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Review: Tablet Dell Venue Pro 11 com Windows 8.1 Pro

Voltado para o mercado corporativo, o Dell Venue Pro 11 é um tablet com Windows 8.1 que se transforma num mini-notebook ou mesmo num computador de mesa.

Num mercado cada vez mais saturado com tablets genéricos, baratos e de desempenho vago, o Dell Venue Pro 11 (modelo 5130) é uma boa síntese do que muitas pessoas gostariam de ter em um tablet, ou seja, a desenvoltura de um equipamento móvel combinado com a versatilidade e desempenho de um desktop de mesa (e algumas coisinhas a mais, diga-se de passagem).

Mas à primeira vista, não há muito o que chame a atenção desse produto: Um tablet de desenho convencional equipado com um processador Intel Atom Z3770 “Bay Trail T”, 2 GB de RAM, 64 GB de disco SSD, etc. e sistema operacional Windows 8.1 Pro de 32 bits (por sinal, o modelo enviado para nós para testes). Dependendo do modelo a Dell também oferece uma versão mais em conta com Windows 8.1 “não Pro” (conheça as diferenças aqui).

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Medindo aproximadamente 27,9 x 17,7 x 1,0 cm (LxAxP) o Venue 11 Pro é um equipamento relativamente grande e relativamente pesado (726,3 gramas sem contar os acessórios), mas esse é preço que se paga para ele abrigar sua agradável tela LCD IPS de 11,8″ com resolução Full HD (1.920 x 1.080 pixels) equipada com interface de toque para dez dedos simultâneos.

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Segundo o manual do usuário, essa tela também é compatível com a caneta Active Stylus da Dell. Observamos porém, que esse acessório funciona com uma notória pilha palito “AAAA” de 1,5 volt que, como o próprio nome sugere, é ainda mais fina que a “AAA” é não é fácil de encontrar no varejo (apesar de alguns afirmarem que existe uma alternativa).

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Ao contrário dos tablets com Android, os modelos com Windows 8.1 foram feitos para trabalhar no modo paisagem (landscape) mas nada impede que o mesmo também possa ser usado na vertical. E ao contrário do que vimos no Dell Venue 8 7000, ele possui uma generosa moldura que permite segurar o portátil sem interferir no funcionamento do tablet, além de abrigar sua câmera frontal e o botão “Windows”.

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Para se ter uma melhor idéia do tamanho dessa tela, aqui está uma comparação lado a lado (a partir da esquerda) do Venue 11 Pro, do Venue 8 7000 e do Nexus 7 FHD:

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Dependendo da orientação (landscape ou portrait), o botão de liga/desliga do Venue 11 fica na borda do canto superior ou na lateral direita do portátil, entre o LED indicador de estado (liga/desliga + carga da bateria) e um dos microfones do portátil.

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Sua câmera frontal tem resolução de 2 MP e é mais indicada para aplicações de videoconferência…

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… já a câmera traseira vem equipada com um sensor de 8 MP capaz de capturar imagens de até 3264 x 1.836 pixels, o que para os padrões atuais não é nada de saltar aos olhos mas que atende bem as tarefas do dia a dia como registrar fatos/ocorrências, ler códigos de barras, digitalizar documentos, etc.

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De fato, sua App de câmera é bastante simples no que se refere a captura de imagens…

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… mas que oferece o necessário para o usuário editar, corrigir e encaminhar/compartilhar as suas imagens…

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… incluindo até alguns filtros criativos (embaixo). Interessante observar que, como nos dispositivos com Android, é possível ativar rapidamente a App de câmera sem precisar logar-se no sistema.

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Aqui um exemplo de captura de vídeo na resolução Full HD (embaixo). A taxa de atualização até que é boa, mas o som apresenta alguns ruídos meio “aquáticos” (problemas no codec?)

Na lateral direita do tablet podemos ver a entrada de som, controle de volume e o seu alto-falante esquerdo:

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Um pouco mais embaixo encontramos duas portas USB: uma micro e uma “normal” (tipo A) sendo que essa última já é compatível com o padrão USB 3.0 (yaaay!) o que facilita e muito a instalação e uso de outros dispositivos além de memory keys. Essa porta também pode ser usada para alimentar outros dispositivos móveis (como uma bateria de emergência), mas isso precisa ser ativado na BIOS do sistema.

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Vale a pena notar que essa porta USB micro aparentemente só serve para alimentar o tablet e recarregar sua bateria — ou seja — nada de OTG ou a transferência direta de dados com o PC. Já acompanha o produto um pequeno recarregador (de ~ 183 gramas com os cabos) modelo Dell 24W com entrada bivolt de 100~240 volts e saída de 19,5 volts x 1,2 A ou 5 volts x 2,0 A. Eu particularmente gosto desse tipo de fonte já que ela também pode ocasionalmente ser usado para alimentar outros dispositivos móveis, incluindo aqueles bem fominhas.

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No lado oposto, podemos ver a porta HDMI Micro (uia!), um slot micro SD e outro para trava antifurto padrão Noble Wedge Security Lock e o alto-falante direito. Para aqueles que gostariam de conectar esse tablet num projetor multimídia ou mesmo monitor com porta SVGA, a boa notícia é que a Dell comercializa um cabo adaptador no seu site.

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O seu slot para cartão de memória Flash é compatível com os padrões Micro SD, SDHC e SDXC é formado por uma pequena bandeja/suporte para a mídia que é inserida no portátil, para removê-lo é preciso inserir a ponta de um clipe num orifício lateral para soltar uma trava interna:

Dell_Venue11_Pro_tablet_portas_micro_SD1

Na base do tablet podemos ver os pontos de engate/suporte mecânico do teclado e dois conjunto de contatos elétricos sendo um na forma de dois grupos de contatos elétricos de seis pinos e um conector central usado para se conectar com sua docking station (mais sobre isso embaixo). Note que esses contatos ficam normalmente expostos, de modo que o usuário deveria tomar alguns cuidados para que eles não sejam muito expostos à muito pó, humidade e outros tipos de contaminantes que possam causar a corrosão/mau contato dos mesmos.

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Já a parte de trás do Venue 11 é coberto por uma grande capa de policarbonato com acabamento fosco e anti-derrapante, o que torna o seu uso mais seguro e confortável.

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O simbolo abaixo indica a posição do seu sensor NFC. Fora isso, o modelo analisado também veio equipado com interface Bluetooth, Wi-Fi 802.11n (802.11ac opcional) e modem 3G/HSPA+ (Dell Wireless 5570E)

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Talvez o recurso mais interessante e que até diferencia um tablet corporativo de um modelo de consumo, é a possibilidade de ter acesso ao interior do portátil de maneira relativamente simples e sem o uso de ferramentas. Para isso, existe um pequeno espaço na base do tablet onde o usuário pode apoiar o dedo e começar a levantar e desencaixar com muito cuidado (repito: com muuito cuidado) a sobrecapa de policarbonato…

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… revelando assim o interior do tablet:

Dell_Venue11_Pro_tablet_atras_remove_tampa

Para ser sincero, não há muito o que ver no interior do tablet já que boa parte da placa-mãe está coberta com uma película de plástico ou pelo próprio gabinete interno, o que faz sentido já que isso deixa bem claro o que o usuário na prática pode mexer ou não neste espaço:

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Para remover a bateria em si, basta soltar duas travas existentes na base do portátil e removê-la cuidadosamente para não danificar seu contato elétrico que é só encaixado e não preso por um conector.

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A idéia por trás de remover a bateria é que além de facilitar a sua manutenção, permitir que uma maior autonomia de uso em trabalhos de campo, especialmente naqueles lugares onde não existe uma tomada por perto.

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No nosso caso, trata-se de uma bateria de íon-polímero (Li-Po) modelo 9MGCD de 7,4 volts x 32 Wh:

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Interessante notar que apenas removendo a bateria…

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… é que temos acesso a entrada do cartão Micro SIM do modem 3G do tablet:

Dell_Venue11_Pro_tablet_slot_SIM

Entre os acessórios opcionais do Venue 11 talvez o mais desejável seja o Dell tablet keyboard desenvolvido especialmente para o Venue 11…

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… e ao contrário dos modelos com porta USB ou bluetooth, este possui um encaixe específico para ser usado com o Venue 11 Pro…

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… o que permite transformá-lo em um mini-notebook totalmente funcional:

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E assim como o Transformer Book da Asus e o ThinkPad Helix da Lenovo, esse teclado possui uma bateria adicional que pode ser usada para alimentar o tablet, expandindo assim a sua autonomia em em até 50%. Um detalhe interessante desse recurso é que essa bateria pode ser recarregada de maneira independente, bastando para isso conectar a fonte do tablet numa porta USB micro no teclado…

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… sendo que o estado da recarga pode ser monitorado por meio de um discreto indicador luminoso localizado na lateral do teclado.

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Ao contrário de outras soluções que mais parecem adaptações ou quebra-galhos, o uso desse teclado da muda completamente a cara do produto…

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… que forma um conjunto bastante funcional e harmônico apesar dele não se encaixar no estilo “leve e fino” dos Ultrabooks.

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De fato, vale a pena ressaltar que com o uso de uma bateria adicional, o peso do teclado é de 678 gramas que somados aos 764 gramas do tablet, temos um total de 1.442 gramas ou quase 1,84 kg de contarmos o carregador e os cabos, o que pode parecer estranho ou até meio exagerado para um equipamento do seu porte:

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Apesar disso, podemos afirmar que o uso do teclado é bastante agradável com teclas bem espaçadas e cujo layout já está disponível no padrão nacional ABNT-2. Como é moda nos dias de hoje, as teclas de função tem o layout invertido, ou seja, para acessar as funções F1~F12 é preciso pressionar junto o botão Fn. Talvez como uma medida para economizar o máximo de energia, as teclas não são retroiluminadas (boo!)

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O touchpad também segue a moda de adotar botões integrados à area de toque, apesar de que a sua utilidade é parcialmente minada a medida que os usuários se acostumam a usar cada vez mais a tocar na tela.

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Outra sacada muito bacana dos designers da Dell foi de desenhar a dobradiça com um pequeno ressalto que ao abrirmos a tela, levanta um pouco parte de trás do teclado tornando melhorando assim a sua ergonomia…

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… uma solução por sinal, que lembra vagamente o bom e velho Psion Revo:

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Outro detalhe que também nos chamou a atenção é a posição das portas USB Micro e 3.0 que, de tão próximas, podem atrapalhar o uso de alguns dispositivos mais volumosos…

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… como um adaptador de rede com porta Ethernet ou leitor de cartão SD (embaixo) que praticamente impede o acesso à porta USB Micro. E se levarmos em consideração de que esse conjunto de tablet + teclado tem apenas uma porta USB disponível, isso pode criar um problema ocasional, especialmente para aqueles heavy users que adoram instalar acessórios e outros peduricalhos no seus PCs.

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A resposta para esse problema pode estar na Doca para Tablets da Dell uma sólida base de acoplamento…

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… que oferece uma grande quantidade de portas de comunicação para as mais diversas aplicações.

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Ao contrário do teclado citado acima, este se encaixa no tablet por meio de um outro tipo de conector de desenho proprietário (por onde trafegam mais sinais) e que possui uma curiosa articulação…

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… que facilita a instalação e remoção do tablet:

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Na sua frente existe uma porta USB 3.0 e uma saída de som de 3,5 mm…

Dell_Venue11_Pro_doca_portas_frente

… e na parte de trás (a partir da esquerda) temos a entrada da fonte de alimentação, mais duas portas USB 3.0, uma porta de rede Fast Ethernet, uma HDMI padrão de 19 pinos do tipo A e uma DisplayPort de 20 pinos.

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Acompanha a base uma fonte de alimentação modelo Dell 45 w de 19,5 volts x 2,31A que é do mesmo tipo usado em alguns portáteis da casa.

Dell_Venue11_Pro_doca_fonte1

Uma sacada bem interessante dessa fonte é que ela possui um LED branco no plug que se encaixa na doca que acende indicando que o mesmo está energizado. Isso pode parecer uma frescura, mas quebra um tremendo galho na hora de procurar essa ponta em algum local escuro ou verificar se a fonte está funcionando ou não.

Dell_Venue11_Pro_doca_fonte2

Com essa doca é possível conectar o Venue 11 num mouse, teclado, mais um monitor externo, impressora, gravador de DVD e até na rede local cabeada, transformando o mesmo num pequeno desktop totalmente funcional.

Dell_Venue11_Pro_doca_teclado

Note que esse acessório não possui bateria interna, mas permite que o tablet possa ser recarregado enquanto estiver acoplado na base. Nesse ínterim, a bateria do teclado do Venue 11 também pode ser recarregado usando a fonte que acompanha o tablet, de modo que o conjunto pode estar com a carga completa na hora de ir para a rua.

Sob Testes:

Com dissemos no início deste review, o modelo analisado (5130) veio equipado com um processador Intel Atom Z3770 “Bay Trail-T” um SoC quadcore de baixo consumo (22 nm) baseado na microarquitetura Silvermont e é mais indicado para uso tablets com Android e Windows. Seu clock varia de 1,46 até 2,39 GHz e apesar da versão instalada do Windows 8.1 ser de 32 bits, ele já oferece suporte para 64 bits, assim como os sets de instruções SSE 4.1/4.2 e AES-NI.

Dell_Venue11_CPU-Z

E ao contrário do Atom Z3460 usado no Venue 7 3000 ou o  Atom Z3580 do Venue 8 7000, sua aceleradora gráfica não é da PowerVR e sim um desenho próprio batizado de “HD Graphics” que é uma GPU baseada no modelo de sétima geração usada no Ivy Bridge (Core ix de 3ª geração), porém com menos unidades de execução (apenas quatro) seu desempenho em 3D pode não não chegar no nível do HD Graphics 4000, mas seu desempenho em processamento/aceleração de vídeo atende plenamente a atual demanda, suportando telas de até 2.560 x 1.600 pixels.

Dell_Venue11_GPU-Z

 

Nos testes realizados, o Venue 7 3000 bateu 611 pontos no WebXPRT 2013 (um teste de HTML5)…

Dell_Venue11_WebXPRT_2013

E 133 pontos na nova versão 2015:
Dell_Venue11_WebXPRT_2015

Já nos testes com o PCMark 8, o sistema obteve 1.176 pontos no modo Home Normal

Dell_Venue11_PCMark8_Norm_rec

…  1.213 pontos no modo Home Accelerated:

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Interessante notar que o PCMark 8 também possui um teste de autonomia de bateria, de modo que fizemos uma medição apenas com a bateria interna no modo acelerado, e o sistema bateu 1.216 pontos com uma autonomia estimada de 7h27m34s:

Dell_Venue11_PCMark8_Acc2_batt_1x

Já a segunda medição com a bateria interna do tablet somada com a do teclado, o desempenho caiu sensivelmente — 996 pontos — nas a autonomia estimada mais que dobrou: 15h41m13s um número realmente de saltar aos olhos!

Dell_Venue11_PCMark8_Acc2_batt_2x

Para medir a capacidade de um sistema para processar e converter vídeos, utilizamos o DVDFlick 1.3.0.6, que cria uma imagem de disco de filme em DVD a partir de um arquivo de vídeo (no nosso caso, três vídeos de 1 hora em HD combinados numa única imagem em ISO).

Neste teste, o Venue Pro 11 levou 7h54m16s utilizando apenas um thread do processador e 5h12m53s com todos os quatro threads ativados. Resultado modesto de comparado com um notebook de linha com Core i5/i7 que faz esse mesmo serviço em 1,5 a 2 horas, mas mesmo assim é um bom resultado para um sistema baseado em Atom de baixo consumo de energia. Na época dos netbooks um Atom N260 levava algo em torno de 10 a 12 horas para realizar essa mesma tarefa.

Já para converter filmes em DVD para um arquivo em AVI em Full HD, usamos o Freemake Video Converter, um utilitário gratuito que tira o máximo proveito do hardware (incluindo distribuir a carga de trabalho por diversos threads e aceleração por GPU). Com esse programa foi possível converter nosso mesmo filme de referência em 4h15m21s no modo de alta qualidade.

Com relação ao seu desempenho em 3D, no 3DMark Ice Storm Unlimited o Venue 11 Pro bateu 15.420 pontos:

Dell_Venue11_3DMark_IceStorm_ulimited_rec

Já nos testes de bateria feitos com o Battery Mark 1.1, no modo normal com carga de trabalho (CPU a 100%) o Venue 11 Pro levou 7h29min para sua carga chegar a 2%…

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… e 7h56min44s com a bateria externa:

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Já no cenário mais favorável — com as duas baterias carregadas e sem carga de trabalho — o sistema demorou 21h30min01s para quase esgotar sua carga.

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Nossas conclusões:

O que esses resultados nos mostraram é que para um tablet o desempenho do Dell Venue 11 Pro atende plenamente a demanda de um profissional que vai — na sua essência — coletar dados, fazer pesquisas on-line e consumir conteúdo digital. Já como mini-notebook, o Venue 11 também cumpre bem o seu papel de um PC com Windows nas tarefas do dia a dia, mas desde que as tarefas não demandem processamento intensivo (para aqueles que realmente precisam de mais desmepenho, a Dell já dispõe desse mesmo modelo equipado com o novo processador Core-M).

Sob esse ponto de vista, o Venue 11 Pro é um equipamento bastante honesto no sentido de que ele entrega exatamente o que ele promete, ou seja, um equipamento que sacrifica um pouco seu desempenho bruto (se comparado, por exemplo com um notebook de linha com Core i3/i5) em favor de uma maior autonomia da bateria. Some-se a isso sua excelente tela de 11″ Full HD e a capacidade de funcionar como tablet ou mini-notebook com a mesma desenvoltura e temos um produto bem interessante tanto para uso geral quanto profissional.

Fora isso, usuário precisa estar ciente que se trata de um tablet com teclado, com algumas limitações típicas dessa plataforma, como a impossibilidade de adicionar mais memória RAM ou disco e uma certa economia nas portas de comunicação (em especial nas USB), problema que pode ser parcialmente resolvido com a adquisição da sua docking station. Vale a pena relembrar que, ao contrário de outros modelos com tela destacável, o Venue 11 Pro não é um sistema multimodos, ou seja, nada de modo tenda, display ou coisa do tipo.

E cá entre nós, quem realmente usa isso?

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Resumo: Dell Venue 11 Pro (modelo 5130)

O que é isso? Tablet de uso geral de 11″ com Windows 8.1 Pro.
O que é legal? Tela Full HD. Plataforma versátil e flexível, excelente desempenho da bateria.
O que é imoral? Relativamente pesado para um equipamento do seu porte. Portas USB estão muitos juntas. Teclado não vem incluso.
O que mais? Sua bateria é removível, 3G incluso. Também disponível com Core M.
Avaliação: 8,0 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço sugerido: A partir de R$ 1.768
Onde encontrar: www.dell.com.br

 

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Ubiratã Muniz Silva 30/06/2015, 13:50

    Muito interessante. Apenas achei uma pena que ele não ofereça um compartimento no corpo para guardar a stylus, como o Galaxy Note da Samsung. A Stylus à parte custa R$ 119,00 no site da Dell.

    Vale lembrar que a versão com Win 8.1 standard custa ainda menos, R$ 1.599,00.

  • Harry Stéfano 08/07/2015, 23:26

    Onde tem essa informação de que esse tablet tem:” protegido com uma camada de Gorilla Glass”, procurei no site da Dell Brasil e não encontrei nada a respeito. Vcs confirmam que tem essa proteçao??

  • dflopes 17/07/2015, 15:10

    sendo repetitivo, excelente review.

    A opção de instalar a porta USB convencional no corpo do tablet é muito boa, pois o Asus Transformer deixa a porta USB no teclado. Se você levar só o tablet, fica sem porta USB para conectar um pen drive, apesar da porta Micro USB funcionar tb pra comunicação (além de carregamento), mas não pode esquecer o cabo adaptador 9pra ligar o pen drive numa porta micro USB).

    O Asus Transformer não tem bateria no teclado, apenas HD de 500Gb. Tem outras versões sem HD no teclado (meu caso, mas com SSD interno maior) – não identifiquei versões com bateria no teclado???

    Muitas das funções para windows desktop NÃO SÃO adaptadas para uso touch, ou seja, tem que simular um mouse com o dedão e algumas horas ocorrem dificuldade de uso. Nessas horas, a melhor opção é o mouse ou touchpad.

    E no texto do Battery Maker, deram as mesmas 7H com e sem bateria extra?