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Review: Dell Chromebox 3010

Mini PC da Dell com Chrome OS pode ser uma opção simples, prática e segura para aqueles que conseguem resolver boa parte da sua vida digital só com o navegador do Goolge e suas extensões.

Para quem não sabe (ou nunca foi apresentado), o Chromebox é a versão de mesa do Chromebook que é, de maneira bem resumida, um computador configurado para trabalhar online, executando aplicações localizadas na chamada “nuvem”.

O conceito em si não é novo e data da época em que os mainframes ainda dominavam a terra. A grande sacada neste caso é que esse dispositivo roda um sistema operacional chamado Chrome OS que, na sua essência, dá suporte a uma única aplicação — o navegador Chrome — que funciona como meio de acesso para todo um universo de produtos e serviços cada vez mais sofisticados baseados na web.

Entre as empresas que já vendem esse produto no Brasil está a Dell, que tem o Chromebox 3010 em duas versões: A mais simples (preço sugerido a partir de R$ 1.143) equipada com processador Intel Celeron 2955U de 1,3 GHz, 2 GB de SDRAM e 16 GB de disco SSD e a mais potente (preço sugerido a partir de R$ 1.782) vem equipada com o dobro de memória SDRAM (4 GB), 16 GB de SSD e processador Intel Core i3-4030U de 1,7 GHz, que me parece ser um daqueles chips fornecidos “sob medida” para grandes clientes como a Dell, já que a versão de linha roda a 1,9 GHz.

Dell_Chromebox_overall

Recebemos essa versão com Core i3 para testes e, ao contrário dos desktops da casa, ele não vem com mouse e teclado de modo que deixa o usuário livre para escolher a marca e modelo que mais lhe agrade.

Dell_Chromebox_unbox_1

O produto em si é formado pelo Chromebox propriamente dito, fonte de alimentação externa e um kit de suporte vertical.

Dell_Chromebox_unbox_2

A fonte em si é um modelo bivolt de 19,5 volts x 3,34 A (P/N 9C29N) do mesmo tipo usado nos notebooks da casa….

Dell_Chromebox_fonte1

Já o suporte vertical é formado por uma sólida placa de metal quadrada com espaçamento de 10 cm entre os furos de 5 mm (aparentemente compatível com o padrão VESA MIS-D)  e um jogo de parafusos

Dell_Chromebox_suporte

… que permitem fixar o Chromebox na placa e este em algum dispositivo — como um monitor de vídeo — transformando-o em uma solução do tipo all-in-one.

Dell_Chromebox_suporte2

Já o Chomebox em si é um módulo de metal + policarbonato de 12,4 x 4,2 x 12,4 cm e 530 gramas de peso (sem os acessórios) de construção sólida e ótimo acabamento em preto fosco, típico dos equipamentos de escritório da Dell. Na parte de cima podemos ver o logo da fabricante, da plataforma Chrome e o seu botão de liga/desliga equipado com um elegante indicador luminoso que acende quando o sistema está ativo e pisca quando dormente.

Dell_Chromebox_tamanho

Na sua frente temos duas portas USB 3.0 “Powered” que também podem ser usadas para alimentar alguns dispositivos externos com porta USB mesmo com o sistema dormente (mas não desligado).

Dell_Chromebox_frente - Copy

Já na parte traseira podemos ver a saída de ar do cooler do processador e a partir da esquerda, a entrada de alimentação, porta de rede Gigabit Ethernet, duas USBs 3.0, HDMI e DisplayPort e saída de som/entrada de microfone.  Note que esse sistema não conta com alto-falantes internos (boo!) mas vem com uma interface Wi-Fi 802.11 AC e Bluetooth 4.0 (yaay!).

Dell_Chromebox_tras

Na lateral esquerda temos o slot para trava anti-furto padrão Kensington, um furo que dá acesso ao seu pequeno botão de reset e um leitor de cartão SD/SDHC/SDXC.

Dell_Chromebox_direito

No lado oposto apenas alguns selos de certificação e de identificação de tipo de processador (neste caso, um Core i3 de quarta geração).

Dell_Chromebox_esquerdo

Já a base do Chromebox da Dell é coberta por uma grande base de borracha anti-derrapante com aberturas para os parafusos de fixação do suporte vertical e os outros selos de identificação:

Dell_Chromebox_base

E é por baixo que também temos acesso ao interior desse intrigante equipamento, aparentemente baseado na plataforma Ultra Compact Form Factor (uCFF) da Intel, também conhecida pelo nome de NUC (Next Unit of Computing).

Dell_Chromebox_base_opened

Numa conversa que tive com alguns engenheiros ligados à esse projeto lá na Intel, eles me contaram que essa plataforma foi bolada por ex-funcionários da finada divisão de placas-mãe da Intel a partir de todo o know-how acumulado com o desenvolvimento do Ultrabook. Assim, de um certo modo, essa plataforma não deixa de ser uma placa-mãe de portátil na forma de um mini-desktop como veremos embaixo.

Por exemplo, em vez de usar os tradicionais módulos de memória DIMM para desktops, o Chromebook 3010 da Dell utiliza módulos de memória de notebook, no nosso caso dois pentes de SDRAM DDR3L /1.600 MHz de 2 GB cada, totalizando assim 4 GB de RAM.

Dell_Chromebox_RAM

Ao seu lado fica a mini-placa de rede Intel Dual Band Wireless AC 7260 que também incorpora a interface Bluetooth 4.0.

Dell_Chromebox_WiFi

Removendo esse módulo, temos acesso ao disco SSD de 16 GB da Sandisk da série U110 modelo SDSA6MM-016G com porta SATA 3 e compatível com o padrão M.2 NGFF (Next Generation Form Factor)  ou simplesmente M.2:

Dell_Chromebox_SSD

Quando removemos a placa-mãe do gabinete podemos ver que no lado oposto ficam a bateria de backup da BIOS, o processador (montado sob o cooler)…

Dell_Chromebox_placa-mae

… e uma curiosa plaquinha auxiliar que acomoda uma combinação de leitor de cartão SD, gerador de beep sonoro e slot para cartão Mini PCIe:

Dell_Chromebox_daughtercard

Aqui uma vista do interior do gabinete onde podemos ver à partir da direita o botão de reset e o slot para trava de segurança padrão Kensington. Note que o pino guia dessa trava atravessa a carcaça interna do gabinete feita de metal…

Dell_Chromebox_reset_Leg

E vai se fixar numa segunda abertura fixada da tampa inferior do gabinete, garantindo assim que o gabinete não pode ser aberto sem que a trava seja removida, proporcionado assim uma segurança extra.

Dell_Chromebox_kensingston

Aqui outra vista da parte de trás da placa-mãe onde podemos ver com mais clareza a saída de ar do cooler do processador e suas portas de entrada e saída logo embaixo. Note qas borrachins coladas por baixo das portas, provavelmente para dar um maior suporte para a placa-mãe que fica literalmente parafusada no teto do gabinete :-).

Dell_Chromebox_MB_portas1

Renovendo a placa-mãe podemos ver com mais clareza o chassis interno do Chromebox, feito de metal estampado o que garante uma boa rigidez estrutural do equipamento além de proteger o ambiente de trabalho de irradiações eletromagnéticas indesejadas. Até por causa disso note os dois fios (preto e branco) vindos da placa de rede Wi-Fi que saem para fora do chassis de metal para uma melhor transmissão/recepção de dados.

Dell_Chromebox_carcaca

A tampa inferior do gabinete também segue o mesmo padrão de construção do resto do equipamento:

Dell_Chromebox_carcaca2

Mas voltando ao que interessa, como é o funcionamento desse Chromebook? Primeiro é necessário conectar todos os cabos no painel traseiro do dispositivo…

Dell_Chromebox_conecta1

… ligar o aparelho, registrar-se como novo usuário (como nos smartphones e tablets com Android, o ideal é já ter ter uma conta no Gmail) e, em menos de um minuto o sistema está ativo e pronto para uso.

Dell_Chromebox_desktop

Não iremos entrar minuciosamente nos detalhes de como funciona e como usar o Chrome OS já que fizemos isso no nosso hands-on do Chromebook da Acer C710 e fora as melhorias em algumas aplicações residentes e outros serviços que agora funcionam  no Brasil (como o Google Play Music), o sistema em si pouco mudou o que não é algo ruim, diga-se de passagem já que — em resumo, se você usa Chrome — é isso aí.

Dell_Chromebox_OS_main_screen

Fato é que ainda fico impressionado ao ver todas as minhas customizações do navegador Chrome do meu desktop fielmente reproduzidos no Chromebox. No geral, a experência de uso do Chrome OS no modelo analisado é muito boa, com o sistema respondendo aos comandos de maneira ágil e dinâmica.

Dell_Chromebox_OS_main_screen2

Entre os dispositivos com porta USB que funcionaram com o Chromebox estão diversos memory keys, HD Externo (incluindo modelos com porta USB 3.0), webcam e até um gravador de DVD, mas como já dissemos antes, essa brincadeira de ficar espetando coisas no Chromebox/Chromebook é meio que um exercício de tentativa-e-erro de modo que algumas coisas podem funcionar, outras não e um terceiro grupo se encaixaria na turma do “mais-ou-menos”, caso do gravador de DVD que é capaz de ler/gravar arquivos na mídia, mas ainda não descobri como reproduzir um DVD de filme.

Com relação ao seu desempenho, os únicos testes que pudemos rodar no Chromebox da Dell foram os baseados HTML5 o que não é algo ruim já que essa tecnologia é chave para a estratégia desse produto.

Assim no teste WebXPRT 2015 o sistema obteve 264 pontos +/- 9 no Overall Score…

Dell_Chromebox_webxprt_15

… e 1.226 pontos +/- 53 na versão 2013:

Dell_Chromebox_webxprt_13

Já nos testes de CrXPRT (específicos para Chrome OS), o sistema obteve 120 +/3 pontos:

Dell_Chromebox_CrXPRT1

Nossas conclusões:

O que esses números mostram é que para um desktop voltado para rodar aplicações na nuvem, o Chromebox da Dell é um equipamento bem veloz, atropelando outros portáteis como o Dell Venue Pro 11 equipado com um chip  Intel Atom Z3770 “Bay Trail-T”.

Isso significa que o Chromebox é melhor que um tablet com Android? Apesar de serem do mesmo fabricante, é preciso deixar claro que até onde sei, o Android e o Chrome OS são plataformas distintas, cujo desenvolvimento andam em paralelo dentro da empresa.

Na época em que eles foram concebidos, a estratégia do Google era que o Android seria voltado para tablets e smartphones enquanto que o Chrome OS para notebooks (e desktops) conectados. De fato isso até explica porque não vemos por ai muitos desktops e notes com Android, nem tablets com Chrome OS.

De qualquer modo, a impressão que temos é que o Chromebox se encaixa naquela metáfora de que, se computadores fossem animais, um PC com Windows seria uma raposa e o Chome OS um porco espinho, ou seja, para resolver um problema (como fugir de um predador), a raposa conhece uma dezena de truques sendo que muitas delas nem sempre funcionam. Já o porco-espinho só conhece um truque que sempre funciona!

Com isso quero dizer que apesar do Chromebox poder ser (erroneamente) desprezado por ser um “PC de um app só” ela faz o que se propõe a fazer de uma maneira correta e eficiente. Sob esse ponto de vista, o hardware da Dell contribui para isso, apresentando um padrão de construção e qualidade muito bom que pode atender perfeitamente a demanda de empresas, escolas e até setores do governo que necessitam de um hardware simples e compacto e de fácil manutenção que possa ser usado para rodar uma ou mais aplicações conectadas. Caso de escolas, telecentros, terminais de consultas e e-commerce, webcafes, centrais de telemarketing,etc.

E, é claro… É o PC ideal para a sua mãe, avó ou tia que não sai do Facebook.

ztop-indica-novo-selo

Resumo: Dell Chromebox 3010

O que é isso? Mini-PC com Chrome OS
O que é legal? Simples de configurar e usar. Plataforma ágil e o navegador Chrome funciona de maneira idêntica à da versão para PCs.
O que é imoral? Não é indicado para tarefas de processamento intensivo e a oferta de programas não é tão ampla quanto o Windows/Android. Suporte limitado (se é que existe) para hardware de terceiros.
O que mais? Não acompanha teclado e mouse. Também disponível na versão com Celeron + 2 GB de RAM.
Avaliação: 8,0 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço sugerido: Versão analisada à partir de R$ 1.782
Onde encontrar: www.dell.com.br

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Sidney Pontes 07/07/2015, 17:46

    O preço… Se comparado com a versão ” notebook ” mesmo a versão mais básica ainda é mais cara…tenho vontade de experimentar,mas posso achar um PC com win , da própria dell com melhor custo benefício… Mas sinto que o preço só cairá se aumentarem as vendas, mas as vendas só vão aumentar quando o preço cair..

    • Ítalo de Paula 07/07/2015, 18:29

      Rapaz, foi o que aconteceu comigo no caso do chromebook. Eles chegaram aqui no Brasil custando 1.300,00. Só adquiri quando encontrei por 700,00

    • Vagner "Ligeiro" Abreu 07/07/2015, 20:41

      O interessante é que os Chromebooks são geralmente feitos com o Intel Celeron ou Atom. Os Chromeboxes são feitos com a série iX, e só os processadores já tem um custo elevadíssimo. Isso por si só explica a diferença de preço.

      Fico pensando se isso também não é uma “deixa” para a vinda de um “WinBox” – um computador enxuto com Windows, tal como ocorre hoje com os “WinPen” – os computadores em formato stick ligados direto na HDMI e com Windows 8 de fábrica.

      • Sidney Pontes 07/07/2015, 21:28

        O processador deve ser a causa da diferença de preço, já que eu até lembrei da versão de entrada do chromebox com um processador mais simples, mas esqueci que alguns chromebooks ,como o Samsung, usam processadores ARM.. Talvez seja até uma forma de baratear : investir num chromebox com ARM.

      • Mario Nagano 07/07/2015, 21:55

        Pelo que pude ver no hardware, o Chromebox nada mais é que um NUC com Chrome OS.

        E como disse no texto, os chips Celeron/Core i3 usado nele são Core ix de quarta “Haswell” geração o que é uma plataforma de hardware bem carinha principalmente se levarmos em consideração a tecnologia usada na sua miniaturização.

        • Vagner "Ligeiro" Abreu 07/07/2015, 21:58

          Estava fazendo um comentário ao Pontes, aí tu apareceu. Aproveitando a deixa, fica a questão: há alguma sensação diferente (de “esperteza”) entre o Chromebook com o Celeron e o i3? Pois se não há tanta, é estranho a Dell oferecer o Chromebox com o i3 e mais caro.

          E perdão, pensava que o Celeron poderia ser comparado ao Atom, devido a capacidade. 🙂

          • Mario Nagano 07/07/2015, 22:18

            Essa pergunta é meio parecida com a que alguém me peguntou qual seria a diferença de desempenho entre o Zenfone 5 de 1,2 GHz e o de 1,6 GHz.

            Minha resposta: Para responder com autoridade, só testando o modelo de 1,2 GHz o que não sei se vai ser o caso.

            Meu palpite é que a versão com Core i3 só irá realmente fazer a diferença se o usuário for um daqueles Heavy Users que mantém umas 15 abas abertas Chrome, assiste um arquivo de vídeo e ouve músicas no Google Play ao mesmo tempo. E nesse caso eu ainda acho que os 4 GB de SDRAM vai fazer mais diferença do que um processador mais parrudo.

            Fora isso, a gente não pode esquecer que esse Chromebox é voltado para o mercado corporativo, um tipo de consumidor que sempre pensa no médio e longo prazo o que faz com que a versão com Core i3 faça mais sentido no quesito “vida úitil” e/ou “preservação do investimento”.

  • felipelsp 07/07/2015, 19:33

    Realmente o preço tá caro. Mas gostaria muito de um só pra ser um terminal simples de Internet.

  • angelico 09/07/2015, 15:22

    Esse teclado ThinkPad é uma maravilha. Peguei meu X60s agora para matar a saudade. Quanto ao Chromebox da DELL eu acho que não compensa. Tá muito caro!

    • Mario Nagano 10/07/2015, 10:02

      Sim esse teclado é um clássico. Comprei ele no bom e velho Saldão da Lenovo onde a realmente realmente conseguia comprar PCs e acessórios de primeiríssima linha por uma merreca.

      Eu tb tenho um mini-teclado bluetooth criado para o Thinkpad Tablet 2. que é muito bom, porém equipado com um trackpoint óptico ou seja, ao invés do pino vermelho ele possui um sensor óptico se lê o movimento do dedo sobre o mesmo, como se fosse um mouse de cabeça para baixo.

      http://i0.wp.com/www.ztop.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Dell_Venue8_7000_teclado_BT_1.jpg

      Ele até que funciona bem. O único problema é que vc não pode pressionar esse trackpoint e arrastar o cursor por longas distâncias. Apenas puxá-lo aos poucos “coçando” o mesmo com a ponta do dedo.

  • dflopes 16/07/2015, 03:12

    é possível fazer upgrade de hardware nele?
    colocar mais RAM ou trocar o SSD?
    Um erro é não vir com um teclado/mouse – se o objetivo é ligar até na TV pra nossa tia que só oquer acessar o facebook, o produto não unbox & Play.

    • Mario Nagano 20/07/2015, 13:37

      Na teoria sim: dá pra trocar a memória, a plaquinha WiFi e até o SSD desde que você use um componente compatível. Como vimos nas imagens acima, esses componentes são os mesmos usados num Ultrabook moderno.

      Com relação a ausência do mouse/teclado — como disse no texto — isso pode até ser visto com bons olhos por alguns consumidores, já que eles podem reaproveitar esses componentes de algum PC encostado ou mesmo comprar um novo mais do seu gosto, inclusive sem fio ou com bluetooth.

      Se não me engano, o Mac Mini tb não vem com mouse e teclado. Quando isso foi questionado na época do seu lançamento, a empresa com nome de fruta explicou que a proposta original do Mini era de ser uma espécie de oportunidade para os usuários de PC experimentarem um “Mac” por um preço camarada e, até por causa disso, eles poderiam usar seus próprios mouses e teclados de PC no mini que o tio Jobs não ia ficar irado.

      Acho que o tio Mike também não faz nenhuma objeção. 😉

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