Preview: Asus Eee Pad Transformer TF101

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O mundo dos tablets com Android 3.0 começa a ficar um pouco mais divertido. O pessoal da Asus vai lançar seu Eee Pad Transformer TF101 em meados de junho/julho no mercado brasileiro (provavelmente na mesma época do Galaxy Tab 10.1 e poucos meses após a chegada do Motorola Xoom)

Uma versão preliminar do produto, com o software em fase de testes ainda, já está no Brasil, e este ZTOP foi lá vê-lo de perto.

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À primeira vista, o Transformer parece um netbook comum, com tela de 10,1″ e teclado embutido…

Mas a tela se destaca do teclado e ele se transforma em um tablet.

O Transformer fechado  – detalhe para o acabamento com padrão e que não deixa marca de dedos (uia!).

Um ponto positivo no design do Transformer: o botão de liga/desliga fica na lateral do produto, não atrás do aparelho (viu, Motorola Xoom?). Aqui, no modo tablet, ele apresenta na lateral esquerda o controle de volume também…

E, do outro lado, o slot para cartão microSD (recurso ainda não liberado pelo Google no Android 3.0), uma saída de vídeo miniHDMI e a entrada 3,5 mm que funciona para microfone e fones de ouvido.

E, embaixo, o conector do carregador de bateria/encaixe da base com teclado.

Na parte de trás, uma câmera de 5 megapixels… (na frente, a webcam é de 1,2 megapixel).

Mas o real valor do Transformer se percebe com a base com teclado encaixada.

Uma trava no teclado solta a tela (e já a ergue, deixando fácil de remover – e precisa esperar um ‘clec’ e um pouco de pressão para prender de volta).

Com a base conectada, uma das mensagens mais estranhas que já vi numa notificação de sistema:

As teclas, estilo “chiclet”, são um pouco pequenas para estes dedos sujos e grandes de digitador. Questão de costume, eu creio.

O mais interessante, porém, é que a base tem duas portas USB 2.0 funcionais, uma de cada lado do aparelho, e um leitor de cartões SD/SDHC/MMC para complementar o leitor microSD do tablet.

A bateria do Asus Transformer tem duração estimada pela fabricante em 9,5 horas no modo tablet. Conectado ao teclado, que tem outra bateria interna, esse tempo pode chegar até 16 horas. Quando conectados, a base recarrega automaticamente o tablet (o lapdock do Motorola Atrix funciona de maneira igual, por sinal).

Ao conectar um pen drive a uma das portas USB, o reconhecimento é automático…

E o ícone na barra de notificações permite navegar/abrir os arquivos (ícone da pasta) e ejetar com segurança o dispositivo de armazenamento (o ícone com “x” vermelho à direita).

Uma visão do tablet + teclado fechados… Note o design curvilíneo do aparelho (na foto que abre este post, dá para ver que, uma vez aberta, a base fica em um ângulo em relação à mesa).

A ASUS promete embarcar alguns aplicativos específicos para o Transformer em sua versão final. Já que a plataforma Honeycomb ainda carece de apps nativas, é uma boa notícia vinda do fabricante. Um deles é o MyNet, uma interface para navegar em conteúdos em rede compartilhados via DLNA (e reproduzi-los). Outro é o pacote de produtividade Polaris Office 3.0, para criar e editar planilhas, textos e apresentações, que pode atrair um público mais corporativo para o tablet híbrido. E a Asus oferece um serviço de armazenamento de arquivos online (MyCloud) para seus consumidores.

A clássica tela de versão do software:
E, finalmente, na hora de ir embora, pedi para ver a fonte de alimentação. É um cabo USB com conector proprietário com uma tomada com entrada USB. Simples, pequeno, portátil, que se conecta a qualquer USB livre no seu PC (de novo, bronca na Motorola com a fonte de netbook pro Xoom). A versão brasileira, claro, virá com o temido tridente do capeta.
Como não poderia deixar de ser, este ZTOP no navegador do Transformer.
A Asus pretende lançar o Eee Pad Transformer em meados de junho/julho no mercado brasileiro, e não há previsão de preço ainda (eles dizem que será “agressivo”). O produto será vendido em versões Wi-Fi e Wi-Fi + 3G, e só o tablet (sem a base/teclado) será oferecido numa primeira fase. Eu gostei bastante do teclado integrado, da porta USB funcional (deu pra ligar um mouse e um HD externo) e mantenho a esperança de uma ampliação de apps para Android 3.0 em um futuro próximo (assim como estamos na torcida pela MP dos tablets, que pode deixar tudo mais barato).
Assim que o produto chegar à versão final, faremos nossos testes de software, navegação em Flash e desempenho em vídeo. A conferir.

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin é o fundador do ZTOP+ZUMO e da newsletter de tecnologia Interfaces. Já escreveu na PC World, PC Magazine, O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e criou o ZTOP+ZUMO em 2007, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC.

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