Resumo da semana 24 de 2019

R

Hacker aqui… ops, quer dizer, Interfaces #07 chegando na semana em que tecnologia virou balbúrdia e o Telegram conseguiu se popularizar sem ser por causa de uma queda do WhatsApp.

O app foi o centro de um vazamento de mensagens entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol e retomamos o debate sobre qual app é mais seguro, se algum deles é efetivamente seguro, como o Telegram é invadido, qual o app mais seguro e como podemos proteger nossas conversas seja no Telegram ou no WhatsApp.

A questão é que enquanto se especula se os apps foram hackeados ou se as vítimas do vazamento foram alvos de ataques sofisticados e tecnológicos ou apenas de engenharia social. O Telegram segue afirmando que não foi hackeado.

Eletrônicos de consumo

A LG, sem nenhum alarde, deu o primeiro sinal de que vai entrar no mercado de alto-falantes inteligentes no Brasil. O primeiro produto a chegar pode ser o LG XBoom Speaker WK7 com Google Assistente (sem preço, sem data, com porta-voz desconversando), que está sendo demonstrado na Casa Cor, em São Paulo.

6Z é o novo nome do Asus Zenfone 6 na Índia, já que a empresa de Taiwan está sendo processada por uma operadora local que usa as marcas Zen e Zenmobile.

Jean-Louis Gassée (executivo da Apple nos 80-90) analisa o novo Mac Pro.

Reviews: Moto Z4, Moto One Vision, Redmi Note 7,

Gadgets: novo monitor gamer da Samsung, finalmente compatível com G-Sync. Mi Band versão 4 tem tela colorida (junto com mais 185 produtos da Xiaomi nos últimos 2 anos, como a também nova Amazfit Verge 2) – será um bom teste para ver quanto tempo demora para as novidades da Xiaomi chegarem ao Brasil após seu lançamento.

Novas cores para os fones Beats Solo 3 Wireless. A HTC resiste na Ásia com o smartphone U19e.

Vazamentos: O Google mostrou as primeiras imagens do Pixel 4, após um vazamento prévio. Mais um leak do iPhone 2019 (que parece finalmente abandonar o Lightning pelo USB-C). Um chute da chegada do Huawei Mate 30 com sistema novo (Oak OS) em outubro (ou agosto ou setembro). O smartphone dobrável da Oppo e intensificam os detalhes “vazados” do Note 10, que deve vir em dois tamanhos diferentes (6,75 polegadas!) e sem entrada de fone de ouvido (buuu).

Com atraso, a Xiaomi/DL começou a vender online no Brasil.

Smartphones são a principal plataforma no Brasil para games, de acordo com a pesquisa Game Brasil 2019.

Falando em games, a semana da E3, maior feira do setor, trouxe novidades dos estúdios e plataformas tanto no evento como em apresentações paralelas – e daria para fazermos uma edição dedicada única e exclusivamente a isso. Mas preferimos deixar vocês com a lista completa dos lançamentos, uma listagem mais extensa, com alguns detalhes a mais. O IGN fez uma cobertura bastante completa e o The Enemy escolheu os anúncios mais bombásticos. De qualquer modo, foi uma E3 com uma curiosa participação de estúdios chineses.

Internet

Datas memoráveis: 20 anos de Napster, num resumo saudosista do Link/Estadão.

Na clássica resposta ao ato de “fui invadido”, o Radiohead usou essa desculpa para vender gravações antigas obscuras por tempo limitado e levantar um dinheiro para caridade.

Um dev chinês criou um bot de WeChat para falar com a namorada dele. Ela só achou estranho a resposta vir rápido.

O Shazam agora identifica músicas mesmo se você estiver usando fones de ouvido no smartphone Android.

Deep Fakes: Artistas fizeram Mark Zuckerberg falar coisas para ver se o Instagram mantém o vídeo no ar, uma vez que o Facebook se negou a retirar vídeos semelhantes da plataforma em outras ocasiões (e se diz “neutro” sobre o tema). Will Smith achou o máximo terem feito um deep fake dele. De qualquer modo, o futuro é tenebroso, já que sistemas de inteligência artificial podem ajudar a criar vídeos falsos ao digitar uma frase. A  previsão para as próximas eleições nos EUA também é de impacto dos vídeos falsos.

Qual o interesse das companhias aéreas em usar reconhecimento facial? Um pesadelo de privacidade vem aí em nome da conveniência, diz o Washington Post. Delta e Jet Blue dizem que o uso da tecnologia é opcional ao passageiro (de qualquer modo, a base de dados já foi invadida).

A Wired visitou um “hotel da internet”, um prédio em Nova York onde as redes de diversas operadoras e empresas se interconectam.

Certos youtubers vivem nervosos de propósito – toda essa braveza é pra conseguir audiência (tem muitos assim no Brasil). O New York Times fez um levantamento de como o YouTube ajuda pessoas fracas das ideias a se radicalizar. Em vídeo, o CEO do Google defende as práticas adotadas pelo braço de vídeos da Alphabet.

Já a CEO do YouTube pediu muitas desculpas para a comunidade LGBTQIA+ durante a Code Conference. Ina Fried, uma das primeiras repórteres trans do mundo da tecnologia, perguntou se Susan Wojciki estava arrependida apenas por ter ofendido a comunidade.

O que o Facebook fez certo esta semana: suspendeu a Natural News, uma página de conspirações extremistas que já tinha sido banida do Twitter e do YouTube. O dono da página pediu pro governo Trump usar “os militares” contra as Big Tech. Ah tá.

O que o Facebook fez errado esta semana (1): em 2012, o Facebook prometeu aos EUA melhorias na proteção de privacidade dos usuários. Nunca cumpriu, registrou por e-mails internos que não era prioridade, as mensagens vazaram e vai dar problema. (2) Voltou a permitir apps de rastreamento, ainda que com muitas restrições.

#ClownCheck: a hashtag popular do TikTok na semana causa arrepios (uma explicação aqui)

O New York Times liberou de graça seu curso de treinamento de dados para jornalistas.

O que Elon Musk está fazendo vez de entregar os pedidos atrasados de carros? Essa semana o bilionário falou sobre jogos de videogame que usariam o volante como controle em seus veículos. Ah… e a Tesla fará um downgrade em seus Model 3 básicos, que vêm rodando com features de versões mais caras, como maior autonomia, aceleração e piloto automático, e em alguns dias terão que passar em uma autorizada e pagar a mais para ter acesso a essas funções.

O Uber continua obcecado com o carro voador.

Como remover o fundo de fotos em instantes: Remove.bg

Linha do Tempo Guerra Fria 2.0

8/6 – Um resumo inesperado no Estadão sobre o caso. Na Veja, a intenção de abrir lojas próprias no Brasil (paywall) – mas a empresa não confirma.

9/6 – A marca NOVA foi registrada pela Huawei na Europa em 28 de março. Nova já é o nome de uma linha de smartphones intermediários, mas também pode ser (chute nosso) uma marca europeia da Huawei, fugindo dos embargos dos EUA.

A resposta chinesa – uma lista de empresas norte-americanas banidas – parece estar prestes a sair. Intel, Qualcomm e LG estão proibindo (errr, citando o compliance) seus funcionários de falar com pessoas da Huawei sobre 5G.

10/6 – A suspensão do banimento da Huawei nos Estados Unidos pode passar de três meses para três (ou até quatro) anos, de acordo com o Washington Post. Mas é apenas o pedido do chefe do orçamento da Casa Branca em busca de maior segurança para os EUA a médio prazo – o que faz sentido. A Cisco diz que o banimento não impacta seus negócios.

11/6 – Fontes indicam que a Apple consegue produzir iPhones fora da China. O nome do novo OS da Huawei (“HongMeng”) foi registrado no… Chile (e em outros países). Na CES Ásia, a Huawei admitiu que não deve chegar a número 1 em smartphones neste ano.

12/6 – A Huawei resolveu cobrar US$ 1 bilhão da operadora Verizon, nos EUA, pelo uso de 230 patentes e pediu pra FCC (a Anatel dos EUA) não se intrometer em questões relativas ao banimento

13/6 – No México, a Huawei prometeu investimentos “pesados” aos países que adotarem suas tecnologias 5G. E em semana de E3, quem disse que a Huawei ficaria de fora das ofertas de cloud gaming?

14/6 – O smartphone dobrável Mate X terá seu lançamento atrasado. Diz a Huawei que a culpa é da tela dobrável que precisa ser aprimorada (e os problemas que a Samsung teve com o Galaxy Fold, não o embargo de Trump.

TechBiz

Mary Meeker, oráculo da internet, soltou essa semana seu enorme estudo sobre o estado atual da rede. Michel Lent resumiu os 334 slides em apenas 39 de máxima importância.

No Brasil, o Governo Federal quer reduzir o imposto de importação de eletrônicos, o que pode ser bom por um lado, mas pode também causar sérios problemas para a indústria local. E já temos uma rede em blockchain para o Sistema Financeiro Nacional, para os bancos fingirem que são modernos.

A Salesforce comprou a Tableau, principal ferramenta de análise de dados (e que tem até versão gratuita) por US$ 15,3 bi.

Fintechs (Nubank, Inter) e m-commerce (iFood) lideram o uso de apps no Brasil, diz pesquisa.

Theranos foi a promessa das health tech (e a maior picaretagem moderna bancada por venture capital). Onde estão seus ex-funcionários hoje e como eles contam no LinkedIn – a terra da prosperidade e relevância sem limites – essa história? O Quartz tenta responder.

Troy Hunt, super-herói da cibersegurança, colocou seu serviço Have I Been Pwned à venda, com ajuda da KPMG. E deu nome ao novo conceito: Projeto Svalbard, com a promessa de manter tudo igual.

Coisas que só acontecem no e-commerce brasileiro: a Via Varejo vai voltar a ser controlada pelas Casas Bahia e a disputa pela Netshoes continua com uma nova megaoferta da Centauro e contraproposta da Magalu.
Números enormes: mais dinheiro para a Gympass (alerta de unicórnio); mais uma empresa no mercado de maquininhas de cartão, a InfinitePay, que promete taxas menores aos vendedores na antecipação de recebíveis; próximo passo da expansão do Nubank é a Argentina.

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

RSS Podcast SEM FILTRO




+novos