Review: Intel Santa Rosa/Centrino Duo

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n200

Testamos uma máquina Lenovo 3000 N200 com a noví­ssima geração da plataforma Intel para notebooks. Este review está mais para uma análise da nova plataforma Centrino Duo do que do portátil propriamente dito. Veja os resultados a seguir.


N200 As primeiras informações sobre a plataforma Santa Rosa surgiram no iní­cio de 2006, época em que a Intel anunciou a unificação da sua microarquitetura de chips baseada na tecnologia Core. Nessa época, já se dizia que a versão móvel (codinome Meron) iria substituir o Yonah no Centrino Duo (codinome Napa) – já no segundo semestre de 2006 – e que a renovação completa da plataforma ocorreria no ano seguinte com a chegada do Santa Rosa.

Desse modo, o Santa Rosa é uma plataforma formada pelo processador Core 2 Duo (Meron), o chipset Intel GM/PM 965 e a nova placa de rede Intel PRO/Wireless-N (802.11 a/g/n) com opção de uso da versão 802.11a/b/g. Tive acesso a uma máquina Lenovo 3000 N200, uma das primeiras a chegar ao Brasil com a noví­ssima plataforma Santa Rosa.

Mais do que uma atualização de tecnologia, um dos atrativos do Santa Rosa é que ela é a primeira plataforma móvel especialmente projetada para trabalhar com as versões mais avançadas do Windows Vista, em especial a versão Ultimate. Por sinal, o sistema operacional funciona muito bem no N200.

Isso já era de se esperar, pois o N200 analisado veio com uma aceleradora gráfica discreta, baseada na GPU GeForce FX Go7300 da nVidia com 256 MB de memória dedicada.

Por causa disso, ficou para depois a avaliação de seu desempenho com a nova solução de volume do Santa Rosa, a aceleradora Intel GMA X3100, que já oferece suporte para HDTV e HDMI, com processamento de ví­deo padrão MPEG2 e WMV9B via hardware. A configuração da máquina é a seguinte:

Processador Intel Core 2 Duo T7500 (2,2GHz)
2.048 MB de SDRAM DDR2 667
Disco rí­gido de 160GB e 5400rpm
Tela LCD de 15,4″ wide WSXGA+ de 1.680 x 1.050 pixels
Placa aceleradora gráfica nVIDIA GeForce FX Go7300 com 256 MB de memória dedicada
Gravador de DVD
Interface Wi-Fi Intel 802.11 a/g/n
Bluetooth, Modem, rede Fast Ethernet (10/100 mbits)
Chip de segurança com leitor biométrico
Webcam incorporada
Bateria de í­ons de lí­tio de nove células
Windows Vista Ultimate

Resultados do teste
Detalhe da webcamNos testes realizados, o N200 bateu 4.028 pontos no PCMark 2005 e 500 pontos no 3DMark 2006 e 3,1 pontos no Windows Experience Index, todos no Windows Vista Ultimate.

Para avaliar seu desempenho em aplicativos, utilizei uma metodologia bolada pelo colega Rafael Rigues, que utiliza o AutoGK (Auto Gordian Knot) versão 2.40 para comprimir e converter todo o conteúdo de um DVD de 4,3 GB num arquivo de ví­deo padrão AVI em DivX de 640 MB. Nesse teste, o N200 levou aproximadamente 1h46min58s.

Trata-se de um tempo impressionante mesmo para um desktop, já que a máquina de referência equipada com um Pentium 4 HT de 2,3 GHz e 1.024 MB de SDRAM DDR2 fez a mesma tarefa em 2h22min46s.

Apesar do Santa Rosa estar fortemente associado ao Vista, o pessoal da Intel confirmou que o novo Centrino também funciona bem com o Windows XP, sendo que todos os drivers para esse sistema operacional estavam disponí­veis na página de suporte da Lenovo.

Detalhe do chip Merom Por causa disso instalei o Windows XP SP2 no N200 e realizei uma nova bateria de testes incluindo aqueles feitos com no Vista e outros que por enquanto só rodam no XP, como o Sysmark 2004 SE.

Os resultados foram os seguintes: 225 pontos no Sysmark 2004 SE, 4.197 pontos no PCMark 2005, 582 pontos no 3DMark 06, 5.580 pontos no 3DMark 2001SE e 1h25min53s no teste com o AutoGK 2.40.

Como no Windows Vista, o Santa Rosa rodou muito bem – para dizer a verdade, até melhor – no Windows XP, o que pode ser conferido nos testes de PCMark, 3DMark e AutoGK.

Finalmente, fiz um teste de bateria com o MobileMark 2002 e o sistema trabalhou a todo vapor por 220 minutos ou 3h40min.

O DVD Nada mal para um notebook de alto desempenho, apesar de que precisamos lembrar que o modelo analisado veio com uma bateria estendida de oito células.

Na minha opinião, autonomia nesse caso nem é um item tão importante, já que devido í s suas dimensões generosas (33,5 x 3,6 x 26,6 cm – LxAxP) e 2,82 kg de peso, o N200 está mais para um desktop replacement ou workstation portátil – equipamentos onde conforto de uso e desempenho falam mais alto que portabilidade Leitor biométricopropriamente dita.

No geral, a primeira impressão inicial do Santa Rosa é muito positiva, já que ele cumpre a promessa de oferecer uma plataforma melhor e mais avançada para o Windows Vista. Mas como foi dito no iní­cio dessa análise, o modelo cedido está mais para mostrar os que essa plataforma é capaz de fazer em termos de desempenho, o que não está errado no caso de uma análise de tecnologia.

Resta agora avaliar os novos modelos “de linha”, a medida que estes comecem a chegar ao mercado nos próximos meses. Nesse momento, acredito que será possí­vel analisar equipamentos mais dentro da realidade de preço e desempenho do mercado brasileiro, além de certos recursos que não estavam presentes no N200.

Observações
O modelo avaliado 0769-G2U fez parte de uma encomenda especial vendida para a Intel Brasil para demonstrações, de modo ele talvez não seja comercializado no Paí­s, de acordo com a Lenovo.

No seu lugar, a empresa oferece o N200 modelo 0687-2BP (preço sugerido: R$ 4.169). A plataforma em si é a mesma, porém equipada com um processador Intel Core 2 Duo T7100 (1,83 GHz), 1.024 MB de SDRAM DDR2 667, 120 GB de disco, tela LCD de 14,1″ wide de 1.280 x 800 pixels, interface Wi-Fi Intel 802.11 a/b/g, bateria de seis células e aceleradora gráfica nVIDIA GeForce FX Go7300 com 128 MB de RAM.


Sobre o autor

Mário Nagano

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World.
Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

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