponto de vista, o 300e é sim um produto bem diferenciado, mas não devemos nos esquecer que ele não deixa de algumas características e o desempenho de um notebook de entrada.

Assim nossa recomendação é que o usuário avalie bem suas necessidades antes de optar ou não por esse produto.

A Lenovo informa que, inicialmente, o 300e será importado, mas que a intenção é que ele seja produzido na fábrica da empresa na cidade de Indaiatuba, interior de São Paulo, mas que o preço do produto importado já é o de um produto nacional (~R$ 3 mil) o que mostra a determinação da Lenovo de entrar de sola neste mercado.

Fora isso, a boa notícia é que o Lenovo 300E também será vendido para o usuário final, permitindo assim que outros tipos de clientes também possam ter acesso a esse produto direto do fabricante.

Legal, né?

Resumo: Lenovo 300e  (modelo 81M90042BR)

O que é isso? Notebook 2-em-1 de uso geral com Windows voltado para o mercado educacional.
O que é legal?  Plataforma moderna e diferenciada, 64 GB de disco eMMC. Versátil, resistente e relativamente acessível para um 2-em-1.
O que é imoral? Não é o mais indicado para tarefas de processamento intensivo. Sua tela HD de 1.366 x 768 já é meio apertada para algumas aplicações e até páginas web mais modernas.
O que mais? Ao contrário de outros computadores voltados para escolas, este também pode ser adquirido pelo consumidor final.
Avaliação: 8,5 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço sugerido: R$ 3.079,00 (na web R$ 2.849)
Onde encontrar: Lojinha da Lenovo Brasil

Sobre o autor

Mário Nagano

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World.
Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

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