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Review: Dell XPS 13 2-em-1

Voltado para o mercado corporativo, o Dell XPS 13 2-em-1 é um portátil que explora os limites do que chamamos hoje de notebook leve e fino.

Já faz algum tempo que analisamos o ThinkPad X1 Yoga, um notebook leve e fino que explora o conceito de notebook que também funciona no tradicional modo desktop, como uma pequena tela de apresentação ou até mesmo um tablet.

Mas como nessa brincadeira pode brincar mais gente, outras empresas também lançaram seus próprios modelos baseados nessa mesma ideia, entre elas a Dell que anunciou durante a última CES 2017 o impressionante Dell XPS 13 2-em-1(modelo 9365)

… que também é capaz de fazer esse mesmo show de contorcionismo:

Mas antes que algum fanboy/experto comece a gritar que a Dell entrou de gaiato nessa história simplesmente copiando a idéia da Lenovo, vale a pena relembrar que, no passado, outras empresas já exploraram essa idéia de tela rebatível bem antes do Yoga (que é de 2012). Por exemplo, a Motorola lançou em 2010 o Motorola Backflip e se retrocedermos ainda mais 25 anos no passado (1985) a HP lançou o seu primeiro HP Omnigo 100.

Mesmo a Dell em 2010 lançou o genial Dell Inspiron Duo que também podia trabalhar no modo tabletdisplay ou tenda:

E porque investir num notebook conversível? Como todo mundo está careca de saber, os 2-em-1 podem funcionar tanto como um notebook quanto um tablet (duh!). Mas na nossa opinião o grande desafio dessa plataforma é que muitos usuários não enxergam valor nesse recurso, porque não sabem como tirar proveito dele. Isso em parte porque tablets com Windows não são tão populares quanto os modelos baseados em iOS ou Android, fora a ausência de uma verdadeira Killer App como o Visicalc para o Apple II ou o WhatsApp para os smartphones.

Outro detalhe importante a ser observado é que em alguns equipamentos, os modelos 2-em-1 são relativamente grandes e pesados se comparados com um tablet de linha, o que não chega a ser o caso do XPS 13, já que ele é bastante leve e compacto mesmo para um portátil:

À primeira vista, ele se parece muito com o XPS 13 de linha

… porém, a versão 2-em-1 é ligeiramente mais fina (1,37 cm contra 1,5 cm), conta com uma nova webcam e a dobradiça não é uma peça única integrada à base da tela por um único eixo e sim formada por duas articulações… 

… que permitem a tela girar até 360° no seu eixo:

De fato, muitos descrevem esse produto como um notebook de 13″ num corpinho de 11″ porque um dos grandes destaques dessa linha é exatamente sua tela LCD IPS de 13,3″, sendo que o modelo analisado veio equipado com a versão de linha com resolução Full HD (QHD+ opcional) com 400 nits de brilho, interface de toque e protegida de ponta a ponta por uma camada de vidro Gorilla Glass 4:

Sua área de imagem tem ~293 x 168 mm e deixa apenas uma pequena borda de aproximadamente 5 mm na parte de cima e dos lados (a chamada “Borda Infinita“) que é uma notável façanha de engenharia se também levarmos em consideração a sua espessura que varia de 4 a 6 mm.

Porém, existe um preço a ser pago por esse aperto que é a estranha posição da sua webcam (com resolução HD 720p) que foi posicionada para a base da tela, mais perto do teclado:

Isso faz com que a câmera “olhe para cima” num ângulo de enquadramento bastante peculiar que alguns chegaram a apelidar de “nostrilcam” pois ela tende a mostrar as narinas e o queixo do usuário o que pode ser embaraçoso na hora de fazer uma teleconferência via Skype ou Hangout:

Em tempo:

Após publicarmos essa análise, nosso leitor Gabriel Resende levantou uma dúvida bem interessante nos comentários.

Disse ele:

…se utilizar no modo “tenda”, ou mesmo tablet, a interface e a câmera viram também de “cabeça pra baixo”? Nesse caso a câmera pegaria ângulos mais convencionais.

Como essa possibilidade era realmente bem plausível, antes de retornarmos esse equipamento para a Dell, fizemos um teste rápido e — de fato — a imagem da câmera também acompanha a orientação da tela (uia!)

Isso ocorre porque como tanto esse equipamento quanto o próprio Windows 10 foram desenhados para funcionar como “tablet” a câmera precisa mesmo ajustar a sua orientação de acordo com a tela.

Porém vale a pena observar que como um dos grande atrativos do Windows 10 são suas aplicações legadas, existe a possibilidade de um ou outro software mais simples e/ou mais antigo que utilize a câmera possa não saber tirar proveito desse recurso, de modo que caso caso é um caso.

Apesar de que mesmo nesse caso, pode ser que esse ajuste possa ser feito manualmente por meio de algum comando.

Valeu a dica Grabriel! 🙂

Porém essa câmera também nos chamou a atenção por se parecer muito com a Câmera RealSense da Intel mas é descrita apenas como “Integrated Webcam” no painel de controle do XPS 13, fora que nenhum software que explore os recursos do RealSense veio instalado neste portátil, o que nos faz crer que pode se tratar de um produto de terceiro.

Pelo que conseguimos levantar na web, alguns fabricantes chamam genericamente esse dispositivo de “Windows Hello Camera” que é usada pelo Windows Hello para liberar o acesso ao portátil, bastando para isso ficar à vista da câmera.

O curioso é que a Intel afirma que sua câmera RealSense é compatível com o Windows Hello ao mesmo que essa página da Dell não lista o XPS 13 como um equipamento equipado com RealSense. Mas diz que que os sistemas com Windows 10 com câmera integrada, produzidos após junho de 2017 irão suportar por default o reconhecimento de face do Windows Hello.

Vai entender…

Mas voltando ao que nos interessa, o modelo analisado veio equipado com um processador Intel Core i7-7Y75 (codinome Kaby Lake) com 4 MB de cache e 1,3~3,6 GHz, 8 GB de SDRAM LPDDR3 de 1.866 MHz (não expansível), aceleradora gráfica Intel HD 615, 256 GB de disco SSD m.2 e Windows 10 Pro pré-instalado de fábrica:

Ele mede aproximadamente 30,4 x 1,4 x 19,9 cm (LxAxP), pesa apenas ~1,215 kg (ou ~1,5 kg com o carregador incluso). O seu acabamento é de um tom cinza escuro característico da Dell, assim como o seu seu tradicional logotipo redondo no centro da tampa. Apesar do tom opaco da pintura, ela tende a segurar marcas de dedo (boo!) No exterior, esse modelo também está disponível na cor prata.

Como é comum em notebooks premium leves e finos, seu gabinete de metal é produzido a partir de placas de alumínio usinadas com CNC, o que lhe proporciona a rigidez estrutural necessária para proteger sua tela e circuitos internos…

… principalmemte se levarmos em consideração que quase a metade dessa espessura é tela e a outra metade o computador propriamente dito:

Observamos porém que a “espessura mínima” divulgada de 0,8 cm é meio que uma ilusão de ótica, já que sua base possui um contorno meio curvo que termina suavemente numa borda prateada que ofusca a visão da base (escura) passando assim a impressão do portátil ser mais fino do que ele realmente é:

Apesar de que — cá entre nós — isso não importa muito já que o XPS 13 é realmente um notebook muito fino, principalmente quando comparado com um notebook de linha (embaixo):

Mas como também já dissemos acima — novamente — existe um preço a ser pago por esse perfil baixíssimo que é o limitadíssimo espaço disponível para as portas de comunicação. Por sinal, esse é um dos grandes desafios dos fabricantes na sua busca pelo notebook mais leve e fino do mercado.

E pelo visto, a Dell resolveu chutar o balde e equipou esse XPS 13 2-em-1 apenas com o mínimo necessário, tirando o máximo proveito das novas interfaces híbridas.

Assim, no seu lado esquerdo o XPS 13 dispõe apenas de uma porta Thunderbolt 3 (com 4 canais PCI Express Gen 3) com PowerShare e DC-In, uma porta combinada com saída de som e microfone e um indicador de carga da bateria.

Já do outro lado, temos o botão de liga/desliga com um LED de estado, um slot para cartão micro SD, uma porta USB-C 3.1 com DisplayPort e DC-in e um slot para trava de segurança padrão Noble que é diferente do bom e velho padrão Kensington. Internamente o XPS 13 ainda conta com uma interface Wi-Fi Intel 8265 802.11ac 2×2 + Bluetooth 4.2 e só.

Alguns podem, se surpreender que a Dell não ofereça pelo menos uma porta USB 3.0 do tipo A mas como podemos ver na imagem acima, simplesmente não há espaço para isso.

De qualquer modo, para garantir um mínio de conectividade com o mundo atual, o produto que analisamos já veio acompanhado de um adaptador USB-C para USB-A (código 470-ABNE), que pode ser adquirido a parte como opcional na lojinha da Dell…

… assim como outros adaptadores com entrada USB-C e saída com Porta SVGA (código 470-ABNC), HDMI 2.0 (código 470-ABMZ), DisplayPort (código 470-ACFC) e Gigabit Ethernet (código 470-ABND).

E se o usuário preferir ter uma solução mais “tudo-em-um” a empresa também oferece o Adaptador Dell – USB tipo C para HDMI/VGA/Ethernet/USB 3.0 (Codigo 470-ABQN) que já vem com saídas SVGA, HDMI, Gigabit Ethernet e USB 3.0:

Outro acessório que também já acompanha o produto é o Carregador Dell USB-C de 30 watts com entrada de 100~240 volts 50/60 Hz…

…  e saída USB-C de 5V/12V/20V x 2/2/1,5A. E assim como outros produtos da casa, o conector USB-C possui uma luz piloto que acende quanto está energizada…

… sendo que o estado da recarga pode ser verificado pressionando o botão de checagem da bateria:

O interessante é que esse carregador da Dell também pode ser usado em outros dispositivos com porta USB-C como smartphones e tablets, o que pode ser um acessório a menos para carregar na mala nas reuniões externas e viagens:

Como era de se esperar de um notebook compacto, o teclado do XPS 13 é minimamente mais “denso” que seus irmãos maiores, mas isso vai ser dificilmente notado pelo consumidor, já que essa otimização de espaço foi obtida graças a remoção te algumas teclas de função — como [PrtScr] e [Intert]  que passaram a ser uma sub-função dos botões [F11] e [F12] — e a redução de alguns milímetros na largura de teclas laterais como [Enter], [BackSpace], [Shift], etc.

Isso faz com que as teclas alfanúméricas mantenham ma mesma largura e espaçamento o que faz com que sua experiência de uso seja a mesma de um portátil maior porte.

E mesmo quando pressionado com mais força suas teclas não “repicam” o que proporciona um digitar mais macio, agradável e menos cansativo, o que é notável para uma tecla cujo curso é de apenas ~1 mm se comparado com ~1,8 mm de um teclado clássico de PC:

E seguindo a moda atual, o seu layout é bastante limpo com praticamente nenhuma luz indicadora (fora o do Caps Lock). Outra sacada bacana é a função de “Function Lock” que inverte a função das teclas de função F1~F12 para as de multimídia (o que antes era só possível ser mudado na BIOS) e — é claro — esse teclado também é retroiluminado (yaaay!)

Outro elemento bem usual no atual design da Dell é o uso de fibra de carbono em alguma parte do notebook. No nosso caso, ele foi aplicado na área do teclado, o que passa uma certa sensação de luxo e sofisticação (como um carrinho esportivo de dois lugares). Fora isso, esse material é bem agradável ao toque porque ele não é tão “frio” como o alumínio mas, infelizmente, ele também é suscetível a marcas de dedos.

O seu sensor biométrico é do mesmo tipo usado nos smartphones e ele também já está integrado ao sistema de identificação do Windows Hello!

Já o seu amplo touchpad (15 x 8 cm) é do tipo “Precision Touchpad” que é uma especificação criada pela Microsoft em parceria com a Synaptics que aperfeiçoou o funcionamento desse dispositivo, já que ele não depende mais de drivers de dispositivo, enviando seus dados brutos diretamente para o Windows.

Isso faz com que o touchpad se comporte mais como um mini-tablet — em especial no que se refere a interpretação e execução de comandos multitoque —  do que como um mouse que, na sua essência, só aponta e clica em apenas um objeto na tela por vez.

Outra curiosidade deste teclado é que os botões ficam ligeiramente afundados na superfície…

… o que impede que sejam pressionados contra uma superfície lisa quando estiver no modo display…

… ou até mesmo no modo tablet:

Só que isso não impede que as teclas sejam pressionadas quando o usuário for segurá-lo na mão, o que pode causar uma certa sensação de desconforto para alguns, mas isso acontece com praticamente todos os 2-em-1 que adotaram essa solução, incluindo os Yogas da Lenovo.

O curioso é que a o único portátil que resolveu esse problema foi o ThinkPad X1 Yoga da própria Lenovo que adotou um engenhoso sistema mecânico trava as teclas e eleva a moldura para o mesmo nível. Daí o seu nome “Wave Keyboard”.

De qualquer modo, a boa notícia é que a partir de um certo ângulo de inclinação da tela, o XPS 13 2-in-1 desativa automaticamente o teclado para que ele não interfira no uso do modo tablet. Interessante notar que neste modo, o lado mais largo da moldura da tela do portátil serve como uma área extra para segurar o mesmo o que seria complicado caso se ela fosse totalmente “infinita”:

E para aqueles que gostariam de ter uma experiência mais “manuscrita” com a tela do XPS 13, vale a pena ressaltar que a Dell também comercializa como opcional a Caneta ativa da Dell (modelo PN556W) que, como o próprio nome sugere, é uma pena eletrônica com Bluetooth que permite traçar linhas de diversas espessuras com precisão:

E como é comum na linha de notebooks premium da Dell, sua base é bastante limpa e sem detalhes (fora o selo do Windows 10). Note também a ausência de grades de entrada de a ausência de etiquetas de normas e de identificação.

Isso porque a maioria dos dados referentes ao equipamento, incluindo as certificações, número de série e códigos de serviço (normal e expresso) ficam por baixo da placa “XPS”, que é na realidade uma portinha com fecho magnético:

Falando nisso, notamos que existem diversas áreas magnetizadas nesse portátil. Tanto na parte de trás da tela..

… quanto na base do teclado:

Acreditamos que isso serve ajudar a manter essas duas partes unidas tanto quando o XPS 13 está aberto no modo tablet quanto fechado no modo notebook.

Isso porque também notamos esse mesmo comportamento na base do teclado e até na sua tela LCD:

Ao remover a tampa inferior do XPS 13, tivemos uma boa visão do seu interior, onde podemos notar que menos de 1/3 desse espaço é ocupado pela placa-mãe, sendo que resto é quase que todo ocupado pela bateria de íons de lítio modelo NNF1C de quatro céluas e 7,6 volts x 46 Wh:

Outro detalhe que nos chamou muito a atenção foi o fato desse sistema de resfriamento do processador ser do tipo passivo, ou seja, ele não utiliza cooler com ventoinha.

No seu lugar existe uma plaquinha de cobre montada diretamente sobre o processador que retira o calor gerado pelo chip (e da memória?) e o transmite diretamente para base de metal do portátil (que faz o papel de irradiador de calor) por meio de uma interface térmica de contato tipo Thermal Pad.

Isso garante um funcionamento totalmente silencioso do sistema — já que ele praticamente não possui partes móveis — o que também inclui o seu disco rígido de 256 GB que é do tipo SSD com interface m.2 também montado sob uma placa de cobre e com seu seu próprio dissipador de calor:

Outro componente bem curioso é a pequena interface Wi-Fi Intel Dual Band Wireless-AC 8265 (8265D2W) que para economizar espaço parece estar soldada diretamente na placa-mãe e não encaixada em um slot.

Nossa suspeita é que sua memória RAM também esteja soldada e oculta sob o mesmo dissipador de calor da CPU já que o guia de manutenção/serviço desse produto não lista nenhum procedimento para a troca/upgrade de memória. Dai nossa recomendação de que o usuário já encomende esse produto com a quantidade de memória exata que julgue realmente necessário, não contando com possíveis upgrades no futuro.

Aqui podemos ver um dos seus dois alto-falantes estéreo de 1 watt (total 2 watts) com tecnologia Waves MaxxAudio Pro.

O interessante desse sistema é que o som parece sair do teclado, o que faz com que a pessoa que esteja na frente da tela seja realmente envolvida pelos seus efeitos de som, incluindo a separação dos canais de estéreo. O som em si é claro, limpo e agradável mas o seu ajuste de volume não é muito alto, o que faz com que essa (boa) experiência seja mais pessoal do que em grupo.

Com relação ao ambiente de trabalho, como dissemos antes o modelo analisado já veio com o Windows 10 Pro pré-instalado…

… sendo que além dos programas que costumam acompanhar o produto como versões de avaliação do MS Office 360 (1 mês) e do McAfee LiveSafe (1 ano) a empresa oferece alguns aplicativos voltados para uso no modo tablet como Bamboo Paper da Wacomuma aplicação tipo de caderno de anotações com diversas opções de capas, tipos de folhas e ferramentas de escrita que podem ser gratuitas ou adquiridas à parte:

Já para aqueles que precisam de uma ferramenta de desenho mais elaborada, a Dell adicionou o Autodesk Sketchbook for Windows 10:

Só que, como o MS Office, ele também é comercializado na forma de assinatura mensal:

Com relação aos produtos de marca própria, a Dell oferece uma série de aplicativos de suporte como o Dell Command Upate uma ferramenta de checagem e atuatilização de drivers e aplicativos da empresa …

… o Dell Support Assist, que é um aplicativo mais amplo de suporte ao usuário…

… e o Dell Digital Delivery, um sistema de distribuição que serve para baixar produtos e serviços de software comercializados pela Dell:

No geral, até que a Dell não sobrecarregou esse sistema com muitas “ofertas” de programas limitando-se ao essencial, o que não deixa de ser algo relevante, principalmente se levarmos em consideração que esse sistema veio com apenas 256 GB de disco.

Sob Testes:

Como já dissemos antes, o XPS 13 2-em-1 vem equipado com um processador  Intel Core i7-7Y75, um chip dual core com HT com 4 MB de cache e clock de 1,3~3,6 GHz que faz parte da sétima geração de processadores Core ix codinome Kaby Lake só que ele não deve ser confundido com os modelos para desktops e até notebooks maiores porque ele faz parte da chamada série Caby Lake-Y que, por sua vez é uma evolução do Core M7 (ou SkyLake-Y) que seriam processadores SoCs de baixíssimo consumo (TDP máximo de apenas 4,5 watts)  o que permite o seu uso em tablets e notebooks 2-em-1 equipados com sistemas de refrigeração passivos (sem ventoinha) como é o caso desse XPS 13:

Outro atrativo desse chip é a melhora da tecnologia Speed-Shift da Intel o que faz com que o ajuste dinâmico das voltagens e da velocidade do processador seja mais rápida, permitindo assim que o mesmo trabalhe com frequências mais elevadas sem comprometer muito o consumo de energia.

Já a sua aceleradora gráfica integrada é um Intel HD Graphics 615 equipado com apenas 24 unidades de execução (EU) que podem chegar até a 1.050 MHz no modo Boot. No geral, ele chega a ser de 20~30% mais veloz que seu antecessor, apesar de que não se deve esperar muito em termos de desempenho em jogos, apesar desse não ser o foco desse produto.

Apesar disso, essa GPU é capaz de processar/decodificar vídeos em UHD/4K, o que também inclui novos formatos de vídeo como o HEVC/H.265 com profundidade de cores de 10 bits e o VP9 do Google proporcionando assim ao usuário uma melhor experiência na hora de conteúdo em 4K.

Nos testes sintéticos como o Windows Experience Index (que está escondido no Windows 10 mas pode ser acessado por meio do utilitário Winaero WEI Tool) , o desempenho do XPS 13 2-em-1 foi até que bom para um ultraportátil — mas nada de arrepiar o cabelo — e se não fosse pelo desempenho do seus gráficos para Desktop, poderíamos dizer que seu desempenho geral até que é bem harmônico, ou seja, sem extremos como um processador veloz convivendo com um disco lento.

Seguem abaixo o desempenho do sistema no WebXPRT 2013

WebXPRT 2015…

 

… no Cinebench R15…

… e no CrystalDiskMark 5.2.1:

Para avaliar o desempenho desse sistema passivo, escolhemos um caso extremo onde rodamos o bom e velho Prime95 para estressar o sistema por algumas horas e tiramos uma foto térmica da sua base sendo que a parte mais quente da base (em amarelo) ficou em torno de 42,5°C o que pode ser considerado uma temperatura até que baixa para um processador Core i7 rodando a mais de 3 GHz.

Aqui os testes com o PCMark 10:

Aqui os testes com o 3D Mark:

E finalmente os testes com o PowerMark no modo de produtividade

modo balanceado

… e Modo de Entretenimento:

Nossas conclusões:

Desde o seu surgimento em 2012 o Dell XPS 13 é um portátil muito apreciado pelo pessoal da mídia  — incluindo o Henrique — que vê nesse equipamento o modelo a ser batido pela concorrência. Ele é leve, fino, apresenta um bom desempenho (para a sua categoria) e agora se tornou um produto ainda mais flexível com a tela mulimodos.

Porém, não há como negar que, na sua busca pelo notebook mais leve e fino do mercado, a Dell fez uma grande aposta ao abrir mão de conectores legados — mas ainda relevantes — como a porta USB do tipo A ou a porta de rede padrão Ethernet (em especial para o mercado corporativo) para eliminar 13 mm na espessura do produto.

E quem se interessaria por um notebook que a gente nem consegue plugar um memory key? Eu diria que seriam as novas gerações de usuários “conectados” que estão chegando nas empresas e que trazem junto novas idéias baseadas em diferentes modelos de uso e de trabalho realizados essencialmente online.

Fora isso, nós achamos que o XPS 13 2-em-1 não deixa de ser um “show-off” ou seja, uma declaração para o mercado de que a Dell sabe sim fazer um equipamento no limite da tecnologia com design arrojado, bonito e bem executado.

No geral, ficamos muito impressionados com esse produto.

E para aqueles que fazem realmente questão de uma portinha USB para espetar seus memory keys, a empresa ainda oferece o XPS 13 “não conversível”.

Com relação ao Brasil, a má notícia é que essa versão do XPS 13 será direcionado apenas para o mercado corporativo de modo que a Dell nem coloca ele à venda no seu site. Assim, os interessados em adquiri-lo devem procurar os outros canais de vendas da empresa.

 

Resumo: Dell XPS 13 2-em-1 (modelo 9365)

O que é isso? Notebook leve e fino do tipo 2-em-1 voltado para o mercado corporativo.
O que é legal? Design atraente e moderno, excelente apresentação e acabamento, ótimo desempenho (para um 2-em-1 é claro).
O que é imoral? Memória RAM não pode ser expandida e vem apenas com duas portas:  USB-C 3.0 e Thunderbolt. Desempenho modesto em gráficos.
O que mais? Ele não será vendido para o usuário final, apenas empresas.
Avaliação: 9,0 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço sugerido:  A partir de R$8.249 para uma configuração referência com Core i5-7Y54/8GB/128GB SSD/Windows 10 Pro.
Onde encontrar: Dell Brasil

 

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Paulo Cesar Oliveira

    Bem legal……más ainda prefiro o xps 13 “normal”…….

  • Victor Moura

    Queria mais deixar meu comentário a respeito do review! Como um bom nordestino diria: arretado! Show!

    • Mario Nagano

      😁😁😁!!!

  • Tive um XPS 13 (M1330) e foi o melhor notebook que usei até chegar o Surface.
    Além das conexões limitadas, o uso da placa de vídeo da Intel ainda deixa a desejar.

    Lembro até hoje do review do Sony YB15AB, que comprei só pra testar a qualidade da APU após excelente review da Zumo-Caverna – Uma APU AMP seria um excelente motor pra movimentar esse XPS 13.

    E o que mata no Brasil sempre é o preço, seja o XPS convencional ou o 2-em-1… 😛

  • Gabriel Resende

    Dúvida: se utilizar no modo “tenda”, ou mesmo tablet, a interface e a câmera viram também de “cabeça pra baixo”? Nesse caso a câmera pegaria ângulos mais convencionais.

    • Mario Nagano

      Oi Grabiel, por incrível que pareça, aparentemente sim.

      Antes de devolver o equipamento eu fiz rapidamente esse teste e, de fato, na app da câmera tanto a tela quanto a câmera assumiram a orientação correta!

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      Porém acredito que, para que isso funcione, o software que vai usar a câmera — que pode ser da Dell ou não — precisa prever esse caso e ter alguma opção que permita rotacionar a tela 180° seja automaticamente auxiliado por um sensor de movimento ou manualmente por meio de um comando específico

      Como o Windows 10 foi projetado para trabalhar no tablet, acredito que, a primeira vista, esse modo funcione com os softwares compatíveis com esse SO, mas sempre existe a possibilidade de que o usuário queira usar algum programa meio exótico e/ou legado e/ou incompatível, de modo que cada caso é um caso.

      Brigadão pela dica Gabriel. Vou fazer um complemento sobre isso no post. 🙂

      • Gabriel Resende

        Legal! Obrigado pela resposta. Review excelente.
        Achei a máquina muito interessante. Quem sabe um dia convenço os responsáveis pelas compras do órgão…