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Review: Desktop Lenovo E-200

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Voltado para o segmento de pequenas empresas e profissionais liberais, o Lenovo 3000 foi o primeiro produto de marca própria com que a empresa se lançou no mercado mundial logo após adquirir a divisão de sistemas pessoais da IBM. E de de lá para cá ela vem aos poucos consolidando sua marca ao nível de outras big players mundiais como o pessoal de Palo Alto e o pessoal de Austin no Texas.  E a procura por uma identidade própria pode ser vista no novo Desktop Lenovo E200 que tivemos a oportunidade de analisar aqui na Zumo-caverna.

Disponível em três configurações, tivemos acesso ao modelo mais avançado (P/N 7848-B7P) equipado com processador Intel Core 2 Duo E7400 (2,80GHz), 2 GB de SDRAM DDR2 800 MHz, disco rígido Western Digital Caviar Blue de 250 GB, gravador de DVD, aceleradora gráfica Intel GMA 3100, porta de rede Gigabit Ethernet e Windows Vista Business de 32 bits já com direito a upgrade para Windows 7 (yay!).

Assim como os novos notebooks IdeaPad, a série E deixa de lado o monótono cinza chumbo em favor do preto com pequenos detalhes em laranja. Boa parte do painel frontal vem com o acabamento Black “não olha feio que eu risco” Piano mas o tom predominante é mesmo o preto fosco. Note também a inexistência da tradicional alça de transporte na parte da frente do gabinete — marca registrada dos desktops IBM desde o primeiro PS/1 de 1992.

Lenovo_E200_overall

O gabinete é do tipo mini-torre com apenas uma abertura frontal para o gravador de DVD que fica embaixo do painel frontal onde ficam o leitor de cartões de memória Flash, duas USB 2.0 e as portas de som. Não me parece que esse modelo tenha a opção de ter uma unidade de disco flexível embutida, mas esse problema pode ser até contornado com o uso de uma leitora com porta USB.

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Na minha opinião uma das características mais polêmicas do desenho deste desktop é a curiosa posição do seu botão de liga/desliga e seus LEDs de estado, todos localizados na parte de cima do gabiente. Isso deixa claro que os designers da Lenovo assumem que a maioria dos usuários deixam seus gabinetes no chão ao lado ou mesmo embaixo das suas mesas de trabalho.

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Essa intenção também pode ser notada no próprio desenho painel, onde vemos que o acabamento Black “não olha feio que eu risco” Piano não vai até parte de baixo do desktop, sendo substituído por um acabamento fosco que acredito ser mais resistente a chutes, vassouradas e trombadas de aspirador de pó.

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De fato muita gente deixa realmente seus desktops em locais baixos mas o que me preocupa é o fato da desses indicadores visuais não ficarem visíveis para aqueles que preferem deixar o computador em cima da mesa (por sinal o meu caso). Nesse caso, temos sempre que esticar o pescoço para ver se o disco está sendo usado ou mesmo ligado, o que pode incomodar alguns adeptos da marca.

Na parte de trás podemos ver que o gabinete segue o padrão mini ATX, com seus quatro slots para placas de expansão e uma generosa abertura para a instalar um ventilador — ausente no nosso caso — o que ajuda a manter seu funcionamento bastante silencioso. E caso seja necessário sua placa mãe possui uma saída de força livre para alimentar e monitorar um ventilador.

Para os padrões atuais, suas portas de entrada e saída são bem convencionais dispondo até de uma porta serial e paralela, bem ao gosto dos pequenos negócios e aplicações de automação comercial.

Lenovo_E200_back

Na lateral esquerda, podemos ver que o gabinete do E200 não fica exatamente na horizontal ficando sua frente levemente levantada. Isso prejudica o balaceamento dos HDs? Por incrível que pareça não. Note a grande grade lateral que facilita a entrada de ar no interior do gabinete.

Lenovo_E200_laterala

Para ter acesso ao interior do gabinete, basta remover dois grandes parafusos de fixação e remover o painel lateral. Para aqueles preocupados com tamanha facilidade de abertura, é possível colocar um cadeado numa lingueta especial que impede retirar essa peça.

Lenovo_E200_parafuso

Uma das coisas que mais gosto nos desktops da Lenovo é sua política que autoriza o usuário a abrir seu equipamento e fazer as modificações desejadas sem perder a garantia. Mas para garantir que o produto saiu da fábrica funcionando, a empresa utiliza um curioso lacre que pede para o usuário certificar-se que o computador está funcionando corretamente antes de abrir o equipamento. Caso contrário, o usuário pode ter problemas se quiser reclamar de cara que comprou um produto com alguma coisa faltando ou com defeito. Uma idéia simples e eficiente.

Lenovo_E200_lacre

Depois de remover a tampa, podemos ver a placa-mãe que parece ser uma PCWare IPM31 com chipset Intel G31 Express produzida no Brasil pela Digitron a partir de um projeto da ASUS/Pegatron e já analisado por este Zumo em um review anterior. Note porém que esse modelo não vir com o módulo TPM.

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Uma curiosidade do E200 gabinete é que os discos rígidos são montados na vertical numa parede interna do seu gabinete. Dos dois espaços disponíveis, um está ocupado pelo o disco do sistema e o segundo está livre para a instalação de um disco adicional. Os parafusos de fixação já vem inclusos.

Lenovo_E200_disks

Para remover o painel frontal, basta levantar as travas localizadas na lateral esquerda, que a mesma pode ser removida sem dificuldades. Olhando para essa estrutura podemos chegar a algumas conclusões: a primeira é que o E200 não aceitaria uma segunda unidade de disco óptico e a grande grade frontal facilita a circulação de ar.

Lenovo_E200_front_sem_painel

Outro detalhe interessante é ver a posição dos LEDs de estado — direcionados para cima — o que deixa claro que os mesmos foram feitos para serem vistos de cima para baixo.

Lenovo_E200_LEDs_switch

Sua fonte de alimentação é um modelo da Delta de 280 watts, um modelo simples sem muitas frescuras e  muito usado nos produtos da Lenovo.

Lenovo_E200_PSU_small

O E200 analisado por esse Zumo veio equipado com apenas um pente de memória de 2 GB. Alguns podem até achar que o ideal seria que o mesmo viesse com dois pentes instalados para funcionar em dual channel, mas acho que essa solução é mais sensata já que ele facilita a expansão da memória. Note nessa imagem que a placa-mãe dispõe de uma porta EIDE, disco flexível e até uma segunda porta serial livre.

Lenovo_E200_memory_slots_small

Sob testes:

No índice de experiência do Windows Vista, o E200 bateu 3,0 pontos, algo esperado já que o desempenho da sua aceleradora gráfica GMA 3100 é reconhecidamente modesto. Nos outros quesitos, até que o E200 foi bem.

Lenovo_e200_vista_exp_cut

Nos outros testes, o E200 bateu 132 pontos no Sysmark 2007 Preview 1.05 3.806 pontos no PCMark Vantage e 267 pontos no 3DMark 2006. No AutoGK 2.45 o Z600 levou aproximadamente 1h6m45s para transformar um filme em DVD para um arquivo AVI de 700 MB. O processo oposto (criar uma imagem de DVD a partir de três arquivos de vídeo) feito com o DVDFlick 1.3.0.6 foi de 2h11m53s utilizando um thread e 1h31m43s com dois threads.

Se comparado com a linha de desktops ThinkCentre, o Lenovo E200 não conta com o mesmo nível de sofisticação. Mas para um equipamento voltado para pequenos negócios — que muita vezes tocam os seus negócios com PCs de supermercado — o E200 me pareceu um equipamento bem construído e que atende bem às necessidades desse público que procuram um equipamento simples, honesto e de boa procedência para suas necessidades de computação do dia a dia.

Resumo: Lenovo E200 (P/N 7848-B7P)

O que é isso? Desktop de uso geral para o profissionais liberais e pequenos negócios.

O que é legal? Bem construído, bom desempenho e facilidade de instalar novos hardwares.
O que é imoral? Luzes de estado não visíveis quando colocamos o desktop sobre a mesa. Sinto falta da alça de transporte.
O que mais? Produto já conta com garantia de upgrade para Windows 7.
Avaliação: 6,8 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço sugerido: R$ 949 (preço não inclui monitor)
Onde encontrar: www.lenovo.com.br

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Walter Mercado 11/09/2009, 18:14

    Legal o sistema de fixação de discos – e o detalhe dos parafusos sobressalentes – não obstrui a passagem de ar nem gera turbulências desnecessárias na passagem do ar.
    Falando nisso, o nível de ruído da máquina é bom Nagano?

    ps. black piano em segmento corporativo? num primeiro momento achei que fosse voltado pra usuário doméstico. 🙂

  • Mário Nagano 11/09/2009, 20:34

    Oi Walter,

    Na verdade, o E200 é mais voltado para pequenos negócios e profissionais liberais, ou seja, mais próximo do usuário final/doméstico.

    [ ]s

    M.

  • Felipe Tanaami 12/09/2009, 21:04

    Off-Topic:
    E as 20 melhores frases da promoção do blu-ray da LG?

  • Teo Rodrigues 13/09/2009, 12:38

    O HD deveria ser fixado mais abaixo, longe da zona superior onde a temperatura é mais elevada.
    Outro detalhe que notei: A tampa lateral esquerda do gabinete é fixada com rebites, diferente da oposta que é fixada com parafusos. Acho que deu um trabalhinho extra para retira-la…não!? 🙂

  • artur 16/09/2009, 10:31

    Vocês têm certeza que esse é o preço? Acho muito improvável.

  • Marilu 17/09/2009, 22:42

    Sorry pelo comentário fora do tema do post, mas a Lenovo precisa rever sua política de preços para a linha ThinkPad.

    A relação custo-benefício é péssima, se comparada à de outros fabricantes para máquinas da mesma categoria.

    Sou grande fã do ThinkPad por inúmeras razões, mas, se a coisa continuar feia como está, acabarei sendo obrigada (muito a contragosto) a optar por uma máquina de outro fabricante. É uma pena. 🙁

  • sergio 11/12/2009, 09:34

    Tres da minha firma vieram com problemas nas portas USB . Não tem anda a ver com Windows, eles só processam 1.1