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Review: Desktop Dell Studio 540 (quad-core!)

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Desde o ano passado estamos vendo uma interessante movimentação da Dell no sentido de combinar sua capacidade de produção com o interesse de oferecer produtos visualmente mais atraentes e, por que não dizer, mais amigáveis para seus clientes. No segmento do consumidor final, esse papel está sob responsabilidade da linha Dell Studio, cujo primeiro membro a chegar por aqui foi o simpático Studio Hybrid.

Ele foi seguido pelo Desktop Studio um modelo de mesa de desenho mais convencional e que deve atrair os usuários domésticos que procuram tecnologias mais recentes e melhor suporte para multimídia, como a reprodução de discos Blu-ray em monitores de vídeo ou mesmo TVs com porta HDMI.

Este Zumo teve acesso ao modelo Studio 540, numa configuração mais parruda já equipada com processador Intel Core 2 Quad Q6600 de 2,4 GHz, 4 GB de RAM e com direito a todos os acompanhamentos, sobremesa, café espresso e chocolate mentinha.  Cardápio completo depois do clique.

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Se comparado com a linha Inspiron, o que fica mais evidente no novo Studio é seu novo padrão de cores, que deixa de ser dominado pelos tons de prata e cinza ganhando detalhes em preto brilhante, especialmente no painel frontal e na parte de cima. Assim como seu antecessor, ele possui três aberturas frontais para a instalação de periféricos — todos cobertos por portinhas — sendo uma delas ocupada pela unidade de Blu-ray ficando as outras livres para ítens adicionais. Curiosamente, a abertura mais embaixo abriga o espaço para um periférico de 3,5″ que, ao contrário da concorrência, não é ocupado pelo leitor de cartão de memória flash que está montado ao redor dessa abertura junto com outras portas de E/S: duas USB, som e Firewire. O curioso é que esse espaço não pode ocupado por uma unidade de disquete, já que tal interface não está disponível (ou pelo menos não habilitada) na sua placa-mãe.

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Eu particularmente não gostei do desenho das portinhas das unidades de CD/DVD já que, quando abertas, dificultam o acesso ao botão que ejeta/recolhe a bandeja da mídia. Pelo que entendi, espera-se que o usuário empurre a bandeja para dentro da leitora, algo que não gosto de fazer porque força o mecanismo da leitora.

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Na parte de trás podemos observar um visual simples e bem acabado. Note os diversos ressaltos ao redor das aberturas do gabinete — que proporcionam uma maior rigidez estrutural ao conjunto — e os grandes parafusos usados no lado direito que facilitam a remoção do painel lateral e o acesso ao interior do PC mesmo sem o uso de ferramentas.

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Para aqueles que também prezam pela segurança, o Sudio 540 possui dois pontos de fixação que permitem trancar o gabinete tanto com um cadeado convencional quanto um dispositivo de segurança padrão Kensington, o mesmo usado nos notebooks.

Simplicidade também pode ser vista no seu painel de conexões onde — para desgosto do pessoal de automação comercial — não vemos mais interfaces legadas como porta serial, paralela ou mesmo PS/2 para mouse e teclado. Temos apenas a saída S/PDIF, SVGA, quatro USBs, Firewire, rede Gigabit Ethernet e som HD. Destaque para a nova porta HDMI o que pemite ligar o desktop diretamente a uma TV LCD ou plasma (cabo não incluso).

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Com o fim do problema de superaquecimento dos processadores Intel (em especial os últimos Pentium 4 HT acima de 3,2 GHz) a Dell abandonou o padrão de formato BTX com suas grandes grades frontais, voltando para o bom e velho ATX. Nesse caso, a placa-mãe é um modelo IPEL-RN2 de uso exclusivo da Dell.

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Nos chamou a atenção a maneira como o discos rígidos (até duas unidades) são fixados no gabinete — na vertical e numa parede interna (HDD O e  HDD 1). Isso permite uma melhor dispersão de calor do disco por uma maior área metálica do gabinete, além de liberar mais espaço interno no interior da CPU. Das quatro portas SATA 300, duas ainda estão livres, permitindo assim a adição de mais um disco rígido e de mais uma unidade óptica.

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O sistema ainda dispõe de quatro slots livres para placas de expansão: uma PCI-E x16, duas PCI-E x1 e uma PCI convencional.  Além disso, existem saídas na placa-mãe mais quatro portas USB 2.0 e uma SPDIF não usadas pelo sistema.

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A plataforma é baseada no chipset Intel G45 Express, que oferece suporte para os processadores Core 2 de 1,333 MHz,  PCI Express 2.0, DDR2 e DDR3, som HD 7.1 e a nova aceleradora gráfica Intel X4500HD com suporte para DX10, Shader Model 4.0, OpenGL 2.0 e suporte para vídeo em HD, incluindo saida de vídeo em HDMI (720p, 1080i e 1080p) e DisplayPort para resoluções de até 2.560 x 1.600 pixels etc.

No brasil, a versão de entrada do Studio 540 começa a partir de R$1.949, mas a versão analisada por este Zumo (R$ 4.079,68) veio equipada com um processdor Intel Core 2 Quad Q6600, 4 GB de SRAM DDR2 800, disco rígido Western Digital Caviar de 320 GB, 7.200 rpm e SATA 300,  gravador de DVD  + leitor de Blu-ray combo GBC-H20N da LG, monitor LCD Dell de 19″ e jogo de caixas de som estéreo com subwoofer, mouse e teclado USB.

Sob testes:

Como é de praxe, apagamos o Windows Vista Home que veio com o produto e instalamos uma cópia do Vista Ultimate com as versões mais recentes dos drivers de dispositivo disponíveis no site da Dell. Nos testes realizados, o Studio 540 bateu 135 pontos no Sysmark 2007 Preview 1.05, 6.385 pontos no PCMark 2005, 1.075 pontos no 3DMark 2006 e no AutoGK 2.45, o 540 levou aproximadamente 1h15m18s para transformar um filme em DVD para um arquivo AVI de 700 MB.

Para um desktop de linha, esses resultados são bons para um sistema quad-core. Para mim, a grande surpresa foi a nova aceleradora GMA X4500HD, que mostrou ser um recurso bem vindo se comparado com a X3100 principalmente no suporte às telas de HDTV –  um recurso cada vez mais popular mesmo sem o uso de blu-ray. Outro ponto interessante do Studio 540 é seu potencial de upgrade, em especial da possibilidade de instalar uma placa de vídeo discreta ou uma unidade adicional de CD/DVD, o que pode ser do agrado de entusiastas e gamers. Pela evolução dos sistemas de gerenciamento e segurança de dados, ele não seria o mais indicado para o setor de SMB ou corporativo, melhor atendidos respectivamente pelas linhas Dell Vostro e Optiplex.

Assim, acredito que o Studio 540 se posicione como um produto de linha (mainstream) mais indicado para o usuário final e doméstico que procura por um desktop de uso geral que possa ser atender às suas diversas necessidades ou passatempos preferidos, como edição de imagens e vídeos ou jogos à partir da sua configuração original ou “incrementada”  depois pelo próprio usuário.

Resumo: Dell Studio Desktop 540
O que é isso? Desktop de uso geral para usuário final e doméstico.
O que é legal? Bem construído. Ótimo suporte para aplicações multimídia.
O que é imoral? O botão de ejetar/carregar o CD/DVD poderia ser mais acessível.
O que mais? A plataforma oferece bastante espaço para crescer. A falta de interfaces legadas (serial, paralela, PS/2) pode incomodar alguns usuários.
Avaliação: 6,8 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço sugerido: Configurações a partir de R$ 1.949 + frete (modelo analisado com monitor LCD de 19″ wide e caixas de som: R$ 4.079,68 + frete).
Onde encontrar: www.dell.com.br

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Tenho gostado das máquinas novas, mas sinto falta do padrão BTX usado na extinta linha Dimension. Atualmente a única que ainda segue o padrão BTX é a família Optiplex, as famílias Vostro, Inspiron e XPS já usam ATX. A “vantagem” é podermos usar componentes mais “genéricos” se alguma peça apresentar falha, ou mesmo facilitar o upgrade quando necessário.

  • Oi Marcelo,

    De fato, o padrão BTX foi criado pela Intel especificamente para resolver o problema de superaquecimento da sua última geração de processadores Pentium 4 HT acima de 3,0 GHz. Com a chegada dos processadores Core do processo de fabricação de 32 nm o envelope térmico desses processadores caiu muito, fazendo com que o BTX perdesse um pouco do seu sentido, acabando na mesma vala comum de outros formatos como o LPX e o NLX.

    Só para se ter idéia, o ATX surgiu mais ou menos entre 1992~1993 junto com o processador 386.

    [ ]s

    M.

  • Lucio Antonio

    Adquiri um destes. De fato é muito bom. Mas um dia resolvi que ainda gosto muito do Windows XP e resolvi desinstalar o Vista. Que besteira !!!
    Ninguem tem os drives da maquina para XP ….nem a propria Dell. Liguei lá falei nos suporte com alguek que insistia que eu acessa-se a internet, SEM O DRIVE DA PLACA DE REDE (que é parte da mother board). Por fim me disse pra baixar todos e tentar até dar certo. Que horror !!!

  • Oi Lucio,

    Fui dar olhada na relação de drivers do Dell Studio 540 e, realmente, ele só dispõe de versões para Vista 32/64. :p

    Se você quiser ficar com o XP, resta-lhe o caminho das pedras, ou seja, identificar cada componente isoladamente e procurar o driver no site do fabricante. No caso da porta de rede ela é um Realtek RTL8168C/8111C cujo drivers podem ser encontrados aqui.

    Boa sorte.

  • Marco Aurélio

    Mário,

    Estou querendo comprar um desses com o Core 2 quad + uma ATI radeon 3450 256mb para dar uma ajudazinha nos jogos.
    Vc acha que para jogos ficará meio pesado??
    E quanto ao instalar o XP? Será que vou ter muito trabalho?

    grato pela atenção

  • Reginaldo

    Ola!

    eu to com esse Desktop Dell Studio 540 so que ele veio da fabrica com Windows Vista e eu queria trocar pra windows XP ai eu queria saber se alguem pode me ajudar e falar o q eu tenho q fazer pq eu acho q os drivers que vieram pelo cd so funcionam em Windows Vista!

  • Tiago

    Pessoal ,tenho um dell studio 540 tambem, troquei a fonte coloquei uma de 500 e queria saber, o dell é compativel com a Geforce 9600GT ddr3 512mb 256 bits ?