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Review: AMD Fusion A8-3850 Llano com placa-mãe MSI A75MA-G55

Depois de marcar presença (e fazer barulho) no segmento de PCs de entrada com a plataforma Brazos, chegou a vez da AMD entrar de cabeça no segmento de desktops mainstream com o Llano, que deve bater de frente com os processadores Intel Core i3 e i5 de qualquer geração.

Para quem ainda não foi apresentado, a atual linha de produtos AMD Fusion é formada por duas plataformas: a plataforma de entrada Brazos, que utiliza os processadores as APUs Ontário (Série C) e Zacate (série E) e a plataforma mainstream Llano, formada pelas APUs Lynx (Série A para desktops) e Sabine (Série A para portáteis).

Sob um certo ponto de vista, o Llano é o irmão maior e mais parrudo do Brazos. Isso fica bem claro quando colocamos um chip da série A (à esquerda) ao lado de um da série E:

Se comparado com seu irmão menor, o Llano é uma patola formada por aproximadamente 1 bilhão de transistores espremidos em uma pastilha de silício de 32 nm…

Sendo que quase a metade da sua área física é ocupada pela sua GPU Radeon HD, montada ao lado dos seus quatro núcleos de processamento x86 e outros componentes periféricos, como interface de memória DDR3 dual channel, barramento PCI-e, decodificador de mídias (UVD), interface de vídeo etc. Os núcleos de processamento (codinome Stars) vêm equipado com 128 kb de cache L1 e 1 MB de cache L2. Interessante notar que a GPU se comunica com as CPUs via controladora Northbridge embutida na APU.

A APU que recebemos para teste é uma AMD A8-3850, modelo quadcore de 2,9 GHz, 4 MB de cache L2, GPU integrada Radeon HD e suporte para memórias DDR3 1.866 MHz.

Curiosamente, essa APU não dispõe do recurso Turbo Core (uma versão alviverde do Turbo Boost, da Intel), presente no modelo A8-8500, cujo clock varia de 2,4 a 2,7 GHz. Como os chips são praticamente idênticos (mesma CPU, GPU, cache etc.) a impressão que fica é que o A8-3800 é um modelo mais voltado para uso geral e consumo mais racional de energia (TDP de 65 watts), enquanto que o A8-3850 é um modelo mais “envenenado” e voltado para desempenho (funcionando direto a 2,9 GHz) e, por causa disso, o seu TDP dispara para 100 watts.

Já a sua GPU Radeon HD 6550D (codinome Sumo) oferece 600 MHz com suporte para DX11, Blu-Ray 3D, AMD Steady Video, AMD Perfect Picture, DisplayPort 1.1a e HDMI 1.4a.

A GPU é formada por 400 “Radeon” cores, 5 SMIDs, 20 Texture Units etc. capazes de processar até 480 GFLOPS (single precision) ou até 480 GOPS.

Segundo o CPU-Z, essa GPU também é compatível com DirectCompute 5.0

Uma das características mais interessantes dessa GPU é seu suporte para a tecnologia Radeon Dual Graphics, que é a capacidade de combinar o processamento da HD 6550D com uma placa de vídeo discreta para acelerar os programas compatíveis com a tecnologia Direct3D, presentes no DirectX 10 e DirectX 11.

Observe, porém, que esse recurso só funciona no Windows 7 com o AMD Vision Engine Control Center instalado. O sistema assume a saída de vídeo integrada como a primária.  O recurso de Eyefinity pode ser usado, mas nesse caso a saída de vídeo primária deve ser reconfigurada (na BIOS) para ser a da placa discreta.

Fora isso, a empresa recomenda que a aceleradora adicional tenha desempenho igual ou 2 vezes superior à da GPU integrada. Fora desse intevalo (abaixo de 0,5x ou 3x ou acima), o recurso é desativado.

Se você (como eu) não conseguiu decifrar o gráfico acima, a boa notícia é que a MSI divulgou outro bem mais fácil de ser digerido:

Outra metade integrante da plataforma Llano é o seu chipset que, neste caso, está disponível em duas versões: A mais simples, chamada AMD A55, e a versão de luxo, com nome AMD A75. As principais diferenças entre esses dois modelos está no chipset A75, com suporte nativo para SATA 3.0/SATA 600 (seis portas) e quatro portas USB 3.0 integradas (mais 10 USB 2.0 e mais 2 USB 1.1).

Já o chipset AMD A55 oferece suporte para seis portas SATA 2.0/SATA 300 e as portas USB se limitam a 14 portas USB 2.0 e duas USB 1.1:

Fora o A8-3850, a AMD também já oferece uma versão mais simples, chamada de A6-3650. Note que ambas terão uma versão menos performática (porém com turbo) — A8-3800 e A6-3600 — previstas para chegar ao mercado ainda neste trimestre. Segundo uma apresentação divulgada pela MSI, no final deste ano devem chegar ao mercado os AMD A4-3400 e AMD E2-3200 dual core. Fora isso, já circulam no mercado roadmaps que já citam o sucessor do AMD E-350 (E-450) e do C-50 (C-60), prova de que o pessoal de Sunnyvale não está dormindo no ponto.

Como já havíamos comentado no mês passado, a AMD finalmente ouviu nossa choradeira e reinventou sua estratégia Vision, criando novos selos de identificação que adicionam a família de APUs ao selo vermelho e preto. Qualquer semelhança com o sistema BMW (séries 3-5-7) do pessoal de Santa Clara não é mera coincidência:

E como os produtos do pessoal de Sunnyvale irão se posicionar em relação aos do pessoal de Santa Clara? Pelo que entendi, a estratégia da AMD será de posicionar seus produtos nos nicho intermediário entre duas classes de produtos Core. Por exemplo, os AMD série A6 irão competir com os Core i3 topo de linha e os Core i5 de entrada, e assim por diante.

Pode parecer estranho que um chip com um número 6 irá competir com outro entre 3 e 5, mas como um colega meu que é bamba em marketing comentou — essa sacada é brilhante, já que os computadores de linha já estão tão rápidos que a percepção de desempenho está se tornando algo relativo, principalmente se estivermos falando de muita gente que está diante da sua primeira compra de computador.

Disse ele: Se alguém for comprar um carro novo, o que faz uma pessoa optar por um modelo com motor 1.8 em vez de 1.6? Aqueles que optarem pelo modelo 1.8 irão fazê-lo porque primeiro porque eles podem (= status, auto-estima, impressionar as garotas) e segundo porque eles acreditam 1.8 é maior/melhor que 1.6 (duh!). Porém… o que esses 200 centímetros cúbicos a mais realmente representam na vida real? O quão mais rápido ele é que um modelo 1.6? Com o trânsito maluco de algumas cidades (como São Paulo) isso vai me levar mais rapidamente de casa para o trabalho e vice-versa?

E ele continua: quantos programas que usamos no dia a dia realmente tiram proveito de recursos avançados como multithreading ou computação de 64 bits? Isso faz diferença quando enviamos um e-mail ou navegamos na internet? Jogos? O que representa o mercado de gamers hardcore (~5 %) diante dos outros 95 % dos outros que se consideram jogadores casuais que dizem conseguir viver bem com aceleradoras modestas como as GMAs da vida.

Henrique comenta: idem para celulares “dual-core”.

Vídeo em HD? Taí uma aplicação cada vez mais popular e é algo que realmente depende de desempenho da CPU/GPU, mas nesse caso o pessoal de Sunnyvale se garante com o Fusion e suas Radeons integradas.

Assim  a teoria do meu colega é que o público alvo do Fusion irá à loja e poderá até optar por um A6/A8 em vez de um Core i3/i5 só por que o número é maior. E se ele não tiver nenhuma referência de desempenho, ele nunca saberá se o produto que ele deixou passar na loja é melhor ou não. A única coisa que ele terá certeza é se seu novo computador atende ou não às suas necessidades ou seja, caso afirmativo tudo bem, e caso negativo ele vai se certificar de comprar um produto melhor da próxima vez.

Isso pode até parecer uma política moralmente questionável, mas cá entre nós, a AMD não está fazendo nada de errado já que: 1)  não está escondendo nada do público e 2), ela nunca disse que existe alguma correlação/equivalência do seu sistema 2-4-6 para o 3-5-7 do concorrente.

Como dizia o personagem Mr. Tweedy do filme “A Fuga das Galinhas” (2000): ” It’s all in me head ” 🙂

Assim, durante o último Fusion Developer Summit 2011 a AMD deixou claro que as APUs A8 irão competir (em preço) diretamente com o Core i3 2120 e o Core i5 2300, enquanto que o A6 irá bater de frente com o Core i3 2100. Interessante notar que — como já dissemos várias vezes — o pessoal de Sunnyvale confirma que as APUs da série E irão competir com os Pentium e não com os Atoms (alvo da série C). A única coisa que não fica clara para mim é saber o que o pessoal de Sunnyvale terá para bater de frente com os Core i7 topo de linha/Extreme — uma APU série A10 ou um A8 Black edition?

Como sempre, a ênfase está sempre sobre o desempenho dos seus gráficos integrados (nag, nag, nag…)

Deixemos o papo-cabeça de lado e vamos ao que realmente interessa:

A primeira vista, a nova APU da série não difere muito de seus antecessores com soquete AM2/AM3. Note a presença da capa metálica que protege sua pastilha de silício e ajuda na dissipação térmica do produto.

Entretanto, podemos ver que a disposição dos pinos de contato na sua base diferem do seu antecessor. Curiosamente, o novo chip possui 905 pinos contra 938 pinos dos Phenom/Athlon. Isso, de certo um modo, garante que uma APU não seja erroneamente instalada numa placa-mãe AM3 e vice-versa.

Assim, junto com a APU série A chega ao mercado um novo soquete batizado de “Socket FM1” (que lembra vagamente o bom e velho soquete 754)…

… o que fez com que diversos fabricantes anunciassem toda uma nova geração de placas-mãe com o novo soquete baseados nos novos chipsets A55/A75. E por causa disso, para testar a nova APU da AMD, recebemos também a placa-mãe A75MA-G55 (MS-7696) da MSI.

Trata-se de uma placa-mãe Micro-ATX com chipset A75 mais voltado para o mercado mainstream e uso geral. É um produto de aparência honesta, versátil e sem muita perfumaria.

Segundo a MSI, a A75MA-G55 faz parte de uma nova categoria de produtos que eles descrevem como “Military Class II”. Isso não significa que ela consegue parar uma bala e sim que seus componentes passam por controles de qualidade e testes mais rígidos, proporcionando assim produtos de melhor qualidade, maior vida útil e excelente desempenho. Para isso seus diversos componentes passam por diversos testes realizados por um laboratório externo para atender as especificações MIL-STD-810G.

Como vimos acima, o novo soquete FM1 tem um “furo” no seu centro, o que pode até facilitar a sua identificação quando exposta na vitrine da loja…

Fora isso, o processo de instalação do chip não difere dos modelos anteriores.

Uma boa notícia é que o sistema de encaixe/fixação do cooler parece ser compatível com os modelos atuais usados nos soquetes AM2/AM3.

O que inclui o seu conector de energia (CPUFAN):

Seu conector ATX de 12V para a CPU também segue o padrão de mercado…

… assim como o principal de 24 pinos:

A A75MA-G55 vem equipada com quatro slots para pentes de memória SDRAM DIMM DDR3  (unbuffered) de 1.066/1.333/1.600 MHz ou até 1.866 MHz no modo overclocked. Sua capacidade máxima é de 32GB Max.

Esse sistema pode trabalhar tanto no modo single quanto dual channel. Nesse último caso, o usuário deve sempre utilizar pares de pentes de mesmo tamanho e especificação (duh1), mas segundo o manual de instruções, caso o usuário opte por instalar apenas dois pentes, eles devem ser instalados nos slots 2 e 4 e não nos slots 1 e 2 ou 1 e 3:

Interessante notar que essa placa oferece suporte para módulo de segurança TPM (JTPM1)…

… além de algumas interfaces legadas como uma serial RS-232-C (JCOM1)…

… e até uma porta paralela (JLPT1), mas para utilizá-las é preciso adquirir um cabo específico para dispor essas portas do lado de fora do gabinete que — por sinal — não acompanham o produto.

A direita do mesmo temos as seis portas SATA 600, com suporte para RAID 0 (striping), RAID 1 (mirroring) e RAID 10 (striping + mirroring)…

… e logo acima destes podemos ver o chipset A75 montado embaixo de um simples irradiador de calor.

Ao removê-lo podemos ver o novo chipset em todo o seu esplendor, incluindo a curiosa disposição da sua pastilha de silício:

No canto direito concentram-se as conexões com o painel frontal (nesse caso dividido em dois conectores JFP1 e JFP2), duas saídas para quatro portas USB 2.0 (JUSB1 e JUSB2) e um curioso conector para duas portas USB 3.0 (J4)…

… que se conecta num painel especial (na cor azul) e que ocupa um slot do gabinete traseiro.

A esquerda do conector USB 3.0 temos o jumper (JBAT1) que corta a alimentação da bateria (Clear CMOS)…

… e no canto superior temos a saída de áudio para o painel frontal (JAUD1) e S/PDIF Out (JSP1)

Outro conector que existe nessa placa é o JSPI1, cuja função não é descrita pelo manual, mas aparentemente é usado para instalar a BIOS diretamente na sua memória flash (localizada ao lado), acelerando assim esse processo na fábrica.

A A75MA-G55 vem equipada com quatro slots para placas de expansão sendo uma PCI, duas PCIe x16 e uma PCIe x1. Segundo a página do fabricante, o slot PCIe x16 da esquerda (PCI_E2) possui barramento PCIe x4.

Finalmente no painel traseiro podemos ver suas quatro portas USB 2.0, duas USB 3.0 (conector azul), rede Gigabit Ethernet, som em HD “Azalia” de oito canais e três saídas de vídeo: SVGA padrão, DVI-D e HDMI. Observe, porém, que nesse caso o conector DVI-D não pode ser usado ao mesmo tempo que o HDMI. Sua única porta PS/2 pode ser usada para ligar ou um teclado ou um mouse, tentei até usar um cabo “Y”, mas não funcionou.

Sob testes:

Como essa placa-mãe é mais voltada para uso geral/upgrade de sistema, optamos por instalar componentes mais de linha, incluindo um disco rígido padrão SATA 300. Assim, para realizar esse teste, instalamos 4 GB de SDRAM DDR3 1066 distribuídos em dois pentes Kingston KVR1066D3N7/2G de 2 GB cada e um disco rígido Western Digital WD1600AAJS de 160 GB. O sistema operacional utilizado foi o Windows 7 Ultimate de 32 bits.

Para nossa surpresa, no Índice de Experiência do Windows 7 o desempenho em gráficos foi o item que segurou a pontuação geral em 5,2 pontos, o que não é de nada ruim, já que a Microsoft recomenta um score de pelo menos 4 pontos para qualquer aplicação que demande processamento intensivo, como processamento de imagens e de vídeos.

Só para se ter uma idéia desse valor, nesse mesmo teste o Vaio Y com Zacate bateu 3,8 pontos. Só que nesse caso o que assegurou esse valor foi o desempenho da CPU e não da GPU.

Esse poder de processamento de mídia também fica mais claro nos testes de HDxPRT, onde o A8-6850 bateu 144 pontos no Create HD Score e cinco estrelas no Play HD Experience.

Esse desempenho foi semelhante no novo benchmark HDxPRT 2011, tque agora é uma iniciativa independente da Intel e tocada por um grupo independente.

Já no Sysmark 2007 Preview, o sistema bateu 142 pontos, desempenho muito bom para um PC de linha (cuja referência fica em torno de 100 pontos).

Já no PC Mark Vantage, o computador obteve 5.407 pontos .

No AutoGK 2.45, o sistema levou 1h03m21s para transformar um filme em DVD para um arquivo AVI de 700 MB. O processo oposto (criar uma imagem de DVD a partir de um arquivo de vídeo) feito com o DVDFlick 1.3.0.6 foi de 3h02m21s utilizando um thread e 2h01m0s  utilizando quatro threads. Novamente um resultado acima da média.

Segue abaixo os resultados do Cinebench 11.5…

… e do Super Pi, que ainda não é pro David Lopes (ele continua de castigo):

Como essa APU oferece suporte para DX10/DX11, deu para rodar o 3D Mark Vantage no Modo Entry…

… e no Modo Performance:

E pela primeira vez publicamos os resultados com o novo 3DMark 11 no Modo Entry…

… e no Modo Performance:

Também rodamos o Unigine Heaven Benchmark 2.1 na resolução padrão de 1.024 x 768 pixels…

… e no modo de tela full HD (1.920 x 1.080 pixels):

Para medir seu consumo de energia num cenário de uso mais real, eu peguei meu medidor de energia e monitorei o sistema rodando o PCMark 2005. Na média ela consumiu em média de 67,1 watts, com picos de 142,6 watts.

Nossas conclusões:

Assim como no lançamento do E-350 Zacate, a nossa impressão da plataforma Llano com AMD A8-3850 é bastante positiva no sentido que ela demonstra todo o potencial na plataforma Fusion no segmento de desktops mainstream.

Muitos podem estar interessados em saber nossa opinião sobre esse produto em relação ao concorrente de Santa Clara, mas o problema nesse caso é que até hoje só testamos um único sistema de mesa com Sandy Bridge: uma  Intel Core i5 2500k + placa-mãe ASUS P8H67-M EVO cujo desempenho geral (excluindo obviamente os gráficos em 3D) foi sensivelmente superior ao da AMD.

Mas isso significa que o Fusion para desktops não é páreo para os Core ix da Intel? — não diria que sim nem que não, muito pelo contrário…

Digo isso porque de um certo modo, a estratégia da AMD não é (e nem deve ser) de bater de frente com o concorrente baseando-se nos critérios clássicos como preço e desempenho. E para enfrentar uma empresa com 80% do mercado e vinte fábricas de US$ 5 bi nas costas, o pessoal de Sunnyvale só tem chances sendo mais ágil e esperta na suas ações de mercado.

Para mim, a proposta da AMD com o Fusion é de oferecer para o mercado uma plataforma que apresenta (na opinião deste ZTOP) uma excelente relação entre preço e desempenho para um desktop de linha com gráficos integrados. O que nossos números mostram é que mesmo não sendo o chip e a GPU mais veloz do mercado, o A8-3850 atende plenamente — e até com alguma folga — as demandas da maioria do seu público-alvo, que não é jogador inveterado nem entusiasta de overclock que passa o final de semana mexendo na BIOS da sua placa-mãe para arrancar 5% de desempenho.

Como já disse Ronaldo Miranda (atual presidente da AMD Brasil) com essa nova plataforma, a empresa poderá competir de uma maneira diferente, já que o conceito de APU representa um salto a frente do que já foi feito até hoje no mercado de PCs. Isso porque ela irá provocar no consumidor uma sensação que ele chama de “motivação de consumo“,  no sentido de que seu produto oferece realmente algo novo e desejável como excelente suporte para computação visual e maior autonomia (no caso dos portáteis). Fora isso, espremendo a CPU e a placa de vídeo em um único componente é possível simplificar o processo de produção baixando custos, resultando assim num produto mais em conta no ponto de venda — algo que soa como música no ouvido de muitos consumidores brasileiros.

E como já comentamos acima sobre a estratégia de posicionamento dos produtos da série A, num mercado como o nosso onde o conceito de desempenho bruto perde espaço para a capacidade de atender (ou não) aos desejos dos seus usuários, o Llano tem grandes chances de dar certo.

Resta saber o que o pessoal de Santa Clara acha disso e o que ela está fazendo para reverter essa situação, já que conhecimento, pessoal, capacidade de realizar e grana eles têm de sobra. Resta saber se o timing e a janela de oportunidade estarão a seu favor.

Quem viver, verá.

 

 

Resumo 1: APU AMD A8-3850
O que é isso? CPU com gráficos integrados para desktops mainstream e uso geral.
O que é legal? Tecnologia moderna, bom desempenho, excelente suporte para gráficos e vídeos.
O que é imoral? Ele não dispõe da tecnologia Turbo Core, sacrificando um consumo mais racional em favor de mais desempenho. Sua estratégia de branding pode confundir o consumidor mais leigo, principalmente se comparado com a do concorrente.
O que mais? Seu desempenho gráfico pode até melhorar combinando seus recursos com uma placa de vídeo externa.
Avaliação: 8,5 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço sugerido:  US$ 138 (nos EUA. Preço unitário para lote de mil peças)
Onde encontrar: www.amd.com.br

 

Resumo 2: Placa mãe MSI A75MA-G55
O que é isso? Placa-mãe mainstream para uso geral.
O que é legal? Rica em recursos. Oferece suporte nativo para SATA 6 Gb/s e USB 3.0. Já vem com dois slots PCIe x16 (= Crossfire?)
O que é imoral? A maneira de como instalar os pentes de memória em dual channel não é intuitiva e pode levar a erros de configuração (RTFM!)
O que mais? Empresa afirma que seus componentes atendem a especificação MIL-STD-810G.
Avaliação: 8,0 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço sugerido: não divulgado
Onde encontrar: www.msi.com.br

 

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • ttdo_19 12/07/2011, 21:31

    Parabéns pelo review, o pessoal da AMD acertou, na minha opinião, focar em gráficos e não só em processamento bruto.

    DICA: já saiu a versão mais nova do CPU-Z 1.58, acho que tem suporte para as APU's

    Valeu

  • Rogerio0991 13/07/2011, 00:55

    Parabéns pelo review!
    Gostaria de saber se com um pc nestas configurações do teste, quais jogos seriam possíveis de jogar, por exemplo, em resolução/configuração média?
    Espero que o custo das APUs não fique muito alto, visto que se a AMD vier com preços arrasadores, ela conquistará de vez a terra dos tupiniquins (uma vez que meu notebook roda em plataforma AMD, e está sendo uma experiência muito boa)

  • Zenriq 13/07/2011, 16:19

    Sinceramente acho que onde esse conceito de APUs é realmente um diferencial é no mercado de notebooks/netbooks já que as soluções da Intel apresentam um desempenho gráfico ridículo.

    Agora uma oportunidade ainda pouco explorada é o uso da parte gráfica da APU para computação especializada… renderização de 3D, Edição de Vídeos / Fotos… como ocorre nesses "Apps" Fusion ( http://sites.amd.com/us/fusion/apu/Pages/apps-dem… )

  • mnagano 13/07/2011, 16:32

    Sim, isso é fato. Tanto q um dos grandes desafios da AMD agora é de convencer os desenvolvedores de software a abraçarem a tecnologia GPGPU e colocar no mercado mais aplicações que tirem proveito de todo potencial das suas novas APUs.

    Como os fabricantes de eletro-eletrônicos já descobriram, o que vai convencer as pessoas comprarem uma TV 3D não vai ser a disponibilidade do hardware e sim a maior oferta de conteúdo.

  • Bruno 14/07/2011, 21:22

    Sabe-se la pq nao saiu um comparativo com algum jogo…

  • Igo 15/07/2011, 17:00

    Tirando o BrOffice/LibreOffice, a maioria das aplicações que minha empresa utiliza funcionam pela WEB que ficam hospedadas em servidores em Brasília. Acho que a maioria das pessoas, como citado na notícia, faz tarefas simples como Editar Texto + Acessar WEB + Ouvir Música + Assistir Vídeo, e isso já é feito bem pelos processadores x86 ha algum tempo e mais recentemente pelos processadores ARM. Estou falando de processamento, não de usabilidade. Talvez o graal dos processadores seja neste momento reduzir o consumo de energia e os preços.

  • dflopes 15/07/2011, 18:24

    Ei, pq ainda de castigo. Eu estava de férias e "TERMINANTEMENTE PROIBIDO" de acessar internet (seja tablet ou celular) – nem levei notebook!!!! Relaxa minha pena, seu delegado!!! ^.^

    Acho uma ótima estrategia da AMD. Basta que os lojistas coloquem o youtube HD rolando, o facebook aberto, junto com word, excel e msn.
    Qdo o cliente ver que roda tudo que ele precisa, compra na hora, se comparar com intels.

    Sempre fui usuario de intel, graças ao melhor processamento matemático – que uso em pesquisa cientifica – mas isso vem ficando pra trás, graças aos compiladores especificos para GPUs que vem saindo ultimamente.

    S[o náo entendo duas doisas? pq limitar a plada de video dedicada (2x a potencia da GPU interna) e essa forma de instalação das memorias (slot 2 e 4)

    E pra quem quiser testes de jogos, tem um tópico no fórum do clube do hardware com diversos jogos testados no Zacate (Vaio YB15AB): http://forum.clubedohardware.com.br/notebook-sony

  • Vinicius 28/07/2011, 08:18

    Achei um pouco lenta a memória, se aumentar os fps aumentam significativamente segundo alguns bechmark q eu vi.

  • Eneas 12/10/2011, 15:50

    Porque não testam com algo em linux? Um glxgears basicão iria ser ótimo.